quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Maria vivia em oração...


É muito bom saber que, mesmo que não reconheçamos, temos uma Mãe que está a todo instante intercedendo por nós. Maria não vivia em oração, Maria vive em oração e orando por nós, orando até por aqueles que infelizmente escolheram por não recorrer aos benefícios de seu Amor materno, por aqueles que não a tem como Mãe. Maria intercede aos doentes, aos necessitados, aos oprimidos e todos os seus filhos e filhas.

Foi o próprio Jesus Cristo que nos entregou a Maria Santíssima e fez de cada um de nós seus filhos, assim como fez com seu discípulo amado: “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí o teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe.’ E dessa hora em diante o discípulo a levou para sua casa.” (João 19, 26-27).

É preciso deixar que Maria entre na nossa casa assim como João, o discípulo amado de Jesus. Maria é do tipo de mãe que se preocupa com seus filhos. Ela está atenta ao que estamos fazendo e olha por nós incessantemente, por isso ela nos conhece tão bem, sabendo até das nossas fraquezas e limitações. Ela não consegue ver um de seus filhos caídos, está sempre pronta a nos ajudar a levantar e a superar aquela situação que parece ser difícil demais; ela vive em oração!

Não devemos ter medo de nos lançar nos braços dessa Mãe tão amável, muito menos receio de pedir a ela auxílio e proteção. O mesmo Deus que agiu em Abraão e Isaac age em Maria e age fortemente, pois foram grandes os feitos que o Senhor Deus realizou nessa Serva fiel, para que por ela viesse a Salvação do mundo. Sendo ela Mãe, Virgem e Imaculada de todo pecado, Deus se faz presente em Maria através do Seu Espírito Santo. Há muitos que falam de Maria como uma mulher qualquer, que apenas teve o papel de gerar o Filho de Deus. Mas como assim apenas?! Maria se destacou entre todas as mulheres, foi preservada do pecado original e de toda culpa. Maria viveu e vive inteiramente em Deus. Ela não nasceu sabendo da missão que Deus preparara para ela, mas se lançou por amor, reconhecendo Deus como Senhor de sua vida. É preciso muita entrega, muita, mas muita oração. E disso Maria entende muito bem! Realmente, Maria vive em oração! Não dá para negar tamanha graça! Não é possível esconder a Santidade da Virgem em palavras que tentam nos convencer o contrário. Maria é sim essa mulher santa cheia de amor e, principalmente, cheia de Deus! Maria é a mulher que mais orou, MARIA É A MULHER QUE VIVE EM ORAÇÃO!

Entreguemo-nos a Maria, para que ela como Mãe protetora nos defenda de todo mal e nos leve até Deus. Ela quer cumprir o seu papel de Mãe: ser fiel na missão que o próprio Deus lhe confiou. Vamos pedir a Mãe aquilo que mais precisamos, pois com certeza o seu Filho Jesus irá atender. Vamos tentar ser como Maria foi pra Deus e viver assim como ela, viver em oração! Ajuda-nos Maria Santíssima, a sermos filhos gratos diante da plenitude do Santíssimo Jesus. Amém!

      João Pedro Dantas Silva - Coordenador do Ministério de Música da RCC de Carnaúba dos Dantas.


Texto original publicado no blog gocarnaubadosdantasrcc.blogspot.com/

Superando o obstáculo da falta de perdão




Quando somos magoados e ficamos presos ao ressentimento, não conseguimos ser inteiramente felizes. Por essa razão, o Espírito Santo nos alerta: “Assim diz o Senhor, o vosso libertador, aquele que abriu caminho pelo mar, passagem entre as ondas violentas... Não deveis ficar lembrando as coisas de outrora, nem é preciso ter saudades das coisas do passado. Eis que estou fazendo coisas novas, estão surgindo agora e vós não percebeis?” (cf. Is 43,14-19).

