sábado, 19 de maio de 2012

Quando chega a tempestade

Os mais limpos e belos dias só chegam depois de terem sido lavados e polidos por duras noites de chuva. As tempestades sulcam a terra, ferem-na, reviram-na, lavam e levam tudo o que é velho, sujo e de raízes fracas. Mas onde há tempestade sempre encontraremos vida, árvores robustas, solo verdejante e ares de limpeza. 

As provações são as tempestades do coração. Todas as vezes que nos depararmos com violentas chuvas de aflição, nuvens carregadas de tristeza e ventos de sofrimento, encontraremos corações lavados, polidos e abastecidos com a verde relva da misericórdia de Deus. Depois da tempestade, Deus sempre faz despontar o sol de seu amor; se por um tempo estivemos no escuro não tardará em nos deliciarmos sob o calor de seus raios.

Por isso se aflição for demais e se você descobrir em sua alma um ninho de dor que o angustia, não se desespere; porque o sol não caiu do céu, apenas está escondido atrás de algumas nuvens; estas nuvens vão passar. Acredite: a tempestade não é o fim.

Uma bela surpresa só tem sua graça se for preparada às escondidas, o sol oculto atrás das nuvens  prepara, longe dos nossos olhos, um dia ainda mais belo, cheio de fecundo calor, alegre por tantas cores e distintos perfumes. 

Se Deus por um momento lhe pareceu oculto aos olhos do coração, não pense que Ele se esqueceu de você; é que Ele também tem suas surpresas. Apressar certos tempos é estragar as mais belas surpresas de Deus. Confie! A resposta de Deus nunca chega tarde demais. Se Ele tem demorado um pouco é para que você o deseje, e desejando-o, ame-o mais.

A espera faz nascer a confiança, a confiança é mãe da amizade e os amigos de Deus nunca perecem.

Márcio Mendes, Missionário da Comunidade Canção Nova

Sobre as imagens de Maria

Tenho três imagens de Maria no meu estúdio e no meu quarto; uma delas é Fátima, outra é Aparecida e outra que tem o título de N. Senhora das Graças.

Vou dizer aos católicos evangélicos como eu as uso. De cada dez vezes que as vejo umas quatro ou cinco eu me lembro de pedir a Maria, a quem elas retratam, que lá no céu, junto a seu filho, ore por mim.

As imagens de Maria me ajudam a pensar nela. Por isso está estrategicamente nos 3 lugares onde mais fico.

Mas lá também há uma Bíblia e um crucifixo. Faço a mesma coisa quando os vejo. Para mim aqueles livros, aquele crucifixo e aquelas imagens me ajudam a orar não me atrapalham em nada porque não sou bobo, nem idólatra. Eu sei o que fazer com as facas na cozinha e sei o que fazer com as imagens. Se usasse mal das facas seria um assassino, se usasse mal das imagens seria idólatra.

Como Deus permitiu e até mandou fazer imagens e só proibiu o uso idolátrico, delas, eu tranquilamente uso imagens como sinais.

Sou um cristão esperto e estudioso. Se era permitido aos israelitas olhar uma serpente para ser sábio no deserto porque haveria de ser proibido olhar um crucifixo ou uma imagem de Maria?

Jesus e Maria nos valem mais de que uma serpente? Os santos valem mais do que uma coluna?

Os israelitas não adoravam aquela cobra de bronze, mas os gestos os aproximava do Deus que cura.

Eu também não adoro aquelas imagens.

Sim eu tenho imagens. E sei que não sou idólatra. Mas sei o que dizer ao irmão que insistir em me acusar de idólatra porque tenho imagens. Direi a ele que calúnia é pecado.

Julgar e condenar e caluniar um irmão leva para o inferno. Está lá na Bíblia que ele usou contra mim. Pena que não leu tudo. Porque se tivesse lido direito descobriria que é permitido e até aconselhado Ter imagens, desde que a gente não as adore!

