segunda-feira, 6 de abril de 2015

Oração pelo dom da unidade



"Deus nos conceda perseverar de tal modo unânimes 
na oração, na caridade e na procura da verdade, 
que sejamos dignos de alcançar, 
como uma nova efusão do Espírito, 
o dom precioso da UNIDADE. 
Assim poderá tornar-se realidade o que Jesus, 
na noite da Ceia, pediu ao Pai: 
'que sejam perfeitos na unidade, 
e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, 
como amaste a mim'. 
Amém."

(São João Paulo II)




Disse Jesus...



... a quem blasfemar contra o Espírito Santo,
isso não lhe será perdoado.

(Lucas 12,10b)



domingo, 5 de abril de 2015

A ciência do Amor

Ciência do amor, oh! sim, tal palavra repercute, suavemente, ao ouvido de minha alma. Não desejo outra ciência senão esta. Depois de dar por ela todas as minhas riquezas, acho, como a esposa dos Cantares, que não dei nada... Compreendo, perfeitamente, que só o amor nos pode tornar agradáveis ao Bom Deus, sendo esse amor o único bem que ambiciono. Jesus se compraz em apontar-me o único caminho que conduz a essa fornalha divina. O caminho é o abandono da criancinha que adormece sem temor nos braços de seu pai... "Todo aquele que é pequenino, venha a mim", disse o Espírito Santo por boca de Salomão, e o mesmo Espírito de Amor declarou ainda que "com os pequeninos se usará de comiseração".

Em seu nome, revela-nos o profeta Isaías que, no último dia, "o Senhor conduzirá seu rebanho às pastagens, reunirá os cordeirinhos e os aconchegará contra o peito". E como se todas estas promessas não bastassem, o mesmo profeta, cujo olhar inspirado já se embebia nas profundezas da eternidade, apregoa em nome do Senhor: "Como uma mãe acarinha seu filhinho, assim vos consolarei, carregar-vos-ei ao peito, acariciar-vos-ei ao peito, acariciar-vos-ei no regaço".

Diante de tal linguagem, nada se pode fazer senão emudecer e chorar de gratidão e amor... Oh! Se todas as almas débeis e imperfeitas sentissem o que sente a mais pequena de todas as almas, a alma de vossa Teresinha, nenhuma delas se desesperaria de atingir o cume da montanha do amor, visto que Jesus não exige grandes feitos, mas unicamente o abandono e a gratidão, pois declarou no Salmo 49: "Não tenho precisão dos bodes de vossos rebanhos, porque todas as feras das selvas me pertencem, os milhares de animais que vivem nos montes. Conheço todas as aves das montanhas... Se tiver fome, não será a ti que o direi, porque minha é a terra e tudo que nela se contém. Serei, por acaso, obrigado a comer carne de touros e a beber sangue de cabritos? ... IMOLAI A DEUS SACRIFÍCIOS DE LOUVOR E DE AÇÕES DE GRAÇAS".

Eis aí tudo o que Jesus exige de nós. Não precisa de nossas obras, mas unicamente de nosso amor, pois o mesmo Deus declara não ter necessidade de dizer-nos, quando está com fome, não se corre de mendigar um pouco de água à Samaritana. Tinha sede... Mas, quando disse: "dai-me de beber", era o amor de sua pobre criatura que o Criador do Universo reclamava. Tinha sede de amor... Oh! sinto mais do que nunca, Jesus está com sede. Entre os discípulos do mundo, só encontra ingratos e indiferentes; entre seus próprios discípulos, infelizmente, só encontra poucos corações que a Ele se entreguem sem reserva, que compreendam toda a ternura de seu amor infinito.

Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Sexta-Feira da Paixão do Senhor



Há mortes e mortes! Fatalidades, doenças, idade, heroísmo. Mas há uma, a única, morte redentora. Todas as pessoas que se aventurarem na entrega pelo bem dos outros hão de contemplar o Cristo em sua morte de Cruz. Ele amou até o fim!
 
- Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos
- Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo
 
 
 
Retiro Popular 2015, D. Alberto Taveira
 
 



sábado, 21 de março de 2015

Acreditar...



Acreditar não significa estar livre 
de momentos difíceis, 
mas ter a força para os enfrentar 
sabendo que não estamos sozinhos. 

(Papa Francisco) 



domingo, 28 de dezembro de 2014

As lições de Nazaré

Nazaré é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus: a escola do Evangelho.
Aqui se aprende a olhar, a escutar, a meditar e penetrar o significado, tão profundo e tão misterioso, dessa manifestação tão simples, tão humilde e tão bela, do Filho de Deus. Talvez se aprenda até, insensivelmente, a imitá-lo.
Aqui se aprende o método que nos permitirá compreender quem é o Cristo. Aqui se descobre a necessidade de observar o quadro de sua permanência entre nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo de que Jesus se serviu para revelar-se ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem um sentido.
Aqui, nesta escola, compreende-se a necessidade de uma disciplina espiritual para quem quer seguir o ensinamento do Evangelho e ser discípulo do Cristo.
Ó como gostaríamos de voltar à infância e seguir essa humilde e sublime escola de Nazaré! Como gostaríamos, junto a Maria, de recomeçar a adquirir a verdadeira ciência e a elevada sabedoria das verdades divinas.
Mas estamos apenas de passagem. Temos de abandonar este desejo de continuar aqui o estudo, nunca terminado, do conhecimento do Evangelho. Não partiremos, porém, antes de colher às pressas e quase furtivamente algumas breves lições de Nazaré.
Primeiro, uma lição de silêncio. Que renasça em nós a estima pelo silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito; em nós, assediados por tantos clamores, ruídos e gritos em nossa vida moderna barulhenta e hipersensibilizada. O silêncio de Nazaré ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor das preparações, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê no segredo.
Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, sua comunhão de amor, sua beleza simples e austera, seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré o quanto a formação que recebemos é doce e insubstituível: aprendamos qual é sua função primária no plano social.
Uma lição de trabalho. Ó Nazaré, ó casa do “filho do carpinteiro”! É aqui que gostaríamos de compreender e celebrar a lei, severa e redentora, do trabalho humano; aqui, restabelecer a consciência da nobreza do trabalho; aqui, lembrar que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que sua liberdade e nobreza resultam, mais que de seu valor econômico, dos valores que constituem o seu fim. Finalmente, como gostaríamos de saudar aqui todos os trabalhadores do mundo inteiro e mostrar-lhes seu grande modelo, seu divino irmão, o profeta de todas as causas justas, o Cristo nosso Senhor.

(Alocução do papa Paulo VI, pronunciada em Nazaré a 5 de janeiro de 1964)


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

É preciso ter esperança


Quando pensarmos no fim, com todos os nossos pecados, com toda a nossa história, pensemos no banquete que gratuitamente nos será dado e levantemos a cabeça. Nada de depressão. Esperança! Mas a realidade é ruim. Há tantos e tantos povos, cidades e pessoas, tanta gente que sofre; tantas guerras, tanto ódio, tanta inveja, mundanidade espiritual e corrupção. Sim, é verdade! Tudo isso cairá! Mas peçamos ao Senhor a graça de sermos preparados para o banquete que nos espera, com a cabeça sempre erguida.


Papa Francisco