Quantas pessoas se tornaram infelizes porque se fecharam em seu passado. Não conseguiram deixar para trás o que já não existe. Estão amarradas a lembranças difíceis, nocivas, e, por isso, não conseguem avançar. Lutam como aqueles dois bêbados que, depois de terem remado a noite toda, descobriram que não haviam desamarrado a canoa da beira do rio.

Depois do pecado cometido, ou da mágoa sofrida, a amargura é o mal maior. Uma pessoa triste torna-se a tristeza em pessoa. Precisamos lavar o passado com o perdão para podermos seguir adiante. O perdão é uma fonte de cura tanto para quem o dá quanto para quem o aceita. Ele dá forças para amar e crescer.

Ficar lembrando mágoas é re-sentir, é sofrer de novo, para com a dor alimentar forças de morte em nós: autopiedade, vingança, culpa, ódio etc. Não podemos deixar que a paixão do passado nos impeça de abrir de novo o coração ao amor, nem deixar que a traição nos torne desconfiados de todos, nem mesmo que a morte da pessoa amada nos torne amargurados. As coisas difíceis e dolorosas da nossa história não podem se tornar amarras que nos impedem de ir adiante, mas devem se converter em forças que nos impulsionam. Afinal, sobrevivemos a todas essas lutas e chegamos até aqui.

Aprendemos e podemos usar em nosso favor o que passou. A experiência é uma grande professora e nos ensina aquilo que devemos fazer e também o que não devemos repetir.

Quando dizemos que um remédio está “passado”, estamos afirmando que sua garantia venceu e que a partir daquela data ele não só pode deixar de curar, mas inclusive pode prejudicar. Uma comida que esteja “passada” pode até envenenar.

Não perdoar se torna um empecilho à cura da pessoa: “Aquele que quer vingar sofrerá a vingança do senhor, que guardará cuidadosamente os seus pecados. Perdoa ao teu próximo o mal que te fez e teus pecados serão perdoados quando o pedires. Um homem guarda rancor contra outro homem e pede a Deus a sua cura! Não tem misericórdia para com o seu semelhante, e roga o perdão dos seus pecados! Ele, que é apenas carne, guarda rancor e pede a Deus que lhe seja propício! Quem então lhe conseguirá o perdão de seus pecados?” (Eclo 28,1-5).

Perdoar é aceitar ser perdoado: isso cura o coração e, muitíssimas vezes, cura também o corpo.

Do livro “O Dom da Cura”, de Márcio Mendes

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

História de Antão, pai dos monges

Neste 17 de janeiro comemoramos  Santo Antão  (251/252-357), tido como pai da vida monacal.  Assim Santo Atanásio  descreve sua vida:

“Depois da morte de seus pais, tendo ficado sozinho com uma irmã ainda pequena.  Antão, que tinha uns dezoito ou vinte anos, tomou conta da casa e da irmã.

Mal haviam passado seis meses desde o falecimento dos pais, que indo um dia à igreja, como de costume, refletiu consigo mesmo  sobre o motivo  que levara os apóstolos a deixarem tudo para seguir o Salvador; e por qual razão aqueles homens de que se fala nos Atos dos Apóstolos vendiam suas propriedades e depositavam o preço aos pés dos apóstolos  para ser distribuído entre os pobres.  Ia também pensando na grande e  maravilhosa esperança que lhes estava reservada nos céus. 

Meditando nessas coisas, entrou na igreja no exato momento  em que se lia o evangelho, e ouviu o que o Senhor disse ao jovem rico:  Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres, depois vem e segue-me e terás um tesouro no céu  (Mt 19,21).

Antão considerou que a lembrança dos santos exemplos lhe tinha vindo de Deus, e que aquelas palavras eram dirigidas pessoalmente para ele.  Logo que voltou da igreja, repartiu com os habitantes da aldeia  as propriedades que herdara da família  (possuía trezentos campos lavrados, férteis e muito aprazíveis)  para que não fossem motivo de preocupação, nem para si próprio nem para a irmã. Vendeu também todos os móveis e distribuiu com os pobres a grande quantia  que obtivera, reservando apenas uma pequena parte por causa de sua irmã.

