sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O exercício da paciência

Esta é a historia de um menino que tinha um mau caráter. Seu pai lhe deu um saco de pregos e lhe disse que cada vez que perdesse a paciência, ele deveria pregar um prego atrás da porta.

No primeiro dia, o menino pregou muitos pregos atrás da porta. As semanas que seguiram, a medida que ele aprendia a controlar seu gênio, pregava cada vez menos pregos atrás da porta. Com o tempo descobriu que era mais fácil controlar seu gênio que pregar pregos atrás da porta.

Chegou o dia em que pode controlar seu caráter durante todo o dia.

Depois de informar a seu pai, este lhe sugeriu que retirasse um prego a cada dia que conseguisse controlar seu caráter. Os dias se passaram e o jovem pode finalmente anunciar a seu pai que não havia mais pregos atrás da porta.

Seu pai o pegou pela mão, o levou até a porta e lhe disse:

- Meu filho, vejo que tens trabalhado duro, mas veja todos estes buracos na porta. Nunca mais será a mesma. Cada vez que tu perdes a paciência, deixa cicatrizes exatamente como as que vê aqui. Tu podes insultar alguém e retirar o insulto, mas dependendo da maneira como fala poderá ser devastador e a cicatriz ficará para sempre. Uma ofensa verbal pode ser tão daninha como uma ofensa física.

Do Livro “Sabedoria em Parábolas”, Prof. Felipe Aquino

Jesus acolhe a todos

“Todos os publicanos e pecadores 
aproximavam-se de Jesus para o escutar” 
(Lc 15,1)

Jesus comia e bebia com os pecadores e era amigo deles. Ele aceitava convites dos fariseus para as refeições, aproveitava a ocasião para ensiná-los e, por meio de parábolas, expunha Sua doutrina como forma de confundir os incrédulos e comprometer Seus ouvintes. Mas o amor e o perdão prevalecem em sua mensagem e em tudo o que Ele faz.

Onde há fé e amor, Deus aí está. Onde há arrependimento e contrição de coração, o perdão de Deus acontece e a paz volta.

Jesus é por nós. Deixemos que a sua salvação penetre em nossa vida, abrindo-nos ao amor de Deus e ao arrependimento, pois o pecador que se converte alegra a Ele.


Jesus, eu confio em vós!


Do Livro “Comece bem o seu dia”, Luzia Santiago




quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Interceder pelo futuro

Em Jo 17,20-26, na sua oração sacerdotal, há um momento em que Jesus se volta para o Pai e ora pelo futuro da humanidade e dos seus discípulos. Literalmente Jesus ora pelos que no futuro creriam nele e seguiriam o seu caminho. Orar e interceder por quem um dia nos ouvirá… O exemplo de Jesus poderia e deveria nos incentivar a fazer o mesmo. Orar pelos que nos ouviram no passado para que perseverem, pelos que nos ouvem agora, para que não nos coloquem acima da mensagem que lhes damos e, pelos que nos ouvirão no futuro para que saibamos diminuir enquanto eles crescerão.

Há profundidade nos pais que oram pelo futuro dos filhos e no pregador que ora pelo futuro dos seus ouvintes de hoje e pelos seus futuros ouvintes. O centurião romano, soldado pagão em comando, teve a humildade de orar pelo seu servo. Jesus se encantou com a humildade do homem que não quis tirar proveito de Jesus. Apenas queria que ele curasse o seu servo querido. Quantos de nós oramos pelos que trabalham conosco? Quantos poderiam honestamente dizer que oram pelas suas cozinheiras, lavadeiras e pelos seus zeladores ou balconistas? Quantos de nós oramos pelo futuro deles e de nossos familiares?

Interceder pelos outros é tão importante quanto louvar a Deus. Jesus dá enorme importância ao ato de interceder. Encanta-se com a humildade do centurião romano a interceder pelo seu trabalhador sem querer incomodar Jesus e com a mulher cananéia que viera interceder pela filha. Atende sua mãe Maria, quando ela intercede pelo casal nas bodas de Cana, embora não fosse ainda a sua hora de se manifestar. Faz o mesmo por Jairo, chefe da sinagoga, por que ora pela filhinha. (Mc 5,22) Orar pelos outros agrada imensamente a Jesus e agrada imensamente ao Pai. Chega um momento em que Jesus manda orar até pelos que nos perseguem e caluniam. Isto é, devemos interceder não apenas pelos que amamos, mas até pelos que nos odeiam. Eles nos agridem e nós respondemos orando por eles. E foi bem isso que ele fez na cruz. Orou pelos que o torturavam dizendo que não sabiam o que estavam fazendo.

