quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Leitura Bíblica: Filêmon 7-20


Lemos hoje um trecho da Epístola a Filêmon. Na realidade trata-se de um bilhete com 25 versículos.  Paulo pede que Filêmon acolha bem o seu escravo fugitivo Onésio  que buscou apoio em Paulo prisioneiro.

“Eu, Paulo, velho como estou e agora também prisioneiro de Cristo Jesus, faço-te um pedido em favor do meu filho que fiz nascer para Cristo, na prisão, Onésimo”.

Onésio havia fugido da casa de Filêmon.  A finalidade da carta é dispor Filêmon a receber  bem de volta seu escravo fugitivo.  Paulo quer que se estabeleça entre Onésio e  Filêmon relacionamento de amor.

“Eu o estou mandando de volta para ti. Ele é como se fosse o meu próprio coração.  Gostaria de tê-lo comigo, a fim de que fosse teu representante para cuidar de mim nesta prisão que eu devo ao evangelho”. Ai esta um Paulo terno.  Que bela essa imagem: Onésimo era como se fosse o próprio coração de Paulo.  No fundo o Apóstolo respeita Filêmon, mas teria muito gosto de conviver com o escravo livre, que Paulo gerou para a vida divina.  Que júbilo no coração do evangelizador!

O amor de Paulo por Onésimo é muito grande.  Ele pede que Filêmon de fato o receba e o receba bem.  “Assim como estás em comunhão comigo, recebe-o como se fosse a mim mesmo. Se em alguma coisa ele te prejudicou ou se alguma coisa te deve, põe na minha conta”. Estamos diante de um concretíssimo gesto de amor. Filêmon deve ter ficado impressionado com as disposições de Paulo com seu escravo fugitivo.  “Eu pagarei, para não dizer que tu mesmo me deves a própria vida”.  Todo o espírito desse bilhete  é caracterizado por um amor sem limites de Paulo.

E assim termina: “Sim, irmão, deixa que eu te  explore no Senhor.  Conforta em  Cristo meu coração”.

Concluamos com palavras do comentarista do Missal  Cotidiano da Paulus:  “O batismo liberta Onésimo de toda e devolve-o a Paulo e ao antigo amo, na qualidade de “irmão caríssimo”.  A “nova humanidade cristã”  liberta o homem de toda forma de escravidão e faz de todos  “filhos de Deus” chamados a conviver livremente, todos juntos, vinculados pelo amor fraterno”  (p. 1488).

Frei Almir Ribeiro Guimarães


terça-feira, 13 de novembro de 2012

#FicaAdica 47

Começar bem o dia, abrir-se à energia do sol, cumprimentar as pessoas, chamando-as pelo nome… Tudo isso ajuda a começar o dia com prazer, alegria e satisfação. Quando acolhemos o tempo com um verdadeiro dom, os dias deixam de ser meras repetições e tornam-se o espaço adequado para nosso crescimento e evolução. A vida passa a ser uma festa, uma dádiva divina!

 Procure interessar-se pelas pessoas. Você sabe o que sabe, mas não tem o conhecimento que os outros tem. Mostre interesse em trocar conhecimentos, em compartilhar os bons momentos e celebrar as vitórias. A vida torna-se uma experiência muito mais rica quando compartilhamos, quando proporcionamos às outras pessoas participarem de nossas alegrias…

 Frei Paulo Sérgio, ofm

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A paróquia perfeita

Conta-se que um jovem procurou, um dia, um eremita, isto é, uma dessas pessoas que vivem retiradas do mundo, isoladas, em meio a sacrifícios, orações e jejuns. Os eremitas não fogem do mundo para procurar Deus, mas levam o mundo em seus corações para, na oração, interceder por seus irmãos e irmãs que lutam, sofrem e procuram a vontade do Senhor. O jovem falou-lhe de sua decepção com a paróquia de sua cidade. Afinal, sonhara tanto com uma comunidade ideal, sem defeitos e sem problemas, e lá encontrara somente pessoas com imperfeições.

 O experiente eremita levou-o, então, a um lugar não muito distante, onde havia uma capela, e perguntou-lhe: “O que você está vendo?” A resposta foi imediata: “Vejo uma velha capela de madeira, com algumas tábuas um tanto apodrecidas e a pintura toda desbotada!” “É verdade”, respondeu-lhe o eremita. “A capela é isso mesmo que você está falando. Veja, porém: nela habita Deus! O mesmo acontece com sua paróquia. Ela não é tão pura e perfeita como você deseja, porque é formada por seres humanos. Você também é um ser humano e, por isso, continuamente faz experiência das próprias limitações e pecados. Por sinal, mesmo que você encontrasse, um dia, uma paróquia perfeita, ela deixaria de ser perfeita tão logo você nela entrasse!”

