domingo, 15 de abril de 2012

Misericórdia e Perdão

Domingo da misericórdia! As leituras deste segundo domingo da Páscoa giram em torno desse tema, começando com a oração de abertura repetida no Salmo, e culminando na passagem do Evangelho em que Jesus apareceu aos discípulos no Cenáculo, mostrou-lhes as mãos e seu lado traspassado.

Sabemos que o fundamento teológico da devoção ao Coração de Jesus é o Seu Coração traspassado pela lança, do qual brotaram sangue e água; o sangue que regenera a vida da graça, e a água que nos purifica de nossos pecados. Quando contemplamos a imagem de Jesus misericordioso, vemos que Ele se mostra precisamente com o Coração traspassado, do qual surgem dois raios: um vermelho, que simboliza o sangue derramado, e o outro branco, que simboliza a água que nos purifica no nosso Batismo. Este quadro é relativo à Festa da Divina Misericórdia, celebrada no segundo domingo de Páscoa. Os escritos dos Santos Padres comparam esses sinais ao nascimento da Igreja do lado aberto de Cristo.

A festa da Divina Misericórdia foi instituída pelo Papa Beato João Paulo II em abril de 2000. E em 29 de junho de 2002, com um novo decreto, acrescenta a esta festa uma indulgência plenária. Assim, o já chamado “domingo in Albis” (em branco, recordado pelas vestes dos que haviam sido batizados na noite de Páscoa) tornou-se o Domingo da Divina Misericórdia.

Esta festa vem precedida por uma novena de preparação, pois, anexa a ela existe uma grande promessa de Jesus a todos aqueles que confessarem e comungarem, celebrando dignamente esta Festa – serão remidas as penas das culpas e reencontrarão a veste branca batismal.

Sabemos que o Batismo nos faz novos. Nas primeiras comunidades cristãs alguns esperavam para recebê-lo mais tarde, pois assim estariam certos de que todos os seus pecados teriam sido perdoados pelo Batismo. Comportamento que revela, conforme a mentalidade da época, a fé na eficácia do sacramento.

Sabemos que o Batismo, como também a Crisma e a Ordem, opera uma consagração ontológica (do ser), que consagra de uma vez por todas o ser da pessoa que o recebe, o que significa que não pode ser dissolvido nem recebido uma segunda vez. Portanto, para nós que não podemos mais receber o Batismo, esta festa contribui a dar-nos de volta a veste branca do batismo, como foi inspirado por Santa Faustina: "Desejo que o primeiro domingo depois da Páscoa seja a Festa da Minha Misericórdia. A alma que naquele dia tiver se confessado e comungar, vai ficar completamente remida dos pecados e das culpas. A alma que recorrer à minha misericórdia não perecerá: Eu, o Senhor, vou defendê-la como minha própria glória, e na hora da morte não virei como um juiz, mas como Salvador. Diga à humanidade sofredora que se refugie em meu Coração Misericordioso e eu a preencherei de paz”.

Dessa maneira, ao trazer à tona o nascimento da Igreja, nova Eva, com o simbolismo da água e do sangue jorrados do lado de Cristo e ao procurar renovar o cristão revivendo o seu batismo recordando que com o perdão ele se reveste com a veste branca, o domingo anteriormente chamado “in albis” continua retomando o seu caráter eclesial e batismal com a festa da Divina Misericórdia recentemente introduzida.

Nestes tempos em que um grupo minoritário impõe aos brasileiros, contra a vontade deles, suas opiniões sobre a vida e coloca o nosso país em retrocesso com relação aos valores do ser humano, sem dúvida, que para nós, cristãos, é tempo de aprofundar ainda mais nossa vida e missão nessa sociedade.

Nós estamos submersos sob uma avalanche de informações que nos é transmitida por diferentes canais. Temos de recuperar a orientação da verdade, o labirinto de informações destorcidas e desinformadas que afirmam hoje em letras garrafais, mas que amanhã corrigem em notas ao pé da página e que podem, até depois de amanhã ratificar, fazendo muitos perderem a cabeça, por não saberem mais em que acreditar.