Alguns cristãos privilegiam a oração de louvor. Falam com Deus exaltando-o e enaltecendo. Usam mais as palavras “ louvado, adorado, glorificado, exaltado sejais” São corações adoradores. É bonito e leva à santidade. Mas outro caminho que também leva à santidade. O da intercessão. Oram movidos pela compaixão pelos outros que são pecadores, sofredores e carregam tristeza e dor no coração. Não pensam em si. São corações intercessores. E há os que oram pedindo perdão pelos seus pecados. São os penitentes. Tudo isso pode levar à santidade. O ideal é louvar, pedir perdão e interceder. Jesus, ao interceder pelos cristãos do futuro estava deixando claro que veio para todos os povos e para todas as gerações. Nós também. Nossa mensagem não deve se esgotar conosco. Oremos por quem eventualmente algum dia beberá do que dissemos ou ensinamos. Quem fala somos nós, mas quem converte é Deus…


Pe. Zezinho – site www.padrezezinhoscj.com

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O Espírito nos abre ao Pai


“E porque sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito do Seu Filho que clama: Abba, Pai!” (Gl 4,6)

A palavra “Pai” aparece um grande número de vezes no Novo Testamento, e de forma especial nos Evangelhos, dita por Jesus. E Jesus passou para nós o direito de chamarmos Deus de pai. Dos lábios de Jesus para os lábios dos cristãos. A invocação “Abba, Pai” passa também dos lábios de Jesus para os nossos lábios, porque “Deus enviou aos nossos corações o Espírito do Seu Filho que clama: Abba, Pai!”

Ora, se somos filhos de Deus, por Jesus Cristo, temos também em nosso coração o Espírito que clama “Abba, Pai”. Que maravilhoso entender isso! Mais ainda quando percebemos que na Oração do Pai Nosso, ensinada por Jesus, podemos nos aproximar de Deus Pai, que nos oferece o seu reino, o seu amor, o seu perdão!

Jesus, filho amado de Deus, não tinha receio de chamá-lo de pai, paizinho, meu papai... Com isso, Jesus quer nos mostrar que nós também, como filhos adotivos de Deus, não devemos ter vergonha de clamar: Abba, Pai! Pai do Céu, Pai, Paizinho, Abba, Papaizinho, Pai de Jesus, Pai de todos nós, Pai daquela pessoa de quem não gosto, Pai dos que amo...

Eu te louvo, eu te amo e te agradeço pelo Seu imenso amor por mim, por seu cuidado para comigo, por sua atenção à minha vida e às minhas necessidades, por me dar o Espírito Santo, quando lembro de pedir e também quando não peço.

Sei que estás comigo, Pai!

Você já se sentiu esquecido por alguém?


“Eu de ti jamais me esquecerei!” (Is 49,15)

No mundo em que vivemos, somos tratados segundo nossos méritos ou o interesse das pessoas.

Enquanto produzimos, somos rentáveis ou servimos alguém somos muito bem tratados. Mas quando cometemos um erro ou não produzimos mais conforme os critérios da sociedade, somos dispensados.

Muitos dos que antes se diziam amigos, já não o são. Outros querem nos ver pelas costas. Nessas horas, encontramo-nos em profunda solidão e abandono.

Talvez, hoje, você esteja vivendo esta situação e por isso sinta-se sem esperança. Porém, acima de qualquer criatura está o amor de Deus por nós. Saiba que o Senhor jamais o abandonará!

Ao longo deste dia, mergulhe na presença do Senhor e assuma em todos os momentos: O SENHOR ESTÁ COMIGO!

Jesus, eu confio em vós!


Do Livro “Comece bem o seu dia”, Luzia Santiago




terça-feira, 7 de agosto de 2012

Totalmente unida a seu Filho...

