quinta-feira, 28 de junho de 2012

As pétalas de rosas e os espinhos

Um homem quando nasceu foi lhe dado uma cesta de pétalas de rosas e uma cesta de espinhos.

E lá foi o homem pela sua vida caminhando. De vez em quando jogava umas pétalas de rosas aqui, outras ali ao chão e muitas e muitas vezes jogava espinhos...

E lá foi o homem caminhando, jogando poucas pétalas de rosas e muitos espinhos ao chão... Quando chegou no fim da sua vida, a cesta de pétalas de rosas estava praticamente cheia, enquanto a de espinhos estava quase vazia, e diante de Jesus lhe perguntou:

- Jesus, aqui estou, já terminei a minha missão, o que faço agora?

E Jesus com os olhos naquele homem, respondeu-lhe:

- E agora, meu filho, volte pelo mesmo caminho que você veio. Espalhe amor e alegria pela sua vida, tratando bem o seu semelhante e todos os seres existentes nesta terra, pois, certamente, se não o fizer, sofrerás mais tarde a dor dos espinhos nos seus pés. 


Fonte: internet

 

O homem prudente edificou a sua casa sobre a rocha

Desde o momento da sua conversão que o bem-aventurado Francisco, sábio como era, quis, com a ajuda do Senhor, estabelecer solidamente a sua casa, isto é, a sua Ordem dos Frades Menores, sobre rocha sólida, ou seja, sobre a altíssima humildade e a suprema pobreza do Filho de Deus.

Sobre uma profunda humildade porque, desde o princípio, mal os irmãos começaram a crescer em número, recomendou-lhes que permanecessem nos hospícios para tratarem dos leprosos. Então, quando os postulantes se apresentavam, quer fossem nobres, quer plebeus, eram avisados de que deviam ficar a cuidar dos leprosos e a viver nas suas enfermarias.

Sobre uma imensa pobreza porque na sua Regra se diz, com efeito, que os irmãos devem habitar nas suas casas «como estrangeiros ou peregrinos, a nada aspirando neste mundo» a não ser à santa pobreza, graças à qual o Senhor os alimentará nesta vida com a virtude e o alimento corporal, o que lhes valerá o céu como herança na outra.

Também para si próprio Francisco escolheu o alicerce duma perfeita humildade e duma completa pobreza, e embora tenha sido uma grande figura da Igreja de Deus, por escolha própria quis ser dos últimos, não só na Igreja, como também entre os seus irmãos.

Vida de São Francisco de Assis, conhecida como «Coletânea de Perúgia»
Fonte: http://profeciasdodia.blogspot.com.br

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Perdão: coisa de gente inteligente

Uma de nossas reações mais comuns diante do sofrimento é a busca de justificativas e culpados para tais situações.

Não é fácil lidar com a dor, mais difícil ainda é enfrentar perdas e injustiças. Qual o pai que ao perder seu filho em um assassinato não ficará revoltado? A dor humana é compreensível e não pode ser pormenorizada, porém, precisamos aprender a trabalhá-la em nós.

Diante da injustiça, a mágoa e a revolta são consequências reais, contudo, a história nos revela que tais realidades são apenas consequências e não remédio.

A violência sempre gera somente mais violência, desencadeando assim um gradativo processo de disseminação do ódio, o qual nunca encontrará o seu final.

Mas como dar um fim a esse processo? Para a violência se ausentar é necessário que haja consciência de que um dos lados precisa ceder, perdoar.

Somos muito orgulhosos em consequência do pecado original enraizado em nós, e por vezes, contemplamos as situações somente a partir do ângulo de nossas próprias razões. Nunca queremos dar o braço a torcer, e sempre queremos ter a razão, e, muitas vezes, a temos mesmo. Porém, "amar significa perder para ganhar", perdoar é superar a própria razão por uma realidade mais nobre.

Por mais injustiçados que já tenhamos sido, a atitude mais racional diante de tal situação é o perdão. A mágoa nos torna pequenos e empobrecidos, além de nos causar inúmeras enfermidades de acordo com muitos dados científicos.

O portador do ódio é sempre o mais prejudicado. Quando estamos magoados pensamos na pessoa que nos causou essa mágoa durante 24 horas por dia, e acabamos por "aprisioná-la" dentro de nós. Aquele que alimenta o ódio enxerga somente a si mesmo, o seu sofrimento, fragmentando a própria existência e deixando de lado outras realidades essenciais.

Quem vive magoado, não tem qualidade de vida, não tem paz...

Perdoar é extinguir a trama de significações que o ódio produz em nós, e libertar-se para descobrir a beleza até mesmo na desventura.

Sei que em determinadas situações o perdão não é coisa fácil, porém, perdoar é questão de decisão e não de sentimento. A graça de Deus não nos desampara, ela está sempre pronta a auxiliar aqueles que querem verdadeiramente viver a reconciliação.

Não perca mais tempo, liberte-se da mágoa, porque existe muita vida para se viver, e muita alegria para se conquistar. Coragem!


