sábado, 28 de janeiro de 2012

(CIC) A Tradição apostólica

"Cristo Senhor, em quem se consuma a revelação do Sumo Deus, ordenou aos Apóstolos que o Evangelho, prometido antes pelos profetas, completado por ele e por sua própria boca promulgado, fosse por eles pregado a todos os homens como fonte de toda a verdade salvífica e de toda a disciplina de costumes, comunicando-lhes os dons divinos."

A transmissão do Evangelho, segundo a ordem do Senhor, fez-se de duas maneiras:
- oralmente - "pelos apóstolos, que na pregação oral, por exemplos e instituições, transmitiram aquelas coisas que ou receberam das palavras, da convivência e das obras de Cristo ou aprenderam das sugestões do Espírito Santo";
- por escrito - "como também por aqueles apóstolos e varões apostólicos que, sob inspiração do mesmo Espírito Santo, puseram por escrito a mensagem da salvação"

"Para que o Evangelho sempre se conservasse inalterado e vivo na Igreja, os apóstolos deixaram como sucessores os bispos, a eles 'transmitindo seu próprio encargo de Magistério." Com efeito, "a pregação apostólica, que é expressa de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se por uma sucessão contínua até a consumação dos tempos".

Esta transmissão viva, realizada no Espírito Santo, é chamada de Tradição enquanto distinta da Sagrada Escritura, embora intimamente ligada a ela. Por meio da Tradição, "a Igreja, em sua doutrina, vida e culto, perpetua e transmite a todas as gerações tudo o que ela é, tudo o que crê". "O ensinamento dos Santos Padres testemunha a presença vivificante desta Tradição, cujas riquezas se transfundem na praxe e na vida da Igreja crente e orante."

Assim, a comunicação que o Pai fez de si mesmo por seu Verbo no Espírito Santo permanece presente e atuante na Igreja: "O Deus que outrora falou mantém um permanente diálogo com a esposa de seu dileto Filho, e o Espírito Santo, pelo qual a voz viva do Evangelho ressoa na Igreja e através dela no mundo, leva os crentes à verdade toda e faz habitar neles abundantemente a palavra de Cristo"

Catecismo da Igreja Católica, §§ 75-79

Estampa de Jesus Misericordioso

Nos idos dos anos 80 – século passado! – participei, em um período de um ano e meio, de dois roubos. Não foram roubos comuns, como esses que a gente vê por aí, mas roubos especiais, conforme conto a seguir.

     Em 1979, quando a imagem de Jesus Misericordioso revelada à Irmã Faustina era, ainda praticamente desconhecida no Brasil, ganhei de um amigo com quem servia os pobres, no Pirambu, um santinho de papel, vindo de fora, com o belo rosto da imagem, sob a qual se lia, em inglês: ‘Olhe para mim’. Fiquei muito impressionada com a beleza daquele olhar e coloquei o santinho na minha carteira para que pudesse, de fato, olhá-lo com mais freqüência. Era, para mim, um tesouro.

     No ano seguinte, minha filha recém nascida, eu estava em processo de afastamento do serviço aos pobres, mas estava na missa na Paróquia do Cristo Redentor, no Pirambu, na metade da longa fila da comunhão, na qual cada um retira uma hóstia e a imerge no sangue sagrado, quando alguém bateu no meu ombro, muito afogueado e disse: ‘Estão roubando o teu carro!’ Fiquei entre ir comungar e interferir no roubo do carro. Percebi, por graça de Deus, que receber Jesus uma só vez que fosse era mais importante do que a Parati marrom do ano, que havia estacionado em frente à Igreja, com a carteira e todos os documentos dentro. Calmamente, disse que veria isso depois e fui comungar. Optei pelo mais importante (como queria ter cultivado mais essa fé!).

     Ao sair da missa, formou-se ao meu redor um bolo de curiosos, pois, pelo jeito, havia-se espalhado a notícia. Quando cheguei no local, o carro estava lá. Estavam lá, também, a bolsa, a carteira, os documentos e o pouco dinheiro que tinha. Só me tinham levado... a pequena estampa de Jesus Misericordioso! Algumas testemunhas disseram que haviam sido uns ‘meninos drogados’ que haviam arrombado o carro. Pensei nos adolescentes aditos de drogas com quem havíamos trabalhado, no adolescente adito acompanhado pelo nosso grupo morto a paulada pelos traficantes, nas crianças da escola que meu marido, eu e alguns casais havíamos construído, passaram pela minha mente dezenas de rostos. Poderia ter sido qualquer um, mas o mais provável era que não fosse nenhum deles. Eles não fazem isso com pessoas que se colocam ao seu lado.

