terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Deixa a luz do céu entrar



“Tu anseias, eu bem sei, por salvação.
Tens desejo de banir a escuridão.
Abre, pois, de par em par teu coração
E deixa a luz do céu entrar.

Deixa a luz do céu entrar
Deixa a luz do céu entrar
Abre bem as portas do teu coração
e deixa a luz do céu entrar

Cristo, a luz do céu, em ti quer habitar
Para as trevas do pecado dissipar.
Teu caminho e coração iluminar
E deixa a luz do céu entrar

Deixa a luz do céu entrar
Deixa a luz do céu entrar
Abre bem as portas do teu coração
e deixa a luz do céu entrar

Que alegria andar ao brilho dessa luz
vida eterna e paz no coração produz
Oh! Aceita agora o salvador Jesus
e deixa a luz do céu entrar

Deixa a luz do céu entrar
Deixa a luz do céu entrar
Abre bem as portas do teu coração
e deixa a luz do céu entrar”


Deixe a luz do céu entrar em sua alma, em seu coração, especialmente nesta data em que festejamos o nascimento de Jesus.
Jesus, fonte de luz, mais uma vez vem ao nosso encontro.
“Alegremo-nos. Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida; uma vida que, dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com promessa da eternidade”. (São Leão Magno)


Santo Natal para todos!






domingo, 23 de dezembro de 2012

Leitura Bíblica: Hebreus 10, 5-10; Lucas 1, 39-45

Nas vésperas do Natal mais um encontro com Maria, com a cidade de Belém e com esse Jesus que, ao entrar no mundo afirma, segundo a Carta aos Hebreus,  que veio fazer a vontade do Pai.

Vamos transcrever algumas passagens dos Padres da Igreja a respeito da glória e da beleza da Mãe  de Jesus, de Maria do Natal.

“Esteja em cada um de vós a alma de Maria para engrandecer o  Senhor: em cada um esteja o espírito de Maria para exultar em Deus. Embora segundo a natureza haja uma só Mãe do Cristo, segundo a fé o Cristo é fruto de todos; pois toda alma recebe o Verbo de Deus desde que sem mancha e libertada do pecado, guarda a castidade com inteira pureza”  (Santo Ambrósio de Milão).

“Abre, ó Virgem Santa,  teu coração à fé, teus lábios ao consentimento,  teu seio ao Criador.  Eis que o desejado de todas as nações bate à tua porta. Ah!  Se tardas e ele passa, começarás novamente a procurar com lágrimas aquele que teu coração ama!  Levanta-te, corre, abre. Levanta-se pela fé, corre pela entrega a Deus, abre pelo consentimento. Eis aqui, diz a Virgem,  a serva do Senhor;  faça-se em mim segundo a tua palavra”  (São  Bernardo de Claraval).

“Amamenta, ó Mãe, o nosso alimento; amamenta o pão vindo do céu e posto no presépio para ser a comida  dos santos que tomam o lugar dos animais. É ali que o boi reconhece o seu dono e o jumento a manjedoura de seu Senhor;  trata-se dos circuncisos  e incircuncisos, unidos na pedra angular, cujas primícias foram os pastores e os magos.  Amamenta  quem te fez tal que pudesse ele mesmo se fazer em ti, que ao ser concebido te trouxe o dom da  fecundidade e que, uma vez nascido, não te privou da honra da virgindade;  que antes de nascer escolheu para si tanto o seio do qual nasceria, como o dia em que nasceria. E ele mesmo realizou o que escolheu, para ser como esposo  que sai da câmara nupcial, visível aos olhos dos homens, e testemunhar que ele é a luz espiritual, juntamente no dia do ano em que a luz começa a aumentar”  (Santo Agostinho).

“Maria, imensamente digna de ser Mãe do  Filho de Deus, depois do colóquio com o anjo, devia também subir a montanha e permanecer nas alturas.  Por isso  está escrito: Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa (Lc  1,39).   Porque era solícita e diligente, devia igualmente apressar-se com zelo e, cheia do Espírito Santo, ser conduzida às alturas, protegida pelo poder de Deus, cuja sombra já a envolvera” (Orígenes).

Frei Almir Ribeiro Guimarães

sábado, 22 de dezembro de 2012

Reconheça seu valor

Nem sempre temos a coragem de admitir nossas qualidades diante das pessoas, por receio de parecermos presunçosos ou metidos, e assim passamos a viver uma falsa humildade, que não nos permite crescer como pessoas. Muitos são especialistas em falar dos seus defeitos, mas péssimos em enaltecer suas qualidades.

Se temos a convicção de que somos filhos de Deus, então precisamos urgentemente valorizar nossa imagem, pois o Criador não nos fez qualquer coisa. Somos bem mais do que julgamos ser e bem melhores do que aquilo que os olhares de condenação costumam nos classificar. Não viver estas verdades é nos condenarmos a uma vida mesquinha, marcada pelo complexo de inferioridade e pelas comparações que aniquilam nossos valores.

