quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Jovem, te olho


JOVEM, TE OLHO
(Adriana)
 
Jovem, te olho mas não entendo
Sinto no ar tua inquietação
Te procuro na pista certa
Mas só te vejo na contramão
Olha pra ti, não precisas de espelho
Mas olha dentro do teu coração
Aceita a Jesus Cristo
E tudo terás em tuas mãos
Sempre que te vejo no caminho a vagar
Estás sozinho e teus passos querem retornar
Teu olhar me diz que não tens paz
Teu olhar me diz que não tens paz
Jovem, deixa o mundo
Sê jovem e não um moribundo
Aceita a Jesus, ele vai mudar o teu viver
Com Jesus tu vais vencer
Tu vais vencer, tu vais vencer
Tu vais vencer, tu vais vencer
Com Jesus tu vais vencer

(CIC) Cristo Jesus “Mediador e Plenitude de toda a Revelação”

"Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho" (Hb 1,1-2). Cristo, o Filho de Deus feito homem, é a Palavra única, perfeita e insuperável do Pai. Nele o Pai disse tudo, e não há outra palavra senão esta. São João da Cruz, depois de tantos outros, exprime isto de maneira luminosa, comentando Hb 1,1-2:
Porque em dar-nos, como nos deu, seu Filho, que é sua Palavra única (e outra não há), tudo nos falou de uma só vez nessa única Palavra, e nada mais tem a falar, (...) pois o que antes falava por partes aos profetas agora nos revelou inteiramente, dando-nos o Tudo que é seu Filho. Se atualmente, portanto, alguém quisesse interrogar a Deus, pedindo-lhe alguma visão ou revelação, não só cairia numa insensatez, mas ofenderia muito a Deus por não dirigir os olhares unicamente para Cristo sem querer outra coisa ou novidade alguma.

"A Economia cristã, portanto, como aliança nova e definitiva, jamais passará, e já não há que esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo". Todavia, embora a Revelação esteja terminada, não está explicitada por completo; caberá à fé cristã captar gradualmente todo o seu alcance ao longo dos séculos.

No decurso dos séculos houve revelações denominadas "privadas", e algumas delas têm sido reconhecidas pela autoridade da Igreja. Elas não pertencem, contudo, ao depósito da fé. A função delas não é "melhorar" ou "completar" a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a viver dela com mais plenitude em determinada época da história. Guiado pelo Magistério da Igreja, o senso dos fiéis sabe discernir e acolher o que nessas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou de seus santos à Igreja.

A fé cristã não pode aceitar "revelações" que pretendam ultrapassar ou corrigir a Revelação da qual Cristo é a perfeição. Este é o caso de certas religiões não-cristãs e também de certas seitas recentes que se fundamentam em tais "revelações".

Catecismo da Igreja Católica, §§ 65-67

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Fugindo da vã esperança e da soberba (III)

Não se julgue melhor que os outros para que não seja talvez tido por pior diante de Deus, que sabe o que há no homem.

Não se ensoberbeça com as suas boas obras, porque muito diferentes são os juízos de Deus dos homens e a ele muitas vezes desagrada o que a estes contenta.

Se tiver algo de bom, pense que há muitos melhores que você, e assim conservará a humildade.

Não há nenhum mal que se reconheça inferior a todos; mas muito danoso é se preferires a um só.

De contínua paz goza o humilde; e no coração do soberbo reinam a inveja e a ira frequentes.

Do Livro “Imitação de Cristo”

Por amor de Cristo, Paulo tudo suportou

Hoje, 25 de janeiro, a Igreja Católica celebra a CONVERSÃO DE SÃO PAULO. Paulo de Tarso, também chamado de Apóstolo Paulo, Saulo de Tarso e São Paulo, foi um dos mais influentes escritores do cristianismo primitivo, cujas obras compõem parte significativa do Novo Testamento. Conhecido como Saulo antes de sua conversão, ele se dedicava à perseguição dos primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém. De acordo com o relato na Bíblia, durante uma viagem entre Jerusalém e Damasco, Saulo teve uma visão de Jesus e, a partir dos fatos que se seguiram, começou então a pregar o Cristianismo.
Abaixo, um trecho sobre Paulo escrito por São João Crisóstomo, Bispo, século IV:

O que é o homem, quão grande é a dignidade da nossa natureza e de quanta virtude é capaz a criatura humana, Paulo o demonstrou mais do que qualquer outro. Cada dia ele subia mais alto e se tornava mais ardente, cada dia lutava com energia sempre nova contra os perigos que o ameaçavam. É o que depreendemos de suas próprias palavras: Esquecendo o que fica para trás, eu me lanço para o que está na frente (cf. Fl 3,13).

