domingo, 12 de maio de 2013

Nobres sentimentos



O Dia das Mães, celebração do segundo domingo de maio, mais do que tradicional comemoração, é oportunidade para resgatar nobres sentimentos. Há um magistério do coração materno com propriedades únicas e sustentadoras da vida, com autenticidade, singeleza e beleza. Mãe é sempre a pessoa que se torna uma ciência de vida, emoldurada por seus gestos de nobreza. Uma altivez que se projeta no âmbito dos balizamentos divinos. Compreende-se porque a mãe é expressão mais completa do amor misericordioso do Pai.

Deus quis uma Mãe para o seu filho: Maria, a Mãe de Jesus, que ao participar da vida e missão de seu filho, com admirável simplicidade, delicadeza completa e artística discrição, alcança a estatura da mais cativante nobreza. Atenta, escuta e obedece a escolha de Deus dizendo seu sim. Alcança uma compreensão com medidas humanamente perfeitas para acolher o querer divino. Nela, Maria, realiza-se a mais completa expressão da obra da criação, quando coberta pela invisível presença amorosa do Espírito Santo se torna a Mãe do Salvador do mundo. Caminha com Ele, acompanhando-o no seu crescimento, de modo exemplar no desempenho pedagógico de quem foi escolhida para ser a Mãe do Mestre e Senhor.

Nas circunstâncias de sua missão, mostra-se atenta às necessidades dos outros, expressão nobre dos mais importantes sentimentos. Vive angústias e obediência amorosa que geram alegrias e guarda tudo no coração, tornando-o um sacrário de sabedorias não encontrados nos livros, não ensinados nas academias e não alcançados pelas estratégias . O exemplo de Maria mostra que cada mãe é merecedora de toda reverência. Nossa Senhora alcança o mais relevante patamar da condição de filha de Deus quando enxerga, pela fé, a certeza da vitória diante dos sofrimentos, como a crucifixão e morte de um filho. Não por acaso, o artista Aleijadinho, na imagem veneranda da Senhora da Piedade, aquela da Ermida da Padroeira de Minas, destaca o olhar que revela a dor e, ao mesmo tempo, a luminosidade que só a fé pode dar à razão humana e ao coração da criatura.

Dessa Mãe, a Mãe de Deus, cada mãe, na singularidade de sua história de vida cultural e familiar, e nas particularidades dos dons e de sua própria missão, tem o necessário para ser especial e no seu dia ser reverenciada Toda mãe é mestra, sem ser professora. É sábia, sem ser intelectual ou estudada. Tem realeza, sem pertencer a dinastias monárquicas. Dona do que for, muito ou pouco, revela a capacidade inimitável de doação e de partilha. Assim, alivia os pesos da miséria, dos sofrimentos, consola nas tristezas e inspira, mesmo depois de ter partido deste mundo, audácias, coragem, sentimentos de gratidão. Alimenta por seus gestos jamais esquecidos o tesouro dos nobres sentimentos.

Faço votos que este segundo domingo de maio, congregando famílias, reunindo filhos ao redor de suas mães, também pela lembrança das que já partiram desta vida, emolduradas por uma saudade que não passa, seja uma oportunidade de festa. Além disso, que seja um momento singular para reavivar os nobres sentimentos, segundo medidas do amor de mãe, para que se concretize, com mais rapidez e perfeição, o que só o amor aprendido e vivido pode alcançar: um tempo novo para este novo tempo do terceiro milênio.

Você, como filho ou filha, resgate no seu coração e na sua vida o que pode fazer dela o verdadeiro dom que é: as lições que as mães ensinam pelos nobres sentimentos. Parabéns, mães, com apreço, benção e a proteção da Nossa Senhora da Piedade.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo

sábado, 11 de maio de 2013

O destino do homem novo



Entre a Páscoa da Ressurreição e a festa de Pentecostes, a Igreja situa a solenidade da Ascensão. É mais um momento do processo pelo qual passam os discípulos após a morte de Jesus. Aqueles que saíram correndo cheios de medo quando Jesus foi preso, julgado e crucificado, foram confortados pelo encontro com o Senhor Ressuscitado. Agora, por estarem suficientemente firmes na fé, Jesus se despede deles. Deixa-lhes, porém, uma nova promessa: a promessa do Espírito Santo. 

