quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

"Minha alma glorifica o Senhor..."


“E Maria disse: ‘Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. (...)’”

Na liturgia de hoje, 22 de dezembro de 2011, o Evangelho encontra-se em Lucas, capítulo 1, versículos do 46 ao 56.

Esse cântico, chamado de Magnificat, hino de Maria, possui diversas matizes, é uma das grandes manifestações de Deus, agindo no meio do povo, e uma resposta do homem ao amor de Deus.

O Magnificat é uma sucessão de realidades da Palavra, vividas por Maria, que transbordam espontaneamente de sua intimidade. Maria alimentava-se das Escrituras, daí sua fala estar revestida da palavra de Deus. Cada trecho desse cântico é um eco de alguma passagem da Bíblia no Antigo Testamento.

Portanto, vemos aí Maria tão unida à palavra de Deus que disso resulta seu eco sonoro. Não devemos nos admirar, portanto, pelo fato de Deus na Anunciação lhe responder por intermédio do anjo, do mesmo modo.

Maria nos introduz no mistério de Deus e nos alimenta com a Palavra que é o próprio Deus. Ela nos gera Jesus, a Palavra Eterna. Maria é nossa mãe pela Palavra.

Fonte: Editora Ave Maria

Testemunho de Frei Raniero Cantalamessa

Desde o final de 1980 Frei Raniero Cantalamessa, da Província das Marcas, é Pregador Apostólico. Como tal, todas as sextas-feiras do Advento e da Quaresma, ele propõe uma meditação na presença do Papa, dos cardeais, bispos, prelados e superiores gerais de ordens religiosas. No artigo abaixo, Frei Raniero fala sobre a sua experiência com o Espírito Santo e com a Renovação Carismática Católica.

Sou um sacerdote capuchinho. Até a alguns anos, era professor de História das Origens Cristãs e Diretor do Departamento de Ciências Religiosas da Universidade Católica do Sagrado Coração de Milão. Tratava-se de um serviço bom para a Igreja e para a pesquisa – pelo menos assim me asseguravam os meus superiores. Eu, todavia não estava satisfeito e sentia vagamente a necessidade de uma mudança radical. Jesus queria ter uma participação maior em minha vida; não lhe bastava "aquele conhecimento impessoal", do qual já lhes falei antes. Mas eu sentia, ao mesmo tempo, que nunca teria a força para realizar uma mudança desse tipo.

Em 1974, comecei a ouvir falar da Renovação Carismática; eu disse à pessoa que me falou que não fosse mais àquele lugar. Depois me aproximei um pouco mais dessa realidade, especialmente porque as pessoas, em lugar de ofender-se com as minhas críticas, pareciam amar-me então ainda mais e me exortavam a dar-lhes ensinamentos. Algumas coisas que eu via me fascinavam, porque, com base na minha especialização, reconhecia sem dificuldade que eram idênticas às que ocorriam nas primeiras comunidades cristãs. Já outras coisas (falar em línguas, profetizar) me incomodavam, e eu as recusava.

Por fim, em 1977, uma pessoa de Milão ofereceu alguns convites para ir aos Estados Unidos participar de uma grande reunião carismática ecumênica em Kansas City. E eu, que na época precisava ir aos Estados Unidos, aceitei um. Aquilo que eu via em Kansas City era claramente uma profecia para a Igreja. Quarenta mil cristãos — a metade formada por católicos, a outra, por pessoas de outras confissões — reunidos à tarde no estádio para orar juntos e escutar a palavra de Deus. Certa tarde houve uma profecia. Dizia: "Chorai, lamentai-vos, porque o corpo do meu Filho está destroçado! Vós, leigos, vós, sacerdotes, vós, bispos: chorai e lamentai-vos porque o corpo do meu Filho está destroçado!" Um depois do outro, todos no estádio caíram de joelhos soluçando, e isso acontecia enquanto uma mensagem luminosa se projetava contra o céu escuro em toda a extensão do estádio: "JESUS IS LORD!" "JESUS É O SENHOR!" Parecia uma profecia da Igreja do futuro, a Igreja que todos esperamos, onde os fiéis se reúnam no arrependimento, sob o domínio soberano de Cristo.

