sábado, 18 de fevereiro de 2012
A recompensa
“Deus se levantará para lhes dar a recompensa,
devolvendo a cada um o que cada um merece.
A quem se arrepende, ele oferece o retorno,
e reconforta os que perderam a esperança”
(Eclo 17,18-19)
Como Deus é bom e misericordioso! Ele deu ao homem o dom da ciência e também a liberdade para fazer suas escolhas. E mesmo em meio a toda desgraça, maldade, falta de amor, muitas vezes provenientes dessa liberdade, Ele ainda nos reconforta com a certeza de que está sempre aberto para perdoar e reconfortar os corações arrependidos.
Eu louvo e agradeço a Deus, porque Ele me acolhe a cada dia em seus braços, sarando as minhas feridas, curando a minha alma!
♫ Por isso eu te louvo de todo o coração. Te dar minha vida é minha gratidão...
Abertura do Cristoval 2012
Com Missa de abertura, realizada às 19h30min do dia 16 de fevereiro, na Matriz de São José, iniciamos mais um retiro de carnaval em Carnaúba dos Dantas - o CRISTOVAL 2012.
Após a Santa Missa, celebrada pelo Pe. Valdir, houve um arrastão saindo de frente da matriz e percorrendo algumas ruas do centro da cidade até o CEJUC, local onde acontecerá o retiro.
Este ano, os carnaubenses recebem os irmãos das cidades de Acari, Parelhas e Jardim de Piranhas.
Como diz na música, "a alegria do Senhor é nossa força". O Cristoval é motivado pela força que vem do Senhor e é essa a proposta que temos: VIVER UMA ALEGRIA QUE NÃO TEM FIM!
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Tende para Deus o desejo do coração
O que nos foi prometido? Seremos semelhantes a ele porque nós o veremos como é. A língua o disse como pôde. O coração imagine o restante.O que pôde dizer, até mesmo João, em comparação daquele que é? O que poderíamos nós dizer, homens tão longe do valor do próprio João?
Recorramos por isso, para sua unção, para aquela unção que ensina no íntimo o que não conseguimos falar. Já que não podeis ver agora, prenda-vos o desejo. A vida inteira do bom cristão é desejo santo. Aquilo que desejas, ainda não o vês. Mas, desejando, adquires a capacidade de ser saciado ao chegar a visão.
Se queres, por exemplo, encher um recipiente e sabes ser muito o que tens a derramar, alargas o bojo seja da bolsa, do odre, ou de outra coisa qualquer. Sabes a quantidade que ali porás e vês ser apertado o bojo. Se o alargares ele ficará com maior capacidade. Deste mesmo modo Deus, com o adiar, amplia o desejo. Por desejar, alarga-se o espírito. Alargando-se, torna-se capaz.
Desejemos pois, irmãos, porque havemos de ser saciados. Vede Paulo como alarga ocoração, para poder conter o que vem depois: Não que já tenha recebido ou já seja perfeito; irmãos, não julgo ter conseguido o prêmio.
Que fazes então nesta vida, se ainda não conseguiste? Uma coisa só, esquecido do que ficou para trás, lanço-me para a frente, para a meta, corro para a palma da vocação suprema. Diz lançar-se e correr para a meta. Sentia-se incapaz de captar o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, nem subiu ao coração do homem.
É esta a nossa vida: exercitamo-nos pelo desejo. O santo desejo nos exercita, na medida em que cortamos nosso desejo do amor do mundo. Já falamos algumas vezes do vazio que deve ser cheio. Vais ficar repleto de bem, esvazia-te do mal.
Imagina que Deus te quer encher de mel. Se estás cheio de vinagre, onde pôr o mel? É preciso jogar fora o conteúdo do jarro e limpá-lo, ainda que com esforço, esfregando-o, para servir a outro fim.