Entrando outra vez na igreja, ouviu o Senhor dizer no evangelho:  Não vos preocupeis  com o dia de amanhã (Mt 6, 34). Não podendo mais resistir, até aquele pouco que restara deu-o aos pobres. Confiou  a irmã a uma comunidade de virgens consagradas  que conhecia e considerava fiéis para que fosse educada no Mosteiro.  Quanto a ele, a partir de então, entregou-se a uma vida de ascese e rigorosa mortificação, nas imediações de sua casa.

Trabalhava com as próprias mãos, pois ouvira a palavra da Escritura:  Quem não quer trabalhar  também não deve comer (1Ts 3,10).  Com uma parte do que ganhava  comprava o pão que comia; o resto dava aos pobres.

Rezava continuamente, pois aprendera que é preciso rezar a sós sem cessar (1Ts  5,17). E era tão atento à leitura que nada escapava do que tinha lido na Escritura; retinha tudo de tal forma que a sua memória acabou  por  se  substituir  aos  livros.

Todos os habitantes da aldeia e os homens honrados que tratavam com ele, vendo um homem assim, chamavam-no de amigo de Deus; uns o amavam como filho, outros como irmão."

Liturgia das Horas  III, p. 1190-1191
Fonte: www.franciscanos.org.br

Fugindo da vã esperança e da soberba (II)


Se tens riquezas, não se vanglorie delas nem dos amigos, ainda que sejam poderosos, mas em Deus que dá tudo, e sobretudo deseja dar-se a si mesmo.

Não se orgulhe da forma ou beleza do seu corpo, que a mais leve enfermidade o deforma e corrompe.

Não se desvaneça da sua habilidade e do seu talento, para que não desagrade a Deus, de quem procede tudo o que, naturalmente, tiver de bom.

Do Livro “Imitação de Cristo”

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Quem é esse Deus?


QUEM É ESSE DEUS?
(Missionário Shalom)

Quem é esse Deus,
pra se entregar assim em nossas mãos?
Quem é esse Deus,
que chora a nossa dor como uma mãe?
Quem é esse Deus,
que pela sua morte vida nos dá?
Quem é esse Deus,
pra nos abrir as portas do seu céu?

Quem é esse Deus,

pra nos amar assim?
Quem então é Deus,
pra nos amar assim?

Quem é esse Deus,

que podemos ferir ferindo o homem?
Quem é esse Deus,
tão grande, mas tão pobre e vulnerável?
Quem é esse Deus,
que o amor é o seu nome e o seu rosto?
Quem é esse Deus,
que faz de nós seus filhos sua imagem?

Quem é esse Deus,

pra nos amar assim...
Então é Deus,
Pra nos amar assim! 

Jesus loves you



Da próxima vez que você pensar que Deus não pode usá-lo, lembre-se que...

ABRAÃO era velho demais.
ISAQUE era um sonhador.
JACÓ era um mentiroso.
MOISÉS tinha um problema de gagueira.
GIDEÃO estava com medo.
SANSÃO tinha cabelo comprido e era um mulherengo!
RAABE era uma prostituta!
JEREMIAS e TIMÓTEO eram jovens demais.
DAVI teve um adultério e foi um assassino.
ISAIAS pregou pelado.
JONAS fugiu de Deus.
NOEMI era uma viúva.
JÓ faliu.
JOÃO BATISTA comia gafanhotos.
PEDRO negou Cristo.
Os DISCIPULOS caíram no sono enquanto oravam.
MARTA se preocupava com tudo.
MARIA MADALENA foi, bem, você sabe ...
A MULHER SAMARITANA tinha se divorciado, e teve maridos que não eram dela ... mais de uma vez!
ZAQUEU era pequeno demais.
PAULO era religioso demais (fundamentalista).
TIMÓTEO tinha uma úlcera.
e
LÁZARO ESTAVA MORTO!



