terça-feira, 20 de março de 2012

Utilidade das contrariedades

É vantajoso suportar, de quando em quando, algumas penas e contrariedades, porque elas chamam o homem à compreensão de si mesmo, fazendo-o reconhecer que está exilado neste mundo e que não deve colocar a sua esperança em alguma coisa da terra.

É bom padecermos de contradições algumas vezes e que os homens pensem mal ou pouco favoravelmente de nós, ainda que atuemos bem e tenhamos boa intenção. Estas coisas, muitas vezes, ajudam-nos a sermos humildes e nos defendem da presunção.

Com efeito, procuramos mais a Deus como testemunha de nossa consciência, quando somos desprezados pelos homens ou pensam mal de nós.

Por isso, deveria o homem confiar de tal modo em Deus, que não fosse necessário buscar muitas consolações humanas.

Quando o homem de boa vida é atribulado, ou tentado, ou combatido por maus pensamentos, então conhece ter de Deus maior necessidade, experimentando que sem ele não pode fazer coisa boa.


Do Livro “Imitação de Cristo”

segunda-feira, 19 de março de 2012

Imagem e semelhança

Dia de São José - Simplesmente José!



SIMPLESMENTE JOSÉ
(Mensagem Brasil)
 
Eu tão simples, tão pequeno, um carpinteiro e nada mais.
Mas meu Deus olhou pra mim e me escolheu pra ser pai do Filho Seu.
Eis-me aqui, faça-se em mim o Teu querer,
Sou Teu José, simples José e nada mais.


Eu tão simples, tão pequeno, um carpinteiro e nada mais.
Mas meu Deus olhou pra mim e me escolheu pra ser pai do Filho Seu.
Eis-me aqui, faça-se em mim o Teu querer,
Sou Teu José, simples José e nada mais.


Eu sou escravo de Tua promessa, feito pra amar até o fim.
Eu sou escravo de Tua promessa e sou feliz vivendo assim.


Eu tão simples, tão pequeno, um carpinteiro e nada mais.

Pois sou escravo de Tua promessa, feito pra amar até o fim.
Eu sou escravo de Tua promessa e sou feliz vivendo assim.

domingo, 18 de março de 2012

Uma brisa suave e amena

O Primeiro Livro dos Reis, escrito uns seis séculos antes da era cristã, descreve uma curiosa experiência de Deus, rica de ensinamentos e atual.

O profeta Elias não se conformava com o comportamento do Povo Escolhido, que deixara de lado o culto ao Deus verdadeiro para seguir falsos profetas, adoradores de Baal, deus de povos vizinhos. Uma vez que os argumentos não conseguiram convencer os israelitas, Elias lhes propôs um desafio: mataria um touro, o prepararia para o sacrifício e pediria a Deus que acendesse o fogo. Os 450 profetas de Baal, por seu lado, fariam o mesmo. Conforme o resultado obtido, todos poderiam ver, com clareza, do lado de quem estava o Deus verdadeiro.

O povo de Israel respondeu a Elias: “Ótima proposta!” (1Re 18,24). Também os profetas de Baal concordaram com o desafio e prepararam o novilho para a oferenda. Quando tudo estava pronto, começaram a invocar o nome de seu deus, mas sem acender o fogo, conforme fora combinado. Multiplicaram as orações e nada conseguiram. Vendo-os e escutando-os, Elias, um profeta com ironia nada sutil, aproveitou a oportunidade para um comentário: “Gritai mais forte, pois ele é deus, tem suas preocupações: teve de se ausentar ou está de viagem; talvez esteja dormindo e precisa ser acordado” (1 Re 18,27). O grupo de Baal passou das súplicas aos gritos; se autoferiu até o sangue escorrer. E não obteve resposta.

