terça-feira, 10 de julho de 2012

Leitura Bíblica: Mateus 9,32-38

Boas notícias devem ser transmitidas. O que é bom, principalmente tratando-se do evangelho, deve ser comunicado e, de preferência, vivenciado. Mas é preciso que haja alguém que faça isso. No tempo de Jesus, os que recebiam alguma cura, por mais que Jesus insistisse para que eles não comentassem com ninguém, a primeira reação era a de glorificação. Assim, todos sabiam que alguma coisa de novo havia acontecido com aquela pessoa. O evangelho trata dos operários que precisam estar de prontidão para que a Boa Nova seja anunciada. Operários corajosos que assimilam a Palavra e querem que ela seja conhecida em todos os cantos.

Ainda hoje, muitas pessoas sequer ouviram falar de Jesus, por falta de testemunho, de coragem e de vozes que O proclamem. Por isso, somos incentivados a testemunhas e nos prontificar para que a Palavra seja conhecida, amada e vivenciada.

Pe. Air José de Mendonça, msc

segunda-feira, 9 de julho de 2012

#FicaAdica 6



 Temos o desejo de controlar muitas coisas, mas a felicidade está, muitas vezes, no fato de apenas caminharmos. A vida é cheia de alegrias e de dores, acima de tudo, cheia do mistério do qual ela veio e faz parte. Se aprender a viver bem já é uma disciplina difícil, imagine ter todos os conhecimentos! Não, definitivamente não precisamos de tantos conceitos, muito menos de tamanho controle. Acredito que para viver com qualidade é só tornar-se apaixonado por toda a vida e pela vida toda e também aprender mais e mais, o quanto for possível, com o Amor. Nele está o segredo de tudo. E nós ainda estamos pequenos neste amor. Queremos controle, deveríamos querer amar mais, e isto nos bastaria. Há mais uma palavra; o amor é a verdade, não os nossos caprichos desgovernados.


Pe. Rômulo Azevedo da Silva


# Fica a Dica

Para quem deseja progredir







A firmeza das nossas resoluções é a medida do nosso progresso e uma grande urgência é necessária para quem deseja progredir.
Se o que propõe firmemente muitas vezes falha, que será do que tarde ou nunca propõe?

De diferentes maneiras abandonamos nossas resoluções, e a menor omissão em nossos exercícios traz sempre consigo algum triste resultado.

O propósito dos homens justos se funda mais na graça de Deus que no seu próprio saber; e nele confiam sempre em qualquer obra que empreendem.

“Porque o homem propõe e Deus dispõe; e não está na mão do homem o seu caminho” (Jr 10,23).

Do Livro “Imitação de Cristo”

Leitura Bíblica: Mateus 9,18-26

Uma das coisas importantes que devemos considerar quando falamos das atitudes de Jesus em relação à cura é que não havia planejamento, plano de marketing, estudo do local para onde poderia acorrer grande número de fiéis etc. A cura de alguém nascia no coração de Jesus a partir da fé da pessoa, da situação e da motivação que estava por trás de tudo. Jesus era movido pela compaixão, pelo amor e as suas atitudes eram consequências disso.

Assim, também, o convite é feito a cada um de nós hoje. A nossa vida deve ser marcada por essa entrega a Deus, vivendo de tal modo que a misericórdia, a inspiração de Deus, baseada em nossa vida de oração, nos guiem todos os dias. Que sejamos esse espaço natural de Deus em nossa vida, sem uma fé que é pensada e calculada só para que os outros possam pensar apenas sobre o que é bom em mim.


Pe. Air José de Mendonça, msc

domingo, 8 de julho de 2012

#FicaAdica 5


O Senhor, que pôs nas aves o instinto de se lançar das grandes alturas, também lhes deu asas para voar, encheu de ar os abismos para sustentá-las e colocou ao seu lado pai e mãe para ampará-las com o seu corpo, caso aconteça de seu voo falhar.

Aquele que sustenta as aves do céu fará por nós coisas ainda maiores. Ele mesmo nos vai amparar e levantar bem alto o nosso voo, assim que tivermos a coragem de nos lançar em obediência à sua Palavra e a confiança de nos arriscar em suas promessas.

Márcio Mendes


# Fica a Dica




E depois, Senhor?

Um homem de negócios americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observou um pequeno barco de pesca que atracava naquele momento trazendo um único pescador. No barco, vários grandes atuns de barbatana amarela. O americano deu os parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e lhe perguntou quanto tempo levara para pescá-los.