Percebendo a morte iminente, convidava os outros a comungarem da sua alegria, dizendo: Alegrai-vos e congratulai-vos comigo (Fl 2,18). Diante dos perigos, injúrias e
opróbrios, igualmente se alegra e escreve aos coríntios: Eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições (2Cor 12,10); porque sendo estas, conforme declarava, as armas da justiça, mostrava que delas lhe vinha um grande proveito.

Realmente, no meio das insídias dos inimigos, conquistava contínuas vitórias triunfando de todos os seus assaltos. E em toda parte, flagelado, coberto de injúrias e maldições, como se desfilasse num cortejo triunfal, erguendo numerosos troféus, gloriava-se e dava graças a Deus, dizendo: Graças sejam dadas a Deus que nos fez sempre triunfar (2Cor 2,14). Por isso, corria ao encontro das humilhações e das ofensas que suportava por causa da pregação, com mais entusiasmo do que nós quando nos apressamos para alcançar o prazer das honrarias; aspirava mais pela morte do que nós pela vida; ansiava mais pela pobreza do que nós pelas riquezas; e desejava muito mais o trabalho sem descanso do que nós o descanso depois do trabalho. Uma só coisa o amedrontava e fazia temer: ofender a Deus. E uma única coisa desejava: agradar a Deus.

Só se alegrava no amor de Cristo, que era para ele o maior de todos os bens; com isto julgava-se o mais feliz dos homens; sem isto, de nada lhe valia ser amigo dos senhores e poderosos. Com este amor preferia ser o último de todos, isto é, ser contado entre os réprobos, do que encontrar-se no meio de homens famosos pela consideração e pela honra, mas privados do amor de Cristo.

Para ele, o maior e único tormento consistia em separar-se de semelhante amor; esta era a sua geena, o seu único castigo, o infinito e intolerável suplício.

Em compensação, gozar do amor de Cristo era para ele a vida, o mundo, o anjo, o presente, o futuro, o reino, a promessa, enfim, todos os bens. Afora isto, nada tinha por triste ou alegre. De tudo o que existe no mundo, nada lhe era agradável ou desagradável.

Não se importava com as coisas que admiramos, como se costuma desprezar a erva apodrecida. Para ele, tanto os tiranos como as multidões enfurecidas eram como mosquitos.

Considerava como brinquedo de crianças os mil suplícios, os tormentos e a própria morte, desde que pudesse sofrer alguma coisa por Cristo.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Uma espiritualidade regada a prazer

De todos os segredos da personalidade de Maria, que devem ter encantado o Deus Todo-Poderoso para que ela educasse o menino Jesus, o mais espetacular é que sua espiritualidade não era apenas inteligente, mas regada a prazer. Os pensamentos no corpo do texto do Magnificat (Lc 1,46-56) revelam a inteligência de Maria, mas as duas primeiras frases revelam uma maneira de se relacionar com Deus completamente diferente da religiosidade humana, não apenas da época, mas de todos os tempos.

Maria disse: "A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito exulta em Deus". Que religioso teria a coragem de dizer que sua mente engrandece a Deus?

Nossa mente, ao contrário, frequentemente diminui Deus, pois o reduzimos ao tamanho dos nossos preconceitos, no cárcere de nossas verdades. Em nossas mentes passa um monte de tolices, ideias bizarras, pensamentos mórbidos, imaginações negativistas e perturbadoras.

O canal de comunicação de Maria com Deus não era fundamentado em rituais, palavras decoradas, sacrifícios programados, mas num diálogo aberto, singelo, sem barreiras. Nós diminuímos Deus no teatro da nossa mente, Maria teve a ousadia de dizer que O engrandecia, O exaltava, O condecorava.

Quem pode afirmar que Deus é sua fonte de prazer? Quem tem serenidade para dizer que Deus é o manancial mais excelente de alegria. Que fariseu poderia fazer essa afirmação? Que cristão da atualidade tem um relacionamento com Deus repleto de prazer?

Os pensamentos de Maria me deixam abismado. Eles indicam que Maria se comportava de forma diferente da dos fariseus e escribas, enfim, dos mestres da lei. Para eles, Deus estava nos céus, num lugar inatingível; para Maria, Deus estava num lugar extremamente próximo, tão próximo que tocava seu espírito.

