quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Não te detenhas!




Essa ordem que Deus deu a Lot é também uma ordem que Ele, continuamente, dá a cada um de nós. Não se deter na planície significa não se agarrar às coisas pequenas, não perder tempo com coisas insignificantes, não se deixar abater pelos problemas e pelas dificuldades.

A vida é como andar de bicicleta: se parar, cai, pois o equilíbrio vem do pedalar. O mesmo ocorre com os aviões. Se param, caem. O que sustenta seu equilíbrio é o movimento dos motores.

É bom observar que a bicicleta tem duas rodas e um guidão, ou seja, o equilíbrio depende também de uma direção bem determinada. Quem não tem uma meta facilmente se cansa. É preciso saber para onde ir e ser persistente nessa direção.

Quem estaciona na planície, além de ver apenas o lado negativo de tudo, enxerga com lente de aumento. Já quem não tem outros horizontes, só vê o obstáculo e, como se aproxima muito dele, acaba se sentindo pequeno demais para vencê-lo. Essa atitude é alimentada pela acomodação, que muitas vezes é vista como um valor. Jesus disse que o Reino dos céus é dos violentos. Creio que seja este o grande sentido dessa revolucionária palavra de Jesus: é preciso lutar, com garra, para se conquistar o Reino.

O Reino deve ser nossa grande meta. Quem não tem uma meta definida para em qualquer obstáculo. Quem não sabe para onde vai, e o porquê de sua caminhada, não chega a lugar nenhum. O mesmo ocorre com quem persegue duas metas ao mesmo tempo: não atingirá uma e a outra se perderá.

O ser humano é chamado a ser grande. No projeto de Deus, o ser humano foi criado para ser o senhor da natureza e de todas as coisas desse mundo.

Fonte: Livro “Buscai as Coisas do Alto”, Pe. Léo

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

#JMJ2013

O dom das lágrimas



Há pessoas que têm o dom de consolar e de levar a beleza por onde elas passam... parece que carregam na boca um pedaço do céu e os seus rostos têm a clareza e o frescor de uma manhã de sol. Não nos enganemos: tornaram-se assim à custa de muitas lágrimas. Formaram-se na escola do sofrimento. São frascos de perfume que, quebrados pela vida, exalam a mais encantadora fragrância: o amor.

A Palavra de Deus fala de um tipo de oração feita entre “lágrimas” que é poderosíssima. Isso por se tratar de um dom do Espírito Santo. É uma oração eficaz que Deus atende prontamente. Por isso está escrito: “Roguemos ao Senhor com lágrimas que nos conceda a sua misericórdia como lhe aprouver, para que assim como se perturbou o nosso coração com o orgulho dos inimigos, do mesmo modo encontraremos glória em sua humilhação” (Jt 8,17). Deus tem o poder de transformar em vitória a humilhação que vivemos no momento presente. O choro nos esvazia na presença do Senhor e, quando um coração está vazio de si mesmo, Deus o encherá. É a humildade que atrai o Senhor ao nosso encontro.

No dom das lágrimas, Deus cura o coração ferido pelo pecado, purifica-o e fortalece-o contra todo mal e toda tentação. Trata-se de um favor, um dom que Deus concede de graça, um benefício que Ele dá e que tem o poder de tornar a pessoa liberta. Esse dom tem a força de devolver a felicidade aos que se perderam de Deus e mergulharam nas trevas da tristeza. É uma graça especial e firme de intercessão que age em nós para salvar as pessoas.

Por incrível que pareça, quando falo do dom das lágrimas, vejo que muitas pessoas se surpreendem. Não sabiam de sua existência. Não o conheciam como um dom. Mas, mesmo sem saber dar-lhe um nome, muitos cristãos, no mundo inteiro, o conhecem muito bem, porque o possuem, vivem, experimentam e o aplicam em sua vida a cada dia. Basta participar de um bom grupo de oração carismático para ver que o Espírito Santo continua distribuindo os seus carismas com o mesmo zelo e força do princípio da Igreja.

A Sagrada Escritura revela: quando Deus toca em alguém, há uma comoção tão profunda na alma da pessoa que ela chora. O carisma das lágrimas é um dom simples e humilde do Espírito Santo, que traz em si uma força salvadora. Enquanto o demônio, pelo orgulho, conduz à perdição, Deus, pela humildade das lágrimas, salva da morte e do desespero. Ele desperta esse carisma no coração de uma pessoa quando quer torná-la melhor, mais santa. São muitos os bens que o Espírito Santo realiza na vida daqueles a quem deu esse dom. Mas a graça só acontece se a pessoa o acolher com reconhecimento.

Fonte: Livro “O Dom das Lágrimas”, Márcio Mendes

Seduziste-me





SEDUZISTE-ME, SENHOR
(Eliana Ribeiro)

Ó morte, morte pra esta vida terrena,
te desejo.
Ó vida que a cruz de Cristo, lhe resigna,
te desejo.

