quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Encontro


“És presença… E, mesmo quando és ausência, 
és muito mais do que saudade”
(Caio Fernando Abreu).

Presença e ausência: os dois lados da mesma moeda, dois pólos que se complementam, o ir e vir da mesma onda! Na presença estamos na intensidade, na ausência está a falta, o desejo de estar junto outra vez. Na presença os olhos veem, na ausência o coração é que vê. Na presença está o encontro, na ausência o sentimento que se eterniza no desejo de estar junto outra vez…

Pessoas passam em nossas vidas, algumas ficam porque entraram em nossa casa mais íntima, começaram a fazer parte, marcaram etapas. Algumas se vão para longe, mas continuam bem perto, pois, mesmo ausentes, continuam ocupando um espaço no coração, na lembrança, no pensamento, nas orações. Em assim seguimos em frente levando pessoas com a gente e marcando vidas com nossa presença, amor e amizade. Viver é ser presença e ausência na vida das pessoas…


Frei Paulo Sérgio

«Vós sois a luz do mundo»


Como são felizes, como são dignos de inveja «aqueles servos que o senhor, quando vier, encontrar vigilantes» (Lc 12,37). Vigilância ditosa que os mantém despertos para a vinda de Deus, o Criador do universo, cuja majestade abarca tudo e tudo ultrapassa.

Quanto a mim – que, apesar da minha indignidade, sou Seu servo –, que Deus queira despertar-me do sono da minha indolência. Que faça arder em mim o fogo do amor divino; que a chama do Seu amor suba mais alto que as estrelas; que arda sem cessar dentro de mim o desejo de responder à Sua ternura infinita. Ah, se eu pudesse ter a minha candeia acesa no templo do Senhor durante a noite! Se ela iluminasse todos aqueles que penetram na casa do meu Deus! (cf Mt 5,15) Senhor, concedei-me este amor que se defende de qualquer afrouxamento, que eu consiga ter a minha candeia sempre iluminada sem jamais a deixar apagar-se; que em mim ela seja fogo e luz para o meu próximo.


São Columbano (563-615), monge, fundador de mosteiros

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

#FicaAdica 28


Não hesite nem resista! Sempre que precisar, peça perdão! Quem pede perdão, sem se importar se tem ou não razão, sempre sai ganhando. É que ele [perdão] é, sempre, uma porta que se abre para que todas as outras virtudes entrem
em nossa vida e na dos outros.
Lembre-se de que o pedido de perdão é também um exercício contínuo, pois nossa natureza quer resistir a pedi-lo, de modo que será preciso superar os nossos limites e avançar! É uma experiência libertadora!

Ricardo Sá

A maturidade mora na escuta


Todo ser humano traz em si uma profunda necessidade de auto-afirmação. Todos desejam a valorização por parte dos demais, porém, essa necessidade – de ser aceito e de se afirmar diante da vida – precisa trazer em si certa medida de equilíbrio e maturidade, pois, quando não é assim, tendemos a agir puramente aprisionados por nossos instintos.

Todo mundo quer ser acreditado, todos querem ter a razão e a verdade em sua conduta. Por vezes, queremos que nossa maneira de pensar seja acolhida pelos demais, mas, precisamos ter a consciência de que nem sempre estamos certos, e que não podemos exigir que nosso modo de pensar seja acolhido por todos como verdade absoluta.

As grandes catástrofes da humanidade se deram quando alguém ou um grupo específico fecharam-se apenas em um ponto de vista isolado, não se abrindo a outros focos de visão e acreditando serem os únicos donos da verdade.

Muitos são peritos em defender sua própria verdade, mas, verdadeiramente maduro é aquele que sabe ouvir e acolher o ponto de vista dos outros, abrindo-se ao diálogo e reconhecendo que os demais também têm coisas boas a ensinar e a oferecer, e, que, por esta razão merecem ser respeitados.

Todos têm algo a nos ensinar, o ponto de vista alheio contempla realidades não percebidas por nós. É feliz quem sabe ouvir e acolher o que outro expressa, pois tal atitude faz com que sejamos pessoas mais completas, rompendo assim as barreiras do egoísmo que nos fazem acreditar que somente nós estamos certos.

Ouvir é uma virtude, e por meio do diálogo alcançamos grandes progressos.

A vitória mora na humildade, que sabe abrir mão de suas próprias razões, para que o outro seja um pouco mais, assim o consenso acontece e ambas as partes são capazes de crescer.

Quem sabe perder e ceder nas pequenas coisas, conquistará grandes realizações. Compreendamos isso e construiremos significativas conquistas em nossa história.


Pe. Adriano Zandoná, Comunidade Canção Nova

O culto da Santíssima Virgem


"Todas as gerações me chamarão bem-aventurada" (Lc 1,48): "A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão". A Santíssima Virgem "é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja. Com efeito, desde remotíssimos tempos, a bem-aventurada Virgem é venerada sob o título de 'Mãe de Deus', sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades (...) Este culto (...) embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encanado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece poderosamente"; este culto encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração mariana, tal como o Santo Rosário, "resumo de todo o Evangelho".

Catecismo da Igreja Católica, § 971