sexta-feira, 23 de março de 2012

Quando só Deus é a resposta



“Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus. Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18,19-20).




Por que eu perco todas as pessoas que amo?
Por que as coisas nunca dão certo para mim?
Por que eu estou passando necessidades?
Por que eu estou sofrendo?
Por que me sinto tão infeliz?
Por que eu fui traído?
Por que tive de passar por todas aquelas coisas quando era criança?

Essas e outras perguntas levaram muitas pessoas ao desespero. Há momentos da nossa vida em que a dor é tão aguda que nada parece responder às necessidades que temos. Onde encontrar a resposta que faz calar o coração?

Nem sempre as perguntas podem ser respondidas com palavras. Há casos cuja solução é humanamente impossível, como por exemplo, a morte de alguém ou uma doença incurável. Essa é a hora em que só Deus é a resposta.

A resposta pode ser um milagre. Ela existe! Mas cada pessoa precisa buscá-la pessoalmente, e o lugar do encontro é a oração. Deus pode e quer nos dar tudo do que necessitamos para ser felizes. Se muitas vezes não recebemos é porque não pedimos — temos dificuldade de acreditar que Ele nos atenderá.

Deus não nos quer atender se não tivermos a certeza de ser atendidos por Ele: “Tudo é possível ao que crê”. Não há limites! Para Deus, tudo é possível. Se os nossos problemas nos superaram, não superam a Deus. Se perdemos o domínio da situação, Deus não perdeu. Ele é o Senhor de tudo e de todos.

A oração é uma chave que abre as portas do Céu. Deus se comprometeu conosco e empenhou a Sua Palavra, já não pode voltar atrás. Ainda que os montes se abalem e as colinas mudem de lugar, Ele permanecerá fiel. Mesmo que passem o Céu e a Terra, Ele não abandonará você! Deus o ama e por isso lhe é fiel. Ele sabe do que você precisa e vem em seu socorro neste exato momento.

Não são poucas as pessoas que custam a crer que Deus vai ajudá-las; até acreditam que Ele é bom, acreditam também que é poderoso para fazer o que quiser. Pensam e aceitam que Deus fará bem a toda gente, mas não conseguem acreditar que o fará a elas. Na verdade, não se sentem amadas por Ele.

Se lhes perguntamos o porquê, a resposta não demora a vir: “Depois de tudo o que já fiz na vida… Eu não mereço… Os meus pecados são muitos”… A Palavra nos garante: “Se formos infiéis… ele continua fiel, e não pode desdizer-se” (2Tm 2,13b).

Ainda que tenhamos pecado e caído na infidelidade, Deus continua ao nosso lado e nos convida a voltar para Ele a fim de recebermos Seu amor. Ele veio para os pecadores e para os doentes, veio para quem precisa dEle.

E você?? Precisa de Deus??

O Senhor o ama e quer demonstrar o quanto. Permita que aconteça! Aproxime-se dEle confiantemente, pela oração, e verá o que realmente é verdade. Vive bem quem reza bem! Abra seu coração para ser amado e amar por meio da oração. Agora é um bom momento para começar esta nossa caminhada de oração, e se você já a começou será ainda melhor. Poderá lançar mais profundamente suas raízes no terreno fértil, úmido e quente de uma conversa amorosa com Deus.

Do livro “Quando só Deus é a resposta”, Márcio Mendes

Santo Anjo do Senhor

“Não poderá te fazer mal a desgraça,
nenhuma praga cairá sobre tua tenda.
Pois ele dará ordem a seus anjos
para te guardarem em todos os teus passos.”

(Sl 51,12)

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Que linda promessa!

Se você está sob a proteção de Deus, os anjos estão ao seu lado.

Já conversou com o seu anjo da guarda hoje?

Reze assim:

Santo Anjo do Senhor,

Meu zeloso guardador,

Se a ti me confiou a piedade divina,

Sempre me rege, me guarda,

Me governa, me ilumina.

Amém!




Do Livro “Deus Fala com Você”, de Marina Adamo

quinta-feira, 22 de março de 2012

O diabo: esperto e experto


Se alguém duvida da existência do diabo talvez seja porque nunca foi vítima de assaltos e estupros, roubos e sequestros, mentiras e calúnias, torturas físicas e psicológicas – ou de qualquer outra injustiça. Ou então uma pessoa que não tem filhos drogados nem cônjuges alcoólatras. Alguém que não precisa passar horas, dias e meses nas filas de espera ou nos corredores de um hospital. Por fim – para não prolongar a ladainha e a procissão – quem ainda não foi atingido pela corrupção generalizada e institucionalizada que oprime em toda a parte.