Digamos mel, digamos ouro, digamos vinho, digamos tudo quanto dissermos e quanto quisermos dizer, há uma realidade indizível: chama-se Deus. Dizendo Deus, o que dissemos? Esta única sílaba é toda a nossa expectativa. Tudo o que conseguimos dizer, fica sempre aquém da realidade. Dilatemo-nos para ele, e ele, quando vier, encher-nos-á. Seremos semelhantes a ele; porque o veremos como é.
Dos Tratados sobre a Primeira Carta de São João, de Santo Agostinho, bispo, séc. V
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
O raio de luz
Todas as noites antes de fazer os filhos adormecerem, um pai muito carinhoso conversava com eles, enquanto afagava-lhes os cabelos anelados. Diariamente escolhia um assunto que encontrava no evangelho, ou em algum acontecimento do cotidiano.
Naquela noite sem luar, quando as nuvens encobriam as estrelas, ele arranjou uma forma diferente de chamar a atenção das crianças. Colocou-as no sofá da sala e disse-lhes que não se assustassem com a escuridão, porque apagaria todas as luzes da casa, de propósito.
E assim o fez. Deixou a casa às escuras e sentou-se no meio dos filhos que o aguardavam apreensivos. Perguntou-lhes o que eles eram capazes de ver em meio àquele breu. O menininho mais velho comentou que conseguia distinguir os contornos da cadeira que estava a sua frente, mas que não conseguia saber ao certo qual objeto produzia a sombra que se apresentava um pouco mais adiante.
O pai, aproveitando a oportunidade esclareceu: - nossos olhos acostumam-se com a ausência de luz e acabam conseguindo, com algum esforço, distinguir alguns objetos.
Porém, não é possível notar tudo quando a luz nos falta. Alguns contornos podem enganar nossos sentidos. Muitos detalhes passam despercebidos. As cores deixam de ser perceptíveis. A ausência de luz dificulta nosso caminhar, porque não conseguimos notar com segurança para aonde estamos indo.
Nesse momento, ele acendeu uma vela que trazia consigo. As crianças exultaram diante da claridade que se fez na sala. "Vejam!" - convidou o pai. "percebam como tudo parece diferente na presença da luz. As sombras já não mais nos confundem. Agora as formas assumem contornos mais exatos. Como é mais fácil buscar um caminho, quando há luz a mostrar a direção correta."
Encantadas com a singela, porém, inesquecível descoberta, as crianças concordaram com o pai, enquanto o cobriam de carinhos antes de serem levados para a cama.
A maior glória da alma que deseja participar na obra de Deus será transformar-se em luz na estrada de alguém.
Sejamos também um raio de luz, espraiando brilho e calor, beleza e harmonia, em todos os momentos, iluminando, assim, também, nossos próprios caminhos.
Fonte: internet
Paz interior
Muita paz teríamos se não nos importássemos com o que os outros fazem, e que não nos dizem respeito.
Como pode estar em paz muito tempo aquele que se intromete em cuidados alheios, busca ocasiões exteriores e recolhe?
Bem-aventurados os simples, porque terão muita paz.
Do Livro “Imitação de Cristo”
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Destinados à glória
Penso, com efeito, que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que deverá revelar-se em nós. Pois a criação em expectativa anseia pela revelação dos filhos de Deus. De fato, a criação foi submetida à vaidade – não por seu querer, mas por vontade daquele que a submeteu – na esperança de ela também ser libertada da escravidão da corrupção para entrar na liberdade da glória dos filhos de Deus.
Pois sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente. E não somente ela. Mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos interiormente, suspirando pela redenção do nosso corpo. Pois nossa salvação é objeto de esperança; e ver o que se espera, não é esperar. Acaso alguém espera o que vê? E se esperamos o que não vemos, é na perseverança que o aguardamos.
Assim também o Espírito socorre a nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir como convém; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis, e aquele que perscruta os corações sabe qual o desejo do Espírito: pois é segundo Deus que ele intercede pelos santos.
Eclesiástico 2,1-6
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