sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Grupo de Oração Frutos do Amor de Deus


Sábado, 11 de fevereiro, às 19 horas,
o Grupo de Oração Frutos do Amor de Deus
estará se reunindo no Conjunto Anatólio Cândido de Medeiros,
nas proximidades do mercadinho de Zé Cardoso,
mais precisamente na casa da jovem Bianca Ravana.

O tema do encontro será
" O Senhor é meu pastor e nada me falta".

O Grupo de Oração Frutos do Amor de Deus
convida a todos para vivenciarmos juntos a experiência
de pedir ao Senhor que nos conceda caminhar pelas suas sendas,
como rebanho dócil e obediente,
e nos sacie nas “águas repousantes” do seu Espírito,
da fonte de água viva que jorra para a vida eterna.


O segredo da força espiritual


O amor de Deus, muitas vezes, faz com que Ele sofra, como por exemplo, quando Ele procura lhe falar e você não O escuta e escapa d’Ele... quando entrega o seu amor, que Lhe é tão precioso, a coisas sem valor; isso é muito duro para o Senhor. Que deve Ele, então, fazer nessa situação?

Deve abandonar você? Eliminá-lo? O Seu amor O detém. Ele, que tudo pode, é incapaz de esquecer o quanto ama você e Lhe dá uma dor imensa só em pensar que o pode perder, que o pecado o pode destruir e tirá-lo d’Ele. O Seu coração se emociona, e Ele estremece de compaixão.

Você é o filho a quem Deus ama, o Seu filhinho querido! Deus se lembra disso e o Seu ser se comove, se enche de ternura.

No exato momento em que dizemos sim ao Senhor, Sua proteção repousa sobre nós. Porque Ele é o nosso rochedo, guardemo-nos n’Ele! Não há inimigo mais poderoso que a morte, e, no entanto, o amor apaixonado do Senhor é mais forte do que ela. Afinal, "se Deus é por nós, quem será contra nós?".

Por que duvidar? Você não precisa buscar fora de si a prova de que Ele o ama. Você mesmo é essa prova, é o Seu bem-querer que o faz existir. Por isso não olhe para fora. Quem olha para fora se distrai e se ilude. Só quem olha para dentro de si desperta para a verdade. Olhe para o seu interior, para dentro de você!

Deus o perdoa por ter se afastado e se prejudicado a si mesmo e está disposto a recomeçar com você desde o início. Não deixe o passado segurá-lo para que não perca as maravilhas que o Senhor reservou para sua vida a partir de agora. Deus o quer vivo! A Sua alegria é vê-lo cheio de vida. Você é muito querido por Deus e sua vida é mais preciosa que todos os tesouros deste mundo.

Tudo é possível quando se abre o coração, quando se volta ao Senhor, porque Ele é bom e compassivo, paciente e perdoador, pronto para afastar o mal que o aflige.

"Qual é o Deus que, como o Senhor, apaga a iniqüidade e perdoa o pecado do resto de seu povo, que não se ira para sempre porque prefere a misericórdia?" (Mq 7,18).

"Eu quero o amor mais que o sacrifício, e o conhecimento de Deus mais que os holocaustos" (Os 6,6). "Porque amo os meus filhos ainda que se voltem para o pecado" (cf. Os 3,1).

"No meu amor e na minha ternura, eu mesmo te livrei do perigo. Durante o passado sustentei-te e amparei-te constantemente" (Is 63,9).

Márcio Mendes, Missionário Canção Nova

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Mãe Santíssima

(CIC) Inspiração e verdade da Sagrada Escritura

Deus é o autor da Sagrada Escritura. "As coisas divinamente reveladas, que se encerram por escrito e se manifestam na Sagrada Escritura, foram consignadas sob inspiração do Espírito Santo"

"A santa Mãe Igreja, segundo a fé apostólica, tem como sagrados e canônicos os livros completos tanto do Antigo como do Novo Testamento, com todas as suas partes, porque, escritos sob a inspiração do Espírito Santo, eles têm Deus como autor e nesta sua qualidade foram confiados à própria Igreja."

Deus inspirou os autores humanos dos livros sagrados. "Na redação dos livros sagrados, Deus escolheu homens, dos quais se serviu fazendo-os usar suas próprias faculdades e capacidades, a fim de que, agindo ele próprio neles e por meio deles, escrevessem, como verdadeiros autores, tudo e só aquilo que ele próprio queria."

Os livros inspirados ensinam a verdade. "Portanto, já que tudo o que os autores inspirados (ou hagiógrafos) afirmam deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, deve-se professar que os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro a verdade que Deus em vista de nossa salvação quis fosse consignada nas Sagradas Escrituras."

Todavia, a fé cristã não é uma "religião do Livro". O Cristianismo é a religião da "Palavra" de Deus, "não de uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo". Para que as Escrituras não permaneçam letra morta, é preciso que Cristo, Palavra eterna de Deus vivo, pelo Espírito Santo nos "abra o espírito à compreensão das Escrituras".


Catecismo da Igreja Católica, §§ 105-108

Real em mim


REAL EM MIM
(Rosa de Saron)


Mesmo que eu quisesse negar
Ainda que tentasse esconder
O seu amor, Senhor
Se fez real em mim
Não quero e nem posso isso mudar.


Nao esqueço o que fez por mim
Entregando sua vida em meu lugar
Nunca ninguém, Senhor
Me amou de modo assim
Eu descobri ao seu lado é meu lugar.


