quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Pai, começa o começo!




Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: `Pai, começa o começo!´. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo, e há anos (muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, ao menos, "começar o começo" de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas `tangerinas´ são outras. Preciso `descascar´ as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis...

Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para `começar o começo´ era o que me dava certeza que conseguiria chegar até o último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus: `Pai, começa o começo!´. Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que o Amor Eterno de Deus nos acolhe sempre que for preciso: `Pai, começa o começo!´.

(Fonte: Internet. Autor desconhecido)

O seu problema tem solução



“Tira, Jerusalém, tua roupa de luto e humilhação
e veste para sempre a formosura gloriosa,
daquela glória que vem de Deus”

(Br 5,1)

******

Pense: você está vivendo uma vida de tristeza?

Se a sua resposta for afirmativa, cuidado! A autopiedade o leva a olhar para as suas feridas e cultivá-las. Então, pouco a pouco, você se convence de que não consegue mudar aquilo que o incomoda e se conforma. Não, meu irmão, minha irmã! Tire as vestes de luto e miséria; vista-se, para sempre, dos adornos e enfeites da glória de Deus!

Coragem! Qualquer que seja o seu problema, ele tem solução, porque Deus o ama e o fez para viver o amor.

Ame-se, pois só assim conseguirá amar os outros.


Do Livro “Deus Fala com Você”, de Marina Adamo

Não te detenhas!




Essa ordem que Deus deu a Lot é também uma ordem que Ele, continuamente, dá a cada um de nós. Não se deter na planície significa não se agarrar às coisas pequenas, não perder tempo com coisas insignificantes, não se deixar abater pelos problemas e pelas dificuldades.

A vida é como andar de bicicleta: se parar, cai, pois o equilíbrio vem do pedalar. O mesmo ocorre com os aviões. Se param, caem. O que sustenta seu equilíbrio é o movimento dos motores.

É bom observar que a bicicleta tem duas rodas e um guidão, ou seja, o equilíbrio depende também de uma direção bem determinada. Quem não tem uma meta facilmente se cansa. É preciso saber para onde ir e ser persistente nessa direção.

Quem estaciona na planície, além de ver apenas o lado negativo de tudo, enxerga com lente de aumento. Já quem não tem outros horizontes, só vê o obstáculo e, como se aproxima muito dele, acaba se sentindo pequeno demais para vencê-lo. Essa atitude é alimentada pela acomodação, que muitas vezes é vista como um valor. Jesus disse que o Reino dos céus é dos violentos. Creio que seja este o grande sentido dessa revolucionária palavra de Jesus: é preciso lutar, com garra, para se conquistar o Reino.

O Reino deve ser nossa grande meta. Quem não tem uma meta definida para em qualquer obstáculo. Quem não sabe para onde vai, e o porquê de sua caminhada, não chega a lugar nenhum. O mesmo ocorre com quem persegue duas metas ao mesmo tempo: não atingirá uma e a outra se perderá.

O ser humano é chamado a ser grande. No projeto de Deus, o ser humano foi criado para ser o senhor da natureza e de todas as coisas desse mundo.

Fonte: Livro “Buscai as Coisas do Alto”, Pe. Léo

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

#JMJ2013

O dom das lágrimas



Há pessoas que têm o dom de consolar e de levar a beleza por onde elas passam... parece que carregam na boca um pedaço do céu e os seus rostos têm a clareza e o frescor de uma manhã de sol. Não nos enganemos: tornaram-se assim à custa de muitas lágrimas. Formaram-se na escola do sofrimento. São frascos de perfume que, quebrados pela vida, exalam a mais encantadora fragrância: o amor.

A Palavra de Deus fala de um tipo de oração feita entre “lágrimas” que é poderosíssima. Isso por se tratar de um dom do Espírito Santo. É uma oração eficaz que Deus atende prontamente. Por isso está escrito: “Roguemos ao Senhor com lágrimas que nos conceda a sua misericórdia como lhe aprouver, para que assim como se perturbou o nosso coração com o orgulho dos inimigos, do mesmo modo encontraremos glória em sua humilhação” (Jt 8,17). Deus tem o poder de transformar em vitória a humilhação que vivemos no momento presente. O choro nos esvazia na presença do Senhor e, quando um coração está vazio de si mesmo, Deus o encherá. É a humildade que atrai o Senhor ao nosso encontro.

No dom das lágrimas, Deus cura o coração ferido pelo pecado, purifica-o e fortalece-o contra todo mal e toda tentação. Trata-se de um favor, um dom que Deus concede de graça, um benefício que Ele dá e que tem o poder de tornar a pessoa liberta. Esse dom tem a força de devolver a felicidade aos que se perderam de Deus e mergulharam nas trevas da tristeza. É uma graça especial e firme de intercessão que age em nós para salvar as pessoas.

Por incrível que pareça, quando falo do dom das lágrimas, vejo que muitas pessoas se surpreendem. Não sabiam de sua existência. Não o conheciam como um dom. Mas, mesmo sem saber dar-lhe um nome, muitos cristãos, no mundo inteiro, o conhecem muito bem, porque o possuem, vivem, experimentam e o aplicam em sua vida a cada dia. Basta participar de um bom grupo de oração carismático para ver que o Espírito Santo continua distribuindo os seus carismas com o mesmo zelo e força do princípio da Igreja.

