segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Um amigo verdadeiro nos conduz para o céu


“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13). É desta forma que Jesus expressa a beleza e a grandeza do dom da amizade, cuja fonte é o próprio Deus, e dela podemos beber sempre, porque jamais se esgotará.

O amigo por excelência, que todos nós precisamos ter, é Jesus, e o maravilhoso é que Ele nos considera Seus amigos. Todas as outras amizades devem ser por causa d’Ele.

A amizade tem a sua origem no céu; é um dom que nasce do coração de Deus. Um verdadeiro amigo tem uma forte influência na nossa vida, a ponto de ele poder nos ajudar em certas coisas, que, muitas vezes, nem a nossa família consegue fazê-lo.

Peçamos hoje a Jesus a graça de vivermos na Sua amizade.

Jesus, eu confio em Vós!


Luzia Santiago

domingo, 12 de agosto de 2012

#FicaAdica23

E se eu não souber o que fazer?

Por favor, aprenda a não saber tudo! Todas as vezes que vemos nossas capacidades se tornarem insuficientes para as ações, lembre-se que o coração nunca para de amar e isto não depende daquilo que a gente faz! Quando não souber o que fazer, ame! Ame com forças de alma, com lágrimas nos olhos! Ame na incompreensão e no medo! Ame como Cristo amou!

Quem ama e vive assim já entendeu o porquê estamos neste mundo!

Ricardo Sá





Ao nosso pai

A jornada pareceu árdua e difícil...
O desânimo tentou se apossar por vezes...
Entretanto, o lembrar de suas faces preocupadas
E tanto envelhecidas no correr destes anos,
De seu trabalho, de suas orações, de seu apoio incondicional para nos dar o melhor,
Nos impulsionou deveras para a luta.
Obrigado, muito obrigado pelo silêncio,
Quando eu reclamava e,
obrigado também pelas suas palavras de estímulo quando eu me calava.
Nessa nossa grande batalha, creiam-nos a vitória também é de vocês...
Continuaremos até o dia em que possamos,
Juntos, de mãos dadas, sermos ao mesmo tempo
pais  e filhos dos nossos sonhos,
de nossas realizações, do que sentimos.


Fonte: Internet. Autoria desconhecida

2º Domingo de Agosto – Dia dos Pais


Vivemos hoje num mundo cheio de difíceis problemas, mas Deus sempre é providente para que não nos falte as condições necessárias, para que não nos falte o pão de cada dia. O pão que nos alimenta no caminho que leva à vida eterna. Ele é aquele que faz com que a vida tenha sentido e tenha a grande graça de conhecer o Pai.

Como hoje é o 2º domingo de agosto, dia dos pais, é costume nos reunirmos para homenagear o grande pai que é Calixto. Ele não é só pai, como também um grande amigo e conselheiro. Para ele nossos parabéns pela sua bondade, sua força de amor que nos dá com a sua simplicidade.


Josefa Veneranda Dantas, em 13/08/2000.

Deus nutre os seus

Evangelho de hoje: João 6,41-51

Quadro I
Elias, o profeta ardoroso que um dia haveria de ser arrebatado aos céus num carro de fogo,  experimenta desânimo. Cambaleante penetra no deserto… Caminha um dia todo.  Vai ruminando tristeza… Sente-se rejeitado e há os que  querem lhe tirar a vida… Depois de tanto andar, exaurido,   senta-se ao pé de uma árvore e pede a Deus a graça de morrer.  Cansado, deita-se e dorme. Um anjo lhe traz pão assado e um jarro com água… O anjo aparece duas vezes… “Elias  levantou-se, comeu e bebeu e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites até chegar ao Horeb, o monte de Deus”.  Figura do Povo que havia percorrido os quarenta anos de deserto… figura de Jesus que passaria quarenta dias a seco no deserto… Elias que, revigorado com o pão que vem do céu continua a ter coragem…

Quadro II
Jesus se apresenta como pão e alimento.  “Eu sou o alimento que Deus quer lhes dar… sou pão, água, fonte de vida…. Em minha fragilidade sou força… Sou o filho de José… vocês conhecem minha  parentela…Precisam compreender que eu desci do céu… Não estranhem que eu diga e insista e repita:  Eu sou o Pão da vida.  Não murmureis…”.  Os ouvintes de Jesus queriam um Messias poderoso e potente.  Tinham dificuldade em acolher esse filho de gente simples de Nazaré.

Quadro III
E continua Jesus:  “O pão que eu darei é minha carne para a vida do mundo”. Nunca nos cansamos de contemplar os últimos momentos da trajetória  de Jesus. Foi desdobrando aos olhos de todos os desígnios do Pai. Sempre mostrou-se fiel, fidelíssimo.  Fiel ao Pai e fiel ao homem.  Ele via os caídos, os fracos, os doentes, os que tinham as marcas do pecado. E tendo amado os seus, como diz o apóstolo, amou-os até o fim.  Arrancou de suas entranhas de sua voz, de seu corpo toda essa disposição nobilérrima de dar a  vida pelos seus. Amando-os até o fim entrega-se ao mundo.

