quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa


Hoje, 27 de novembro, a Igreja Católica celebra a Festa de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.

Domingo passado, dia 24 de novembro, Deus me deu a graça de poder participar da celebração do Santo Sacrifício da Missa na Capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, em Paris, França. Foi naquela capela que, no ano de 1830, Nossa Senhora aparece por três vezes a uma noviça de 24 anos, de nome Catarina Labouré.

Na primeira aparição, que aconteceu na noite de 18 para 19 de julho de 1830, a Santíssima Virgem apareceu, sentada numa cadeira, e diz à noviça: “Vinde ao pé deste altar. Aqui as graças serão derramadas sobre todas as pessoas que lhas pedirem com confiança e fervor”.

Na segunda aparição, que se deu em 27 de novembro de 1830, Catarina vê como dois quadros vivos que se sucedem: Primeiro a Virgem está de pé, os pés apoiados sobre um meio globo dourado. “Este globo representa o mundo inteiro, particularmente a França e cada pessoa em particular”, escuta Catarina. Em seguida, Catarina percebeu anéis nos dedos da Santíssima Virgem, cobertos de pedras preciosas que lançavam raios, uns mais belos que os outros. “Estes raios são o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que m’as pedem”, ouviu Catarina. Formou-se um oval em torno à Santíssima Virgem, onde estavam escritas com letras de outro estas palavras: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.

Então uma voz se fez ouvir: “Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todas as pessoas que a trouxerem ao pescoço receberão grandes graças. As graças serão abundantes para os que a trouxerem com confiança”.

No mesmo instante, o quadro pareceu voltar-se, e sobre o reverso Catarina distingue a letra M encimada por uma cruz, e em baixo, os Corações de Jesus e de Maria.

Durante uma terceira aparição, em dezembro de 1830, a Virgem Maria confirma a missão confiada a Catarina na segunda aparição. Depois lhe diz: “Não me vereis mais”.

A medalha foi cunhada em 1832.

Porta de entrada: Madrid, Espanha


Viagem “Ao Encontro de Nossa Senhora”

Primeira parte

Porta de entrada: Madrid, Espanha

 

No dia 13 de novembro de 2013, por volta das 14 horas, saímos de Natal em uma viagem de peregrinação, nominada por Pe. Stanley, nosso guia espiritual, como “Ao Encontro de Nossa Senhora”.

Aqui neste espaço vou descrever um pouco do que foi para mim essa viagem.

A porta de entrada se deu pela cidade de Madrid, na Espanha, já no dia 14 de novembro.

Situada às margens do Rio Manzanares, a capital da Espanha consolidou-se como centro cosmopolita da Europa. Continua histórica, porém cada vez mais moderna, rica e vibrante. Os prédios baixos, as praças floridas, os parques... A cidade é linda!

O impressionante Palácio Real é um dos principais símbolos arquitetônicos da cidade. Junto ao complexo estão a Plaza del Oriente e o belo jardim Campo del Moro.

Polêmicas à parte, as touradas continuam despertando amor e ódio na população local. A maior arena do País é a Plaza Monumental de Las Ventas.

Nas andanças, encontrei a Puerta de Toledo, a última porta a ser construída em Madrid, e à noite até lá caminhamos. Desse passeio também fez parte o nosso querido conterrâneo Thyago. Matamos as saudades desse grande amigo. Lá, ao lado da Puerta de Toledo, nos despedimos – da cidade e do amigo.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

#FicaAdica 102


  
É preciso povoar nossa mente de coisas boas, pois assim não teremos tempo de pensar coisas ruins ou negativas. Os ideais, as metas, os sonhos funcionam como catapultas a nos lançar para frente, a um futuro que desejamos ser melhor… Mas, também, é mister fazer os sonhos e o futuro acontecer no aqui e agora de nossas vidas, no presente que temos nas mãos.
 
Os ideais que iluminam o meu caminho são a bondade, a beleza, a paz, a verdade… Procuro, acima de tudo, ser uma pessoa boa; esforço-me para fazer o bem, mesmo que em alguns momentos fique na escuridão de fazer o mal… Insisto no bem e na bondade e acredito que, assim, vou atingindo outras metas, outros ideais… A vida tem me ensinado que vale a pena acreditar e lutar por um mundo melhor, semeando as lições do Evangelho…
 
Tenha uma iluminada e produtiva semana. Procure ser também amigo do bem e da bondade…
 
Frei Paulo Sérgio, ofm

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Levantar a cabeça


Dom José Alberto Moura
Arcebispo Metropolitano de Montes Claros (MG)

 

O olhar só para a terra, isto é, para o cotidiano, sem o ideal a ser buscado na vida, torna-nos pessoas de pequeno horizonte. Somente o que é passageiro não nos realiza como pessoas humanas. O tempo passa, os problemas nos afogam e não vemos a razão de ser da existência. Ao contrário, quando enfrentamos os desafios para uma convivência fraterna e com ideal de realização do bem ao semelhante, não temos medo de até nos desgastarmos pelo sacrifício de lutarmos por causas elevadas e de valores da dignidade humana.

