sexta-feira, 24 de agosto de 2012

#FicaAdica 27


Um certo dia disse São Francisco acerca de Deus: “Tu é a Beleza!” Deus é a origem da beleza e d’Ele emana tudo aquilo que é belo. E a vida, meu caro, é o maior dom que Deus nos concede. E a vida é plena de beleza, de encontros, de caminhos, de pessoas, de mensageiros divinos… Quando nos abrimos à luz divina, somos conduzidos por veredas até então impensadas.

Procure cultivar jardins na sua jornada, semeie alegria, esperança e amor no coração das pessoas. Quando estamos dispostos a trabalhar em favor do BEM sempre haveremos de crescer, por mais que as forças negativas teimem em nossos deter. Siga em frente: Deus te abençoa, cuida de ti e te guarda em teus caminhos e empreendimentos…

Frei Paulo Sérgio

Corramos para a meta!


O chamado à santidade que nos é dirigido por Deus “angustia-nos” e nos torna inquietos e sofridos quando olhamos a nossa realidade humana. Gostaríamos de ter nascido santos e não ter que lutar na vida para superar o pecado que nos persegue de todos os lados. Mas nunca devemos esquecer as palavras que Deus dirigiu ao fugitivo Caim, depois de ter matado o seu irmão Abel: “o pecado está à tua porta mas você poderá dominá-lo”.

Temos sempre a capacidade de ser mais fortes do que todos os nossos vícios e pecados. Deus nos dotou de uma inteligência e vontade capazes de vencer todos os instintos do mal. Os santos e santas que a Igreja apresentam para nós são nossos irmãos que viveram antes de nós, que lutaram contra as mesmas paixões e conseguiram ser senhores de si mesmos. A santidade é uma conquista do ser humano que, fortalecido pela graça, consegue vivenciar com radicalidade a Palavra de Deus.

Diante dos santos cada um de nós recobra a coragem para continuar o seu caminho, para vencer o desânimo e para reiniciar em todos os momentos a sua aproximação do mesmo Deus. Há uma frase muito bonita de Santa Teresa Courdec, fundadora das Irmãs do Cenáculo: “não importa que os nossos pés estejam feridos e sangrando, o que importa é caminhar”. Muitos santos foram provados duramente com fortes tentações, outros experimentaram o peso do pecado e por longos anos se debateram entre o vício e a virtude. Mas Deus sempre foi vitorioso. Há outros santos que não conheceram, por uma graça especial de Deus, o pecado mas lutaram para se manterem fiéis ao chamado de Deus.

Os santos e santas são os amigos de Deus e nossos que nos incentivam a sermos fiéis e a caminhar. A perfeição se adquire lentamente. Deus se revela aos pecadores, Ele os seduz com seu amor para que deixem o pecado e se entreguem totalmente ao amor misericordioso.

O apóstolo Paulo experimentou o ódio contra Jesus, mas o amor venceu e ele se tornou o apóstolo mais ousado e corajoso de todos os tempos. Por isso, o maior incentivo à santidade, à perfeição, nós encontramos na carta aos filipenses: “Não pretendo dizer que já alcancei e cheguei à perfeição. Mas eu corro por alcançá-la uma vez que também eu fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro uma coisa: esquecendo o que fica para trás, lanço-me em perseguição do que fica para frente, corro para a meta, para a coroa da vocação nas alturas de Deus em Cristo Jesus. (Fl 3,12-14). Nestas palavras está fundamentada toda a coragem necessária para sermos santos. Sentir-nos seduzidos, arrebatados pelo amor de Cristo, pela sua beleza. Ânimo! Coragem! Corramos para a meta!


Frei Patrício Sciadini, ocd

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

#FicaAdica 26


 
Dizemos ao Pai, todos os dias, na oração do Pai-Nosso: “Seja feita a Vossa vontade”; mas, muitas vezes, quando Ele permite que se nos apresente a cruz de cada dia, nos rebelamos, revoltamos e perdemos a paz.
Esta atitude não está de acordo com nossa fé. Aceitemos, na confiança, tudo o que a vontade de Deus permite, ainda que as lágrimas desçam copiosas de nossos olhos como desceram dos olhos da Virgem Maria. Importa agir com a sua fé, crendo no meio da dor que o mal não pode vencer o bem, e que por fim, este triunfará.
Depois da noite das trevas ela viu raiar a Ressurreição.
 
Prof. Felipe Aquino
 
 

Conheçamos a supereminente caridade da ciência de Cristo


O Senhor Salvador levantou a voz e com incomparável majestade disse: “Saibam todos que depois da tribulação se seguirá a graça; reconheçam que sem o peso das aflições não se pode chegar ao cimo da graça; entendam que a medida dos carismas aumenta em proporção da intensificação dos trabalhos. Acautelem-se os homens contra o erro e o engano; é esta a única verdadeira escada do paraíso e sem a cruz não há caminho que leve ao céu”.

Ouvindo estas palavras, penetrou-me um forte ímpeto como de me colocar no meio da praça e bradar a todos, de qualquer idade, sexo e condição: “Ouvi, povos; ouvi, gentes. A mandado de Cristo, repetindo as palavras saídas de seus lábios, quero vos exortar: Não podemos obter a graça, se não sofrermos aflições; cumpre acumular trabalhos sobre trabalhos, para alcançar a íntima participação da natureza divina, a glória dos filhos de Deus e a perfeita felicidade da alma”.

O mesmo aguilhão me impelia a publicar a beleza da graça divina; isto me oprimia de angústia e me fazia transpirar e ansiar. Parecia-me não poder mais conter a alma na prisão do corpo, sem que, quebradas as cadeias, livre, só e com a maior agilidade fosse pelo mundo, dizendo: “Quem dera que os mortais conhecessem o valor da graça divina, como é bela, nobre, preciosa; quantas riquezas esconde em si, quantos tesouros, quanto júbilo e delícia! Sem dúvida, então, eles empregariam todo o empenho e cuidado para encontrar penas e aflições! Iriam todos pela terra a procurar, em vez de fortunas, os embaraços, moléstias e tormentos, a fim de possuir o inestimável tesouro da graça. É esta a compra e o lucro final da paciência. Ninguém se queixaria da cruz nem dos sofrimentos que lhe adviriam talvez, se conhecessem a balança, onde são pesados para serem distribuídos aos homens”.

Dos escritos de Santa Rosa de Lima

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

#FicaAdica 25



A sabedoria nos ensina que precisamos saber a hora de falar e a hora de calar.

Há quem se cale e é considerado sábio, e quem se torne odioso pela intemperança no falar” (Eclo 20,5).

Uma palavra certa, na hora certa, é um bálsamo para o coração, mas uma palavra não certa, pode causar grande estrago. Somente o Espírito Santo de Deus pode nos dar o equilíbrio no falar e no silenciar.

Vamos hoje ficar atentos às nossas inclinações, porque geralmente falamos muito e, às vezes, até o que não devemos. Tomemos por modelo hoje para a nossa vida a Virgem Maria, que era pronta em escutar, e ao fazê-lo bem sabia dar as respostas precisas e essenciais.

Luzia Santiago