domingo, 26 de abril de 2015

Cada um de nós...



Cada um de nós é o fruto 
de um pensamento de Deus. 
Cada um de nós é querido, 
cada um de nós é amado, 
cada um é necessário. 
(Bento XVI) 




quarta-feira, 22 de abril de 2015

Espírito Santo, vem, visita, enche!


Há regiões onde é costume convidar a entrar quem quer que apareça em sua casa à hora da refeição, para partilhar aquilo que se está a comer. Sabe-se, no entanto, que a pessoa convidada com a mesma educação irá pedir desculpas e recusará. Ficar-se-ia desconcertado, e porventura secretamente contrariado, se o convidado respondesse sem cerimônia: "Sim, aceito com todo o prazer!". Por vezes, sem disso nos darmos conta, os nossos convites ao Espírito Santo são semelhantes a este tipo de convites. São convites convencionais; não são convites reais. Temos de repetir aqueles três convites - VEM, VISITA, ENCHE! - e fazê-lo como quem tem a certeza de que eles vão ser levados muito a sério e acolhidos.

Na oração, temos de ser também "unânimes e perseverantes", como os apóstolos com Maria no cenáculo, unindo-nos, quando possível, a outras pessoas que já realizaram um novo Pentecostes e que podem nos ajudar a predispor-nos e a vencermos qualquer temor.

Além disso, precisamos estar dispostos a que algo novo mude na nossa própria vida. Não se pode convidar o Espírito Santo a vir, para nos encher, contanto que deixe ficar tudo como estava. "O que o Espírito toca, o Espírito muda", diziam os Padres. Quem invocar: "vem, visita, enche!", por essa mesma invocação se entrega ao Espírito e Lhe entrega as rédeas da própria vida, ou as chaves da própria casa. Entregar-se ao Pai, para que o Pai nos entregue ao Seu Espírito! Tal é a condição.


Do Livro “Vem, Espírito Criador!”, de Padre Raniero Cantalamessa




De volta às origens


"Nosso passado não é um rio congelado 
que nos prende e paralisa, 
mas um rio cálido e fértil 
que nos enche de vida 
e nos encoraja a caminhar" 
(Santo Agostinho)






sexta-feira, 17 de abril de 2015

Deus Criador


Ele, porém, criou a criancinha que nada sabe 
e só pode soltar débeis vagidos; 
criou o pobre selvagem, que não dispõe, 
para sua orientação, senão da lei natural; 
aos seus corações é que se digna baixar, 
onde se encontram suas flores campestres, cuja simplicidade o arrebata...
Condescendente desta maneira 
o Bom Deus mostra sua infinita grandeza.


Santa Teresa do Menino Jesus









terça-feira, 14 de abril de 2015

Águia, não sou...


Águia, não sou, mas dela tenho, simplesmente, OLHOS E CORAÇÃO, pois que, não obstante minha extrema pequenez, ouso fitar o Sol Divino, o Sol do Amor, e meu coração sente nele todas as aspirações da águia... Quisera a avezinha voar em direção ao Sol fulgurante que lhe fascina os olhos. Quisera imitar as águias, suas irmãs, quando as vê elevarem-se até o divino foco da Santíssima Trindade... Tudo o que pode fazer, ainda mal, é soerguer as asinhas. Mas, sair voando é o que sua reduzida força não permite! Qual será a sua sorte? Morrer de desgosto, por ser tão impotente?... Isso, não! A avezinha nem sequer se afligirá. Num audaz abandono, continuará fixando seu Divino Sol.

Nada a poderia amedrontar, nem o vento, nem a chuva. E quando nuvens carregadas vêm encobrir o Astro do Amor, a avezinha não muda de lugar. Sabe que, além das nuvens, seu sol está sempre a brilhar, e seu esplendor não poderia eclipsar-se um instante sequer. Verdade é que, por vezes, o coração da avezinha se sente acometido pela tempestade. Parece-lhe não acreditar na existência de outra coisa fora das nuvens que a envolvem. Chega, então, o momento da alegria perfeita para a pobre e frágil criaturinha. Que ventura, ainda assim, continuar ela ali mesmo, fitando a luz invisível que se subtrai à sua fé!!!... Até aqui, meu Jesus, compreendo teu amor pela avezinha, pois não se afasta de ti... Mas, às vezes, eu o sei e tu o sabes também, a imperfeita criaturinha, sem sair de onde está (isto é, debaixo dos raios do sol), deixa-se desviar um pouco de sua única ocupação. Respingando um grãozinho à direita e à esquerda, correndo atrás de algum bichinho... Mais adiante, encontra uma pocinha de água, onde molha a plumagem recém-formada. Quando vê uma flor que lhe agrada, logo sua mente se prende a ela... Afinal, não podendo planar como as águias, a pobre avezinha entretém-se ainda com ninharias da terra.

No entanto, depois de todos os desmandos, em vez de pôr-se num cantinho para chorar suas misérias e morrer de tristeza, a avezinha retorna ao seu bem-amado sol. Abre as asinhas molhadas à ação dos raios benfazejos. Geme como a andorinha, e no meigo cantar mostra confiança, esmiúça todas as suas infidelidades, cuidando, em seu temerário abandono, que assim adquire mais império, atrai mais de cheio o amor daquele que não veio chamar os justos, mas os pecadores... Se o astro adorado não dá ouvidos aos lastimosos gorjeios de sua criaturinha, se continua oculto à sua vista... então, a criaturinha continua molhada, conforma-se em tiritar de frio, e alegra-se ainda com o sofrimento, aliás, merecido...

Ó Jesus, quão ditosa é tua avezinha por ser débil e pequena, e que seria dela, se fosse grande?... Nunca teria a audácia de comparecer à tua presença, de dormitar diante de ti... Sim, aí está ainda um fraco da avezinha. Quando quer fitar o Sol Divino e as nuvens lhe impedem de enxergar um só raio, os olhinhos fecham-se sem querer, a cabecinha esconde-se debaixo da asinha, e a pobre criaturinha adormece, crente de que continua a fitar sempre seu astro querido. Quando desperta, não se desconsola. Seu coraçãozinho permanece tranquilo, prosseguindo seu mister de amor, invocando os Anjos e os Santos, que se elevam como águias em direção ao Fogo devorador, objeto de suas aspirações. E as águias, compadecendo-se de sua irmãzinha, protegem-na, defendem-na, afugentam os abutres que quereriam devorá-la. Aos abutres, imagens dos demônios, a avezinha não os teme. Seu destino é tornar-se presa, não deles, mas da Águia, que avista no centro do Sol do Amor.

Do Livro “História de Uma Alma”, de Santa Teresa do Menino Jesus

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Oração pelo dom da unidade



"Deus nos conceda perseverar de tal modo unânimes 
na oração, na caridade e na procura da verdade, 
que sejamos dignos de alcançar, 
como uma nova efusão do Espírito, 
o dom precioso da UNIDADE. 
Assim poderá tornar-se realidade o que Jesus, 
na noite da Ceia, pediu ao Pai: 
'que sejam perfeitos na unidade, 
e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, 
como amaste a mim'. 
Amém."

(São João Paulo II)




Disse Jesus...



... a quem blasfemar contra o Espírito Santo,
isso não lhe será perdoado.

(Lucas 12,10b)