domingo, 18 de dezembro de 2011

Imitação de Cristo


A soberba derrubou o homem. Só a humildade pôde levantá-lo e restabelecê-lo em graça com Deus. Seu mérito não está no que ele sabe, senão no que ele faz. A ciência sem as obras não o justifica no tribunal supremo, antes agravará sua sentença.

Não deixa a ciência de ter suas vantagens, pois vem de Deus; mas esconde um grande laço e uma grande tentação: “A ciência incha”, diz São Paulo; ela alimenta a soberba, inspira uma secreta preferência de si própria, preferência criminosa e, ao mesmo tempo, louca, porque a mais vasta ciência não é mais que outro gênero de ignorância, e a verdadeira perfeição consiste unicamente nas disposições do coração.

Não esqueçamos nunca de que somos nada e nada possuímos de próprio senão o pecado, que a justiça quer nos abaixemos entre todas as criaturas, e que no reino de Jesus Cristo, “os primeiros são os últimos e os últimos serão os primeiros” (Mt 19,30).

Oh! Meu Deus, quantas vezes amigo de mim e esquecido de vós, esvaeço-me como os fumos do mundo! Dai-me, Senhor, o verdadeiro espírito de humildade, a fim de que, sendo no mundo o último dos homens, possa entrar com os primeiros no reino de vosso divino Filho do Céu. Amém.

Do Livro “Imitação de Cristo”

Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo



Neste 4º Domingo do Advento, a narrativa do Evangelho se chama ANUNCIAÇÃO, e este fato pode ser considerado o acontecimento central da vida de Maria. A resposta de Maria, o seu SIM, não representa apenas um ato de submissão à vontade de Deus, mas um CONSENTIMENTO ATIVO E RESPONSÁVEL.

O diálogo do anjo Gabriel com a Virgem Maria se articula em três momentos: a saudação e a mensagem; o anúncio da maternidade messiânica; e a revelação da divina maternidade no anúncio.

Maria coloca uma dificuldade. Como isso acontecerá? Ela conceberá por obra do Espírito Santo, fonte de vida, que vai descer sobre Maria, e o poder de Deus Altíssimo vai cobri-la com a sua sombra. Aqui está o ato mais sublime, profundo, o grande mistério da História da Salvação.

José e Maria são os grandes colaboradores do Plano de Deus. Como Maria, na Anunciação, aceitou a mensagem de Deus, também José aceita com fé o sinal. Diante da descoberta da gravidez de Maria, José, qualificado como homem justo, tem diante de si duas alternativas que lhe passam pela cabeça. Uma seria afastar-se de Maria, fugir, não querer assumir a criança da qual ignora quem seja o pai, e a outra, expor Maria às formalidades da Lei – o que não faria por estar convencido da virtude de Maria.

Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o Filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu pai é divino.

Ele vai nos ensinar o Projeto de Deus para que sejamos todos livres e vivos, a fim de nos tornarmos o que Deus deseja. O nome “Jesus” significa “Deus salva”.

PARA REFLETIR
Para nós, católicos, Maria pode ser modelo de vida. Um SIM a um convite de Deus pode ser início de uma grande obra. Como procuro dizer SIM a Deus no meu dia-a-dia?

Fonte:  Editora Ave Maria

sábado, 17 de dezembro de 2011

Bendito o Deus de nossos pais!


Um dia desses, enquanto fazia um estudo, li o seguinte:

“Há todo tipo de gente na genealogia de Jesus. No entanto, com que cuidado Deus criou cada um! Com que carinho manteve sua vida e os protegeu! Como provou sua misericórdia ao fazer Jesus nascer nesta família de gente de todo tipo! E como Jesus, bom judeu, devia orgulhar-se deles.

A genealogia de Jesus, como a de todos nós, traz pessoas santas e outras pecadoras, pessoas capazes e outras nada brilhantes. Isso para nos mostrar que, acima de tudo, está a misericórdia de Deus, está a graça da eleição que Ele fez por cada um de nós, como quando, da genealogia onde as mulheres têm as características que citamos, Ele fez nascer Maria, concebida sem pecado, eleita, preservada, escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus.”

Depois de ler, fiquei pensando sobre a minha família, aquela que Deus escolheu cuidadosamente para nela me fazer germinar. Pais, avós, bisavós, tataravós... não tenho nem noção de até onde a linha vai, mas sei que, como a de Jesus, a minha família é composta por todo tipo de gente e essa diversidade de personalidades é o que formou e forma o que hoje sou, pois Deus não faz nada em vão. 

É maravilhoso descobrir o amor com que Deus cuida de cada coisa, e especialmente o zelo que Ele tem por mim, por minha família, por meus ancestrais! Esse Deus amoroso e sempre presente preparou minha concepção durante centenas de gerações, do mesmo jeito que preparou a encarnação de Jesus. Eu não sou fruto do acaso, como você que está lendo essas linhas também não o é. Nós somos frutos da vontade de Deus, do seu amor, de seu livre ato criador. 

Por nossa causa tudo isso aconteceu! Por causa de cada um dos Seus filhos, Deus vai moldando a vida. E nos dá a liberdade de vivermos a VIDA em plenitude. Obrigada, Senhor, por mostrar-me a cada dia que sou ÚNICA, que sou sua filha amada e que jamais me abandonará.