Façamo-nos difusores da boa notícia da salvação e da misericórdia divina, e rios de água viva irrigarão o mundo com a presença de Deus. E uma nova primavera vai surgir! Gritemos ao mundo com toda a força: Cristo ressuscitou, aleluia, ressuscitou, verdadeiramente, aleluia! Em sua infinita misericórdia Ele quer nos salvar!

Dom Orani João Tempesta, Arcebispo de São Sebastião-Rio de Janeiro


sábado, 14 de abril de 2012

O pão do céu e a bebida da salvação

Na noite em que foi entregue, nosso Senhor Jesus Cristo tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e deu-o a seus discípulos, dizendo: “Tomai e comei: isto é o meu corpo”. Em seguida, tomando o cálice, deu graças e disse: “Tomai e bebei: isto é o meu sangue” (cf. Mt 26,26-27; 1Cor 11,23-24). Tendo, portanto, pronunciado e dito sobre o pão: Isto é o meu corpo, quem ousará duvidar? E tendo afirmado e dito: Isto é o meu sangue, quem se atreverá ainda a duvidar e dizer que não é o seu sangue?

Recebamos, pois, com toda a convicção, o Corpo e o Sangue de Cristo. Porque sob a forma de pão é o corpo que te é dado, e sob a forma de vinho, é o sangue que te é entregue. Assim, ao receberes o corpo e o sangue de Cristo,te transformas com ele num só corpo e num só sangue. Deste modo, tendo assimilado em nossos membros o seu corpo e o seu sangue, tornamo-nos portadores de Cristo; tornamo-nos, como diz São Pedro, participantes da natureza divina (2Pd 1,4).

Outrora, falando aos judeus, dizia Cristo: Se não comerdes a minha carne e não beberdes o meu sangue, não tereis a vida em vós (cf. Jo 6,53). Como eles não compreenderam o sentido espiritual do que lhes era dito, afastaram-se escandalizados, julgando estarem sendo induzidos por Jesus a comer carne humana.

Na Antiga Aliança havia os pães da propiciação; por pertencerem ao Velho Testamento, já não mais existem. Na Nova Aliança, porém, trata-se de um pão do céu e de um cálice da salvação que santificam a alma e o corpo. Assim como o pão é próprio para a vida do corpo, também o Verbo é próprio para a vida da alma.

Por isso, não consideres o pão e o vinho eucarísticos como se fossem elementos simples e vulgares. São realmente o corpo e o sangue de Cristo, segundo a afirmativa do Senhor. Muito embora os sentidos te sugiram outra coisa, tema firme certeza do que a fé te ensina.

Se foste bem instruído pela doutrina da fé, acreditas firmemente que aquilo que parece pão, embora seja como tal sensível ao paladar, não é pão, mas é o corpo de Cristo. E aquilo que parece vinho, muito embora tenha esse sabor, não é vinho, mas é o sangue de Cristo. Antigamente, bem a propósito, já dizia Davi nos salmos: O pão revigora o coração do homem, e o óleo ilumina a sua face (Sl 103,15). Fortifica, pois, teu coração, recebendo esse pão espiritual e faze brilhar a alegria no rosto de tua alma.

Com o rosto iluminado por uma consciência pura, contemplando como num espelho a glória do Senhor, possas caminhar de claridade em claridade, em Cristo Jesus, nosso Senhor, a quem sejam dadas honra, poder e glória pelos séculos sem fim. Amém

Das Catequeses de Jerusalém, Séc.IV

Esperanças

Ó minha esperança desde a minha juventude! Onde estavas, ou a que lugar te havias retirado? Acaso não foste tu quem me criou, diferenciando-me dos animais, fazendo-me mais sábio que as aves do céu? Mas eu caminhava por trevas e resvaladouros, e te buscava fora de mim, e não encontrava o Deus de meu coração; caí nas profundezas do mar. Eu perdera a confiança e desesperava de encontrar a verdade.