Eles faziam rituais e orações programadas, Maria era amiga de Deus. Antes de o Anjo aparecer e anunciar o nascimento do menino Jesus, Deus já tocava seu ser. Somente isso explica que o seu pensamento não apenas exaltava Deus em sua mente, mas seu espírito o exultava. Maria não servia a Deus, ela vivia Deus.

Não sei como Maria aprendeu esse relacionamento. Possivelmente nenhum religioso a ensinou. Talvez tenha aprendido intuitivamente. Provavelmente na sua infância ela conversasse sozinha com um Deus. Talvez tenha sido tachada de louca, insana, por tal comportamento. Mas o fato é que entre Deus e ela não havia barreiras, não havia separação.

Para Maria, Deus era muito mais do que a religião judaica. Deus era um oásis de alegria, um rio em que fluía satisfação. Ela estava em sintonia com a maneira como Jesus divulgava Deus para a humanidade.

Para Jesus, Deus não era um ser punitivo, mas generoso e acolhedor; Deus não era um acusador de erros, mas uma fonte inesgotável de perdão; Deus não era um carrasco distante do sofrimento humano, mas um pai compreensivo e afetivo capaz de chorar nossas lágrimas.

Ele anunciava eloquentemente: "Quem tem sede venha a mim e beba". Os homens queriam servir com temor o Deus que habitava os céus, uma dimensão muito distante de nós, mas Jesus discursava sobre um Deus que estava infinitamente próximo, que visitou a humanidade como manancial de prazer.

Maria foi escolhida porque, antes de Jesus anunciar esse Deus, de algum modo ela O tocou de maneira única.

Do Livro “Maria, a maior educadora da História”, de Augusto Cury

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Fui criada porque Deus me ama!

“Deus disse: ‘Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança, e que eles dominem sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra’. Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou.”

Lendo mais uma vez o Capítulo 1 do Livro do Gênesis, pude meditar sobre a criação do universo, sobre a minha criação. E nessa releitura, comprovei mais uma vez que eu sou uma criatura; não existo a partir de mim mesma, mas fui criada por Deus. Eu fui criada para amar e ser amada por Deus, para conhecer e amar a Deus. Fui criada puramente por amor, somente porque Deus me amou e não em função de outra pessoa, coisa ou acontecimento, e não só para conhecer, mas para participar da vida da Trindade.

É grande a minha alegria em constatar mais uma vez que Deus fez tudo com um carinho especial: as aves, os animais terrestres, o firmamento, o mar, as estrelas... mas Ele se encheu de um contentamento especial ao criar o homem, ao me criar! A cada um que Ele cria, o faz com a vontade de ver a glória do Seu nome santificado. Somos criados à sua Imagem e Semelhança. Isso é demais!

(CIC) Como falar de Deus?

Ao defender a capacidade da razão humana de conhecer a Deus, a Igreja exprime sua confiança na possibilidade de falar de Deus a todos os homens e com todos os homens. Esta convicção esta na base de seu diálogo com as outras religiões, com a filosofia e com as ciências, como também com Os não-crentes e os ateus.

Uma vez que nosso conhecimento de Deus é limitado, também limitada é nossa linguagem sobre Deus. Só podemos falar de Deus a partir das criaturas e segundo nosso modo humano limitado de conhecer e de pensar.

As criaturas, todas elas, trazem em si certa semelhança com Deus, muito particularmente o homem criado à imagem e a semelhança de Deus. Por isso as múltiplas perfeições das criaturas (sua verdade, bondade e beleza) refletem a perfeição infinita de Deus. Em razão disso podemos falar de Deus a partir das perfeições de suas criaturas, "pois a grandeza e a beleza das criaturas fazem, por analogia, contemplar seu Autor" (Sb 13,5).

Deus transcende a toda criatura. Por isso, é preciso incessantemente purificar nossa linguagem daquilo que possui de limitado, de proveniente de pura imaginação, de imperfeito, para não confundirmos o Deus "inefável, incompreensível, invisível, inatingível" com as nossas representações humanas. Nossas palavras humanas permanecem sempre aquém do Mistério de Deus.

Assim falando de Deus, nossa linguagem se exprime, sem dúvida, de maneira humana, mas ela atinge realmente O próprio Deus, ainda que sem poder exprimi-lo em sua infinita simplicidade. Com efeito, é preciso lembrar que "entre o Criador e a criatura não se pode notar uma semelhança, sem que se deva notar entre eles uma ainda maior dessemelhança", e que "não podemos apreender de Deus o que ele é, mas apenas O que ele não é e de que maneira os outros seres se situam em relação a ele"

Catecismo da Igreja Católica (CIC), §§ 39-43