O papel de Maria para com a Igreja é inseparável de sua união com Cristo, decorrendo diretamente dela (dessa união), "Esta união de Maria com seu Filho na obra da salvação manifesta-se desde a hora da concepção virginal de Cristo até sua morte." Ela é particularmente manifestada na hora da paixão de Jesus:

A bem-aventurada Virgem avançou em sua peregrinação de fé, manteve fielmente sua união com o Filho até a cruz, onde esteve de pé não sem desígnio divino, sofreu intensamente junto com seu unigênito. E com ânimo materno se associou a seu sacrifício, consentindo com amor na imolação da vítima por ela gerada. Finalmente, pelo próprio Jesus moribundo na cruz, foi dada como mãe ao discípulo com estas palavras: "Mulher, eis aí teu filho" (Jo 19,26-27).

Após a ascensão de seu Filho, Maria "assistiu com suas orações a Igreja nascente". Reunida com os apóstolos e algumas mulheres, "vemos Maria pedindo, também ela, com suas orações, o dom do Espírito, o qual, na Anunciação, a tinha coberto com sua sombra".



Catecismo da Igreja Católica, §964-965

"E eles gritaram de medo"

(Mateus 14,22-36)

Mais uma vez ouvimos o relato da tempestade acalmada.  Mateus descreve a cena com muita vivacidade. Mais parece o estilo de Marcos do que de Mateus  Vale a pena acompanhar os pormenores do relato.

O povo faminto havia comido e estava saciado.  Jesus deu pão aos famintos, na esperança  que os seus ouvintes pudessem ir compreendendo aos poucos que ele é que era o Pão de verdade.  Pede que os apóstolos entrem numa embarcação e o esperem do outro lado. Ele ainda queria despedir a multidão. Será que teria dado a mão a cada um ou um ósculo… ou dito uma bênção?

Uma vez sozinho sobe ao monte. Que monte não se sabe. Ele precisava arrumar seu interior talvez um pouco agitado com tanta gente, tantos pedidos… tanto ruído.  “Jesus subiu ao monte para orar”.  E tendo a noite chegado Jesus continuava rezando. Para ele era importante essa comunhão com o Pai.  Todos experimentamos também a necessidade de estar com o Senhor e assim não cair um estéril  ativismo pastoral.

Os apóstolos, por sua vez, na travessia do mar, vivem um momento delicado. O mar agitado, os ventos contrários e o medo de que viessem a morrer.   Estamos diante da terrível experiência do medo de morrer.  Há outros medos: medo de fracassar, de tomar uma decisão.  Quantos medos: medo de que os filhos ingressem no universo da droga, medo de um assalto, medo que o casamento termine, medo que o neném nasça doentinho.  A lista poderia ser aumentada com tantos outros pavores e receios.

Continuemos a ver os pormenores do texto.  Jesus, no meio da noite vem ter com os apóstolos andando sobre as águas.   “Quando os discípulos o avistaram andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: ‘É um fantasma’  e gritaram de medo.  Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu!’”

Jesus se faz presente, próximo dos seus. Hoje também ele está por perto. Não o vemos, não é um fantasma.  Mas ele está na Igreja, onde dois ou três estão reunidos em seus nome.  Está presente na casa dos religiosos transparentes que rezam e se estimam. Está presente no trabalho da evangelização.  Pode ser que nossas comunidades de vida consagrada não consigam viver todo o esplendor de sua consagração, que haja diminuição dos efetivos.  Espera-se, sem medo, que a proximidade do Senhor nos tirar da angústia e obsessão pelas estatísticas.   Por vezes temos a impressão que os membros da Igreja não conseguem viver o esplendor do Evangelho. Temos receio que a barca seja batida pelos ventos da indiferença, da indolência e da falta de coragem de se dar um salto no escuro.  Temos medo de tantos desafios.  Mesmo nos sentido chamados por Jesus temos receio de afundar em nossa vida de fé.

Pedro começou a andar sobre as ondas como Jesus havia pedido.   E o medo?   “Senhor, salva-me!”.  E disse Jesus: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?”

Normal que experimentemos receios e medos em muitos campos de nossa vida e em diferentes circunstâncias.  Uma fé sólida e uma confiança na proximidade de Jesus em nossas vidas e na vida da Igreja faz com que sejamos corajosos.

Frei Almir Ribeiro Guimarães – www.franciscanos.org.br