Quadro  IV
A mesa da toalha branca está diante de nossos olhos.  Há um cálice com vinho generoso e um prato com pão branco.  O ministro ordenado toma o pão e o vinho.  Sua voz ecoa na catedral imensa ou na capelinha pendurada na favela: “Isto é meu corpo que é derramado por vós… Este é cálice da nova e eterna Aliança.  “Eu sou o pão vivo descido do céu na cruz e no altar. Os que se alimentam de minha palavra, de meu amor, do pão do altar têm a vida que não acaba. E o pão que eu darei é minha carne para a vida do mundo”.  Que esplendor!


Frei Almir Ribeiro Guimarães – www.franciscanos.org.br

sábado, 11 de agosto de 2012

Uma mulher chamada Clara

Clara era mulher nobre, filha de estirpe  escolhida e privilegiada. Vivia perto da Praça de São Rufino onde um jovem Francisco costumava pregar, falar de conversão, de mudança de vida, imaginar uma outra maneira de se viver a fé.  Filha de mãe piedosa, trabalhada pela graça, Clara resolveu seguir o Evangelho do Cristo pobre.  Numa noite de Domingo de Ramos deixa a casa paterna e começa a grandiosa e modesta aventura de sua vida, tal como Abraão… Deixa sua casa, sua parentela, no coração da noite… Foge vestida de ricas vestes… É acolhida por Francisco e seus irmãos, os cavaleiros de uma nova ordem de coisas.  Francisco corta suas tranças bonitas e a reveste de roupa pobre… Livre de tudo e de todos, essa mulher que havia ouvido a voz do Evangelho, que havia escutado as histórias que a mãe contava depois de suas peregrinações, essa mulher da nobreza de torna  toda iluminada… É levada até um mosteiro de beneditinas… Depois mora um pouco num hospedaria de mulheres penitentes ambulantes… Até que, por fim, passa a viver em São Damião… Do crucifixo bonito e sereno… Do  pátio com flores… São Damião do refeitório das princesas pobres casadas com o Esposo Celeste… Do dormitório áspero… Ali naqueles espaços de São Damião  Irmã Clara vai alimentar seu amor sem limites pelo esposo pobre que ele vê como num espelho…Um esposo paupérrimo que a atrai  e a seduz….Irmã da irmãs, cuidava de cada uma delas… Mesmo doente quase todo o tempo de sua vida não deixou de trabalhar e de fazer bordados e toalhas para os altares de rara beleza… Vida dura, de penitência, mas vida de profunda alegria… Sempre na dimensão dos esponsais místicos com o Cristo pobre e nu… Sempre amiga e filha e irmã de Francisco… Encarnando em sua vida de mulher e de contemplativa toda a ternura fraterna, minorítica e missionária de Francisco… Ela mesma, com toda sua originalidade, se considerava a plantinha do Seráfico Pai… Teria querido morrer mártir como morreram mártires os primeiros irmãos de Francisco… Ela e as irmãs com suas orações e de sua vida passaram a ser o sustento para os membros frágeis da Igreja… E assim sua vida foi cheia de sentido: contemplativa, fraterna e missionária porque tudo o que era vivido em São Damião tinha como meta restaurar a Igreja, ordem dada pelo Senhor a Francisco precisamente na igrejinha de São Damião.

Belíssima a primeira leitura da festa solene de Clara: “Assim fala o Senhor: Haverei de atraí-la, conduzi-la-ei ao deserto e falar-lhe-ei ao coração. Ali se tornará como no tempo da sua juventude… Desposar-te-ei para sempre, desposar-te-ei conforme a justiça e o direito, com benevolência e ternura… Desposar-te-ei com fidelidade, e conhecerás o Senhor”.

Frei Almir Ribeiro Guimarães – site www.franciscanos.org.br

#FicaAdica22



Em vez de perdermos nosso tempo reclamando da vida, das pessoas que não nos entendem, dos obstáculos que não conseguimos vencer (na maioria das vezes por nossa própria culpa), oremos para que o Espírito Santo nos dê a graça de termos mansidão, calma... enfim, de termos um coração "antenado" com o de Jesus. O resto virá como consequência...

“Pois que me fizeste este pedido, e não pediste nem longa vida, nem riqueza, nem a morte de teus inimigos, mas sim inteligência para praticar a justiça, vou satisfazer o teu desejo...” (1Rs 3)

Esta é a minha dica para este sábado. Que sejamos mansos de coração!


Cláudia D. Carvalho