Ao chegar sua vez, Elias, além de preparar o altar, mandou que derramassem água sobre a lenha e a oferenda. Pediu, então, que Deus se manifestasse: “Escuta-me, Senhor, escuta-me para que este povo reconheça que tu, Senhor, és Deus e que convertas os corações deles” (1Re 18,37). A resposta foi imediata: veio fogo sobre o altar, consumindo a oferta, a lenha e as pedras. Tirando proveito de seu sucesso, e querendo exterminar o mal pela raiz, Elias mandou que fossem degolados todos os profetas de Baal. Por causa disso, foi ameaçado de morte e perseguido. Para piorar sua situação, sentiu o desgosto de ver que os seguidores deles, mesmo após a manifestação do poder divino, não se converteram. Desanimado e com vontade de morrer, foi socorrido providencialmente por um anjo e partiu em direção ao Monte Horeb, berço da aliança entre Deus e seu povo. Ali fez o que chamamos de “experiência de Deus”.

Sabendo que o Senhor passaria em seu caminho, Elias o esperou, de pé. Viu então, sucessivamente, vários fenômenos atmosféricos grandiosos. Ficou atento, pois Deus poderia se manifestar através deles. Mas Ele não estava nem no furacão violento, nem no terremoto, como também não estava no fogo. “Finalmente... percebeu-se uma brisa suave e amena” (1Re 19,12); o Senhor estava nela.

Aplicando essa experiência de Elias aos dias de hoje, concluímos que também em nossa vida Deus se manifesta de diversas maneiras. Por vezes, serve-se de acontecimentos extraordinários, fortes, como se fossem um “tsunâmi” em nossa vida.

Normalmente, porém, manifesta-se através de “brisas suaves” – isto é, de acontecimentos tão simples que nem valorizamos, tão rotineiros que quase nem percebemos, tão frequentes que não lhes damos importância. Neles, o Senhor passa em nossa vida. Ora, cada passagem divina é especial, porque é única. Consciente disso, Santo Agostinho († 430) manifestou uma preocupação, que traduzo assim: “O que acontecerá comigo, se Ele passar e não mais voltar?...”

Elias nos ensina a cultivar a atitude de prontidão. O profeta não sabia quando o Senhor passaria, não sabia nem a maneira que o Senhor escolheria para se manifestar. Afinal, não cabia a ele próprio fazer tal escolha, mas a Deus. Conosco, não é diferente. É necessário, pois, estar atentos. Caso contrário, poderemos aumentar o grupo formado por aqueles que vivem correndo atrás de experiências emocionais, inclusive no campo religioso. Tais pessoas buscam o que agrada a seus sentidos, o que acalma seus pensamentos e não compromete sua consciência. Enfim, buscam um “deus” à sua própria imagem e semelhante. Enquanto isso, o Deus vivo e verdadeiro passa em suas vidas como uma brisa suave e amena...

Dom Murilo S.R. Krieger

Em santidade



Em santidade
(Ministério Adoração e Vida) 

Em santidade, em santidade, em santidade sobre a Terra eu devo andar
Em santidade, em santidade, em santidade, Tua graça posso alcançar
E romper com as trevas

Como posso eu querer que a bênção venha sobre minha casa?
Como posso esperar que meus sonhos e meus planos aconteçam?
Como irei compreender?
Se minha vida passa longe da verdade que eu ouvi 
Se os meus passos, já não tocam os caminhos que aprendi 
Meu argumento me empobrece e me faz pensar assim
Que estou tão certo e é perfeito, o meu jeito de servir
Digo que amo minha Igreja e o chamado que atendi
Mas já não ouço os conselhos e a Palavra que há em mim
Sonho que um dia a Boa Nova se espalhe até os confins
Mas sem santidade, sem fidelidade, toda obra ruma ao fim

Em santidade, em santidade, em santidade sobre a Terra eu devo andar
Em santidade, em santidade, em santidade, Tua graça posso alcançar
E romper com as trevas

Como posso eu querer que a bênção venha sobre minha casa?
Como posso esperar que meus sonhos e meus planos aconteçam?
Quando irei compreender?

sábado, 17 de março de 2012

A vida não é uma balada

O direito de se divertir e encontrar os amigos para algumas horas de distração  juntos, nunca pode tirar, da consciência, o dever de cuidar-se e cuidar dos outros. Os encontros sempre foram uma oportunidade bonita de estreitar laços de amizade e construir relacionamentos verdadeiros. As baladas são uma oportunidade positiva, para quem tem a cabeça no lugar, assim outros ambientes sociais, e podem conduzir a uma verdadeira vivência dos valores da vida humana, como por exemplo a amizade, o respeito e a valorização do outro e da vida. Somos ou não somos corresponsáveis para criar um mundo melhor? Acreditamos ou não que a vida é presente de Deus e que deve ser preservada a todo custo?