Minha mãe já viera a meu encontro, forte em sua piedade, seguindo-me por mar e por terra, confiando em ti em todos os perigos. Até na travessia do mar proceloso ela encorajava os marinheiros – os que costumam animar os navegadores inexperientes quando se perturbam – garantia-lhes que chegariam a salvo ao fim da viagem, porque assim lho tínheis prometido em visão.

Encontrou-me em grave perigo, já sem esperança de buscar a verdade. Contudo, quando lhe disse que já não era maniqueísta, sem ser ainda católico, não pulou de alegria, como quem ouve algo inesperado, pois já estava segura sobre aquele ponto de minha miséria, que a fazia chorar por mim como por um morto que haveria de ressuscitar. Oferecia-me continuamente a ti em pensamento, como sobre um esquife, para que dissesses ao filho da viúva: Jovem, eu te digo: levanta-te, e seu filho revivesse, e voltasse a falar, e o entregasses à sua mãe.

Nem se abalou seu coração com alegria exagerada ao ouvir quanto já se havia cumprido daquilo que com tantas lágrimas te suplicava todos os dias. Viu-me, senão na posse da verdade, já afastado do erro. E como estava certa de que me concederias o que faltava – pois lhe havias prometido a graça total – respondeu-me, com muita calma e com o coração cheio de confiança, que esperava em Cristo que, antes de sair desta vida, me havia de ver católico fiel.

Foi o que me disse. Mas diante de ti, ó fonte das misericórdias, redobrava as súplicas e lágrimas, para que apressasses teu auxílio e aclarasses minhas trevas. Ia com maior solicitude à igreja para ficar suspensa dos lábios de Ambrosio, como da fonte de água viva que jorra para a vida eterna. Minha mãe amava este varão como a um anjo de Deus, pois sabia que fora ele quem me fizera mergulhar naquela dúvida, pela qual antevia, segura, que eu haveria de passar da enfermidade pela saúde, depois de um perigo mais grave, que os médicos chamam de crítico.

Do Livro “Confissões”, de Santo Agostinho (Bispo e Doutor da Igreja)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

"Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!"


Tantas vezes me senti insegura, com medo de dar um passo... E por causa dessa insegurança tanta coisa deixei de fazer. HOJE, vejo que não tinha fé o suficiente para entregar as minhas decisões, primeiramente, nas mãos de Deus. Não ouvia o sussurro do Senhor a me dizer que o meu destino estava seguro em suas mãos!

HOJE, também me recordo de um dos momentos decisivos em minha vida, quando tive a chance de mudar de trabalho. Naquela época, com toda a minha insegurança, procurei conselho. O que ouvi é que deveria seguir o que o meu coração dissesse. Quanta sabedoria naquelas palavras! Não consigo esquecer aquele momento, pois por causa do conselho que ouvi tomei uma das decisões mais importantes da minha vida. E apenas HOJE é que consigo enxergar naquela pessoa o próprio Deus a me falar!

HOJE, como diz a música, “a minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo”, pois encontrei a segurança necessária para seguir em frente, que é a certeza de que o Senhor me guardará de todo o mal, pois nEle deposito toda a minha confiança. A minha família, os meus amigos, o meu trabalho... tudo isso me edifica, mas apenas porque tenho procurado incansavelmente colocar todos esses aspectos em comunhão com a minha fé.

Por isso, tudo o que sou e o que tenho HOJE entrego em Suas mãos, Pai, para que o Senhor guarde, governe e ilumine. Amém!

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(CIC) "Não o abandonaste ao poder da morte"

Depois da queda, o homem não foi abandonado por Deus. Ao contrário, Deus o chama e lhe anuncia de modo misterioso a vitória sobre o mal e o soerguimento da queda. Esta passagem do Gênesis foi chamada de "proto-evangelho", por ser o primeiro anúncio do Messias redentor, a do combate entre a serpente e a Mulher e a vitória final de um descendente desta última.