Vejo muita gente cheia de qualidades (e quem não as têm?), mas que só sabem reparar nos seus defeitos. Vivem o tempo inteiro pedindo desculpas por não ser aquilo que elas julgam que os outros gostariam que elas fossem, como se isso fosse importante para a felicidade dela. Aceitar-se com suas limitações, mas também com suas qualidades é característica do verdadeiro cristão, que não se compara com ninguém, mas luta para ser cada dia melhor.

A humildade é uma virtude que não admite heroísmo de mentirinha. Entendo que é importante saber se colocar no lugar do outro para aceitá-lo, mas só vamos conseguir fazer isso de maneira sincera quando fizermos as pazes com nossas mazelas e nos tornarmos amigos de nossas virtudes. Enquanto vivermos nos arrastando como se fôssemos lagartixas, não saberemos valorizar aquilo que somos e deixaremos morrer a esperança de ser aquilo que buscamos ser.

Reconhecer o próprio valor não é tarefa fácil. É muito mais cômodo colocar-se na posição de vítima, culpando Deus e o mundo pelos nossos infortúnios, sem fazer coisa alguma para mudar. Nada resolve apontar culpados enquanto nossas feridas sangram. O processo de mudança passa pela coragem de admitir que somos administradores de nossa própria vida e cabe somente a nós colorir nossos dias com as cores da verdade que a autoaceitação nos oferece.

Você é bem mais do que a imagem que você ou as pessoas fazem de você mesmo! Por mais estranho que isso pareça, sua vida só muda quando você aceita esta verdade. Podemos viver muito ou pouco tempo neste mundo, mas cada minuto vivido terá valido a pena se tivermos colocado todo o esforço no sentido de amar esta pessoa linda e cheia de qualidades que habita dentro de cada um de nós.


Paulo Franklin, http://destrave.cancaonova.com

Chegou o tempo...



Chegou o tempo de abrir portas e janelas.

Chegou o tempo de abrir alma e coração.

Chegou o tempo de acolher Aquele que chega para mudar nossa história.

Chegou o tempo de permitir a entrada d’Ele em nossas vidas…

Chegou o tempo de não resistir à sua chegada e de dizer SIM ao Seu amor.

Chegou o tempo de seguir novos caminhos e de seguir uma estrela.

Chegou o tempo de marcar o próprio tempo com a mensagem da PAZ!

Chegou o tempo de saltar as estepes, de aplainar o que é torto, de endireitar as veredas do coração.

Chegou o tempo de amar sem medida, de acreditar num mundo melhor.

Chegou o tempo de encarnar em nossas vidas o amor de Deus e permitir que a luz divina possa iluminar nossos caminhos.

Chegou o tempo de dizer a Deus: seja bem-vindo aos nossos corações e… por favor, faça morada entre nós!

Tenha um lindo e abençoado dia. Que Deus seja sempre a LUZ em sua vida!


(Frei Paulo Sérgio, ofm)

Leitura Bíblica: Lucas 1, 46-56



“A minha alma glorifica o Senhor e meu espírito exulta em Deus, meu Salvador”

    Falar de Maria pra mim hoje é algo precioso, pois a cada dia que passa eu me apaixono mais por essa Mulher tão especial para Deus e para nós que a veneramos como nossa Mãe e intercessora.

    O trecho do Magnificat segundo o livro de Lucas, Maria diz: "Minha alma proclama a grandeza do Senhor, meu espírito se alegra em Deus meu Salvador" (Lc 1,46-47), é uma verdadeira exaltação que Maria eleva a Deus. Naquele momento Maria se torna uma pessoa normal, que desaparece totalmente para engrandecer o Senhor. Então para muitos que acham que Maria toma o lugar de Deus, aí está a maior prova de que Ela se faz pequena diante do seu Salvador. Nossa Senhora exulta o Senhor com toda a sua alma e seu espírito, Ela se fez como um de nós, mesmo sendo a Mãe de Jesus. Então porque não acreditar na intercessão da nossa Mãe, porque andar por lugares em que não a têm como Mãe?

    Tomemos posse neste dia da Mãe que Deus nos deu. Voltemos ao seu colo, meus amados irmãos, Maria espera mesmo você que a têm difamado, que não tem acreditado na sua intercessão, retorne e descubra que você tem uma Mãe maravilhosa, que só quer te amar, que só quer te acolher.

    Assim como fez Maria, louvemos o nosso Deus. A nossa alma Te glorifica Senhor, toda a nossa vida seja um verdadeiro louvor e adoração ao Teu Santo nome.