    As pessoas ao redor davam mil sugestões: chamar a polícia, identificar os meninos, ir procurar nos arredores. Eu, entretanto, nem ouvia. Só me vinha a pergunta: ‘Por que será que só tiraram o santinho de Jesus Misericordioso?’ E, enquanto dava partida no carro, rezei pedindo à misericórdia de Deus que fosse ao alcance daqueles adolescentes que o haviam escolhido acima de tudo o que haviam encontrado em minha bolsa e no carro, exatamente porque precisavam dele acima de todas aquelas coisas. No fundo, eles haviam feito a mesma opção que eu, ao decidir comungar tranqüilamente e só sair depois da bênção final: haviam escolhido o mais importante. Pedi ao Senhor que os socorresse e que, como um sinal de que eles seriam alcançados pela misericórdia de Deus, me fizesse chegar às mãos uma outra estampa daquela, o que era dificílimo na época.

    Em 1981, em Roma, durante o Congresso Mundial da RCC, a Irmã Briege McKenna rezou por mim e profetizou uma pequena lista do que Deus queria de mim. O item final, veio em forma de pergunta: ‘E os meus pobres? Por que você abandonou os meus pobres?’ Foi uma facada! Teria ficado por aí se, no dia seguinte, um missionário na Índia não tivesse me abordado enquanto eu escrevia alguma coisa no saguão do hotel: ‘Desculpe, mas Jesus insistiu que eu lhe interrompesse para entregar-lhe algo’, disse, enquanto manuseava um envelope grande nas mãos. ‘Trabalho em um hospital em Bombaim, na Índia e sempre mostro isso às pessoas que estão sofrendo ou morrendo e elas entram em grande paz. Tenho visto, também, muitas pessoas mudarem de vida. Trago isso sempre comigo e, sinceramente, não entendo porque Jesus manda que eu lhe dê.’ Abriu o grande envelope e tirou de dentro o mesmo rosto, da mesma imagem, com os mesmos dizeres da pequena estampa ‘roubada’. Só que, desta vez, impressa em papel mais grosso, brilhoso, muito, muito bonita.

    Emocionada, contei-lhe minha história e tentei, em vão, fazer com que ele ficasse com a estampa. Ele recusou, impressionado com o sinal que aquela estampa era para mim. Naturalmente, não caberia mais em minha carteira. Teria que colocá-la sobre a mesa e trazê-la no coração, junto com a esperança de que o Senhor, um dia, me fará voltar a servir os pobres, com a certeza de que os meninos (hoje homens!) encontraram a misericórdia de Deus e a confiança absoluta de que essa misericórdia não se rouba, porque ela se entrega, inteira e livremente, pelos meios mais insondáveis, a quem dela precisa!

Maria Emmir Nogueira.
Publicado na Revista Shalom Maná, 2004

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Para Deus sonhar em mim preciso me esvaziar

A frase que intitula essa matéria está no final de uma linda música interpretada pela cantora católica Eliana Ribeiro, e, em outras palavras, diz assim: que quando decidimos deixar tudo para a Deus seguir não temos noção de onde Ele vai nos levar; que a vida passa a ser apenas o hoje, pois o amanhã dEle depende, só nos resta confiar; que devemos estar abertos ao novo a cada dia e amar os que Deus quer ao nosso lado, e seguir, pois se Deus é o nosso tudo, nada há de faltar! ...

Quem é que não almeja algo em sua vida? Seja se dar bem nos estudos, conseguir um(a) namorado(a), ter sucesso profissional, adquirir isso ou aquilo... É através dos nossos sonhos que vamos dando impulso à nossa vida. Mas o que significa “Deus sonhar em mim (em você)”? Existe uma passagem bíblica que diz que “o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, foi isso que Deus preparou para aqueles que o amam. A nós, porém, Deus o revelou pelo Espírito Santo. Pois o Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as profundidades de Deus” (1Cor 2,9-10). Ou seja, Deus sonha por nós e não é sonho pequeno, não! Precisamos descobrir quais são os sonhos de Deus para nós e para isso Ele também nos dá a receita, enviando o Espírito Santo para nos auxiliar nesse discernimento.