A Sagrada Escritura revela: quando Deus toca em alguém, há uma comoção tão profunda na alma da pessoa que ela chora. O carisma das lágrimas é um dom simples e humilde do Espírito Santo, que traz em si uma força salvadora. Enquanto o demônio, pelo orgulho, conduz à perdição, Deus, pela humildade das lágrimas, salva da morte e do desespero. Ele desperta esse carisma no coração de uma pessoa quando quer torná-la melhor, mais santa. São muitos os bens que o Espírito Santo realiza na vida daqueles a quem deu esse dom. Mas a graça só acontece se a pessoa o acolher com reconhecimento.

Fonte: Livro “O Dom das Lágrimas”, Márcio Mendes

Seduziste-me





SEDUZISTE-ME, SENHOR
(Eliana Ribeiro)

Ó morte, morte pra esta vida terrena,
te desejo.
Ó vida que a cruz de Cristo, lhe resigna,
te desejo.

Seduziste-me Senhor,
e eu me deixei seduzir.
Tua força é bem maior do que eu.
Submete-me, vença-me. (bis)

Me despojo.
Tudo que é meu a ti entrego, nada quero ter,
Da pobreza,
Leve quero ser em teus braços, só a ti possuir.

Seduziste-me Senhor,
e eu me deixei seduzir.
Tua força é bem maior do que eu.
Submete-me, vença-me. (bis)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Quem são os anjos



Os anjos são uma realidade de fé. São servidores e mensageiros de Deus, pois “contemplam constantemente a face de meu Pai que está nos céus” (cf. Mt 18,10), diz Jesus. Mas também são poderosos executores da sua Palavra, obedientes ao som dela (cf. Sl 103,20). O Catecismo da Igreja Católica nos diz:

“Eles aí estão, desde a criação e ao longo de toda a História da Salvação, anunciando de longe ou de perto esta salvação e servindo ao desígnio divino de sua realização: fecham o paraíso terrestre, protegem Lot, salvam Agar e seu fi1ho, seguram a mão de Abraão, comunicam a lei por seu ministério, conduzem o povo de Deus [...]."

Os Evangelhos e toda a vida de Jesus são marcados pela presença dos anjos; e tanto a vida dos apóstolos como a dos primeiros cristãos experimentam a mesma graça, porque, de fato, os anjos estão em nossas vidas. Todos precisaram deles, Pedro não foi uma exceção, nem Paulo, nem Maria; nem tampouco Zacarias ou João Batista. E por que Jesus precisou dos anjos? É simples! Porque, além da sua divindade, Jesus era homem e, como homem, também tinha um caminho a seguir, uma missão a realizar.

No Livro do Êxodo lemos: “Mandarei um anjo à tua frente, para que te guarde pelo caminho e te introduza no lugar que eu preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde; ele não suportará vossas rebeliões, pois nele está o meu nome. Mas se de fato ouvires sua voz e fizeres tudo quanto te disser, eu serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários” (Ex 23,20-22)

É Deus quem fala: “Mandarei um anjo à tua frente para que te guarde pelo caminho e te introduza no lugar que eu preparei”. Não nos resta nenhuma dúvida: Deus nos preparou o Céu. O caminho, então, não é uma estrada para o sucesso.  É muito mais! O anjo estão ao nosso lado para nos proteger, amparar e nos conduzir para o lugar que Deus preparou, e este lugar é o Céu; é o próprio Deus.

Anjo não é uma história, nem conto de fadas; é um espírito celeste e com personalidade própria. Eles são muitos e diferentes uns dos outros; exatamente como nós que, como pessoas, somos diferentes uns dos outros e temos personalidades distintas. Porém, são superiores a nós, pois não precisam de um corpo e, assim, não estão sujeitos às limitações que nosso corpo nos impõe.

Etimologicamente, anjo significa mensageiro, o que, como afirma Santo Agostinho, indica a função e não a natureza. Os anjos podem ser definidos como “substâncias intelectuais, puramente espirituais, criadas por Deus e superiores aos homens”. Sendo “puros espíritos”, não possuem um corpo, embora certos padres e escritores eclesiásticos tenham lhes atribuído certa corporeidade.

Com base na Escritura e na tradição, a Igreja definiu como “verdade de fé” não apenas a existência dos anjos, mas também sua criação. A Sagrada Escritura, e especialmente São Paulo, que evoca a tradição, informa-nos que os anjos são distribuídos em nove hierarquias: Querubins, Serafins,Tronos, Dominações, Virtudes, Potestades, Principados, Arcanjos e Anjos.

No próprio ato da criação, os anjos foram “elevados à ordem sobrenatural”, mas nem todos perseveraram nela. São Tomás de Aquino ensina que não apenas é diferente dos outros, mas também constitui, por si, uma “espécie”. Ainda de acordo com ele, os anjos estão presentes em determinados lugares, e não alhures, onde executam sua ação específica.

Fonte: Livro “Anjos – Companheiros do dia a dia”, Mons. Jonas Abib