E, imaginem vocês, tudo isso não bastou. Eu continuava observando todas essas coisas de fora, dizendo dentro de mim: isto sim, isto não. Uma palavra de Jesus ainda continuava ressoando em meu coração, e eu não conseguia afastá-la da mente: "Ditosos os olhos que vêm o que vedes; ditosos os ouvidos que escutam o que escutais!" Cantava-se uma vez o canto que narra a história de Jericó que cai, com o estribilho que repetia: Jerico must fall, Jericó deve cair. Os companhei­ros que tinham viajado comigo da Itália cutucavam-me dizendo: "Es­cute bem, porque você é Jericó!"

De Kansas City fomos a uma comunidade carismática de Nova Jersey onde ocorria uma semana de retiro sobre a Trindade. Eu procu­rava separar-me do grupo para ir ao meu convento de capuchinhos. Mas um sacerdote muito caridoso insistia comigo: fique mais esta se­mana conosco. Lembro que no final eu disse a mim mesmo: "Mas esta não é uma casa de perdição, é uma casa de retiros; certamente não me fará mal ficar. Pois bem, fico!" Era isso o que o Senhor queria. (É comovedor ver como se contenta com pouco.)

E aqui se situaram as objeções das quais falei antes, objeções que tive de superar uma a uma. Dizia-me a mim mesmo: mas se sou filho de São Francisco, possuo uma magnífica espiritualidade, tantos san­tos... O que estou buscando entre estes irmãos, o que eles podem me oferecer de novo? Enquanto ponderava dessa maneira, no fundo da sala (era um encontro de oração) uma irmã abriu a Bíblia e começou a ler. E qual era a leitura? A passagem em que João Batista diz aos fariseus: "Não digais em vosso coração: somos filhos de Abraão, somos filhos de Abraão!" Entendi que se dirigia a mim e mudei minha oraição ao Senhor. Passei a dizer: Senhor, não digo mais que sou filho de São Francisco, mas peço-te que me faças com o teu Espírito realmente filho de São Francisco, porque até agora não o fui.

Mas nem tudo terminava aí (eu disse a vocês que me defendi com todas as forças). Mas se eu — dizia-me a mim mesmo — sou um sacerdote ordenado pelo bispo, recebi o Espírito Santo. Por que devo ajoelhar-me diante dos irmãos, inclusive leigos, e aceitar que orem por mim? Dessa vez, a resposta chegou a mim diretamente, com uma simples reflexão teológica. Pareceu-me ouvir a própria voz de Jesus falando-me: "E eu então? Vindo ao mundo, não tinha sido consagrado pelo próprio Pai? Acaso não possuía eu a plenitude do Espírito desde a minha encarnação? E, não obstante, aceitei ser batizado porJoão Batista— que também era um leigo! —, e o Pai me deu uma nova plenitude de Espírito para a minha missão, por vós". Então eu disse como Jó: Falei uma vez, e não o repetirei. Ponho a mão sobre a boca. Batiza-me, Senhor, com o teu Espírito...

Enquanto me preparava para receber o batismo no Espírito com uma boa confissão geral, recordando toda a minha vida, eu me via como um cocheiro que, com as rédeas na mão, tinha tentado dirigir a carroça como queria: às vezes lento, outras vezes veloz, agora à direita, depois à esquerda. Mas sem resultado. Nesse momento, foi como se Jesus se sentasse junto a mim (não pensem em nada de extraordinário, visões ou coisas parecidas; eram como simples flashs, imagens interiores bastante comuns) e me dissesse: “Queres dar-me as rédeas da tua Vida?"
Muitos dos que tiveram a experiência do batismo no Espírito ressaltam este fato: o que decide tudo é um ato total de abandono à vontade de Deus, um render-se e entregar-se a ele sem reservas, dar-Ihe as rédeas da nossa vida. Um dos que participaram do primeiro retiro carismático em 1967 resume assim o acontecimento: "Nós nos entregamos completamente a Jesus, e Jesus nos entregou o seu Espírito".

Durante a oração dos irmãos pela efusão do Espírito, no momento em que me exortavam a escolher de novo Jesus como Senhor da minha vida, recordo que ergui os olhos, que foram pousar no crucifixo que estava sobre o altar. Era como se ele esperasse o meu olhar para dizer-me: Atenção, não te enganes, Raniero, este é o Jesus que escolhes como teu Senhor, não outro, não um Jesus fácil ou cor-de-rosa. Compreendi que a Renovação no Espírito é uma coisa diferente de um acontecimento formado de emoções ou de entusiasmos superficiais; ela leva diretamente ao cerne do Evangelho.

