terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Superstição

Vamos nos aproximando do final de ano e aumenta o número de pessoas que querem saber como vai ser a sua vida o ano que vem, se vai conseguir aquele grande Amor, a "cara metade"; se vai conseguir ascensão financeira, se vai ser feliz no trabalho etc.  Querer saber destas coisas não é ruim, mas, às vezes, o modo em que buscamos fazer isto é pecado. 

Por que, Catecismo Jovem, é pecado? 

Diz-nos a Sagrada Escritura: "Não terás outros deuses além de mim" (Dt 5, 3)... 

Segue o #YouCat Este mandamento (Não terá outros deuses além de mim) proíbe-nos de:

- Venerar outros deuses ou divindades falsas, adorar um ídolo terreno ou vender a alma  a um bem terreno (dinheiro, influência, sucesso, beleza, juventude, etc.);
- Ser supersticioso, isto é, ao invés de crer no poder, na orientação e na Bênção de Deus, aderir a práticas esotéricas, mágicas ou ocultas, incluindo a adivinhação e o espiritismo;"

Não podemos ficar na #Esperança de coisas mágicas, ocultas, produzidas por ações obscuras, mundanas, por vezes, satânicas. Precisamos ofertar a nossa vida aquele que pode nos dar o melhor, que não fará, simplesmente, uma ação em nossas vida, deixando-nos, momentaneamente, mais feliz, mas nos dará a alegria que não passa, a alegria da #Salvação!

O grande pecado do supersticioso é que ele acredita em suas próprias e mundanas forças, esquece-se que o poder e a graça só vem de Deus. Acreditas, e por isso peca, em outros deuses. 

Sejamos neste tempo gratos a Deus!
 
www.catecismojovem.blogspot.com

A salvação é uma experiência




“E havia em Jerusalém um homem chamado Simeão que era justo e piedoso; ele esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava nele. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, ele veio ao Templo, e quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir as prescrições da Lei a seu respeito, ele o tomou nos braços e bendisse a Deus, dizendo: ‘Agora, Soberano Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque meus olhos viram tua salvação, que preparaste em face de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória de teu povo, Israel’.” (Lc 2,25-35)

Esta Palavra nos fala muito da experiência da Salvação, que Deus promete e cumpre quando deixamos que isso aconteça.

Pouco sabemos a respeito de Simeão na Bíblia, mas que era temente a Deus, justo e tinha uma vida piedosa. Simeão conhecia a história do povo de Deus e o que Deus falara através dos Profetas. Sabia que Deus salvaria o Seu povo através do amor e vivia na esperança da libertação do jugo dos romanos, através da vinda do Salvador. Naquele dia em que Maria e José apresentaram o seu primogênito no Templo, este homem, conduzido pelo Espírito Santo, foi também até lá e, tomando Jesus em seus braços, disse: “Agora, Senhor, despede em paz este Teu servo, porque já os meus olhos viram a Tua salvação...”

O sonho de Simeão era sonho de um homem simples, coerente, sonho de um homem focado. Mas o sonho de Simeão era viabilizado pelo Espírito Santo, pois o Espírito Santo estava com ele. O Espírito Santo tornou-se companheiro de Simeão. O Espírito Santo criou as circunstâncias favoráveis ao encontro de Simeão com o Messias.

E Simeão experimentou o seu sonho pessoalmente; tornou-se real aquilo que era apenas promessa. Tocar em Jesus significou para Simeão tocar em Deus. Simeão agora estava em paz consigo mesmo e com Deus. Por isso, ele não retém para si as descobertas, pelo contrário, ele proclama para todos as maravilhas de Deus.

Viver em atitude de espera! Era assim com Simeão e pode ser assim comigo e com você! Simeão não apenas esperava a “consolação de Israel”, mas ao mesmo tempo era um homem justo e piedoso; dessa maneira ele alimentava a sua espera.

Precisamos praticar mais a justiça de Deus e a piedade. Talvez isso esteja nos impedindo de receber o Espírito Santo, de tê-Lo conosco na caminhada, de viver a experiência de tomar nos braços a Salvação.

Precisamos entender que o sonho de Simeão de ver Deus, de experimentar a salvação, também pode ser possível para nós. Basta que acreditemos nas promessas de Deus e que vivamos segundo a Sua vontade.  