Por Pe. Zezinho SCJ
Fonte: http://www.padrezezinhoscj.com

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mensagem para meus netos

Filhos de meus filhos, o que representam para mim...? Tudo.

É a continuação.

Temos o privilégio de vê-los crescer, lindos e alegres, pois a mocidade é de uma beleza rara, mas com o passar do tempo vai definhando aos poucos. Falo assim porque um dia fui jovem e às vezes me sentia bonita, até que o espelho começou a mostrar-me a outra face.

Descobri que temos uma beleza dentro de nós, dada por Deus, que não acaba: a beleza interior, que deve ser lapidada como um brilhante. Precisamos muito deste brilhante lapidado para crescermos materialmente e interiormente.

Eis o caminho:

Crer em Deus sobre todas as coisas;
Acreditar em si mesmo;
Ser caridoso, perdoar para ser perdoado;
Dizer mil vezes não às drogas, à bebida, ao fumo e as más companhias.

Este é o recado de seus avós.

Quando estiverem inseguros, leiam esta mensagem. Pode ser a solução para as suas dúvidas e incertezas.

Com carinho,
Joel e Terezinha
Em 20/11/1999

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Luz na escuridão

Um dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e selas. Quando crescesse, queria ser igual ao pai. Tentando imitá-lo, tomou um instrumento pontudo e começou a bater numa tira de couro. O instrumento escapou da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo. Logo mais, uma infecção atingiu o olho direito e o menino ficou totalmente cego. Com o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e ele não se lembrava mais das cores.

Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro. Ia para a escola e todos se admiravam da sua memória. De verdade, ele não estava feliz com seus estudos. Queria ler livros. Escrever cartas, como os seus colegas.

Um dia, ouviu falar de uma escola para cegos. Aos dez anos, Louis chegou a Paris, levado pelo pai e se matriculou no instituto nacional para crianças cegas. Ali havia livros com letras grandes em relevo. Os estudantes sentiam, pelo tato, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases. Logo o jovem Louis descobriu que era um método limitado. As letras eram muito grandes. Uma história curta enchia muitas páginas. O processo de leitura era muito demorado. A impressão de tais volumes era muito cara. Em pouco tempo o menino tinha lido tudo que havia na biblioteca.

Queria mais. Como adorava música, tornou-se estudante de piano e violoncelo. O amor à música aguçou seu desejo pela leitura. Queria ler também notas musicais.
Passava noites acordado, pensando em como resolver o problema. Ouviu falar de um capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler mensagens no escuro. A escrita noturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel. Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos, ler sem precisar de luz. Ora, se os soldados podiam, os cegos também podiam, pensou o garoto. Procurou o capitão Barbier que lhe mostrou como funcionava o método. Fez uma série de furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o pequeno.

Noite após noite e dia após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoando-o. Suportou muita resistência. Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão dos livros com as letras em relevo. Não queriam que tudo fosse por água abaixo. Com persistência, Louis Braille foi mostrando seu método. Os meninos do instituto se interessavam. À noite, às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender. Finalmente, aos 20 anos de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a seis pontos.

O método Braille estava pronto. O sistema permitia também ler e escrever música. A ideia acabou por encontrar aceitação. Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo: "Tenho certeza de que minha missão na Terra terminou." Dois dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu. Nos anos seguintes à sua morte, o método se espalhou por vários países. Finalmente, foi aceito como o método oficial de leitura e escrita para aqueles que não enxergam. Assim, os livros puderam fazer parte da vida dos cegos. Tudo graças a um menino imerso em trevas, que dedicou sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da visão física.

Há quem use suas limitações como desculpa para não agir nem produzir. No entanto, como tudo deve nos trazer aprendizado, a sabedoria está, justamente, em superar as piores condições e realizar o melhor para si e para os outros.