A tradição cristã vê nesta passagem um anúncio do "novo Adão", que, por sua "obediência até a morte de Cruz" (Fl 2,8), repara com superabundância a desobediência de Adão. De resto, numerosos Padres e Doutores da Igreja veem na mulher anunciada no "proto-evangelho" a mãe de Cristo, Maria, como "nova Eva". Foi ela que, primeiro e de uma forma única, se beneficiou da vitória sobre o pecado conquistada por Cristo: ela foi preservada de toda mancha do pecado original e durante toda a vida terrestre, por uma graça especial de Deus, não cometeu nenhuma espécie de pecado.

Mas por que Deus não impediu o primeiro homem de pecar? São Leão Magno responde: "A graça inefável de Cristo deu-nos bens melhores do que aqueles que a inveja do Demônio nos havia subtraído". E Santo Tomás de Aquino: "Nada obsta' a que a natureza humana tenha sido destinada a um fim mais elevado após o pecado. Com efeito, Deus permite que os males aconteçam para tirar deles um bem maior. Donde a palavra de São Paulo: 'Onde abundou o pecado superabundou a graça" (Rm 5,20). E o canto do Exultet: "Ó feliz culpa, que mereceu tal e tão grande Redentor".

Catecismo da Igreja Católica, §§ 410-412

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quando os olhos se abrem para a fé

Lá iam eles, os dois. Um chamava-se Cléofas.  Do outro não se sabe o nome. Talvez seja eu ou você.

Era o primeiro dia da semana.  Os dois caminhavam desalentados, desanimados, meio como que fugindo de um lugar geográfico que os fazia sofrer.  Deram as costas para Jerusalém e para tudo o que ali havia acontecido, de modo especial, a morte hedionda desse Jesus no qual eles haviam colocado sua esperança.

Primeiro momento: tristeza e desolação.

Um homem curioso, um peregrino não esperado, começa a falar das coisas da fé, das coisas das Escrituras, de tudo aquilo que deveria existir vivo no coração dos crentes. Teoricamente  Cléofas e seu companheiro conheciam as Escrituras. Mas, quem sabe, foram se acostumando com elas e já não tinham mais a capacidade de admirar o que elas diziam e não ligavam as ditas Palavras com os fatos que tinham acontecido em Jerusalém. Tinham quem sabe, uma fé meio rotineira, sem densidade, sem fogo, sem força. Eram pessoas religiosas sem fé viva.

“Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram”.  Mulheres contaram que lá estiveram, que seu corpo não estava lá. Mas a ele ninguém viu…

E o peregrino começou a lembrar aos dois desanimados palavras da Escritura que anunciavam a vitória do  Messias depois da morte, sua ressurreição… Os discípulos desalentados tinham negligenciado de se deixarem ensopar pelas Escriturar e assim não tinham mais fé.  “Como sois sem inteligência  e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram.  Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?”

Ele vive, está no nosso meio, veio para dar  um sentido novo e belo ao domingo, primeiro dia da semana, veio para ser encontrado em sinais velhos e novos que apontam para ele.

Quando juntos ouvimos a Palavra, quando o coração tem quietude para ouvir com os próprios ouvidos e junto com os ouvidos de outros caminheiros,  sentimos que o coração arde e nossa fé se aquece.  Até que ponto nossas liturgias da Palavra, nossos encontros com a Palavra, nos colocam  diante do Ressuscitado que chega até nós na nuvem da fé?

Esse “aquecedor” de corações que era esse curioso peregrino, deu a entender que ia embora.  Aceita o convite que lhe é feito de  entrar no albergue, senta-se à mesa, parte o pão e os olhos de Cléfas e de seu companheiro se abrem

Somos membros da  Igreja feliz que hospeda o Ressuscitado.  Esse que não queria que ninguém lhe agarrasse os pés,  faz com que sua presença se adense na audição da comunicação do coração de Deus ao nosso coração e na reunião em torno da mesa do pão branco.