Precisamos nos esvaziar de toda e qualquer coisa que nos impeça de descobrir quais os sonhos que Deus tem para nós e um dos fatores que não nos permite tomar essa decisão é o medo de perder coisas, pessoas, posição... Esse medo tem fundamento, pois para seguir os planos de Deus temos que realmente nos desligarmos de algumas coisas e pessoas. Em nosso meio, vemos tantos jovens que procuram a Deus, vão a um encontro de oração, se sentem tocados, mas, enquanto mantém “um pé na Igreja”, deixam o outro junto com a turminha das festas regadas a bebedeiras, prostituição, drogas.  Isso faz com que eles não consigam discernir o que o Espírito Santo deseja tanto lhes revelar, faz com que os sonhos de Deus para suas vidas não sejam concretizados.

Aí você pode até perguntar: mas que sonhos são esses que sobrepõem uma vida de festas, amigos, diversão? E eu te respondo que a alegria que cada momento desses vivido proporciona é momentânea, não passa daquela noite, daquela festa; após passar o “efeito”, deixa um vazio enorme. Por muitas vezes vejo nas mídias sociais as pessoas falarem de um alguém que “arrasou” em tal festa e, pouco tempo depois, vejo esse alguém falando que tá de mal com a vida, com os amigos, que nada mais faz sentido... Faço agora uma comparação com algumas pessoas que decidiram largar fardos pelo caminho, decidiram se esvaziar e seguir a Deus. Essas pessoas além de estarem vencendo diariamente os obstáculos da vida, ainda conseguem levar outras para o caminho da Salvação. São pessoas que também passam por dificuldades, mas conseguem encarar essas dificuldades com mais confiança. São vencedores no plano de Deus.

Tomemos como exemplo o próprio Jesus, que decidiu esvaziar-se de si mesmo para se tornar Cristo, que deixou o mundo da glória – é isso mesmo, ele estava se tornando famoso por causa dos seus milagres, da sua pregação! – para se entregar na cruz, para sonhar os sonhos do Pai. O resultado desses sonhos: a remissão dos nossos pecados.

Sonhar o sonho de Deus é confiar plenamente na Sua ação e abandonar-se em Suas mãos, acreditando que Ele jamais nos abandonará, que Ele deseja o melhor para nós!
Que o Senhor nos abençoe na caminhada rumo à concretização dos planos que Ele tem para nós.
Amém!

Texto também postado no blog gocarnaubadosdantasrcc.blogspot.com

Assim é o Reino de Deus

No Evangelho de hoje (27/01/2012), temos duas pequenas parábolas, a primeira própria de Marcos e a segunda compartilhada por Mateus (13,21ss) e Lucas (13,18ss).

Na parábola da semente, Jesus indica que o Reino tem uma força intrínseca que independe dos trabalhadores. Na segunda parábola, Ele indica que o Reino, minúsculo no tempo de Cristo, expandir-se-á de modo a se estender pelo mundo inteiro. Vejamos alguns versículos:

E dizia: “Assim é o Reino do Deus, como se um homem lançasse a semente sobre a terra” (v. 26). Que significa “Reino de Deus”? No Antigo Testamento Javé, o Deus de Israel, era o verdadeiro Rei e Seu Reino abrangia todo o universo. Os juízes eram praticamente os Seus representantes. Por isso, o Seu profeta Samuel, último juiz, escutou estas palavras: “Não é a ti que te rejeitam, mas a mim, porque não querem mais que eu reine sobre eles” (I Sm 8,7). A partir de Davi, o Reino de Deus tem como representante um rei humano, mas a experiência terminou em fracasso, e o Reino de Deus acabou por ser um reino futuro-escatológico como final dos tempos e transcendente, como sendo Deus mesmo o que seria ou escolheria o novo rei. Esse Reino está chegando e tem seu representante na pessoa de Jesus e dos apóstolos. Nada tem de material ou geográfico, e é formado pelos que aceitam Jesus como Senhor, caminho, verdade e vida. Por isso, dirá Jesus que “o Reino está dentro de vocês”.

A Igreja fundada por Jesus é a parte visível desse Reino, que não é como os do mundo, mas tem sua base em servir e não em ser servido (Lc 22,27). O oposto do amor, que é serviço no Reino, é o amor ao dinheiro (Mt 6,24), de modo que podemos afirmar que o dinheiro é o verdadeiro deus deste mundo.

“E durma e se levante noite e dia; e a semente germine e cresça de um modo que ele não tem conhecido” (v. 27). É importante unir este versículo ao anterior para obter o sentido completo da parábola. O agricultor faz sua vida independente e a semente nasce e cresce sem ter nada a ver com o agricultor, fora o fato de ser semeada por ele no início. Deste modo, Paulo pode afirmar: “Eu plantei, Apolo regou; mas era Deus quem fazia crescer. Aquele que planta nada é; aquele que rega nada é; mas importa somente Deus, que dá o crescimento” (1 Cor 3,6-7). Assim, na continuação dirá Jesus: “Pois por si mesma a terra frutifica primeiramente a erva, depois a espiga, depois o trigo pleno na espiga” (v. 28).