Não ocorreu nada de espetacular. Só que, uma vez chegando ao convento ao qual fora destinado, percebi que algo estava mudando: minha oração. De regresso à Itália, vocês podem imaginar a felicidade dos irmãos. Eles diziam: Enviamos à América Saulo e nos devolveram Paulo!
Depois de pouco tempo, teve lugar o fato que mudou a minha vida e que atribuo à graça do batismo no Espírito. Um dia, enquanto estava orando em meu quarto, tive outra daquelas imagens interiores, possíveis sugeridas pelo versículo bíblico sobre o qual estava refletindo. Era como se Jesus passasse diante de mim com a mesma atitude que tinha quando, regressando do Jordão, se dispunha a dar início à sua pregação. Ele dizia: “Se queres vir ajudar-me a proclamar o reino de Deus, deixa tudo e vem!" (Vocês já sabem, portanto, de onde se originou este retiro e por que é tão especial para mim esse momento da vida de Cristo.) "Deixa tudo" significava: o ensino na universidade, tudo o que fizeste até agora. Por um momento, tive medo de não estar preparado, porque aquele Jesus parecia decidido e tinha pressa; exortava mas não se detinha.
Mas percebi que em meu coração havia já um sim pacífico, seguro, posto ali — estou persuadido disso — pela graça de Deus. Levantei-me como um homem diferente do que aquele que começara a orar. Dirigi-me ao meu superior geral para comunicar-lhe a minha inspiração, e foi nesse momento que descobri que grande dom é para nós, os católicos, e para nós, os religiosos e sacerdotes, o fato de ter uma autoridade, o fato de possuir esses representantes de Deus na terra. Só assim pude estar certo de que se tratava realmente da vontade de Deus, e não de uma suposta inspiração minha. Meu superior me disse que esperasse um ano; passado este, concordou ser de fato um chamado de Deus e me deu sua bênção para eu começar a ser pregador itinerante do Evangelho, à feição de São Francisco de Assis.

Ainda não se tinham passado três meses quando chegou a mim, de Roma, a notícia de que o Papa me nomeara Pregador da Casa Pontifícia, cargo que ocupo há 12 anos. Para dizer a verdade, é ele, o Santo Padre, quem me prega a mim, com sua humildade, encontrando o tempo necessário, todas as sextas-feiras pela manhã, no Advento e na Quaresma, para vir escutar a palavra de um simples sacerdote da Igreja.

Foi assim que desejei, tal como São Paulo, "dar testemunho da graça de Deus", porque é certo ser tudo pura graça de Deus. Eu fiz para que, assim, minhas graças subam a Deus, multiplicadas pelas graças de todos vocês. Chegamos então ao final do nosso retiro. Quero compartilhar com vocês uma recordação pessoal, uma última palavra de Deus. No dia em que meu superior geral me deu permissão para abandonar o ensino universitário e dedicar-me em tempo integral à pregação do reino, havia, no ofício de leitura, uma passagem do profeta Ageu. Deus disse ao sumo sacerdote e a todo o povo quando estes começaram a reconstruir o templo: "Mas agora tem ânimo, Zorobabel, oráculo de lahweh; ânimo, Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote, ânimo, povo toda da terra, oráculo de lahweh! Trabalhai, porque eu estou convosco... e entre vós permanece o meu Espírito!" (Ag 2,4-5)

Era um chuvoso dia de outono, e a Praça de São Pedro, para onde eu fora a fim de orar ao Apóstolo, estava deserta. Senti de repente o impulso de levantar os olhos para a janela do Santo Padre e comecei a dizer alto (não havia ninguém por perto): "Ânimo, João Paulo II, sumo sacerdote, ânimo, povo todo da terra, e trabalhai, porque — diz o Senhor — eu estou convosco!"
Mas nem tudo terminou aí. Três meses depois, como eu disse, fui nomeado Pregador da Casa Pontifícia e quando me encontrei pela primeira vez na presença do Papa, não pude senão recordar aquele acontecimento. Compartilhei-o com todos e repeti as palavras ditas. Desde aquele dia, tenho repetido com freqüência as palavras do profeta, em minhas viagens pelo mundo, sobretudo quando tenho de falar a sacerdotes ou a bispos. Tenho hoje a felicidade de dizê-las aqui a vocês: "Ânimo, bispos da América Latina, ânimo, sacerdotes, ânimo, povo todo desta terra, e trabalhai, porque eu estou convosco, disse o Senhor. Meu Espírito está convosco!"

