quarta-feira, 24 de abril de 2013

#FicaAdica 79





Quando nós queremos uma coisa, precisamos ser insistentes, porque quando uma porta está fechada, uma janela se abre. Não podemos desistir dos nossos propósitos por causa de um fracasso aparente na primeira, na segunda, na terceira, na quarta ou na quinta tentativa; ao contrário, precisamos nos esforçar para chegarmos onde precisamos chegar.

Sempre é tempo de recomeçar, de retomar, de seguir em frente sem jamais desanimar, principalmente quando se trata de coisas essenciais.

O Senhor nos ensina que devemos orar sem cessar, porque “o homem que reza é poderoso, tem poder sobre o coração de Deus, pode fazê-Lo mudar os Seus planos”!

Não podemos nem imaginar o poder da menor de nossas preces quando estas são feitas com sinceridade e confiança em nosso bom Deus! Unidos ao Senhor, em oração, tudo muda, porque tudo pode ser mudado pela oração.

Vamos, hoje, começar tudo de novo, na força do Espírito Santo? Rezemos insistentemente: ‘Vinde, Espírito Santo!’

Luzia Santiago, Comunidade Canção Nova

Leitura Bíblica: João 12, 44-50



O grande drama da humanidade transparece no Prólogo do Evangelho de S. João: “O Verbo era a luz verdadeira... Veio para o que era Seu, e os Seus não o acolheram”. É a história de uma terrível recusa, de uma fatal opção pelas trevas e pela morte definitiva.

E seria muito cômodo para nós aplicar esta recusa apenas ao povo que viveu no tempo de Jesus, como se nós não estivéssemos sujeitos ao mesmo risco. Pelo contrário, depois de vinte séculos de cristianismo, nós conhecemos melhor do que eles o Caminho a ser trilhado. Por isso mesmo, nossa eventual rejeição da luz que o Pai nos oferece em Jesus seria muito mais grave. Nossa responsabilidade, muito mais séria.

Um pregador famoso lembrava que as casas noturnas usam “luz negra” em seus ambientes exatamente para que o mal ali praticado e o clima de licenciosidade não venham à luz. Nota-se a opção pelas trevas. Pelo mesmo motivo, os malfeitores quebram as lâmpadas das ruas: querem liberdade para praticar o mal sem serem identificados e penalizados.

Mas há formas ainda mais “refinadas” de optar pelas trevas. Contestar o ensino do Magistério eclesial e deliciar-se com a leitura de livros que caluniam a Igreja de Jesus, aí está a recusa da luz. Assistir a programas de TV que zombam dos bons costumes e fazem propaganda da libertinagem, dando audiência à catequese dos pagãos, eis a opção pelas trevas. Explorar a mão-de-obra dos empregados, desviar as verbas do Governo, corromper seus funcionários - aí está o dedo do príncipe das trevas.

O cristão opta pela luz. E não se limita a estacionar em uma linha limítrofe, próxima ao país das sombras. Antes, se esforça por mergulhar na luz, mais e mais, identificando-se pouco a pouco com o modelo luminoso de seu Mestre, que veio “como luz ao mundo”.

Estar na luz é amar. S. João alerta: “Aquele que diz estar na luz, e odeia a seu irmão, jaz ainda nas trevas”. (1Jo 2, 9.)

Que passos eu devo dar, em meu dia-a-dia, para me afastar em definitivo de um mundo de trevas?

Orai sem cessar: “O Senhor é minha luz e minha salvação.” (Sl 27 [26], 1)

Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

sábado, 20 de abril de 2013

O avesso de mim



Nossa sociedade tornou-se sinônimo de agitação; já não encontramos tempo para mais nada. Desejamos que o dia tenha trinta horas, porque as 24 horas que temos parecem poucas para tantas demandas próprias do nosso cotidiano. Divorciamo-nos da paciência e hoje somos prisioneiros da pressa. Buscamos o futuro sem viver o presente. Nas tramas da vida, os bordados de nossa história são, por vezes, mal feitos e tortos.

A arte do bordado carrega em si um grande ensinamento para nossa vida. Se o avesso do bordado estiver perfeito, o bordado também estará perfeito. No entanto se o avesso do bordado estiver defeituoso, o bordado também estará imperfeito, mesmo que, ao primeiro olhar, ele pareça bonito.

Muitos corações estão com o avesso mal acabado. Há linhas de sentimentos soltas e nós de incompreensões mal arrematados. A princípio muitos seres humanos apresentam-se perfeitos, mas basta um minuto a mais na companhia destes "bordados" e descobrimos que ainda há muitas linhas soltas na alma humana. A vida agitada impediu que eles arrematassem o que ainda estava incompleto.

