segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Se deixar encontrar por Jesus


Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que «da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído». Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada. Este é o momento para dizer a Jesus Cristo: «Senhor, deixei-me enganar, de mil maneiras fugi do vosso amor, mas aqui estou novamente para renovar a minha aliança convosco. Preciso de Vós. Resgatai-me de novo, Senhor; aceitai-me mais uma vez nos vossos braços redentores». Como nos faz bem voltar para Ele, quando nos perdemos! Insisto uma vez mais: Deus nunca Se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia. Aquele que nos convidou a perdoar «setenta vezes sete» (Mt 18, 22) dá-nos o exemplo: Ele perdoa setenta vezes sete. Volta uma vez e outra a carregar-nos aos seus ombros. Ninguém nos pode tirar a dignidade que este amor infinito e inabalável nos confere. Ele permite-nos levantar a cabeça e recomeçar, com uma ternura que nunca nos defrauda e sempre nos pode restituir a alegria. Não fujamos da ressurreição de Jesus; nunca nos demos por mortos, suceda o que suceder. Que nada possa mais do que a sua vida que nos impele para diante!

 

Papa Francisco, Exortação Evangelii Gaudium

 

 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Tempo


“Cada segundo que passa é como uma porta que se abre para deixar entrar o que ainda não sucedeu” (José Saramago).
 
Refletir sobre o tempo ajuda-nos a compreender nossa finitude, pois passamos com o tempo. Também abre-nos a perspectiva sobre nossa existência, cria uma abertura para olhar para além do tempo, para aquilo que só podemos pressentir com o olhar da alma e da fé.
O que já passou pode ser revivido pela lembrança, pelo amor que fica de cada experiência repleta de sentido; o que ainda não sucedeu, pode ser antecipado no presente de cada momento, como tentativa de fazer a eternidade acontecer no aqui e agora no chão do tempo… O futuro é semeado pelo presente, assim como o céu é antecipado e vivenciado na Terra…
 
Frei Paulo Sérgio, ofm

Paris, França


Viagem “Ao Encontro de Nossa Senhora”
Última parte
No dia 22 de novembro chegamos a Paris, a cidade conhecida como “Cidade Luz”. Maravilhosa Paris, com suas atrações turísticas, com sua história, com sua modernidade... Lá a Torre Eiffel, construída em 1889; a Avenida Champs-Élysées, uma das mais largas e famosas avenidas do mundo; o Arco do Triunfo, construído por Napoleão Bonaparte, em 1806, em homenagem às vitórias francesas e aos que morreram no campo de batalha; a Catedral de Notre-Dame, famosa catedral gótica, construída em 1163... Tudo muito lindo.
Em Paris, também fomos ao encontro de Nossa Senhora e visitamos a Capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, onde, no ano de 1830, Nossa Senhora apareceu por três vezes a uma noviça de 24 anos, Catarina Labouré. Ali, em plena cidade, encontramos o silêncio, o recolhimento, o fervor, a confiança e a gratidão... características daquela que é isenta do pecado, a IMACULADA.
Assim, encerramos em Paris, sob a proteção da Virgem Imaculada da Medalha Milagrosa, a nossa viagem “Ao Encontro de Nossa Senhora”. Só tenho que agradecer a Deus Criador por todas as bênçãos recebidas nessa maravilhosa viagem.  
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


 

sábado, 4 de janeiro de 2014

Férias da espiritualidade ou espiritualidade das férias?



 

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo Diocesano de Campos (RJ)

 

O homem urbano atual tem muitas dificuldades em lidar com o tempo de repouso, e considerá-lo não um tempo vazio, mas de crescimento e harmonia espiritual. Parece que férias fosse o tempo de não fazer nada, ou fugir da mecânica por vezes estafante do trabalho. Assim facilmente se cai no tédio e na monotonia de programações que podem ser mais danosas que o cansaço da tarefa laboral.

Para o cristão o tempo de repouso é um tempo sabático de festa e lazer com o Senhor do tempo, que nos ensina a repousar no Espírito.  Estar em férias é abrir-se para o inédito, deixar-se surpreender pela beleza e colorido da vida que não temos as vezes na rotina para contemplar e simplesmente desfrutar em silêncio. Viver outra vez a presença de cada minuto como dádiva e dom divino, para despertar e iluminar todo nosso ser. Desembaçar o nosso olhar e as nossas narinas para experimentar a diversidade e criatividade do Deus criador na exuberante natureza.

Cultivar a ternura, afetos e sentimentos adormecidos ou até brutalizados, aprendendo a escutar e acolher o outro. Saborear a meditação como encontro gratuito e pleno com a Palavra, descendo ao núcleo mais profundo da interioridade e do coração.

Visitar, viajar, caminhar percorrendo rotas e jornadas espirituais de um turismo místico voltado para o absoluto e transcendente. Parar, recolher-se, unir-se resgatando a unidade perdida, refocalizando toda a nossa pessoa, assumindo com mais consciência o nosso projeto de vida. Desobstruir os canais de comunicação na família, compartilhar jogos, saídas, ter tempo para brincar e participar plenamente das alegrias e buscas de cada integrante do grupo parental.

Fazer as coisas sem pressa, procurando não só cumprir com uma tarefa, mas realizando-as com prazer e capricho, lembrando aquela frase de São José Maria Escrivá: "Estai no que fazes e fazei o que deves". Relaxar sentindo o corpo, a respiração, as pulsações, inovando em dietas e culturas alimentares, menos tóxicas, e agressivas, readquirindo o gosto pela irmã água, pelos legumes e pelas frutas.