Seduziste-me Senhor,
e eu me deixei seduzir.
Tua força é bem maior do que eu.
Submete-me, vença-me. (bis)

Me despojo.
Tudo que é meu a ti entrego, nada quero ter,
Da pobreza,
Leve quero ser em teus braços, só a ti possuir.

Seduziste-me Senhor,
e eu me deixei seduzir.
Tua força é bem maior do que eu.
Submete-me, vença-me. (bis)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Quem são os anjos



Os anjos são uma realidade de fé. São servidores e mensageiros de Deus, pois “contemplam constantemente a face de meu Pai que está nos céus” (cf. Mt 18,10), diz Jesus. Mas também são poderosos executores da sua Palavra, obedientes ao som dela (cf. Sl 103,20). O Catecismo da Igreja Católica nos diz:

“Eles aí estão, desde a criação e ao longo de toda a História da Salvação, anunciando de longe ou de perto esta salvação e servindo ao desígnio divino de sua realização: fecham o paraíso terrestre, protegem Lot, salvam Agar e seu fi1ho, seguram a mão de Abraão, comunicam a lei por seu ministério, conduzem o povo de Deus [...]."

Os Evangelhos e toda a vida de Jesus são marcados pela presença dos anjos; e tanto a vida dos apóstolos como a dos primeiros cristãos experimentam a mesma graça, porque, de fato, os anjos estão em nossas vidas. Todos precisaram deles, Pedro não foi uma exceção, nem Paulo, nem Maria; nem tampouco Zacarias ou João Batista. E por que Jesus precisou dos anjos? É simples! Porque, além da sua divindade, Jesus era homem e, como homem, também tinha um caminho a seguir, uma missão a realizar.

No Livro do Êxodo lemos: “Mandarei um anjo à tua frente, para que te guarde pelo caminho e te introduza no lugar que eu preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde; ele não suportará vossas rebeliões, pois nele está o meu nome. Mas se de fato ouvires sua voz e fizeres tudo quanto te disser, eu serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários” (Ex 23,20-22)

É Deus quem fala: “Mandarei um anjo à tua frente para que te guarde pelo caminho e te introduza no lugar que eu preparei”. Não nos resta nenhuma dúvida: Deus nos preparou o Céu. O caminho, então, não é uma estrada para o sucesso.  É muito mais! O anjo estão ao nosso lado para nos proteger, amparar e nos conduzir para o lugar que Deus preparou, e este lugar é o Céu; é o próprio Deus.

Anjo não é uma história, nem conto de fadas; é um espírito celeste e com personalidade própria. Eles são muitos e diferentes uns dos outros; exatamente como nós que, como pessoas, somos diferentes uns dos outros e temos personalidades distintas. Porém, são superiores a nós, pois não precisam de um corpo e, assim, não estão sujeitos às limitações que nosso corpo nos impõe.

Etimologicamente, anjo significa mensageiro, o que, como afirma Santo Agostinho, indica a função e não a natureza. Os anjos podem ser definidos como “substâncias intelectuais, puramente espirituais, criadas por Deus e superiores aos homens”. Sendo “puros espíritos”, não possuem um corpo, embora certos padres e escritores eclesiásticos tenham lhes atribuído certa corporeidade.

Com base na Escritura e na tradição, a Igreja definiu como “verdade de fé” não apenas a existência dos anjos, mas também sua criação. A Sagrada Escritura, e especialmente São Paulo, que evoca a tradição, informa-nos que os anjos são distribuídos em nove hierarquias: Querubins, Serafins,Tronos, Dominações, Virtudes, Potestades, Principados, Arcanjos e Anjos.

No próprio ato da criação, os anjos foram “elevados à ordem sobrenatural”, mas nem todos perseveraram nela. São Tomás de Aquino ensina que não apenas é diferente dos outros, mas também constitui, por si, uma “espécie”. Ainda de acordo com ele, os anjos estão presentes em determinados lugares, e não alhures, onde executam sua ação específica.

Fonte: Livro “Anjos – Companheiros do dia a dia”, Mons. Jonas Abib

Só em comunhão contigo eu encontro a minha paz



Todo o ser humano anseia ter uma vida de felicidade sempre amparada pela paz. Viver uma vida com paz e ser feliz é o desejo mais profundo do coração humano. Por isso, na passagem do ano desejamos um Feliz Ano Novo uns aos outros. Quando alguém casa, desejamos felicidades para o futuro do casal. Alguém que se forma nos estudos também recebe os votos de felicidades para sua vida profissional, e assim sucessivamente.

A ânsia por uma vida de paz na vida e por emoções fortes leva milhões de jovens a estenderem suas mãos para o mundo, e nisso, imaginam estarem encontrando a paz que tanto almejam.

Quantas vezes observamos nas pessoas que a busca da paz, da felicidade e da alegria, de um modo geral, é infeliz. Até as pessoas que parecem ter alcançado tudo o que este mundo pode oferecer em brilho e glória, muitas vezes dão provas de sua infelicidade, de que não estão em paz consigo mesmas.