O bordado é um processo que tem o ritmo da paciência. Algumas peças levam muito tempo para ficarem prontas e belas. E o tempo é fundamental para quem se propõe a realizar um bom trabalho. O processo de vivenciar o tempo é fundamental na vida de quem deseja que seu avesso seja arrematado com perfeição. O fruto verde não amadurece antes do tempo que lhe cabe. Nossos sentimentos precisam se reconciliar com as estações de nossa alma. Colher o que ainda está verde prejudica o sabor das experiências maduras.

O avesso de muitas pessoas está desfigurado e mal cuidado. A pressa e a busca por soluções imediatas têm prejudicado muitos na arte de se fazerem humanos. Não existe bordado perfeito se as tramas e as linhas do avesso de nossa alma estiverem mal arrematadas.

Na mitologia grega, Ariadne foi a heroína que deu a seu amado um novelo de lã para que ele conseguisse sair com vida de um perigoso labirinto – bastava seguir o fio para achar o caminho. Muitos precisam encontrar o fio da sua vida para sair dos labirintos que os aprisionam. Seguir o fio da vida é nos aventurarmos através dos labirintos de nosso avesso complexo e ainda não terminado.

O que torna o bordado de nossa vida mal terminado é a pressa em querermos ser aquilo que o tempo ainda não amadureceu. Os bordados de nossas atitudes serão tão belos à medida que permitirmos que Deus arremate, no tempo que Lhe cabe, o avesso de nossa alma. Nos bordados de nossas experiências descobriremos que o avesso de nossa alma precisa de um cuidado que se chama tempo.

Padre Flávio Sobreiro

sexta-feira, 19 de abril de 2013

#FicaAdica 78




“O otimismo é a fé em ação. Nada se pode levar a efeito sem otimismo”
(Helen Keller)

Procure semear otimismo e plantar sementes de paz, justiça, de solidariedade… Diga o que pensa, com esperança, e evite toda forma de achismo. Pensa sempre naquilo que faz, pois a reflexão proporciona maiores acertos do que erros. Faça sempre o que deve ser feito, com amor e não se deixe contaminar pelos erros e fraquezas das pessoas.

Procure se esforçar para ser melhor a cada dia, pois Deus conta com sua capacidade e deu-te dons e talentos. Sê perseverante em seus sonhos e não desista diante das dificuldades. Se o vento parece contrário, não reclame e nem cruze os braços… Erga as velas do teu barco e aproveita essa energia para avançar…

Frei Paulo Sérgio, ofm

Não importa saber que Deus existe



Não importa saber que Deus existe, importa saber que Ele é amor (dizia um filósofo). Quando penso nesta afirmação, quase ouço São Tiago dizendo: "Crês que há um só Deus? Fazes bem! Pois até os demônios crêem e tremem".

O que Deus quer conosco é um relacionamento íntimo, pessoal, de pai para filho, de amigo para amigo; não só que acreditamos em sua existência; até mesmo por que esta é definição de pagão: sabendo que Deus existe vivem como se Ele não existisse; esquecem-se dele, colocam-no em segundo lugar.

Deus ama você... e quer ser amado por você! Ele ama você de verdade, está atento a sua vida, sabe de seus sofrimentos, conhece os seus segredos; o que você nunca contou a ninguém, Ele sabe, e é assim que o ama, aceitando-o como você é.

Deus nos cerca de cuidados, com certeza Ele protege você!

Certo dia voltávamos para Cachoeira Paulista-SP, de uma missão em Valinhos (SP) o carro estava na velocidade permitida na Rodovia Dutra (110 km/h), quando de repente, o volante começou a trepidar, a motorista tentou estabilizar o carro mas a trepidação era cada vez maior; jogamos o carro para o acostamento e por "coincidência", já era a entrada para um posto de gasolina.

Quando saltamos do carro, qual não foi a nossa surpresa? A roda dianteira esquerda tinha perdido os 03 parafusos na estrada e o último que restava estava em sua última volta. Se aquele parafuso tivesse soltado, na velocidade em que estávamos, talvez estivéssemos capotando até hoje!

Mas o que me assusta não é aquele parafuso ter ficado ali, nem os outros 03 que soltaram... o que me assusta são as expressões que escutei "Nossa, que sorte"! ou "Que coincidência! Vocês pararam na hora certa"!

Eu não tenho dúvidas de que a mão poderosa de Deus preservou nossa vida e nos salvou da morte naquela noite. Não foi sorte, foi Deus! Não foi coincidência mas o seu amor que nos livrou!

Deus fez o que fez, não porque existe, mas porque me ama. Ele cuidou de mim e está cuidando de você neste momento.

Quando recolocamos a roda do carro no lugar havia uma só palavra em nossos lábios: "Graças a Deus! Como o Senhor é bom!"

Ainda que o mundo todo diga o contrário, ainda que os fatos atestem em desfavor, saiba que o Senhor não esqueceu você e que neste momento Ele o abraça e protege!

Márcio Mendes, Comunidade Canção Nova