Escutar com delicadeza o gorjear dos passarinhos, os sons da criação e ter novamente a experiência fascinante de ver o sol nascer ou o crepúsculo do mesmo astro rei. Desta maneira as férias se tornarão num momento de graça, de profunda alegria, e nos trarão a felicidade de redescobrir o sentido e a paixão de viver. Deus seja louvado!

 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Toma consciência, ó Cristão, da tua dignidade

Hoje, amados filhos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos. Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida; uma vida que, dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com promessa da eternidade.

Ninguém está excluído da participação nesta felicidade. A causa da alegria é comum a todos, porque nosso senhor, vencedor do pecado e da morte, não tendo encontrado ninguém isento de culpa, veio libertar a todos. Exulte o justo, porque se aproxima da vitória; rejubile o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida.

Quando chegou a plenitude dos tempos, fixada pelos insondáveis desígnios divinos, o Filho de Deus assumiu a natureza do homem para reconciliá-lo com seu criador, de modo que o demônio, autor da morte, fosse vencido pela mesma natureza que antes vencera.

Eis por que, no nascimento do Senhor, os anjos cantam jubilosos: Glória a deus nas alturas; e anunciam: Paz na terra aos homens de boa vontade (Lc 2,14). Eles vêem a Jerusalém celeste ser formada de todas as nações do mundo. Diante dessa obra inexprimível do amor divino, como não devem alegrar-se os homens, em sua pequenez, quando os anjos, em sua grandeza, assim se rejubilam?

Amados filhos, demos graças a Deus Pai, por seu Filho, no Espírito Santo; pois, na imensa misericórdia com que nos amou, compadeceu-se de nós. E quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo (Ef 2,5) para que fôssemos nele uma nova criação, nova obra de suas mãos.

Despojemo-nos, portanto, do velho homem com seus atos; e tendo sido admitidos a participar do nascimento de Cristo, renunciemos às obras da carne.

Toma consciência, ó cristão, da tua dignidade. E já que participas da natureza divina, não voltes aos erros de antes por um comportamento indigno de tua condição. Lembra-te de que cabeça e de corpo és membro. Recorda-te que foste arrancado do poder das trevas e levado para a luz e o reino de Deus.

 

(Sermão de São Leão Magno, Papa, Séc. V)

 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Lisieux, França


Viagem “Ao Encontro de Nossa Senhora”
Sexta parte
 

No dia 21 de novembro partimos de Lourdes com destino a Lisieux. O pernoite do dia 21 se deu na cidade francesa de Tours.
No dia seguinte, 22, chegamos a Lisieux para mais um encontro com Nossa Senhora. Lisieux é uma cidade francesa, localizada na região da Normandia, e lá viveu e morreu Santa Teresinha do Menino Jesus. Nessa mesma cidade, encontrei Nossa Senhora ao encontrar a história de vida de Santa Teresinha do Menino Jesus. Digo isso porque, como Nossa Senhora, Santa Teresinha gastou seus poucos anos de vida buscando a santidade, buscando viver a vontade de Deus.
"Sempre desejei ser santa, mas - pobre de mim! - sempre constatei, ao me comparar com os santos, que entre eles e eu existe a mesma diferença que há entre uma montanha cujo cume se perde nos céus e o grão de areia obscuro pisado pelos transeuntes. Longe de desanimar, disse a mim mesma: ‘O bom Deus não pode inspirar desejos irrealizáveis. Logo, apesar de minha pequenez, posso aspirar à santidade. Tornar-me grande, é impossível; devo, pois, me suportar tal como sou, com todas as minhas imperfeições, mas quero procurar um meio de ir ao Céu por uma pequena via bem direita, bem curta, uma pequena via inteiramente nova'." (Manuscritos Autobiográficos de Santa Teresinha do Menino Jesus). 

Em Lisieux ficamos por uma boa parte do dia 22 e lá visitamos:
- A Basílica de Santa Teresinha, uma construção imponente, iniciada em 1929 e consagrada em 1954. Dentro da Igreja, num silêncio respeitoso, as pessoas se dirigem ao ponto mais frequentado: o relicário, onde estão expostos os ossos do braço direito de Teresinha. Na cripta, toda revestida de mármore e mosaicos que representam cenas da vida de Teresinha, pudemos participar do Sacrifício da Missa, celebrada por Padre Stanley. A Basílica abriga várias capelas dedicadas aos países e dentre elas está a do Brasil, testemunhando a fé do povo brasileiro em Santa Teresinha.
- O Carmelo, mosteiro carmelita onde, em 1888, aos 15 anos de idade, a futura Santa Teresinha do Menino Jesus, entrou para a vida religiosa, determinada a seguir uma vida de oração. Em 1923 a capela do Carmelo foi ampliada para abrigar os restos mortais da religiosa, transferidos do cemitério. Nela, Santa Teresinha está representada em seu leito de morte, revestida com o hábito carmelita.
- A Catedral de São Pedro, igreja frequentada pela família de Teresinha. A atual catedral não é a primeira construída no local. Em estilo gótico-normando, esta catedral já chegou a ruir, foi violada e profanada. Voltou a se constituir como lugar de culto em 1802.