E, na maioria das vezes nos perguntamos: Onde reside a causa de não existir paz?

Sem Deus, nosso Criador, o homem não consegue ser realmente homem de paz. Enquanto tentar viver longe de Deus, enquanto se esconder de Deus e tentar viver sua vida como se Deus não existisse, ele não conseguirá ser feliz de verdade.

Quanta infelicidade e falta de paz se originam em um caráter desconfiado ou infiel. Quanto sofrimento vem do egoísmo, porque cada um quer viver só para si. Mas quantos são infelizes por serem negligenciados, preteridos, desconsiderados pelos outros. E quantas pessoas vivem infelizes porque carregam uma culpa tão grande, um fardo tão pesado que os faz sucumbir. Davi reconheceu certa vez no Salmo 38: "Por causa da tua ira nada em meu corpo está intacto, nada está inteiro em meus ossos por causa do meu pecado, minhas chagas estão podres e supurando por causa da minha insensatez, estou encurvado e encolhido e ando entristecido o dia todo” (Sl 38, 4.6-7)

Não viver em comunhão com Deus, não ter perdão, ter de conviver com constante sentimento de culpa significa ser infeliz, não ter paz e não estender a paz ao outro. O ser humano procura preencher esse vácuo se atirando nas aventuras mais extravagantes. Tenta fazer carreira, planeja sua vida até nos mínimos detalhes e busca segurança de todas as formas. Mas, sem possuir verdadeiramente DEUS em seu coração, a paz se esfacela e tudo em seu coração continua infeliz.

É preciso que sejamos verdadeiros e tenhamos um relacionamento com o nosso Pai verdadeiro e sempre repetirmos em nossos corações: "Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo". (Sl 16,2). Chamar a Jesus Cristo de meu Senhor, nisso sim reside a paz permanente em nossos corações.

Jesus Cristo diz a todos os que crêem nEle: "Eu deixo para vocês a paz, eu lhes dou a minha paz. A paz que eu dou para vocês não é a paz que o mundo dá" (Jo 14,27). O que Jesus conquistou na cruz para nós vai muito além daquilo que o mundo poderia nos oferecer. Ele nos trouxe a paz de Deus, perdão dos pecados e vida eterna. Quem vem a Ele e nEle crê recebe uma paz de espírito que não se acaba quando chegam dias difíceis, e que nos dá segurança para o futuro, porque o próprio Senhor é o nosso futuro. E aí podemos meditar essa bela canção do Padre Cleidimar: "Onde posso apresentar minhas feridas, A quem posso entregar a minha vida, Só em Deus encontro refúgio, Só em Deus encontro a paz, Só em Deus encontro refúgio, Só em Deus... Deus me acolhe, Deus me abraça, Deus me ama..."

Vale à pena lembrar, quando Jacó lutou com o anjo, ele não tinha paz, não tinha sossego, tinha enganado seu irmão, mas o pior é que ele também não tinha paz com Deus. Nossa luta com Deus é para selar a paz e obter perdão. Esta paz, só é selada quando confessamos nossos pecados. Desde aquele encontro Jacó firmou-se em Deus e o Senhor o conservou em paz. (Is 26,3 ; Sl 119,16). Façamos meu irmão, como Jacó, vamos selar essa PAZ VERDADEIRA com o nosso DEUS, sejamos firmes com ELE e só assim, seremos verdadeiras criaturas saciadas do amor de Deus e cheias de PAZ.
      
Juçara Medeiros - Ministério de Intercessão da RCC de Carnaúba dos Dantas.
Texto original publicado no blog gocarnaubadosdantasrcc.blogspot.com

A fé abraça o infinito



Que é o que a razão compreende? Quase nada; mas a fé abraça o infinito. O que crê está muito acima do que discorre, e a simplicidade do coração é preferível à ciência que alimenta a soberba.

O desejo de saber foi quem perdeu o primeiro homem: buscava a ciência, achou a morte.

Deus, que nos fala na Escritura, não quis satisfazer nossa curiosidade vazia, mas iluminar-nos acerca de nossos deveres, exercer nossa fé, purificar e nutrir nossa alma com o amor dos verdadeiro bens, que todos estão encerrados nele.

A humildade de espírito é, pois, a disposição mais necessária para ler com fruto os livros santos; e já não é pouco compreender quanto eles são superiores à nossa razão fraca e limitada.

Apareceu, luz divina, à gente que estava como em trevas pecados; aparece também ao meu espírito, quando leio e medito vossa palavra na Sagrada Escritura. Oh, luz divina que nunca escureça, oh, resplendor celeste que nunca se tenda às trevas, oh, dia formoso que nunca anoiteça, oh, sol brilhante que não se tenda ao anoitecer, caminhai com vossa formosura e entrai nesta alma que está desejosa de vossa claridade; enchei-a de vosso clarão divino para que em vós entenda a verdade, por vós a pratique e goze de vós, que sois a eterna verdade.

Do Livro “Imitação de Cristo”