“Como com a semente da mostarda, a qual quando sendo semeada na terra é a menor de todas as sementes sobre a terra” (v.31). A mostarda é uma planta da família da couve ou repolho, de grandes folhas, flores amarelas e pequenas sementes, que tem duas espécies principais: branca e preta. A branca chega até atingir 1,2 m de altura e a preta pode chegar até 3m e 4m de altura. As sementes não são as menores entre as conhecidas, mas parece que eram modelo, na época, de coisas insignificantes. “E quando está semeada surge e se torna maior do que todas as hortaliças e produz galhos grandes de modo que podem, sob sua sombra, as aves do céu habitar” (v. 32).

Na primeira destas parábolas temos a exposição de como o Reino se expande com uma força que não depende dos homens, mas do próprio Deus. Poderíamos dizer que descreve a força interna do Reino.

Na segunda parábola encontramos a visão externa do Reino. Seu crescimento seria espetacular desde um pequeno grupo insignificante como é a semente da mostarda – que se parece com a cabeça de um alfinete – até uma árvore que nada tem a invejar os carrascos da Palestina.

Uma certeza é evidente: o Reino é uma realidade que não se pode ignorar. Em que consiste? Jesus não revela sua essência, mas, devido ao nome, estamos inclinados a afirmar que o Reino, como nova instituição, é uma irrupção da presença de Deus na história humana, que seria uma revolução e uma conquista – não violenta mas interior do homem – e que deveria mudar a religião em primeiro lugar e as relações sociais em segundo termo.

Texto extraído da homilia diária do Padre Bantu Mendonça, site Canção Nova

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Deus é capaz de trocar reinos por ti

O que poderia Deus ser capaz de fazer por mim e por você?

A Abraão e a Sara, sua esposa estéril, Deus foi capaz de fazê-los fecundos e torná-los pais de uma grande nação: "O Senhor visitou Sara, como ele tinha dito, e cumpriu em seu favor o que havia prometido. Sara concebeu e, apesar de sua velhice, deu à luz um filho a Abraão, no tempo fixado por Deus. Abraão pôs o nome de Isaac ao filho que lhe nascera de Sara. E, passados oito dias do seu nascimento, circuncidou-o, como Deus lhe tinha ordenado. Abraão tinha cem anos, quando nasceu o seu filho Isaac. Sara disse: 'Deus deu-me algo de que rir; e todos aqueles que o souberem se rirão de mim.' E ajuntou: 'Quem teria previsto que Sara amamentaria filhos a Abraão? Porque eu lhe dei um filho em sua velhice'." (Gn 21,1-7). A Moisés, Deus foi capaz de abrir o mar para que seu povo pudesse atravessar a pé enxuto: "Moisés estendeu a mão sobre o mar. O Senhor fê-lo recuar com um vento impetuoso vindo do oriente, que soprou toda a noite. E pôs o mar a seco. As águas dividiram-se e os israelitas desceram a pé enxuto no meio do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda." (Ex 14,21-22). A Sidrac, Misac e Abedenago Deus foi capaz de salvá-los do fogo da fornalha onde foram jogados: "Então a fúria de Nabucodonosor desencadeou-se contra Sidrac, Misac e Abdênago; os traços de seu rosto alteraram-se e ele elevou a voz para ordenar que se aquecesse a fornalha sete vezes mais que de costume. Depois deu ordem aos soldados mais vigorosos de suas tropas para amarrar Sidrac, Misac e Abdênago, e jogá-los na fornalha ardente. Esses homens foram então imediatamente amarrados com suas túnicas, vestes, mantos e suas outras roupas, e jogados na fornalha ardente. Mas os homens que, por ordem urgente do rei, tinham superaquecido a fornalha e lá jogado Sidrac, Misac e Abdênago, foram mortos pelas chamas, no momento em que eram precipitados na fornalha os três jovens amarrados." (Dn 3,19-23). Deus foi capaz de livrar Daniel da morte quando ele foi jogado em uma cova com leões.

A estes, Deus conhecia as suas necessidades, e em meio a elas nunca os abandonou. Entre eles existia alguma coisa em comum, acreditavam e confiavam que Deus era e é capaz de realizar o impossível.