...agora não tem mais desculpas.
Deus está esperando usar todo o seu potencial!
EU ACREDITO QUE ELE PODE E VAI!

domingo, 15 de janeiro de 2012

A cura começa com o discernimento



Nesta vida, os sofrimentos que mais maltratam as pessoas que amam a Deus não são a pobreza, as doenças, os insultos ou as perseguições, mas as tentações e as tribulações espirituais.

Os sofrimentos são as tempestades que agitam os corações dos homens. Agitados o lodo e o perfume, o primeiro cheira mal e o segundo libera um odor agradável. Provados pela mesma desgraça, diz Agostinho, os maus odeiam e blasfemam, enquanto os bons rezam e louvam. A diferença não está na desgraça sofrida, e sim na qualidade de quem a sofre.

O homem sofre porque em vez de procurar em Deus a força, a felicidade e as respostas, ele as procura em si mesmo e nos outros homens. Assim, não demora muito para ficar confuso e cometer erros que vão causar-lhe uma grande dor.

É orando que o homem se aproxima da luz de Deus. E quanto mais se aproxima dela, melhor pode enxergar a si mesmo, aos planos do Senhor para sua vida, e desvencilhar-se das armadilhas que o maligno coloca diante dele a fim de prejudicá-lo para que não descubra a verdade.

Discernir os espíritos é descobrir o que vem de Deus, da natureza humana ferida ou do demônio, nas pessoas, grupos, lugares ou coisas; é ir ao encontro da verdade. O discernimento nos revela o que é bom para nós do ponto de vista de Deus, do seu plano para nossa vida.

A verdade pode não agradar sempre, mas nunca deixa de salvar. Ao se aproximar de Deus, a pessoa toma conhecimento de suas deformidades e pecados. Isso lhe causa dor, mas é um sofrimento terapêutico, que queima as misérias e cauteriza as feridas.

A cura começa com o discernimento. Ao tomar conhecimento do mal, a pessoa rompe com ele. No exato momento em que assume as mentiras que cercavam sua vida, e as abandona, a pessoa entra em comunhão com Deus e consegue chegar à luz da verdade. O abandono do mal é o começo da vida nova.

Quando o discernimento revela em nós o que precisa ser transformado, orienta-nos também para que conheçamos o que em nós é bom e agradável a Deus. Sua finalidade é, em tudo, nos orientar para descobrir qual seja a vontade do Senhor em sua vida.

Quem se apega ao mal, na verdade, não se ama (cf. Sl 10,6). Se a pessoa não admite as próprias faltas, não apenas lhe falta a luz do discernimento, mas ingressa em trevas mais escuras. O pior enfermo é aquele que não reconhece a própria enfermidade. Santo Agostinho, um dos grandes psicólogos dos primeiros séculos, havia compreendido que o amor a tudo o que é errado adoece a alma e atormenta o corpo. Chamo-lhe psicólogo, porque a psicologia é a parte da filosofia que trata da alma e de suas manifestações. E nisso Agostinho era mestre: “Ou destróis o pecado que há em ti ou ele te destruirá”.

Enfim, o discernimento dos espíritos é luz que distingue o que vem de Deus do que não é de Deus, julga todas as coisas a fim de ficar somente com o que é bom, é luz que alegra o coração, porque o pecado entristece a pessoa até a morte.

Quando iluminado pelo Espírito Santo, o ser humano passa a ser o que Deus sempre quis que ele fosse. Começa então a ser curado e vai se tornando uma pessoa plena, cada vez mais realizada. A fé nos garante que esse caminho de cura e realização passa pela oração.

“Meu Senhor e meu Deus, creio em teu amor, confio em tua bondade! Concede-me os teus carismas. Dá-me discernimento para que eu caminhe em tua alegria e seja feliz em tua presença. Amém!”

Do livro “O Dom do Discernimento dos Espíritos”, de Márcio Mendes