Em matéria de maldade e depravação, o ser humano parece não ter limites, superando qualquer outro animal. A hecatombe perpetrada durante a 2ª Guerra Mundial por Hitler, sobretudo – mas não só – à custa de judeus e de cristãos, amordaçando a consciência de um povo culto e desenvolvido como era o alemão, prova que não estava equivocado o rei Davi ao declarar: «Prefiro cair nas mãos de Deus, cuja misericórdia é imensa, do que nas mãos dos homens» (1Cr21,13).

Ante o sangue derramado ao longo da história – tanto que, até há poucos anos, o que ela narrava, eram sobretudo guerras e de revoluções – e diante dos sete vícios capitais que ofuscam e oprimem a existência e as relações humanas, parece difícil negar a existência de uma raiz iníqua, uma fonte contaminada, personificação do erro e do mal, numa palavra, do “Maligno”.

Sobre ele, a Igreja é sóbria e incisiva, como atesta o “Catecismo da Igreja Católica”, publicado pelo Papa João Paulo II, a 15 de agosto de 1997: «Por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma voz sedutora que se opõe a Deus e que, por inveja, os faz cair na morte. A Escritura e a Tradição da Igreja veem neste ser um anjo destronado, chamado Satanás ou Diabo. A Igreja ensina que ele tinha sido anteriormente um anjo bom, criado por Deus».

Provavelmente, esta doutrina se fundamenta num texto do Apocalipse: «Aconteceu uma batalha no céu: Miguel e seus anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou juntamente com seus anjos, mas foi derrotado, e no céu não houve mais lugar para eles. Esse grande Dragão é a antiga Serpente, que seduz todos os habitantes da terra» (Ap 12,7-9).

Para Jesus, duas são as definições que melhor traduzem a identidade e a atividade do “Tentador”. Primeiramente, ele é o “pai da mentira” (Jo 8,44), já que, ao longo da história, o que ele melhor faz é enganar as pessoas: «No dia em que comerem deste fruto, seus olhos se abrirão e vocês se tornarão como deuses, decidindo o que é bem e o que é mal» (Gn 3,5). É o que ele continua fazendo todos os dias, com experiência e resultados cada vez maiores...

Outra característica vista por Jesus no Demônio é de ser “assassino desde o início” (Jo 8,44). De fato, se existe na atualidade uma prova que mais fala da existência e do poder do Diabo é o clima de maledicência, discórdia, violência e vingança que medra em todos os ambientes e em toda a parte.

Na véspera de sua morte, Jesus rezou ao Pai por seus discípulos: «Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal» (Jo 17,15). Na oração do “pai-nosso”, aparece o mesmo pedido: «Não nos deixes cair na tentação, mas livra-nos do mal» (Mt 6,13). Em ambas as citações, “mal” e “Maligno” se identificam, já que todos os que são levados pelo mal, o fazem porque seduzidos pelo Maligno.

Costuma-se dizer que a grande vitória alcançada pelo Demônio no século XX foi a de fazer crer que ele não passa de uma invenção... «Se Deus não existe, tudo é permitido», escreveu Dostoiévski. Mas, se isso acontece com Deus, muito mais com o Diabo. Ele age sorrateiramente, «disfarçando-se em anjo da luz» (2Cor 11,14), confundindo e invertendo os valores. O pecado passa a atrair mais do que a virtude. A liberdade é transformada em devassidão. A sabedoria é substituída pela esperteza. O dever pelo prazer. O ser pelo ter. O amor pelo ódio.

Para o apóstolo São João, «quem comete o pecado é escravo do Diabo – o pecador desde o princípio – mas o Filho de Deus veio ao mundo para destruir as obras do Diabo» (1Jo 3,8). Quem tem Deus, não teme o Demônio: «Se Deus é por nós, quem será contra nós?» (Rm 8,31). O Diabo só existe e tem poder nas pessoas e ambientes donde Deus foi banido...

Dom Redovino Rizzardo

quarta-feira, 21 de março de 2012

Páscoa: a nossa maior festa

Já estamos iniciando a quarta semana da Quaresma, tempo conversão e de preparação para a Páscoa. Mas, como tem sido nossos dias? Estamos, realmente, nos preparando para a maior festa da nossa fé? O artigo a seguir nos ajuda a refletir sobre esse tema.