A vinda do Espírito Santo dará forças aos discípulos para que deem testemunho de Jesus “em Jerusalém, em toda a Judeia, na Samaria e até os confins do mundo”. O Espírito será a “a força do alto” da qual se revestirão os discípulos. No entanto, para que o Espírito chegue, é preciso que Jesus se vá. É necessário que, durante algum tempo, os discípulos aprendam a viver por si sós. 

Poderíamos dizer que esta festa nos fala da pedagogia de Deus com os homens. Jesus chamou alguns pescadores ignorantes. Foi lhes ensinando ao longo de três anos, como nos relatam os evangelhos. Não foi suficiente. Na hora da cruz, todos, exceto João e umas poucas mulheres, saíram correndo. Depois, os discípulos viveram a experiência da ressurreição. Não lhes foi fácil, a princípio aceitar que Jesus estava vivo. Precisaram de tempo para isso. Agora, até aquela presença misteriosa desaparece. Jesus promete-lhes o Espírito, mas, durante certo tempo, têm que aprender a estar sós, a ter a responsabilidade de sua fé em suas mãos, até que chegue o Espírito que lhes dará forças que lhes possibilitem dar testemunho do Reino. 

A festa da Ascensão deveria nos fazer pensar no modo como vivemos nossa fé. Deveríamos aprender a ter, com nós mesmos e com nossos irmãos, a mesma paciência que Deus teve com os discípulos e que tem conosco Como os bons livros precisam ser lidos várias vezes para que possamos apreciar todo o seu valor, de igual maneira, a fé necessita de tempo, estudo e oração para que se faça vida em nós. Nossa comunidade cristã crescerá na medida em que todos nós crescermos também na escuta do Senhor. 

Da mesma forma que os discípulos, haverá dias em que sentiremos a proximidade da presença de Deus e, em outros, nos sentiremos sozinhos. Tudo é parte do processo que nos conduzirá a viver plenamente a nossa fé e a ser testemunhas do Reino em nosso mundo. Que esta festa nos ajude a colocar nossa confiança em Jesus. Ainda que pareça estarmos sozinhos, Jesus nos prometeu seu Espírito. E, não nos esqueçamos disto: Jesus nunca falha. 

Dom Eurico dos Santos Veloso

Conduzidos pelo Espírito Santo



A grande proposta do Senhor, neste dia de hoje, para nós, é que confiemos no Espírito Santo.

Com certeza, ao longo do dia, vamos precisar de graças extraordinárias para enfrentar determinadas situações. O que precisamos é do Espírito Santo, com os carismas próprios para a missão que precisamos realizar hoje.

Somente assim poderemos enfrentar os sofrimentos e dificuldades como o fizeram os grandes homens da Bíblia, como Paulo, Pedro, Estêvão, Tiago e cada um dos primeiros cristãos.

A ânsia do Espírito Santo é de nos conduzir para que vivamos segundo o coração de Deus.
O Senhor quer nos dar o seu Espírito Santo; a nossa parte é só nos abrirmos para recebê-Lo.

”Então, eu me lembrei do que o Senhor havia dito: João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo” ( Atos 11,16).

Peçamos ao Senhor a graça de sermos cheios do Espírito Santo: “Derrama sobre mim, Senhor, o Espírito Santo sem medida, justamente por causa das tarefas que precisam ser realizadas hoje.”

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago, Comunidade Canção Nova

terça-feira, 7 de maio de 2013

#FicaAdica 81




Precisamos aprender a acreditar mais nas pessoas, a apostar na possibilidade de evolução que existe no íntimo da cada uma delas. O Criador plantou em nós esse desejo: de crescer, de ir além, de transcender… Estamos inseridos no destino da humanidade, participamos dessa busca, desse inclinar-se na direção daquilo que é precioso, desse desejo de plenitude. “Ninguém quer a morte… só saúde de sorte” já cantava Gonzaguinha!

Dar o melhor de nós significa compartilhar os dons e talentos que fizemos crescer em nós. Tais dons e talentos são divinos e foram repartidos por Deus para podermos fazer comunhão com tudo aquilo que cada um tem. Colocando em comum, crescemos no espírito de solidariedade e fraternidade. Manifestando amor, acreditando mais nas pessoas estaremos amando o próprio Deus que não se cansa de apostar e acreditar em nós…

Frei Paulo Sérgio, ofm