sábado, 25 de agosto de 2012

Pedir em nome de Maria


Uma coisa é dizer que tudo nos vem por Maria e outra coisa dizer que muitas graças nos vêm através da prece de Maria. Se eu oro por você ao Pai em nome de Jesus, ou a Jesus diretamente e você me diz que recebeu a graça, não estou errado ao dizer que, por minha intercessão junto a Jesus, você recebeu aquela graça. Senão, que sentido teria os pais orarem pelos filhos ou os padres e pastores orarem por seus fiéis? Não é intercessão? Se nós intercedemos o tempo todo uns pelos outros, porque negar que Maria faça o mesmo a quem pede sua ajuda? Seria a prece dela menor do que a dos padres e pastores?

Eu já fui de falar primeiro com Maria e só depois com seu filho. Agora, faço o que sinto vontade de fazer. Muitas vezes falo direto com Jesus. Outras, com a mãe dele. Quando falo com Maria, peço a ela que fale comigo a Jesus e interceda comigo e por mim. Se ela falar direto ao Pai, vai usar o nome do Filho dela, como eu faço quando falo com o Pai. Mas sei que a oração de Maria é incomparavelmente mais pura do que a minha. É claro que quero a ajuda dela. Se aceito a ajuda dos padres e reverendos que dizem orar por mim, porque não aceitaria a de Maria que creio estar salva e viva na outra dimensão do existir, dimensão que chamamos de céu?

Não acho que Maria se magoe, por falarmos ao seu Filho sem recorrer a ela. É tudo que ela quer! Que falemos com seu Filho! Quando nossa Igreja diz que Maria é “medianeira de graças” (o Catecismo não tem a palavra “todas”) nossa Igreja não está dizendo que Deus Pai que age através de Jesus só atenderá nossas preces, se elas também passarem por Maria. Isso a Igreja nunca disse!

O que a Igreja diz é que, se quisermos pedir, qualquer graça, qualquer que seja o pedido, podemos pedir por Maria, porque ela pedirá conosco e levará tudo a Jesus. Não há graça que Maria não peça conosco! A Igreja sugere, inclusive, que os católicos usem o santo nome de Maria nas suas orações, mas sem esquecer que o nome que salva é o de Jesus. Não usamos os nomes de amigos e de outras pessoas quando pedimos algum favor de alguém que as conhece? Se soubermos usar o nome certo do jeito certo, porque não? Desde que saibamos que o poder foi dado a Jesus e ele o delega a quem ele quiser (Mt 13,11), não erraremos. Jesus deu poder aos apóstolos, desde que se reunissem no seu nome ou que usassem seu nome. ( Mt 18,20, Jo 14,13)

Na Bíblia há centenas de passagens em que se usa o nome de profetas e servos de Deus durante as orações (1 Re 13,6 ). Reis pediam aos profetas que orassem por eles. Nós cristãos usamos o nome de Jesus porque não há nenhum nome maior do que este para nós. ( Fl 2,9 ) Mas não está proibido usar nomes menores. O de Maria é menor que o de Jesus, mas é bem maior do que o nosso. Estava certa aquela senhora que orava:

- “Pai, falo com o senhor em nome de Jesus”
- “Jesus, falo com o senhor em nome de Maria”
- “Maria, falo com a senhora pedindo que me ajude a falar com Jesus, porque de falar com ele a senhora entende mais do que eu”

Estava orando a Maria do jeito certo!


Pe.  Zezinho scj - www.padrezezinhoscj.com

Carta do Papa João Paulo II aos Jovens


Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem discman.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante ou comer pizza no fim de semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos.

João Paulo II

Sejamos santos!

A quem precisamos hoje fazer o bem?



“Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos” (Gl 6,9).

Todos nós somos chamados por Deus a retomar as boas práticas. No entanto, em meio às adversidades e aos muitos afazeres da vida, muitas vezes, nos cansamos de praticá-las ou ficamos relaxados. Hoje é o dia de as recomeçarmos; graças a Deus, temos esta oportunidade.

Quando usamos de caridade para com as pessoas, nós somos os primeiros a ser beneficiados, porque colhemos o que plantamos e porque, como diz a Palavra de Deus, há mais alegria em dar que em receber.