Diante de tantos fatos de jovens se matando no trânsito, excedendo em bebida alcoólica,  em drogas que afetam diretamente a consciência e o correto uso da razão; diante das reuniões exclusivas para determinados grupos sociais; diante da diversidade de opções que levam jovens ou adultos a viverem alienados em um mundo ilusório, acreditando serem felizes, pergunto: Quantas vidas foram e estão sendo ceifadas, a cada dia, por causa dos abusos e extravagâncias? Como convencer esta gente que pensa que a vida não vale nada? Como os pais podem ficar tranquilos em casa em um fim de semana, sem ver os filhos de volta? Quando e como voltam? Quantos não voltaram, senão em um carro funerário!

Como parte deste mundo imundo, não podemos estar de braços cruzados. Muitas iniciativas foram tomadas e estão sendo levadas a bom termo. Atitudes de repressão, como também de educação e de prevenção, são realizadas em todos os ambientes, com o objetivo de proporcionar qualidade de vida e favorecer a construção de uma sociedade cada vez mais solidária e segura.  Além de todo o trabalho feito, a prevenção e a verdadeira educação vêm da família, onde, desde pequenos, aprendem a viver os limites da vida, onde aprendem o quanto vale cada coisa que usam, sabem de onde veio e quanto suor custou. Ao mesmo tempo, aprendem, com os pais, o caminho da igreja, do amor e o temor de Deus. Desde o colo materno e paterno os pequenos aprendem que a vida vale mais, que acima de tudo temos um Deus que nos ama e nos quer ver felizes, aqui e na eternidade.

Sem querer fazer dos filhos estátuas ou múmias sem sentimentos ou desejos, os pais devem, como missão, oferecer um caminho onde saibam valorizar o pouco, onde saibam viver na abundância e na carência, onde aprendam deste a tenra idade a orar e dobrar os joelhos, reconhecer que não estão sozinhos. Ninguém pode furtar-se a esse dever. É puro engano pensar: Vou deixar meus filhos crescerem e quando grande eles decidem o que querem seguir. A primeira escola, a primeira igreja, a primeira professora, o primeiro catequista é a sua casa, é o seu colo, é sua experiência de Deus. Quantos pais e mães, vazios de Deus, sem nenhuma experiência espiritual para apresentar aos filhos! Ninguém dá o que não tem.  Com certeza, muitos deram tudo, menos o essencial. Com certeza, muitos não tinham nada e deram o que tinham: o amor e o carinho de quem acredita que a vida é dom de  Deus Pai. Assim vamos contemplar um mundo, onde a morte não ocupa o primeiro lugar e nem nossas ruas ficarão manchadas de sangue de inocentes e de irresponsáveis que matam e morrem. A vida não é uma balada.

Dom Anuar Battisti

Realiza o milagre



REALIZA O MILAGRE
(Dunga) 


Eu sei que Tu és o Deus do impossível
Eu sei que Tu és o Deus de milagres
Eu sei que Tu és o Deus do impossível
Eu sei que Tu és o Deus de milagres.


Tu que ouves a nossa oração
Tu que escutas o nosso clamor
Tu que sondas nosso coração
Tu que sabes o que precisamos, Senhor


Realiza o milagre em mim, Jesus
Realiza o milagre em mim, Senhor
Eu necessito da tua intervenção
na minha vida!


Eu sei que Tu és o Deus do impossível
Eu sei que Tu és o Deus de Milagres


Tu que ouves a nossa oração
Tu que escutas o nosso clamor
Tu que sondas nosso coração
Tu que sabes o que precisamos, Senhor


Realiza o milagre em mim, Jesus
Realiza o milagre em mim, Senhor
Eu necessito da tua intervenção
na minha vida