Todas as coisas são boas

Todas as obras do Senhor são magníficas, todas as suas ordens são executadas pontualmente. Não é preciso dizer: "O que é isto? Por que aquilo?" Porque tudo deve ser estudado a seu tempo: À sua palavra a água para e se ajunta, á sua voz são formados reservatórios de água.Sob sua ordem tudo o que deseja é realizado e não há quem limite seu gesto de salvação. Diante dele estão todas as obras dos homens, nada estará oculto a seus olhos. Vê de eternidade a eternidade, nada é extraordinário para ele. Não é preciso dizer: "O que é isto? Por que aquilo?" Porque tudo foi criado para uma destinação. A sua bênção transborda como um rio e inunda a terra como um dilúvio, assim também ele dá às nações a sua cólera em herança, como mudou as águas em sal. Para os piedosos os seus caminhos são retos, mas para os maus são cheios de obstáculos. Desde o começo as coisas boas foram criadas para os bons, assim como os males para os pecadores. Para a vida do homem as coisas mais necessárias são a água, o fogo, o ferro e o sal, a farinha de trigo, o leite e o mel, o sumo da uva, o óleo e a veste. Tudo isso é um bem para os bons, para os pecadores isso é um mal. Há ventos que foram criados para castigo e no seu furor são um flagelo, no momento final desencadeiam a sua violência, e saciam o furor do seu Criador.  Fogo e granizo, fome e morte, tudo isso foi criado para punição. Os dentes das feras, os escorpiões e as víboras, a espada vingadora para ruína dos ímpios, à sua ordem, alegram-se: foram colocados na terra em caso de necessidade, no momento oportuno não transgridem a sua ordem.  

Por isso desde o princípio me decidi; refleti e o escrevi: "Todas as obras do Senhor são boas, ele supre toda necessidade na hora devida.  Não se pode dizer: 'Isto é pior do que aquilo', porque tudo, no seu tempo, será reconhecido bom. E agora, de todo coração, a toda voz, cantai, bendizei o nome do Senhor."

(Eclesiástico 39,16-35)



quarta-feira, 16 de maio de 2012

É o Senhor quem me sustenta e protege


“Ó Senhor, és minha defesa, és a minha glória” (Sl 3,4)

Quando temos a coragem de viver e fazer a vontade de Deus, podemos dizer, sem medo, que o Senhor nos sustenta e protege.

Nem sempre a vontade dEle se manifesta como gostaríamos ou imaginamos, mas o segredo está em acolhê-la e render-se a ela de coração.

O caminho certo para a santidade é fazer a vontade de Deus a cada momento da nossa vida. Essa é a via mais segura para que consigamos lutar e alcançá-la.

Peçamos hoje ao Senhor, insistentemente, que Ele corte de modo radical tudo o que não for da vontade dEle em nossas vidas.

Senhor, dá-nos a graça de estarmos inteiros na tua vontade no dia de hoje e que nada e ninguém nos tire da tua presença.



Jesus, eu confio em vós!


Do livro “Comece bem o seu dia”, Luzia Santiago

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sob o manto azul de Maria



“O testemunho vivo do amor 
que se assemelha ao amor de Deus 
é a pedra de toque que leva à conquista do coração” 
 (Frei Anselmo Fracasso)


Hoje, o meado do mês, ainda revivendo desde o dia primeiro de maio sem perder uma missa ou novena, quando sinto o manto azul da Virgem Mãe tocando de leve no meu coração, que se renova cada dia por um amor tão materno e fraterno.

Falei esta noite com Calixto, olhando bem nos seus olhos, apertando suas mãos: “Olhe, Calixto, vamos rezar um Mistério à Mãe de Deus pelos filhos que temos, sem nenhum vício, seguindo a nossa religião, com empregos justos e famílias unidas, estudiosos, obedientes, educados e cheios de amor filial e fraterno”.

Obrigada, meu Jesus. Sou toda vossa, minha Rainha...


Josefa Veneranda Dantas, 15/05/2000