“Nisto, os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus porém desapareceu de frente deles. Então um disse ao outro: Não estava ardendo o nosso coração  quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? ”

Frei Almir Ribeiro Guimarães - www.franciscanos.org.br

Os “ismos” modernos


Desde o Concílio Vaticano II a Igreja vem nos esclarecendo mais intensamente sobre o que há de bom e santo na modernidade, mas também nos adverte sobre os perigos das ideias contrárias ao Evangelho de Jesus Cristo, as ideologias pagãs, os costumes e as práticas que induzem o Povo de Deus aos tantos relativismos modernos. O Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI) muito tem falado sobre o perigo do “Relativismo” e dos “ismos modernos”. É o esforço do homem de se emancipar de Deus e ter uma vida eterna e feliz sem o auxílio de Deus. O sacrifício de Cristo de nada valeu para esses “ismos modernos”. Muitos nem acreditam que seja Ele o Filho de Deus. As falsas religiões e seitas se utilizam muito desses “-ismos”, de suas filosofias, símbolos e mentalidades para fazerem suas pregações e discursos. Alguns “-ismos” se confundem e é necessário conhecer bem a Doutrina Católica para identificar o que há de errado nessas ideologias e pensamentos. Vejamos alguns dos mais propagados:

  • Ø  Iluminismo e Reinado da Razão: Surgiu primeiramente como “movimento filosófico cultural na Europa” (Séc. XVIII), mas logo mostrou sua forma errônea e ideológica de ver o homem. Trata-se de uma supervalorização da Razão. Todas as realidades são explicadas pelas faculdades do homem (inteligência), por isso a crença no cientificismo, ou seja, só é digno de crédito o que é provado pela experiência através da Ciência. Os especialistas são os donos da verdade. O iluminismo quer impor suas leis ao Estado e, por isso, é contrário a toda forma de Lei Eclesiástica, à Moral da Vida Cristã e à Doutrina Católica. Gerador de um individualismo cruel, que coloca o homem como independente de Deus, da fé e da Religião Cristã, continua se ramificando em todos os seguimentos da sociedade. Vejamos alguns exemplos:
  • Ø  Racionalismo: Tantas vezes tem usado o nome de “racionalismo cristão”, mas não é nada cristão. São críticos ferrenhos da religião cristã. Ridicularizam as verdades da fé. A filosofia do racionalismo é ateia, obscurantista. Ora, é preciso esclarecer que este mundo não é absoluto, mas finito, pois é obra do Criador. Somente Deus é o Absoluto, o Eterno. Deus não é simplesmente “uma força, uma energia” que se extrai da capacidade intelectual, mas é um Ser Pessoal, Ser Espiritual, Sumo Bem, Suma Verdade, que se comunica conosco e nos ama infinitamente.
  • Ø  Agnosticismo: Prega uma vida puramente natural sem relação com Deus. Diz: “Não podemos crer. Se Deus existe ou não, ninguém pode provar”. São aqueles que querem “prova para atestar se realmente aquilo é verdade”. Andam de braço dado com o ateísmo que assume a bandeira de que Deus é uma ilusão, não existe (ateus).
  • Ø  Ceticismo: Ensinam que somente as sensações, instáveis ou ilusórias, podem ser o parâmetro dos nossos juízos sobre a realidade. A felicidade vem pelo simples equilíbrio das faculdades mentais.
  • Ø  Positivismo: inspirado a criar uma religião da humanidade. Para ele nada há de sobrenatural, portanto, não existe um Deus no céu. Tudo em que creem se baseia na Ciência. Aqui se predomina literalmente a substituição do primado de Cristo por um “pretenso primado do homem”.
  • Ø  Materialismo: Trata-se de uma supervalorização da matéria e desprezo pelo sobrenatural. A posse desregrada, a obsessão por dinheiro, o consumo que escraviza, o individualismo, a ganância, as “ideologias de mercado e da sociedade socialista” são predominantes em suas ideias.
  • Ø  Hedonismo: A mentalidade hedonista moderna propõe o prazer pelo prazer e o prazer e satisfação imediatos em detrimento de valores morais. Ter prazer e satisfação é o principal objetivo da vida. O hedonismo não se refere somente ao uso da sexualidade, mas também à cultura imediatista e consumista que não sabe esperar para ter a satisfação que julga precisar imediatamente. Nesse sentido, é o pano de fundo para o uso de drogas, álcool e sexo sem compromisso.

Extraído do Livro “Enchei-vos – Seminário de Vida no Espírito Santo”