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Viver e morrer por Cristo



“E apedrejaram Estêvão enquanto ele dizia esta invocação: ‘Senhor Jesus, recebe meu espírito’. Depois, caindo de joelhos, gritou em voz alta: ‘Senhor, não lhes leves em conta este pecado’.” (At 7,59-60a)

Estas são palavras do primeiro mártir da Igreja Católica, Santo Estêvão, escolhido como diácono na Comunidade de Jerusalém. Com a força que lhe vinha de Deus, Estêvão realizava milagres e anunciava nas sinagogas o Evangelho.

Estevão foi apedrejado por falar a Verdade, por ser audacioso, por anunciar a Salvação que vem de Deus, por meio de Seu Filho, Jesus Cristo.

Ao final, Estêvão entrega o seu espírito a Jesus, como Jesus entregou o Seu ao Pai. E, como Jesus, Estêvão pede misericórdia para os que o levavam à morte.

Rezemos por aqueles que, nos dias atuais, sofrem perseguições por causa da fidelidade a Cristo e à Sua Igreja. Que Maria Santíssima nos ajude a ser testemunhas fiéis do Evangelho, respondendo aos combates com a força da verdade e da caridade. E que sejamos capazes de perdoar aos que não nos entendem.

Este é o mistério de ser Cristão: VIVER POR CRISTO, MORRER POR ELE E, UM DIA, RESSUSCITAR COM ELE!

Um sentido para cada momento



“E como a chuva e a neve que caem do céu 
para lá não voltam sem antes molhar a terra 
e fazê-la germinar e brotar, 
a fim de produzir semente para quem planta 
e alimento para quem come, 
assim também acontece com a minha palavra: 
Ela sai da minha boca 
e para mim não volta sem produzir seu resultado, 
sem fazer aquilo que planejei, 
sem cumprir com sucesso a sua missão”.
(Is 55,10-11)

*************
 
A água é fonte de vida: rega e fecunda a terra, germina e faz crescer a planta.

Talvez, hoje, você esteja vivendo situações que o levaram ao deserto e, sem saber como agir, pergunta-se: “Meu Deus, por que estou vivendo esta situação?”

Vamos ao deserto quando passamos por grandes sofrimentos e provações, tais como: perda de emprego, divórcios, rebeldia de filhos, decepções com pessoas amadas, humilhações em terras estrangeiras, problemas financeiros, drogas, alcoolismo, depressão, solidão e também quando vemos fracassados os nossos sonhos.

Aproveite esse tempo de deserto para compreender o sentido desse momento, quer seja para a sua purificação, para encontrar-se consigo mesmo ou com Deus, aprender o valor do silêncio, ou perceber que a sua vida precisa de uma mudança radical.

Permita que a Palavra de Deus caia em seu coração como a água cai sobre a terra árida do deserto.

Do Livro “Deus Fala com Você”, de Marina Adamo

A gratidão

O homem, por detrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine.Os olhos da cor do céu brilharam quando viu determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesas azuis. 
"É para minha irmã Pode fazer um pacote bem bonito?"
O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou: "Quanto dinheiro você tem?"
Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse: "Isto dá, não dá?"
Eram apenas algumas moedas, que ela exibia orgulhosa."Sabe, eu quero dar este colar azul para a minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos seus olhos."
O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde. "Tome, leve com cuidado".
Ela saiu feliz, saltitando pela rua abaixo.
Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de longos cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis, adentrou a loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou: "Este colar foi comprado aqui?"
"Sim, senhora", respondeu o homem.
"E quanto custou?"
Ah, falou o dono da loja, o preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o freguês.
A moça continuou: "Mas minha irmã tinha somente algumas moedas. O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo!"
O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e devolveu à jovem. "Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar", disse ele. "Ela deu tudo o que tinha".
O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pelas faces jovens, enquanto suas mãos tomavam o embrulho e ela retornava ao lar, emocionada.

Verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrições. Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura. E a gratidão é sempre a manifestação de quem tem riqueza de emoções e altruísmo.
Sê sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém.
Gratidão, como amor, é também dever que não apenas aquece quem recebe, como reconforta quem oferece.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Superstição

Vamos nos aproximando do final de ano e aumenta o número de pessoas que querem saber como vai ser a sua vida o ano que vem, se vai conseguir aquele grande Amor, a "cara metade"; se vai conseguir ascensão financeira, se vai ser feliz no trabalho etc.  Querer saber destas coisas não é ruim, mas, às vezes, o modo em que buscamos fazer isto é pecado. 