O trabalho e a exercitação na prática do bem fazem-nos ter força suficiente para superarmos os limites pessoais e relacionais. O Apóstolo Paulo incita todos a superarem a preguiça e colocarem a mão na massa para trabalharem e se sustentarem: “Há alguns que vivem à toa, muito ocupados em não fazer nada... trabalhando, comam na tranquilidade o seu próprio pão” (2 Tessalonicenses 3, 11.12).

O desânimo é tentação para o descompromisso em se realizar um projeto de vida. É superado com o incentivo para a busca de um ideal elevado de vida. Se é verdade que os problemas, as incompreensões, os defeitos, as oposições, as críticas e a falta de colaboração acontecem, o ardor no assumir uma causa elevada faz a pessoa ter força e entusiasmo para um trabalho útil aos outros e a muitas instituições, como obras de assistência e promoção humana. Quanta gente que, depois, de decepções por doença ou morte de entes queridos, se colocam à disposição para o trabalho junto a essas organizações!

O próprio Jesus fala das calamidades que acontecem na terra e de efeitos nas pessoas e comunidade. Mas ele entusiasma seus discípulos a não perderem o ânimo. Pelo contrário, devem se colocar a caminho do serviço a todos. Mesmo nas perseguições perdem a coragem: ”Sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. Essa será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé” (Lucas 21,12.13).

A cabeça voltada só para o “chão” do que é efêmero impossibilita a pessoa de enxergar a vida com o que ela tem de mais positivo e realização humana. Ela vale para colocarmos nossos talentos em funcionamento para servirmos à causa da vida e da promoção do bem de todos, a partir dos que nos circundam, da família, dos ambientes e da comunidade. Não adianta só o chão físico do ter bens materiais, intelectuais, espirituais, culturais, de bem estar físico e psicológico, como também de projeção pessoal na sociedade. Se não utilizarmos tudo para ajudar o semelhante a se realizar como pessoa humana, o tempo passa e não construímos nossa casa pessoal de sustentação do ideal do verdadeiro amor.

 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

#FicaAdica 101


Quero nascer de novo juntamente com cada dia que nasce. Quero ser outra vez novo, puro, cristalino… Quero recomeçar o dia de hoje na luz que brilha do céu; quero buscar a paz do alto e, ao mesmo tempo, transmiti-la em meus caminhos e a cada pessoa que for encontrando… Quero deixar para trás as amarguras do passado e viver a alegria do hoje, pois faço do presente um tempo novo que brota das mãos de Deus!

Quero recomeçar a vida e restaurar a inocência perdida… a inocência da criança que acredita no amor do pai e da mãe, que se encanta com a natureza e acredita no anjo da guarda! Quero continuar minha missão, sem me perturbar com o mal que ronda a humanidade, pois acredito na força transformadora do bem. Por isso, inclino meus ouvidos ao Evangelho e me coloco à disposição para ser um bem aventurado da paz!

 

Frei Paulo Sérgio, ofm

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O que essa mulher tem de especial?


"Certa vez, Madre Teresa de Calcutá viajava de avião. Logo que ela se sentou uma aeromoça se aproximou, fez uma confidência pessoal e pediu que ela a abençoasse. Saiu radiante e contando para suas colegas comissárias de bordo. Minutos depois, aconteceu o mesmo com outra aeromoça. Pouco mais tarde, fez a mesma coisa a outro comissário de bordo, e a outro, outro... E, numa corrente contagiosa, terminaram saindo até os pilotos da cabine para estar um pouco ao lado daquela mulher simples e receber dela a sua bênção. E também muitos passageiros fizeram o mesmo. O ambiente do avião mudou por completo.

Que atrativos humanos teria essa mulher simples, essa velhinha de rosto enrugado, de aparência insignificante e já curvada pelos anos? O segredo da sua atração era a sua santidade, sua bondade, a virtude da abnegação total, do amor aos pobres. Era o atrativo do “bom odor de Cristo” (2 Cor 2,15) de que falou São Paulo. Será que isso acontece também conosco? Será que as pessoas nos procuram porque encontram em nós o desprendimento pessoal e o amor aos outros?