Peçamos ao Senhor, nesse momento em que vivemos o Tempo do Advento, para que Ele fique conosco. Num mundo em que tudo é relativo, que o Senhor nos ajude a confiar e esperar. Que o Senhor nos presenteie com o Seu Santo Espírito, para que Ele caminhe conosco, ensinando a sermos justos e piedosos, que Ele crie também circunstâncias favoráveis ao nosso encontro com Jesus. Que possamos buscá-Lo com o coração sincero, desejando ardentemente andar nos seus caminhos. Assim seja. Amém!

Transformado em mel



“Como são doces ao meu paladar tuas promessas: 
mais que o mel para minha boca”
(Salmo 119,103)

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Que a Palavra de Deus seja mel em sua vida!
O mel, símbolo da alegria, torna-se muito mais doce depois que já se experimentou o fel.
Se estiver sentindo o amargo da decepção, da traição, do desprezo, da humilhação, do desemprego, da falência financeira, da destruição de sua família, do vício, das drogas ou de qualquer outro problema, procure agora mesmo esse mel que adoçará sua vida. Busque a Palavra de Deus e verá a tristeza sendo dissipada e o fel transformado em mel.
Essa alegria será derramada em abundância em sua vida. Faça essa linda experiência com a Palavra de Deus!

Do Livro “Deus Fala com Você”, de Marina Adamo

domingo, 18 de dezembro de 2011

Imitação de Cristo


A soberba derrubou o homem. Só a humildade pôde levantá-lo e restabelecê-lo em graça com Deus. Seu mérito não está no que ele sabe, senão no que ele faz. A ciência sem as obras não o justifica no tribunal supremo, antes agravará sua sentença.

Não deixa a ciência de ter suas vantagens, pois vem de Deus; mas esconde um grande laço e uma grande tentação: “A ciência incha”, diz São Paulo; ela alimenta a soberba, inspira uma secreta preferência de si própria, preferência criminosa e, ao mesmo tempo, louca, porque a mais vasta ciência não é mais que outro gênero de ignorância, e a verdadeira perfeição consiste unicamente nas disposições do coração.

Não esqueçamos nunca de que somos nada e nada possuímos de próprio senão o pecado, que a justiça quer nos abaixemos entre todas as criaturas, e que no reino de Jesus Cristo, “os primeiros são os últimos e os últimos serão os primeiros” (Mt 19,30).

Oh! Meu Deus, quantas vezes amigo de mim e esquecido de vós, esvaeço-me como os fumos do mundo! Dai-me, Senhor, o verdadeiro espírito de humildade, a fim de que, sendo no mundo o último dos homens, possa entrar com os primeiros no reino de vosso divino Filho do Céu. Amém.

Do Livro “Imitação de Cristo”

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo



Neste 4º Domingo do Advento, a narrativa do Evangelho se chama ANUNCIAÇÃO, e este fato pode ser considerado o acontecimento central da vida de Maria. A resposta de Maria, o seu SIM, não representa apenas um ato de submissão à vontade de Deus, mas um CONSENTIMENTO ATIVO E RESPONSÁVEL.

O diálogo do anjo Gabriel com a Virgem Maria se articula em três momentos: a saudação e a mensagem; o anúncio da maternidade messiânica; e a revelação da divina maternidade no anúncio.

Maria coloca uma dificuldade. Como isso acontecerá? Ela conceberá por obra do Espírito Santo, fonte de vida, que vai descer sobre Maria, e o poder de Deus Altíssimo vai cobri-la com a sua sombra. Aqui está o ato mais sublime, profundo, o grande mistério da História da Salvação.

José e Maria são os grandes colaboradores do Plano de Deus. Como Maria, na Anunciação, aceitou a mensagem de Deus, também José aceita com fé o sinal. Diante da descoberta da gravidez de Maria, José, qualificado como homem justo, tem diante de si duas alternativas que lhe passam pela cabeça. Uma seria afastar-se de Maria, fugir, não querer assumir a criança da qual ignora quem seja o pai, e a outra, expor Maria às formalidades da Lei – o que não faria por estar convencido da virtude de Maria.

Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o Filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu pai é divino.

Ele vai nos ensinar o Projeto de Deus para que sejamos todos livres e vivos, a fim de nos tornarmos o que Deus deseja. O nome “Jesus” significa “Deus salva”.