E você, já fez a experiência de mergulhar na história de sua família? Já se interessou em saber quem eram seus avós, seus bisavós? Faça isso, vale muito a pena. Como eu, certamente você descobrirá que, independentemente das características de seus ancestrais, Deus os criou, conservou-lhes a vida, orientou, revelou-se a cada um por causa de você. Você, como eu, é a razão atual de Deus ter criado toda essa multidão de pessoas! Você não vem do nada, não é só no mundo. Sua vida tem uma origem e um sentido.

Busquemos a nossa luz, a nossa família, o nosso Deus. Amém!

A nossa meta: O Céu



Com os pés firmes, enfrentando as estradas da vida, ferindo-nos nas pedras e espinhos deste caminho estreito e mantendo os olhos abertos para a realidade, caminhamos para a nossa meta: O CÉU.

Não temos cidade permanente nesta terra, mas não somos alienados. Ao contrário, em virtude da meta que buscamos, porque somos cidadãos do Céu, temos uma linguagem nova, atitudes e gestos diferentes. Não somos “maria vai com as outras”: somos diferentes porque sabemos quem somos e o que queremos.

Muitos nos acusam de radicalismo, mas a verdade é que nossas raízes estão bem fundas na terra, embora nossos galhos busquem o infinito. Dessa forma, distribuímos o oxigênio puro da alegria e da paz que vivemos.

Nadamos contra a correnteza. Somos como os peixes na piracema: subimos correnteza acima, derramando sangue nas pedras deste rio, para desovar nas alturas, lá de onde viemos e para onde caminhamos. Não queremos e não podemos viver nas águas tépidas da planície: nossa meta é o CÉU.


Como o marechal que disse “Quem for brasileiro, me siga”, dizemos também: “QUEM FOR CIDADÃO DO CÉU, NOS ACOMPANHE!”

Monsenhor Jonas Abib

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Aonde estão os seus olhos?

Um adolescente (usuário de drogas), após ter sido castigado por seus pais várias vezes, e chegado a conclusão de que não conseguiria se corrigir, dirigiu-se ao diretor do colégio e humildemente perguntou: "Professor, o que devo fazer para não cometer esses erros novamente? Tenho me esforçado, mas não estou conseguindo!".

O mestre então, sabiamente, tomou um copo, encheu-o de água e entregou-o ao jovem, dizendo: "Filho, ande com esse copo por todo o colégio, entre em todas as salas, suba e desça todas as escadas, entre em todos os cantos e becos, nos jardins, no sótão e volte aqui sem derramar uma só gota dessa água".

"Impossível" - disse o jovem. "Não vou conseguir!". "Se você quiser, vai conseguir sim" - disse o mestre.

O jovem saiu, devagar, com os olhos fixos no copo. Subiu e desceu escadas, entrou e saiu de salas, cantos e becos, sótão, jardins, e voltou sem ter derramado a água. O mestre olha-o, bate-lhe nos ombros carinhosamente e diz: "Não viu as garotas que passeavam pelo jardim no horário de aulas? Os colegas que te convidavam para um copo de bebida, ou uma tragadinha, um cigarrinho?".

"Não" - responde o jovem. "Eu estava com os olhos fixos no copo".

O mestre sorri, e diz: "Se você fixar os olhos em Deus, como fez com o copo, terá a força que tanto precisa para vencer as tentações e não cometerá mais as faltas pelas quais tem sido castigado. Olha para Deus, e deixe-o ser o rumo da sua vida!"

www.comshalom.org

Para que eu existo?

Estamos no mundo para conhecer e amar a Deus, para fazer o bem segundo a sua vontade e um dia ir para o Céu.
Ser pessoa humana significa vir de Deus e ir para Deus.

Nós vimos de mais longe que dos nossos pais. Nós vimos de Deus, do qual provém toda felicidade do Céu e da Terra, e somos esperados na Sua eterna e ilimitada bem-aventurança. Entretanto, vivemos neste mundo. De vez em quando, sentimos a proximidade do nosso Criador; frequentemente, não sentimos mesmo nada. Para encontrarmos o caminho para casa, Deus enviou-nos o Seu filho, que nos libertou do pecado, nos salvou de todo o mal e nos conduz infalivelmente à verdadeira Vida. Ele é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6)

Deus nos criou por livre e desinteressado amor.

Quando uma pessoa ama, o seu coração transborda. Ela deseja partilhar a alegria com os outros. Nisso ela parece-se com o seu Criador. Embora Deus seja um mistério, podemos pensá-l’O de um modo humano e dizer: Ele criou-nos a partir do excesso do Seu amor.

Ele queria partilhar a sua infinita alegria conosco, criaturas do Seu amor.

www.catecismojovem.blogspot.com

Eu vos exalto, ó Senhor!



Senhor, eu te enalteço, porque me salvaste
e não permitiste que os inimigos se rissem de mim.
Senhor, livraste a minha alma da mansão dos mortos,
poupaste-me a vida, para eu não descer ao túmulo.

Cantai salmos ao Senhor, vós que o amais,
e dai-lhe graças, lembrando a sua santidade.
A sua indignação dura apenas um instante,
mas a sua benevolência é para toda a vida.
Ao cair da noite, vem o pranto;
e, ao amanhecer, volta a alegria.

Ouve me, Senhor, tem compaixão de mim;
Senhor, vem em meu auxílio.
Tu converteste o meu pranto em festa,
tiraste-me o luto e vestiste-me de júbilo.

Por isso o meu coração te cantará sem cessar.
Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre.

Salmo 30(29)