 Meu artigo poderia terminar por aqui, porque meus leitores já perceberam aonde quero chegar. Mas vou adiante, lembrando uma observação que a Igreja fez de si mesma, cinco décadas atrás. Os bispos do mundo inteiro estavam reunidos em Roma, participando do Concílio Ecumênico Vaticano II (“segundo” porque outro concílio ecumênico havia sido realizado antes no Vaticano, em 1870). A preocupação que dominava seus participantes pode ser sintetizada em uma pergunta: “Igreja, o que dizes de ti mesma?” A belíssima e profunda resposta que surgiu das orações e reflexões dos bispos pode ser lida no documento mais importante desse Concílio: “Lumen Gentium” (Luz das nações). Como desejo voltar à história narrada acima, destaco desse documento a parte que diz: “A Igreja cerca de amor todos os afligidos pela fraqueza humana, reconhece mesmo nos pobres e sofredores a imagem de seu Fundador pobre e sofredor. Faz o possível para mitigar-lhes a pobreza e neles procura servir a Cristo. Mas enquanto Cristo, ‘santo, inocente, imaculado’ (Hb 7,26) não conheceu o pecado (cf. 2Cor 5,21), mas veio para expiar os pecados do povo (cf. Hb 2,17), a Igreja, reunindo em seu próprio seio os pecadores, ao mesmo tempo santa e sempre na necessidade de se purificar, busca sem cessar a penitência e a renovação” (LG 8).

 Não tenhamos, pois, ilusões: a comunidade perfeita existe, sim, mas na eternidade. Enquanto formos peregrinos nesta terra dos homens, viveremos em função de um desafio, de uma certeza e de uma utopia.

 O desafio: deve orientar-nos a ordem dada por Cristo – isto é: “Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito!” (Mt 5,48). Há muito que fazer, pois, para atingirmos a perfeição! A certeza: “Não vos deixarei órfãos!” (Jo 14,18). Se nossa luta em busca da santidade exige muito de nós, alegra-nos a certeza de que não estamos sozinhos nesse esforço. Jesus está muito mais interessado em nossa vitória (e em nossa santidade) do que nós mesmos. E ele vai nos ajudar! A utopia: “Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia. Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: ‘Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição’ ”(Ap 21,1-4). Trabalhemos, portanto, para que nosso mundo (nossa paróquia, nossa família, nosso coração etc.) melhore; mas não nos iludamos: a perfeição só encontraremos quando Cristo for tudo em todos (cf. Cl 3,12).


 Dom Murilo Krieger

domingo, 4 de novembro de 2012

Solenidade de todos os Santos e Santas


Novembro, mês dos finados e tempo  de pensar nos santos da glória. Desde a nossa mais tenra infância quando chegava novembro  os jardins e parques ficavam cheios de agapantos azuis e brancos.  Finados e todos os santos:  duas comemorações entrelaças enfeitadas pelos esguios agapantos.

Quando se fala em santos  lembramo-nos da imagens de gesso ou de madeira representando Antônio de Pádua, Rita de Cássia ou  Teresa de Lisieux.  Quando crianças gostávamos de contemplar todas essas imagens e também  suas representações  nos vitrais.  As  imagens nos lembram que muitos de nossos irmãos na fé estão hoje na glória dos céus.  Eles nos precedem. À frente desse cortejo  está uma mulher que foi santificada desde o momento de seu nascimento  chamada Maria, aquela que deveria trazer em seio o Santo. Ela é a rainha dos santos e anjos e  Senhora da Glória.

Os cristãos são santificados pela sua participação na paixão, morte e ressurreição do Senhor. O santo  não é um “halterofilista”  da fé.  O cristão  é alguém que se tornou santo nas  águas do batismo e que foi fazendo lugar em si para a ação do amor de Deus. Os santos, com efeito, são obras de arte do amor de Deus. Na medida em que pessoas e comunidades esvaziam-se de si, não se colocam  com centro de tudo mas se abrem a Deus,   começa a obra de arte que as mãos do Senhor executa.  A santidade é dom de Deus  acolhido pelos corações pobres, por aqueles que são sedentos de Deus, desejosos de Deus, aqueles que  choram por não corresponderem ainda ao amor de Deus, que são mansos  e  misericordiosos, que sofrem perseguição por causa de seu testemunho de vida.