Não podemos deixar passar por nós alguma pessoa sem dar-lhe atenção e carinho, pois talvez isso não se repita mais. Foi desse jeito que os apóstolos, depois da morte de Cristo, incendiados pelo amor do Espírito Santo, tais como “outros Cristos”, transfiguraram o Império Romano, o maior que a humanidade já conheceu. Santo Agostinho que viveu neste tempo disse: “Os teus pecados são a tua tristeza, deixa que a santidade seja a tua alegria”. É preciso aprender que a verdadeira felicidade está no bojo das virtudes; a decepção está nos vícios."



Professor Felipe Aquino

domingo, 3 de novembro de 2013

Em todo lugar podemos buscar a santidade


Buscar uma vida de santidade, fazendo escolhas por aquilo que realmente dá sentido a nossa existência, não cedendo as tentações e impulsos das soluções mais fáceis, pede de nós, sangue, suor e lágrimas. É uma constante vigília pela construção daquilo que queremos no mais intimo. Ser feliz dá trabalho, porém compensa todo esforço! Ser santo é ser feliz!

Contudo, deram um sentido pejorativo a expressão “Ser santo”. Fizeram parecer uma vivência de tristeza que elimina da pessoa a possibilidade de viver com intensidade. Quando alguém afirma “não sou santo”, geralmente está querendo significar: “não sou escrupuloso e me dou o direito de investir em minha alegria”.

Só que nessa dinâmica o indivíduo já incutiu, mesmo que inconscientemente, que ele deve ser politicamente correto – o que muitas vezes o leva a compartilhar das ideias da multidão, independente se é correto, ético, moral, ou o melhor para o ser humano; e que para ser feliz, ele terá que, caso for preciso, prejudicar quem estiver no meio do seu caminho, e que os prazeres devem ser desfrutados a todo custo, mesmo que após venha a ser prejudicial ao indivíduo.

Então, na sociedade de hoje, as pessoas, dizem comumente “não sou nenhum santo” excluindo de sua vida o desejo de investirem verdadeiramente na felicidade que Deus nos destinou. O resultado são pessoas condicionadas mais pelos impulsos que pela inteligência, ideologias que espalham um falso moralismo e o esvaziamento das dimensões mais intimas e profundas da pessoa. Basta prestarmos bem a atenção se, onde e no que a grande massa diz encontrar prazeres, existem pessoas realmente felizes?

Se dinheiro trouxesse felicidade não haveria entre os abastados materialmente, pessoas destituídas de sentido. Se o sexo, enquanto ato e enquanto pseudo ‘escolha de gênero’ fosse “tudo”, não haveria gente infeliz entre os chamados ‘profissionais do sexo’.

Se o uso de drogas, tanto as lícitas, quanto as que estão defendendo que sejam liberadas, quanto as não lícitas, resolvessem os problemas de alguém, essa pessoa não precisaria buscar novamente o alívio e recorrer outra vez ao entorpecente, assim correndo o risco, de no mínimo, investir contra sua integridade física.

Porém, quando estudamos a biografia de um Santo, o que podemos perceber? Felicidade! Alegria e sentido existencial.

Isso quer dizer que os santos não sofreram? Claro, que não! Os santos sofreram, lutaram, se decepcionaram, tiveram grandes desafios em suas vidas, como todo ser humano, igual a mim e a você, mas encontraram um motivo maior e mais nobre que justificava todo o esforço e significado em cada uma de suas labutas. Sabiam para onde caminhar, “porque” e “para que” continuar caminhando e isso preenchia seus corações e suas almas. Não há uma história de vida de santo(a) que mostre ele(a) infeliz ou sem rumo.

O amor é a maior força dentro do ser humano, até mais que a vida e a liberdade. Quando não usamos nossa vida e nossa liberdade para amar a vida perde seu significado. A vida e a liberdade voltada para si mesmo, nos deixará enfadados, porque a felicidade só acontece quando amamos e o amor se faz pelo serviço. Só ama plenamente quem faz algo pelo bem do próximo. Quem não serve o outro com o que tem de melhor, com seus dons, não cresce como pessoa, daí sente-se infeliz.

Santidade é agir pelo amor. Os santos foram os homens e as mulheres do amor. Por isso, a santidade nos dá as ferramentas para viver a vida intensamente.

Mesmo após tomar a decisão por querer ser santo, é claro que algumas tendências ainda continuarão presentes em nós. Um santo não se faz de perfeição, mas de luta para amar sempre e da misericórdia do Senhor. O importante é a cada dia descobrir como podemos transferir esforços dos nossos anseios, desejos e potencialidades, ao invés de usá-los para o pecado, investi-los no amor. Sempre será uma luta dos nossos instintos contra nossa razão. Contudo, somos seres racionais que com a ajuda do Espirito Santo e auxílio da Virgem Maria, podemos fazer escolhas.

Em toda situação podemos dizer: “Eu quero ser santo!”

 

 

Sandro Arquejada, Canção Nova