- Pouco tempo, respondeu o mexicano.

Em seguida, o americano perguntou por que é que o pescador não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante.

O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender às necessidades imediatas da sua família.

O americano voltou a carga: - Mas o que é que você faz com o resto do seu tempo?

O mexicano respondeu: - Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, tiro a siesta com a minha mulher, Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho e toco violão com os meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada, senhor.

O americano assumiu um ar de pouco caso e disse: - Eu sou formado em administração em Harvard e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo a pescar e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos de pesca. Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia diretamente a uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição. Precisaria deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida, para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria a sua empresa em expansão.

- Mas, senhor, quanto tempo isso levaria? - perguntou o pescador.

- Quinze ou vinte anos - respondeu o americano.

- E depois, senhor?

O americano riu e disse que essa seria a melhor parte. - Quando chegar a ocasião certa, você poderá abrir o capital da sua empresa ao público e ficar muito rico. Ganharia milhões.

- Milhões, senhor? E depois?

- Depois - explicou o americano - você se aposentaria. Mudaria para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os netos, tiraria a siesta com a esposa, iria à aldeia todas as noites, onde poderia beber vinho e tocar violão com os amigos...

- Mas senhor, eu já faço isso!



Fonte: internet

A fragilidade e a força dos profetas

“Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”

Onde estão os profetas?  Será que a Igreja está sendo, aos olhos do mundo, encarnação da mensagem dos profetas e sobretudo do  profeta Jesus da Galiléia?  Uma Igreja vigorosa será aquela que se  faz na  esteira, na força e na aparente fragilidade dos profetas.

A leitura de Ezequiel proclamada na liturgia de hoje  fala do nascedouro e da vocação do profeta.   Ezequiel se sente possuído por um espírito. É convocado, chamado para uma missão. O espírito o põe de pé.  Belo ver as representações dos profetas de pé, com rosto forte e firme, semblantes rijos e decididos.  O profeta é enviado aos israelitas, homens e mulheres de coração de pedra e de cabeça dura. O profeta sabe que precisa falar. Quer escutem ou não escutem essas pessoas saberão que um profeta, um enviado da parte de Deus, esteve no meio deles.  Deus renova o mundo e a Igreja pela voz dos profetas. “A esses filhos de cabeça dura e coração de pedra vou-te enviar, e tu lhe dirás: ‘Assim diz o  Senhor Deus’ .  Quer te escutem, que não  – pois são um bando de rebeldes -, ficarão sabendo que houve entre eles um profeta”.

Jesus, no evangelho de Marcos hoje proclamado, se apresenta em Nazaré, sua cidade natal. Não o faz como quem meramente visita sua família. Vai na qualidade de profeta, com seus discípulos, como Rabi, com sabedoria e autoridade.  As pessoas estranham tais dotes porque conhecem suas origens humildes. Sua gente se escandaliza com ele e não o aceita. Era um profeta muito frágil para merecer crédito. Jesus não pode fazer milagres. Saiu decepcionado. “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre os seus parentes e familiares”. Ali a voz de Jesus, voz que denuncia o mal e constrói a verdade e o bem  não pôde ser ouvida.  Jesus admirou-se da falta de fé de sua gente e passou a percorrer os povoados vizinhos, ensinando. O profeta forte não é levado em consideração.  Ele é apenas o filho de José.

Paulo   exerce também a missão de profeta que denuncia e anuncia. Seu ministério é fecundo e impressionante.  Experimenta fraquezas e fragilidades e lhe é revelado: “Basta-te a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta”.  Paulo compreende que gloriando-se de suas fraquezas terá nele a força de Cristo.  A força do profeta está em sua fragilidade.

Estamos vivendo um delicado momento da vida da Igreja. Necessitamos de profetas com ardor e fogo.  Os sacerdotes e responsáveis pela animação das comunidades haverão de ser pessoas cheias de amor e de intimidade com o Senhor para poderem atingir, com palavras e testemunho, os corações empedernidos e iluminar o caminho dos perplexos.  Precisamos homens e mulheres  com forte densidade humana e grande amor pelo Senhor para constituírem casais luminosos e sólidos formadores de famílias que evangelizem a cultura atual.  Nas pastorais precisamos apontar para um novo que pode e deve explodir  e não apenas para a repetição do obvio. Precisamos de profetas que não estejam preocupados com o próprio protagonismo e façam a experiência de Paulo:  “Quando eu me sinto fraco é que sou forte”.


Frei Almir Ribeiro Guimarães