Há esses santos que se retiraram das cidades e viveram  no deserto e na contemplação. Outros se casaram. Procuraram  colocar-se como marido e mulher diante de Deus, acolhendo os filhos, trabalhando, lutando, na fidelidade de todos os momentos, carregando as cruzes inerentes à vida.  Há essas mães de moços que morreram na guerra e de filhos  e filhas que  terminam os  dias com    overdose de drogas.   Mães que sofreram baixinho e que souberam unir seus sofrimentos à paixão e morte de Cristo.  Há esses que deram a vida por um inocente e outros que morreram para não negar a fé.  Há esses bispos que assumiram efetivamente a missão de serem pastores e  guias do povo, noite e dia, sempre.  Há essas pessoas que a vida toda cuidaram de uma capela, na simplicidade e na fidelidade. Há esses homens de  mãos rudes que não foram acolhidos de coração por suas esposas, que eram tratados de imprestáveis.  Há essas pessoas que foram para as praças do mundo, na Bahia ou em Calcutá para cuidar dos mais abandonados.

Hoje comemoramos esses e essas que passaram pelo mundo com os olhos na Beleza, na Bondade e no Amor.  Gente de carne e osso, com seu entusiasmo, mas também com seu pecado.  Gente que precisou cantar dolentemente o Miserere  como  Agostinho de Hipona ou  Margarida de Cortona. Pessoas que foram lavadas no sangue do Cordeiro e que hoje participam do banquete da eternidade, que alvejaram suas vestes  no sangue do Cordeiro.


Frei Almir Ribeiro Guimarães

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Leitura Bíblica: Mateus 25, 31-46


Podemos viver nossa religião como mendigos, tentando arrancar uma esmolinha de Deus, como se ele não fosse nosso Pai. O filho pródigo cometeu este engano: chegou a propor ao Pai que o tratasse como servo da casa, como se fosse possível um pai deixar de ser pai...

Podemos viver nossa religião como atletas, tentando exercitar os músculos das virtudes e, após longo treinamento, vencer a olimpíada do espírito e subir no pódio, coroados com os louros celestes. Com os anjos aplaudindo, é claro!

Podemos viver nossa religião como alquimistas medievais, debruçados sobre velhos pergaminhos, em busca da pedra filosofal. Uma vez dominado o secreto conhecimento das coisas divinas, tomaremos posse do céu num piscar de olhos: pura mágica!

De uma forma ou de outra, estamos longe da estrada real. Nem mendigos, nem recordistas, nem “iluminados”. Cristianismo é outra coisa... O cristão – desde o seu Batismo – foi adotado como filho. Já não é mais escravo. Nem mesmo simples criatura. Na estatura de filho, o cristão tem direito à herança!

Lembra-se de Abrão e de sua queixa ao Senhor Javé? Velho e sem herdeiros, sua herança acabaria nas mãos do escravo que vivia em sua casa (cf. Gn 15, 2). Mas, apesar da gemedeira do ancião, Deus tinha outros planos, que incluíam uma numerosa descendência para Abraão, culminando com o nascimento de Jesus.


Isto devia ser bem claro para nós: somos herdeiros de Deus. Em Jesus Cristo, enxertados em seu corpo, o que espera por nós é uma herança que não se traduz em valores materiais, objetos, terras e rebanhos. Nossa herança é o próprio Senhor!

Mas nossa herança é típica, diferente de todas as outras. Os outros herdeiros devem esperar a morte do pai para terem acesso à herança. Em nosso caso, não há nada a esperar. Afinal, Jesus já morreu por nós. Isto quer dizer que podemos tomar posse da herança desde já, aqui na terra, ainda que de modo parcial. Já é possível viver nossa condição de herdeiros em nossos dia-a-dia, fruindo o amor infinito que o Pai derrama sobre “todo homem que vem a este mundo”.

Se eu fosse Deus e Pai, ficaria muito chateado com essa multidão de mendigos...



Antônio Carlos Santini, da Com. Católica Nova Aliança

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Fé sem fronteiras


Foi atravessando os desertos do preconceito que Jesus adentrou no território mais sagrado do ser humano: o coração. Em regiões pagãs onde cada tarde anunciava o fim das esperanças, Ele devolvia a cada pessoa o direito de ver o dia renascer com cores de ressurreição. Onde os limites das fronteiras da impureza serviam como obstáculos para a vivência do amor incondicional, Jesus Cristo ajudou cada um dos que Dele se aproximavam a descobrir que a Fé que carregavam na alma era sem fronteiras.

Foi em um dia onde o sol escondia o brilho de uma linda manhã que se aproximou de Jesus uma mulher, cuja filha era atormentada por um demônio. Aquela mulher carregava na vida uma noite que não permitia a sua filha contemplar a estação de um novo tempo onde as flores pudessem devolver à vida a beleza de outros tempos. Nos limites da vida ela reconhecia em Jesus aquele que poderia ajudar a sua filha a vislumbrar uma manhã de possibilidades.

