sábado, 25 de agosto de 2012

A quem precisamos hoje fazer o bem?



“Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos” (Gl 6,9).

Todos nós somos chamados por Deus a retomar as boas práticas. No entanto, em meio às adversidades e aos muitos afazeres da vida, muitas vezes, nos cansamos de praticá-las ou ficamos relaxados. Hoje é o dia de as recomeçarmos; graças a Deus, temos esta oportunidade.

Quando usamos de caridade para com as pessoas, nós somos os primeiros a ser beneficiados, porque colhemos o que plantamos e porque, como diz a Palavra de Deus, há mais alegria em dar que em receber.

Seguramente, muitas pessoas passarão hoje pela nossa vida e teremos a chance de servi-las da melhor maneira possível, seja com uma boa ação, seja com um sorriso ou um algum tipo de socorro. Mesmo que não sintamos vontade de praticar esse gesto amoroso, tomemos a firme decisão e peçamos a Jesus a graça de fazermos o bem sem olhar a quem, a exemplo d’Ele.

Senhor, renova em nosso coração a disposição de ajudar todas as pessoas que precisam de nós.

Jesus, eu confio em Vós!


Luzia Santiago, Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

#FicaAdica 27


Um certo dia disse São Francisco acerca de Deus: “Tu é a Beleza!” Deus é a origem da beleza e d’Ele emana tudo aquilo que é belo. E a vida, meu caro, é o maior dom que Deus nos concede. E a vida é plena de beleza, de encontros, de caminhos, de pessoas, de mensageiros divinos… Quando nos abrimos à luz divina, somos conduzidos por veredas até então impensadas.

Procure cultivar jardins na sua jornada, semeie alegria, esperança e amor no coração das pessoas. Quando estamos dispostos a trabalhar em favor do BEM sempre haveremos de crescer, por mais que as forças negativas teimem em nossos deter. Siga em frente: Deus te abençoa, cuida de ti e te guarda em teus caminhos e empreendimentos…

Frei Paulo Sérgio

Corramos para a meta!


O chamado à santidade que nos é dirigido por Deus “angustia-nos” e nos torna inquietos e sofridos quando olhamos a nossa realidade humana. Gostaríamos de ter nascido santos e não ter que lutar na vida para superar o pecado que nos persegue de todos os lados. Mas nunca devemos esquecer as palavras que Deus dirigiu ao fugitivo Caim, depois de ter matado o seu irmão Abel: “o pecado está à tua porta mas você poderá dominá-lo”.

Temos sempre a capacidade de ser mais fortes do que todos os nossos vícios e pecados. Deus nos dotou de uma inteligência e vontade capazes de vencer todos os instintos do mal. Os santos e santas que a Igreja apresentam para nós são nossos irmãos que viveram antes de nós, que lutaram contra as mesmas paixões e conseguiram ser senhores de si mesmos. A santidade é uma conquista do ser humano que, fortalecido pela graça, consegue vivenciar com radicalidade a Palavra de Deus.

Diante dos santos cada um de nós recobra a coragem para continuar o seu caminho, para vencer o desânimo e para reiniciar em todos os momentos a sua aproximação do mesmo Deus. Há uma frase muito bonita de Santa Teresa Courdec, fundadora das Irmãs do Cenáculo: “não importa que os nossos pés estejam feridos e sangrando, o que importa é caminhar”. Muitos santos foram provados duramente com fortes tentações, outros experimentaram o peso do pecado e por longos anos se debateram entre o vício e a virtude. Mas Deus sempre foi vitorioso. Há outros santos que não conheceram, por uma graça especial de Deus, o pecado mas lutaram para se manterem fiéis ao chamado de Deus.

Os santos e santas são os amigos de Deus e nossos que nos incentivam a sermos fiéis e a caminhar. A perfeição se adquire lentamente. Deus se revela aos pecadores, Ele os seduz com seu amor para que deixem o pecado e se entreguem totalmente ao amor misericordioso.

O apóstolo Paulo experimentou o ódio contra Jesus, mas o amor venceu e ele se tornou o apóstolo mais ousado e corajoso de todos os tempos. Por isso, o maior incentivo à santidade, à perfeição, nós encontramos na carta aos filipenses: “Não pretendo dizer que já alcancei e cheguei à perfeição. Mas eu corro por alcançá-la uma vez que também eu fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro uma coisa: esquecendo o que fica para trás, lanço-me em perseguição do que fica para frente, corro para a meta, para a coroa da vocação nas alturas de Deus em Cristo Jesus. (Fl 3,12-14). Nestas palavras está fundamentada toda a coragem necessária para sermos santos. Sentir-nos seduzidos, arrebatados pelo amor de Cristo, pela sua beleza. Ânimo! Coragem! Corramos para a meta!


Frei Patrício Sciadini, ocd

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

#FicaAdica 26


 
Dizemos ao Pai, todos os dias, na oração do Pai-Nosso: “Seja feita a Vossa vontade”; mas, muitas vezes, quando Ele permite que se nos apresente a cruz de cada dia, nos rebelamos, revoltamos e perdemos a paz.
Esta atitude não está de acordo com nossa fé. Aceitemos, na confiança, tudo o que a vontade de Deus permite, ainda que as lágrimas desçam copiosas de nossos olhos como desceram dos olhos da Virgem Maria. Importa agir com a sua fé, crendo no meio da dor que o mal não pode vencer o bem, e que por fim, este triunfará.
Depois da noite das trevas ela viu raiar a Ressurreição.
 
Prof. Felipe Aquino
 
 

Conheçamos a supereminente caridade da ciência de Cristo


O Senhor Salvador levantou a voz e com incomparável majestade disse: “Saibam todos que depois da tribulação se seguirá a graça; reconheçam que sem o peso das aflições não se pode chegar ao cimo da graça; entendam que a medida dos carismas aumenta em proporção da intensificação dos trabalhos. Acautelem-se os homens contra o erro e o engano; é esta a única verdadeira escada do paraíso e sem a cruz não há caminho que leve ao céu”.

Ouvindo estas palavras, penetrou-me um forte ímpeto como de me colocar no meio da praça e bradar a todos, de qualquer idade, sexo e condição: “Ouvi, povos; ouvi, gentes. A mandado de Cristo, repetindo as palavras saídas de seus lábios, quero vos exortar: Não podemos obter a graça, se não sofrermos aflições; cumpre acumular trabalhos sobre trabalhos, para alcançar a íntima participação da natureza divina, a glória dos filhos de Deus e a perfeita felicidade da alma”.

O mesmo aguilhão me impelia a publicar a beleza da graça divina; isto me oprimia de angústia e me fazia transpirar e ansiar. Parecia-me não poder mais conter a alma na prisão do corpo, sem que, quebradas as cadeias, livre, só e com a maior agilidade fosse pelo mundo, dizendo: “Quem dera que os mortais conhecessem o valor da graça divina, como é bela, nobre, preciosa; quantas riquezas esconde em si, quantos tesouros, quanto júbilo e delícia! Sem dúvida, então, eles empregariam todo o empenho e cuidado para encontrar penas e aflições! Iriam todos pela terra a procurar, em vez de fortunas, os embaraços, moléstias e tormentos, a fim de possuir o inestimável tesouro da graça. É esta a compra e o lucro final da paciência. Ninguém se queixaria da cruz nem dos sofrimentos que lhe adviriam talvez, se conhecessem a balança, onde são pesados para serem distribuídos aos homens”.

Dos escritos de Santa Rosa de Lima