É por isso que não calo a minha voz
É por isso que eu canto essa canção
E te faço aqui juras de amor

É por isso que não calo a minha voz
É por isso que eu canto essa canção
E te faço aqui juras de amor

Pois, bem antes conquistou meu coração

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Eucaristia: a nossa defesa

Na vida de Santa Clara houve um episódio maravilhoso, em que se evidencia a força, a ação e o poder do Santíssimo Sacramento.

Naquela época, os árabes, seguidores de Maomé, estavam invadindo a Europa para destruir o Cristianismo e fazer calar o Evangelho de Jesus. Já haviam feito isso na Terra Santa, construindo mesquitas sobre os lugares onde Jesus nasceu, viveu e morreu, mostrando que eles e sua religião “estavam por cima”. Queriam acabar com o Cristianismo e até mesmo com a lembrança de Jesus Cristo.

Ao chegar em Assis, na Itália, dirigiram-se para o convento, onde moravam Clara e suas irmãs, com o propósito de acabar com aquelas moças consagradas a Deus. Entraram em Assis e invadiram aquele núcleo fortíssimo do cristianismo autêntico, que pregava e vivia o Evangelho. Sabiam que Francisco estava morto e que  lá estariam seus irmãos e as irmãs de Clara.

Quando soube que aqueles homens se dirigiam para o convento, armados e dispostos a destruir tudo, Clara,mesmo doente, foi até o sacrário,pegou o ostensório com a hóstia consagrada e o trouxe em suas mãos.

Era a arma que ela e suas irmãs tinham naquele momento. Então, foi até a janela que dava para o pátio e apresentou o Santíssimo Sacramento diante daqueles homens, que já estavam próximos, subindo a colina. Repentinamente, eles começaram a fugir em debandada. Aconteceu no meio deles uma grande confusão e, sem entender o que se passava, todos se retiraram.

Clara permaneceu com o ostensório diante da janela até que todos fossem embora. Depois, ela e suas irmãs entraram, dando graças a Jesus ali presente na Eucaristia, porque tinham presenciado seu poder libertador.

Aqueles homens contaram depois que, ao subirem em direção ao convento, foram ofuscados por raios provenientes de algo dourado que uma mulher estava segurando. Os raios eram violentos, como em dia de tempestade, e ofuscavam seus olhos. Por isso se retiraram em debandada, numa grande confusão. Enquanto eles não foram embora, os raios não cessaram.

Hoje a nossa defesa diante dos problemas que enfrentamos em nossa casa, com os filhos, com o casamento, com nossa família está na presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo, no Santíssimo Sacramento.

Do Livro “Eucaristia, Nosso Tesouro”, de Mons. Jonas Abib


Nossas escolhas e suas consequências


É interessante perceber como, atualmente, a maioria das pessoas tem uma grande dificuldade para lidar com as consequências de suas escolhas. Sim, vivemos uma concreta crise no senso de responsabilidade, em que muito se escolhe e pouco se quer arcar com as consequências do que se escolhe.

É notória a necessidade manifestada por muitos de, consciente ou inconscientemente, sempre procurar culpados para justificar os próprios sofrimentos, não aceitando que estes, muitas vezes, são diretas consequências das más escolhas que nós fizemos em nossa trajetória pela vida.

É muito mais fácil culpar a alguém por nossos infortúnios – principalmente a Deus –, contudo, ancorado em tal prática o coração nunca poderá verdadeiramente crescer, pois ficará encarcerado em um imaturo – e infantil – sistema de autodefesa e justificação, que retirará do ser toda a responsabilidade pelas escolhas realizadas, fazendo-o descarregar sobre os outros as suas consequências.

Precisamos, mais do que nunca, aprender a arcar com as consequências de nossas escolhas, sabendo que somos os reais protagonistas de nossa existência e que esta só poderá acontecer com qualidade, se por ela (qualidade) decidirmos em cada fragmento que compõe o nosso todo.

Faz-se real em nosso tempo a necessidade de fortalecer a própria vontade. Sim, de resgatar a capacidade de escolher com clareza, tendo diante de si a consciência concreta das consequências do que se escolhe. Nossa vontade precisa ser forte, pois só assim ela poderá acontecer com liberdade e segurança, sem ser condicionada por vícios e más paixões que a deixem opaca e fragmentada.

A maturidade só poderá fazer-se presença na história de quem tiver honestidade o bastante para lidar com as reais consequências do que escolheu, pois, ao contrário, a infantilidade será uma contínua companheira que fará o olhar – sempre e em tudo – contemplar a vida sob uma ótica imprecisa e autopiedosa.

Diante disso, acredito que os pais precisam permitir aos filhos enfrentarem todos os sofrimentos causados por suas más escolhas, pois, se os ausentarem disso, eles nunca conseguirão crescer e acabarão aprisionados a uma intensa imaturidade: mimados e sem uma reta consciência das consequências daquilo que na vida eles realizaram o ofício de escolher.

Sentir o peso das próprias escolhas é profundamente pedagógico e formativo para toda e qualquer pessoa, é experiência que nos faz mais autônomos e livres, para assim podermos nos construir com responsabilidade e consciência, como autênticos seres humanos.

É extremamente necessária esta compreensão: Muito em nossa história dependerá de Deus e dos outros, contudo, muito também depende somente de nós e das escolhas que fizermos e, culpar os outros pelo que em nossa vida não é tão bom não eliminará definitivamente as dores e problemas que configuram nossos dias.

Enfrentemos nossa história e suas consequências sem medo, e, aprendamos com os erros passados a verdadeiramente construir as vitórias e realizações que o futuro reserva para cada um de nós.

Padre Adriano Zandoná, Canção Nova