Diante de Jesus aquela mulher reconhece sua condição de pagã. O fim das esperanças anunciada por muitas tardes começava a se transformar em sinais de um novo tempo que iria chegar. Jesus olhou além das aparências que aquela mulher trazia impressa nas páginas da história de sua vida já cansada de sofrimentos e dores. O olhar de Cristo adentrou o território pagão daquela vida e reconheceu no grito de uma mãe que clamava pela cura de sua filha, uma Fé que ultrapassava os limites das palavras. O clamor das lágrimas de outrora acendeu a chama da Fé adormecida no coração daquela mulher e transformou o inverno de angustias em uma linda manhã de primavera.

Diante da dor estacionada no coração de cada ser humano os limites da Fé poderiam ultrapassar as fronteiras que impediam a vivência de uma nova vida de plenitude e paz. E foi assim que dois cegos se aproximaram de Jesus. Enquanto Jesus passava, os olhos da alma daqueles cegos se abriram para a possibilidade de terem a dignidade de suas vidas resgatadas. Diante dos olhares daquela sociedade eles haviam sido condenados por Deus, por terem cometido algum pecado muito grave. Excluídos da sociedade conviviam com o peso de carregarem nos ombros uma impureza imposta por outros.

Jesus ao curar aqueles cegos
desmascara um sistema religioso opressor que impedia os doentes de se sentirem amados por Deus. Os olhos da vida são abertos para que aqueles dois cegos possam testemunhar a misericórdia de um Deus que se compadece com a dor de seus filhos. As alegrias de um novo tempo deixaram para trás as noites da condenação. Eles agora podiam caminhar na luz de um novo tempo nascido da Fé que carregavam no coração. Só pode se despedir do medo quem com a Fé aprendeu a caminhar na confiança da misericórdia de Deus.

As fronteiras da Fé se tornam sem limites a partir do momento em que as cercas da desconfiança são derrubadas e os campos da esperança são unidos pelo amor que depositamos em Deus. O que nos une em Cristo é a Fé que carregamos em nosso coração. Se nas incertezas da vida o medo quiser fazer morada em nossa alma será preciso construir um caminho que uma a nossa esperança ao amor que Cristo tem por cada um de nós. As tardes da vida somente são poéticas e belas quando a Fé é a certeza plena de um novo amanhecer.

Padre Flávio Sobreiro

Leitura Bíblica: Lucas 13, 18-21


Era apenas um grão de mostarda. No ambiente palestino, a menor semente conhecida. Foi este pequeno grão que Jesus escolheu para manifestar um aspecto do Reino de Deus. Isto é, nas coisas espirituais, não podemos ficar presos àquilo que nossos olhos veem. O mais importante permanece sempre oculto.

Sim, Jesus também insinua que a semente da mostarda – por mínima que seja – já traz em seu interior um dinamismo que a impelirá a crescer e frutificar. Aquilo que parecia sem força e sem valor, agora é um arbusto (com cerca de 3m de altura, lá na Palestina), capaz de abrigar as aves do céu e seus ninhos.

Um dos simbolismos bíblicos para as “aves do céu” é o “estrangeiro”, os povos que não eram Israel, os que vinham “das ilhas”, isto é, de longe. Assim, o Reino de Deus há de se expandir a ponto de acolher em seu seio também aqueles que “não eram povo” (cf. 1Pd 2, 10).

A mesma ideia de crescimento oculto, subterrâneo, é repetida na pequena parábola do fermento. Nesta, Jesus se vale da imagem que contemplava em Nazaré: Maria juntando farinha, água e fermento, preparando em silêncio a massa do pão de cada dia. Durante a noite, a massa “descansava” na janela. Ao amanhecer, misteriosamente, uma força interior fizera crescer os pães. E o Menino Jesus, futuro Rabi da Galileia, meditava: “É assim que o Reino de meu Pai há de crescer, mesmo na escuridão da longa noite dos homens...”

O mundo capitalista, alimentado de produção e consumo, de pragmatismo e eficiência, prefere os gestos grandiloquentes, as realizações “macro”, modernas torres de Babel. Deus é pobre. Deus é simples. Prefere os inícios humildes. Trabalha sempre na sombra, como os 30 anos de vida oculta em Nazaré...

E nós? Estamos contribuindo para a construção do Reino de Deus com os pequenos gestos de amor de cada dia? Valorizamos também as pequenas tarefas enquanto sinal de afeto e de compromisso? Já chegamos a perceber a importância das pequeninas ações, fermento de vida e impulso criador, humildes tijolos da humanidade?

Ou ainda estamos cegos à ação do Espírito, que age em surdina na matéria do mundo?

Orai sem cessar: “Venha a nós o vosso Reino!” (Mt 6, 10)

Antônio Carlos Santini, Comunidade Católica Nova Aliança.