Seguramente, muitas pessoas passarão hoje pela nossa vida e teremos a chance de servi-las da melhor maneira possível, seja com uma boa ação, seja com um sorriso ou um algum tipo de socorro. Mesmo que não sintamos vontade de praticar esse gesto amoroso, tomemos a firme decisão e peçamos a Jesus a graça de fazermos o bem sem olhar a quem, a exemplo d’Ele.

Senhor, renova em nosso coração a disposição de ajudar todas as pessoas que precisam de nós.

Jesus, eu confio em Vós!


Luzia Santiago, Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

#FicaAdica 27


Um certo dia disse São Francisco acerca de Deus: “Tu é a Beleza!” Deus é a origem da beleza e d’Ele emana tudo aquilo que é belo. E a vida, meu caro, é o maior dom que Deus nos concede. E a vida é plena de beleza, de encontros, de caminhos, de pessoas, de mensageiros divinos… Quando nos abrimos à luz divina, somos conduzidos por veredas até então impensadas.

Procure cultivar jardins na sua jornada, semeie alegria, esperança e amor no coração das pessoas. Quando estamos dispostos a trabalhar em favor do BEM sempre haveremos de crescer, por mais que as forças negativas teimem em nossos deter. Siga em frente: Deus te abençoa, cuida de ti e te guarda em teus caminhos e empreendimentos…

Frei Paulo Sérgio

Corramos para a meta!


O chamado à santidade que nos é dirigido por Deus “angustia-nos” e nos torna inquietos e sofridos quando olhamos a nossa realidade humana. Gostaríamos de ter nascido santos e não ter que lutar na vida para superar o pecado que nos persegue de todos os lados. Mas nunca devemos esquecer as palavras que Deus dirigiu ao fugitivo Caim, depois de ter matado o seu irmão Abel: “o pecado está à tua porta mas você poderá dominá-lo”.

Temos sempre a capacidade de ser mais fortes do que todos os nossos vícios e pecados. Deus nos dotou de uma inteligência e vontade capazes de vencer todos os instintos do mal. Os santos e santas que a Igreja apresentam para nós são nossos irmãos que viveram antes de nós, que lutaram contra as mesmas paixões e conseguiram ser senhores de si mesmos. A santidade é uma conquista do ser humano que, fortalecido pela graça, consegue vivenciar com radicalidade a Palavra de Deus.

Diante dos santos cada um de nós recobra a coragem para continuar o seu caminho, para vencer o desânimo e para reiniciar em todos os momentos a sua aproximação do mesmo Deus. Há uma frase muito bonita de Santa Teresa Courdec, fundadora das Irmãs do Cenáculo: “não importa que os nossos pés estejam feridos e sangrando, o que importa é caminhar”. Muitos santos foram provados duramente com fortes tentações, outros experimentaram o peso do pecado e por longos anos se debateram entre o vício e a virtude. Mas Deus sempre foi vitorioso. Há outros santos que não conheceram, por uma graça especial de Deus, o pecado mas lutaram para se manterem fiéis ao chamado de Deus.

Os santos e santas são os amigos de Deus e nossos que nos incentivam a sermos fiéis e a caminhar. A perfeição se adquire lentamente. Deus se revela aos pecadores, Ele os seduz com seu amor para que deixem o pecado e se entreguem totalmente ao amor misericordioso.

O apóstolo Paulo experimentou o ódio contra Jesus, mas o amor venceu e ele se tornou o apóstolo mais ousado e corajoso de todos os tempos. Por isso, o maior incentivo à santidade, à perfeição, nós encontramos na carta aos filipenses: “Não pretendo dizer que já alcancei e cheguei à perfeição. Mas eu corro por alcançá-la uma vez que também eu fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro uma coisa: esquecendo o que fica para trás, lanço-me em perseguição do que fica para frente, corro para a meta, para a coroa da vocação nas alturas de Deus em Cristo Jesus. (Fl 3,12-14). Nestas palavras está fundamentada toda a coragem necessária para sermos santos. Sentir-nos seduzidos, arrebatados pelo amor de Cristo, pela sua beleza. Ânimo! Coragem! Corramos para a meta!


Frei Patrício Sciadini, ocd