Meu irmão, não sei que situação você está passando hoje, se em sua família o amor está infecundo, se você está passando por batalhas ou tribulações onde não tem mais forças para lutar, se sua vida hoje está jogada no fogo ou na lama por uma sexualidade desregrada ou mesmo se está numa cova onde se encontra afundado no vício que  está te levando à destruição. Meu irmão de uma coisa você pode ter certeza: que o Senhor te conhece pelo nome e conhece suas necessidades. É preciso que você acredite e confie que Deus Onipotente é capaz de transformar a sua família, que através do poder do Espírito Santo você pode vencer qualquer batalha ou tribulação, Ele tem o poder de lhe tirar do fogo, da lama e de qualquer situação lhe livrará, tudo isso porque te ama. Deus é capaz de fazer tudo por mim e por você, a maior prova foi que Ele deu a vida do seu Filho Jesus Cristo em troca da minha e da sua salvação.

Uma coisa amigo leitor, você pode ter certeza, que Deus nunca será capaz de deixar de te amar. “Mesmo que os montes se retirem e as colinas vacilem, meu amor nunca vai se afastar de você, minha aliança de paz não vacilará”, diz Javé, que se compadece de você (Is 54,10).

Que o Espírito Santo venha renovar em nós o dom da fé, para que enxerguemos o que Deus já realizou e o que é capaz de realizar em nossas vidas. Peçamos que a mãe do nosso Salvador venha derramar em nossas famílias as graças que o Senhor lhe confiou. Amém.

      Rita de Cássia Shirley Dantas Azevêdo - Ministério de Pregação da RCC de Carnaúba dos Dantas.

Texto original publicado no blog gocarnaubadosdantasrcc.blogspot.com

Jovem, te olho


JOVEM, TE OLHO
(Adriana)
 
Jovem, te olho mas não entendo
Sinto no ar tua inquietação
Te procuro na pista certa
Mas só te vejo na contramão
Olha pra ti, não precisas de espelho
Mas olha dentro do teu coração
Aceita a Jesus Cristo
E tudo terás em tuas mãos
Sempre que te vejo no caminho a vagar
Estás sozinho e teus passos querem retornar
Teu olhar me diz que não tens paz
Teu olhar me diz que não tens paz
Jovem, deixa o mundo
Sê jovem e não um moribundo
Aceita a Jesus, ele vai mudar o teu viver
Com Jesus tu vais vencer
Tu vais vencer, tu vais vencer
Tu vais vencer, tu vais vencer
Com Jesus tu vais vencer

(CIC) Cristo Jesus “Mediador e Plenitude de toda a Revelação”

"Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho" (Hb 1,1-2). Cristo, o Filho de Deus feito homem, é a Palavra única, perfeita e insuperável do Pai. Nele o Pai disse tudo, e não há outra palavra senão esta. São João da Cruz, depois de tantos outros, exprime isto de maneira luminosa, comentando Hb 1,1-2:
Porque em dar-nos, como nos deu, seu Filho, que é sua Palavra única (e outra não há), tudo nos falou de uma só vez nessa única Palavra, e nada mais tem a falar, (...) pois o que antes falava por partes aos profetas agora nos revelou inteiramente, dando-nos o Tudo que é seu Filho. Se atualmente, portanto, alguém quisesse interrogar a Deus, pedindo-lhe alguma visão ou revelação, não só cairia numa insensatez, mas ofenderia muito a Deus por não dirigir os olhares unicamente para Cristo sem querer outra coisa ou novidade alguma.

"A Economia cristã, portanto, como aliança nova e definitiva, jamais passará, e já não há que esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo". Todavia, embora a Revelação esteja terminada, não está explicitada por completo; caberá à fé cristã captar gradualmente todo o seu alcance ao longo dos séculos.

No decurso dos séculos houve revelações denominadas "privadas", e algumas delas têm sido reconhecidas pela autoridade da Igreja. Elas não pertencem, contudo, ao depósito da fé. A função delas não é "melhorar" ou "completar" a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a viver dela com mais plenitude em determinada época da história. Guiado pelo Magistério da Igreja, o senso dos fiéis sabe discernir e acolher o que nessas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou de seus santos à Igreja.

A fé cristã não pode aceitar "revelações" que pretendam ultrapassar ou corrigir a Revelação da qual Cristo é a perfeição. Este é o caso de certas religiões não-cristãs e também de certas seitas recentes que se fundamentam em tais "revelações".

Catecismo da Igreja Católica, §§ 65-67