       Maria Aparecida Dantas do Nascimento (Cidinha),  Ministério de Música, RCC de Carnaúba dos Dantas-RN.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Leitura Bíblica: Lucas 1, 39-45




“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?” (Lc 1,42-43)

A jovem de Nazaré, Maria, vive um momento único de sua vida. Uma vida nova começa a ganhar corpo dentro dela, ela que não conhecia varão, ela a humilde serva do Senhor.  Sua prima, Isabel, já idosa,  também  vive a espera de um filho.  Maria decide visitá-la. Sai de casa apressadamente, como que pulando de montanha em montanha. A alegria não deixava lugar para morosidade e indolência. Quando se vive uma grande alegria, ela não cabe dentro do peito. É preciso comunicá-la. Lembramos de tantas  visitas. Há essa visita dos filhos aos pais idosos. Visita para aquecer o coração, visita de pessoas que se estimam. Há essa visita que fazemos a uma pessoa estimada doente, meio desanimada, quase desesperada ou então doente, simplesmente serenamente doente.  Há essa  visita que nos é feita para um abraço de reconciliação.  Maria visita Isabel porque Deus está visitando a terra dos homens.
Visita de alegria e de exultação, visita de fé e caridade!  “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo (…). Logo  que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu” (…)  Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de teu ventre”.  Visita de alegria e de fé.

A primeira leitura da liturgia de hoje pode ser tomada do Livro dos Cânticos, desse texto que é declaração de amor do Amado à Amada. O texto de Lucas parece ser uma concretização ipsis verbis  do texto do Cântico:  “É a voz do meu amado! Eis que ele vem saltando pelos montes, pulando sobre as colinas. O meu amado parece uma gazela ou um  cervo ainda novo”.

E todos esperamos sempre a visita de Deus. Não somente no Natal, mas sempre.  Não podemos deixar que nosso interior fique empedernido. As portas de nossa vida precisam ficar abertas à visitas do  Senhor.

Não posso me privar do prazer de transcrever as  belas reflexões dos autores do Missal Cotidiano da Paulus : “Deus criou o  mundo e o movimenta com o único fito de fazer santos. No dia em que a terra cessasse de dar a  a Deus o que ele procura, estaria finda a história. O homem deve empenhar-se em abrir a alma e o coração com total atenção e ao amor que Deus  vota a cada um. Quando está assim preparado para dar-lhe o que ele busca, sente a sua voz:  “Ergue-te…”. Sacode o torpor do inverno, não fiques inerte. O convite aguarda uma resposta, um olhar terno e suave, como sinal de absoluta confiança. A voz do Amado não é de um estranho, com quem nada se tem em comum e que não suscita simpatia alguma; é a do meu melhor amigo, até mesmo do amor da minha alma. Para poder tomar a estrada a percorrer na vida, cumpre deixar falar o Senhor. Façamos silêncio se queremos ouvir  no íntimo a sua voz” (p.  89).

Frei Almir Ribeiro Guimarães

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Leitura Bíblica: Lucas 1,26-38

No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,16-28)

Cada vez o Natal está mais perto. Toda a liturgia de hoje é voltada para o mistério da anunciação feita a Maria de Nazaré.  Conhecemos a cena descrita por Lucas.
Maria, uma jovem, quase adolescente, é convocada pelos céus para ser a mãe daquele que não cabe em espaço algum.  Quando chegou o momento preciso, ela é convidada a dar seu assentimento, seu sim, talvez o sim mais importante de todos  já pronunciados pelos humanos.  Há a Palavra que lhe é dirigida, há seu coração que dá muitas voltas, há hesitações expostas, há uma certa perplexidade.  Mas tudo se resolve..

São Bernardo,  em página de delicadeza e beleza, pede a Maria que apresse em dar seu assentimento:  “Apressa-te, ó Virgem, em dar a tua resposta; responde sem demora ao anjo, ou melhor, responde ao Senhor por meio do Anjo.  Pronuncia uma palavra e recebe a Palavra; profere a tua palavra e concebe a Palavra de Deus; dize uma palavra passageira e abraça a Palavra eterna. Por que demoras? Por que  hesitas? Crê, consente, recebe. Que tua humildade se encha de coragem, tua modéstia de confiança. De modo algum convém que tua simplicidade virginal esqueça a prudência. Neste encontro único, porém, Virgem prudente, não temas a presunção. Pois se a tua modéstia no silêncio foi agradável a Deus, mais necessário agora é manifestar tua piedade pela palavra.  Abre, ó Virgem Santa, teu coração à fé, teus lábios ao consentimento, teu seio ao Criador. Eis que o Desejado de toda as nações bate à tua porta. Ah!  se tardas e ele passa, começarás novamente a procurar com lágrimas aquele que teu coração ama! Levanta-te, corre, abre. Levanta-te pela fé, corre pela entrega a Deus, abre pelo  consentimento.  Eis aqui, diz a Virgem, a serva do senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. (Lecionário Monástico, I, p. 255).

A partir do sim de Maria rasgaram-se as cortinas do porvir. Começava a se formar no seio de Maria de Nazaré o corpo do Verbo incorpóreo. Maria deu sua carne, seu sangue, seu ventre para Deus pudesse viver a nossa vida e nos transformar por seu nascimento, sua vida, sua paixão, morte  e ressurreição. Deus, no dizer de Marie Noël,  não tinha mãos para apertar outras mãos, não tinha pés para caminhar, nem corpo para viver e depois dar a vida pelos seus.  Tudo isso ele deve a Maria.

Frei Almir Ribeiro Guimarães