Pergunte a qualquer criança de sete anos que esteja na catequese: “Qual é a festa mais importante da Igreja?”. Muito provavelmente ela responderá: “É o Natal!”. Talvez até mesmo você, leitor, também teria dado esta resposta. Mas será que o Natal é mesmo a festa mais importante da Igreja?

O Sagrado Magistério da Igreja nos ensina que “em cada semana, no dia que a Igreja passou a chamar 'dia do Senhor', ela recorda a ressurreição de Cristo, celebrando-a uma vez por ano, juntamente com sua sagrada paixão, na solenidade máxima da Páscoa” (Concílio Vaticano II, Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia, nº 102) e que, portanto, “a Páscoa não é simplesmente uma festa entre outras: é a festa das festas, a solenidade das solenidades” (Catecismo da Igreja Católica, nº 1169).

A salvação da humanidade começou a acontecer no mistério da Encarnação do Verbo, celebrado no Natal. Mas a consumação dessa salvação aconteceu no mistério da Ressurreição do Senhor, celebrado na Páscoa!

Nós realmente temos dado a devida importância para esta solenidade? Na sua realidade, como é a celebração do Tríduo Pascal? Certamente, milhares de pessoas vão à Igreja celebrar a Paixão do Senhor na Sexta-Feira Santa, com as belíssimas procissões do Encontro e do Senhor Morto. Mas quantas destas pessoas comparecem à Vigília Pascal para celebrar a Ressurreição do Senhor?

A Páscoa, muito mais do que troca de ovos de chocolate, é a celebração máxima da nossa fé: “se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Com efeito, por um homem veio à morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. Como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos serão vivificados, para que Deus seja tudo em todos!” (cf. 1Cor 15, 17.20-22.28).

Nesta reta final da Quaresma, façamos atos concretos de preparação para celebrar a Páscoa. Além da penitência, oração e jejum, coloquemos em prática um gesto muito nobre de caridade: instruir os que estão no erro (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº 2447) a respeito da importância da Páscoa, para a qual se dirige todo o esforço quaresmal. Isso pode ser feito através da catequese, de formações, de pregações... enfim, em qualquer lugar onde dois ou mais estiverem reunidos em nome do Senhor! (cf. Mt 18,20).

João Paulo Veloso, Coordenador Nacional do Ministério para Seminaristas
www.rccbrasil.org.br

terça-feira, 20 de março de 2012

Utilidade das contrariedades

É vantajoso suportar, de quando em quando, algumas penas e contrariedades, porque elas chamam o homem à compreensão de si mesmo, fazendo-o reconhecer que está exilado neste mundo e que não deve colocar a sua esperança em alguma coisa da terra.

É bom padecermos de contradições algumas vezes e que os homens pensem mal ou pouco favoravelmente de nós, ainda que atuemos bem e tenhamos boa intenção. Estas coisas, muitas vezes, ajudam-nos a sermos humildes e nos defendem da presunção.

Com efeito, procuramos mais a Deus como testemunha de nossa consciência, quando somos desprezados pelos homens ou pensam mal de nós.

Por isso, deveria o homem confiar de tal modo em Deus, que não fosse necessário buscar muitas consolações humanas.

Quando o homem de boa vida é atribulado, ou tentado, ou combatido por maus pensamentos, então conhece ter de Deus maior necessidade, experimentando que sem ele não pode fazer coisa boa.


Do Livro “Imitação de Cristo”

segunda-feira, 19 de março de 2012

Imagem e semelhança

Dia de São José - Simplesmente José!



SIMPLESMENTE JOSÉ
(Mensagem Brasil)
 
Eu tão simples, tão pequeno, um carpinteiro e nada mais.
Mas meu Deus olhou pra mim e me escolheu pra ser pai do Filho Seu.
Eis-me aqui, faça-se em mim o Teu querer,
Sou Teu José, simples José e nada mais.


Eu tão simples, tão pequeno, um carpinteiro e nada mais.
Mas meu Deus olhou pra mim e me escolheu pra ser pai do Filho Seu.
Eis-me aqui, faça-se em mim o Teu querer,
Sou Teu José, simples José e nada mais.


Eu sou escravo de Tua promessa, feito pra amar até o fim.
Eu sou escravo de Tua promessa e sou feliz vivendo assim.


Eu tão simples, tão pequeno, um carpinteiro e nada mais.

Pois sou escravo de Tua promessa, feito pra amar até o fim.
Eu sou escravo de Tua promessa e sou feliz vivendo assim.