PARA REFLETIR
Para nós, católicos, Maria pode ser modelo de vida. Um SIM a um convite de Deus pode ser início de uma grande obra. Como procuro dizer SIM a Deus no meu dia-a-dia?

Fonte:  Editora Ave Maria

sábado, 17 de dezembro de 2011

Bendito o Deus de nossos pais!


Um dia desses, enquanto fazia um estudo, li o seguinte:

“Há todo tipo de gente na genealogia de Jesus. No entanto, com que cuidado Deus criou cada um! Com que carinho manteve sua vida e os protegeu! Como provou sua misericórdia ao fazer Jesus nascer nesta família de gente de todo tipo! E como Jesus, bom judeu, devia orgulhar-se deles.

A genealogia de Jesus, como a de todos nós, traz pessoas santas e outras pecadoras, pessoas capazes e outras nada brilhantes. Isso para nos mostrar que, acima de tudo, está a misericórdia de Deus, está a graça da eleição que Ele fez por cada um de nós, como quando, da genealogia onde as mulheres têm as características que citamos, Ele fez nascer Maria, concebida sem pecado, eleita, preservada, escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus.”

Depois de ler, fiquei pensando sobre a minha família, aquela que Deus escolheu cuidadosamente para nela me fazer germinar. Pais, avós, bisavós, tataravós... não tenho nem noção de até onde a linha vai, mas sei que, como a de Jesus, a minha família é composta por todo tipo de gente e essa diversidade de personalidades é o que formou e forma o que hoje sou, pois Deus não faz nada em vão. 

É maravilhoso descobrir o amor com que Deus cuida de cada coisa, e especialmente o zelo que Ele tem por mim, por minha família, por meus ancestrais! Esse Deus amoroso e sempre presente preparou minha concepção durante centenas de gerações, do mesmo jeito que preparou a encarnação de Jesus. Eu não sou fruto do acaso, como você que está lendo essas linhas também não o é. Nós somos frutos da vontade de Deus, do seu amor, de seu livre ato criador. 

Por nossa causa tudo isso aconteceu! Por causa de cada um dos Seus filhos, Deus vai moldando a vida. E nos dá a liberdade de vivermos a VIDA em plenitude. Obrigada, Senhor, por mostrar-me a cada dia que sou ÚNICA, que sou sua filha amada e que jamais me abandonará.

E você, já fez a experiência de mergulhar na história de sua família? Já se interessou em saber quem eram seus avós, seus bisavós? Faça isso, vale muito a pena. Como eu, certamente você descobrirá que, independentemente das características de seus ancestrais, Deus os criou, conservou-lhes a vida, orientou, revelou-se a cada um por causa de você. Você, como eu, é a razão atual de Deus ter criado toda essa multidão de pessoas! Você não vem do nada, não é só no mundo. Sua vida tem uma origem e um sentido.

Busquemos a nossa luz, a nossa família, o nosso Deus. Amém!

A nossa meta: O Céu



Com os pés firmes, enfrentando as estradas da vida, ferindo-nos nas pedras e espinhos deste caminho estreito e mantendo os olhos abertos para a realidade, caminhamos para a nossa meta: O CÉU.

Não temos cidade permanente nesta terra, mas não somos alienados. Ao contrário, em virtude da meta que buscamos, porque somos cidadãos do Céu, temos uma linguagem nova, atitudes e gestos diferentes. Não somos “maria vai com as outras”: somos diferentes porque sabemos quem somos e o que queremos.

Muitos nos acusam de radicalismo, mas a verdade é que nossas raízes estão bem fundas na terra, embora nossos galhos busquem o infinito. Dessa forma, distribuímos o oxigênio puro da alegria e da paz que vivemos.

Nadamos contra a correnteza. Somos como os peixes na piracema: subimos correnteza acima, derramando sangue nas pedras deste rio, para desovar nas alturas, lá de onde viemos e para onde caminhamos. Não queremos e não podemos viver nas águas tépidas da planície: nossa meta é o CÉU.


Como o marechal que disse “Quem for brasileiro, me siga”, dizemos também: “QUEM FOR CIDADÃO DO CÉU, NOS ACOMPANHE!”

Monsenhor Jonas Abib