Padre Adriano Zandoná, Comunidade Canção Nova

terça-feira, 26 de junho de 2012

Aos que estão em silêncio...



“Ninguém conhece o filho senão o pai, 
e ninguém conhece o pai senão o filho 
e aquele a quem o filho quiser revelar” 
(Mt 11,27b)




Hoje ao levantar ouvi alguns pássaros cantando na laranjeira do muro. Um bando de passarinhos... de vez em quando ficavam nos galhos da laranjeira e depois voavam alto.

Surgiu de repente na minha cabeça: como é bela a vida! Até os pequeninos sentem-se felizes, como se estivessem valorizando o sentido da vida e como se estivessem dando um bom dia a nós que estávamos em silêncio!

Bom dia, passarinhos. Passem para mim suas alegrias!

Obrigada, Senhor!

Josefa Veneranda Dantas, em 13/07/2005



A fé vence o medo e a dor


“Tende coragem e um coração firme, vós todos que esperais no Senhor” (Sl 30,25)

A fé leva-nos a vencer qualquer obstáculo que apreça em nossa vida, a transpor qualquer montanha, a superar qualquer problema.

É a fé em Jesus que nos sustenta enquanto vivemos. Às vezes, somos tentados a querer fazer todas as coisas somente pela nossa força humana e acabamos nos decepcionando; mas quando nos deixamos guiar pela fé, somos capazes de olhar além das nossas limitações e das situações e atraímos os favores de Deus, porque nos tornamos agradáveis a Ele.

Não podemos nos abater diante das situações, porque o Senhor é bom para os que nele confiam.

“Cairão mil ao teu lado e dez mil à tua direita; mas nada te poderá atingir” (Sl 91,7)

Jesus, eu confio em vós!


Do Livro “Comece bem o seu dia”, Luzia Santiago




segunda-feira, 25 de junho de 2012

Uma busca sem fim


O ser humano, sem jamais desfalecer, é um ser desinquieto, curioso, que adora ser desafiado na sua inteligência. Ele quer saber por que o sol brilha sem cessar; quer desvendar o logro de casas mal-assombradas; quer dominar as energias do universo; deseja devassar os segredos de nossas tendências mórbidas. Isso tudo é causa do progresso das ciências, e motivação sem fim de viver. É assim que ultrapassamos de longe os animais, que nada sabem sobre energia elétrica, sobre doenças causadas por micróbios, sobre a grande explosão do big bang, e muito menos dão notícias sobre energia atômica, ou a formação do universo. A curiosidade humana é espicaçada pelos segredos da natureza. O cosmos tem as suas leis, que precisam ser postas à luz do dia. “Multiplicai-vos e dominai a terra”  (Gen 1, 28).  O Criador envolveu tudo em véus de mistério. O ser humano sente necessidade de levantar os invólucros dessa realidade escondida, porque são provas da presença de um Ser sumamente inteligente. Esse é um modo de dialogar entre seres racionais. É uma sublime comunicação entre criador e criatura, cujo ápice é o encontro de amor, revestido de liberdade sem limites.

Mas o próprio Ser Amoroso nos advertiu contra escolhos, que podem afundar nossas melhores intenções. “Não te prostrarás diante de deuses falsos” (Ex 34, 14). E um dos mais perigosos deuses, que desviam a inteligência humana para o abismo do nada, é o “ego” que, pelo fato de ter descoberto alguma coisa, se julga o centro do universo. Por isso, a grande busca não será esquadrinhar o átomo, ou elaborar a teoria quântica, ou ainda aprender a domar todas as energias do cosmos. A busca eterna será conhecer a Deus, o mistério por excelência. Essa tentativa de compreensão será matéria eterna para o nosso amor. A busca de compreender a matéria, ou a anti-matéria, um dia poderá se encerrar. Teoricamente podemos chegar a perscrutar todos os enigmas, deslindar todos os problemas, ter conhecimento de todos as forças escondidas na natureza. Mas o Ser por excelência, o único necessário, o nosso Pai amoroso, precisamos de uma eternidade para compreender. “Eu sou o que sou” (Ex 3, 14).


Dom Aloísio Roque Oppermann

A exemplo dos santos


Baseados nos admiráveis exemplos que nos deixaram tantos fervorosos discípulos de Jesus Cristo, envergonhemo-nos de nossa negligência e tomemos ânimo para seguir decididamente suas pisadas. Repitamos com frequência aquelas palavras de Santo Agostinho: “Que! Não poderei eu o que tantos outros puderam?!”. E acrescentemos como o Apóstolo: “Eu por mim nada posso, mas posso tudo naquele que me fortalece” (Fl 4,13).

Toda a nossa força consiste em sentir nossa fraqueza e em conhecer-lhe o remédio, que é a graça do divino Mediador.

Dai-nos, Senhor, a graça especial de amar vossos divinos conselhos, dai-nos fortaleza para guardá-los como mandamentos vossos e fazei não tenhamos maior destino do que sermos sempre fiéis e zelosos em imitar os exemplos dos que, em vosso nome, nos ensinam o caminho da santidade.


Do Livro “Imitação de Cristo”