Por que, Catecismo Jovem, é pecado? 

Diz-nos a Sagrada Escritura: "Não terás outros deuses além de mim" (Dt 5, 3)... 

Segue o #YouCat Este mandamento (Não terá outros deuses além de mim) proíbe-nos de:

- Venerar outros deuses ou divindades falsas, adorar um ídolo terreno ou vender a alma  a um bem terreno (dinheiro, influência, sucesso, beleza, juventude, etc.);
- Ser supersticioso, isto é, ao invés de crer no poder, na orientação e na Bênção de Deus, aderir a práticas esotéricas, mágicas ou ocultas, incluindo a adivinhação e o espiritismo;"

Não podemos ficar na #Esperança de coisas mágicas, ocultas, produzidas por ações obscuras, mundanas, por vezes, satânicas. Precisamos ofertar a nossa vida aquele que pode nos dar o melhor, que não fará, simplesmente, uma ação em nossas vida, deixando-nos, momentaneamente, mais feliz, mas nos dará a alegria que não passa, a alegria da #Salvação!

O grande pecado do supersticioso é que ele acredita em suas próprias e mundanas forças, esquece-se que o poder e a graça só vem de Deus. Acreditas, e por isso peca, em outros deuses. 

Sejamos neste tempo gratos a Deus!
 
www.catecismojovem.blogspot.com

A salvação é uma experiência




“E havia em Jerusalém um homem chamado Simeão que era justo e piedoso; ele esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava nele. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, ele veio ao Templo, e quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir as prescrições da Lei a seu respeito, ele o tomou nos braços e bendisse a Deus, dizendo: ‘Agora, Soberano Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque meus olhos viram tua salvação, que preparaste em face de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória de teu povo, Israel’.” (Lc 2,25-35)

Esta Palavra nos fala muito da experiência da Salvação, que Deus promete e cumpre quando deixamos que isso aconteça.

Pouco sabemos a respeito de Simeão na Bíblia, mas que era temente a Deus, justo e tinha uma vida piedosa. Simeão conhecia a história do povo de Deus e o que Deus falara através dos Profetas. Sabia que Deus salvaria o Seu povo através do amor e vivia na esperança da libertação do jugo dos romanos, através da vinda do Salvador. Naquele dia em que Maria e José apresentaram o seu primogênito no Templo, este homem, conduzido pelo Espírito Santo, foi também até lá e, tomando Jesus em seus braços, disse: “Agora, Senhor, despede em paz este Teu servo, porque já os meus olhos viram a Tua salvação...”

O sonho de Simeão era sonho de um homem simples, coerente, sonho de um homem focado. Mas o sonho de Simeão era viabilizado pelo Espírito Santo, pois o Espírito Santo estava com ele. O Espírito Santo tornou-se companheiro de Simeão. O Espírito Santo criou as circunstâncias favoráveis ao encontro de Simeão com o Messias.

E Simeão experimentou o seu sonho pessoalmente; tornou-se real aquilo que era apenas promessa. Tocar em Jesus significou para Simeão tocar em Deus. Simeão agora estava em paz consigo mesmo e com Deus. Por isso, ele não retém para si as descobertas, pelo contrário, ele proclama para todos as maravilhas de Deus.

Viver em atitude de espera! Era assim com Simeão e pode ser assim comigo e com você! Simeão não apenas esperava a “consolação de Israel”, mas ao mesmo tempo era um homem justo e piedoso; dessa maneira ele alimentava a sua espera.

Precisamos praticar mais a justiça de Deus e a piedade. Talvez isso esteja nos impedindo de receber o Espírito Santo, de tê-Lo conosco na caminhada, de viver a experiência de tomar nos braços a Salvação.

Precisamos entender que o sonho de Simeão de ver Deus, de experimentar a salvação, também pode ser possível para nós. Basta que acreditemos nas promessas de Deus e que vivamos segundo a Sua vontade.  

Peçamos ao Senhor, nesse momento em que vivemos o Tempo do Advento, para que Ele fique conosco. Num mundo em que tudo é relativo, que o Senhor nos ajude a confiar e esperar. Que o Senhor nos presenteie com o Seu Santo Espírito, para que Ele caminhe conosco, ensinando a sermos justos e piedosos, que Ele crie também circunstâncias favoráveis ao nosso encontro com Jesus. Que possamos buscá-Lo com o coração sincero, desejando ardentemente andar nos seus caminhos. Assim seja. Amém!