terça-feira, 26 de junho de 2012

Aos que estão em silêncio...



“Ninguém conhece o filho senão o pai, 
e ninguém conhece o pai senão o filho 
e aquele a quem o filho quiser revelar” 
(Mt 11,27b)




Hoje ao levantar ouvi alguns pássaros cantando na laranjeira do muro. Um bando de passarinhos... de vez em quando ficavam nos galhos da laranjeira e depois voavam alto.

Surgiu de repente na minha cabeça: como é bela a vida! Até os pequeninos sentem-se felizes, como se estivessem valorizando o sentido da vida e como se estivessem dando um bom dia a nós que estávamos em silêncio!

Bom dia, passarinhos. Passem para mim suas alegrias!

Obrigada, Senhor!

Josefa Veneranda Dantas, em 13/07/2005



A fé vence o medo e a dor


“Tende coragem e um coração firme, vós todos que esperais no Senhor” (Sl 30,25)

A fé leva-nos a vencer qualquer obstáculo que apreça em nossa vida, a transpor qualquer montanha, a superar qualquer problema.

É a fé em Jesus que nos sustenta enquanto vivemos. Às vezes, somos tentados a querer fazer todas as coisas somente pela nossa força humana e acabamos nos decepcionando; mas quando nos deixamos guiar pela fé, somos capazes de olhar além das nossas limitações e das situações e atraímos os favores de Deus, porque nos tornamos agradáveis a Ele.

Não podemos nos abater diante das situações, porque o Senhor é bom para os que nele confiam.

“Cairão mil ao teu lado e dez mil à tua direita; mas nada te poderá atingir” (Sl 91,7)

Jesus, eu confio em vós!


Do Livro “Comece bem o seu dia”, Luzia Santiago




segunda-feira, 25 de junho de 2012

Uma busca sem fim


O ser humano, sem jamais desfalecer, é um ser desinquieto, curioso, que adora ser desafiado na sua inteligência. Ele quer saber por que o sol brilha sem cessar; quer desvendar o logro de casas mal-assombradas; quer dominar as energias do universo; deseja devassar os segredos de nossas tendências mórbidas. Isso tudo é causa do progresso das ciências, e motivação sem fim de viver. É assim que ultrapassamos de longe os animais, que nada sabem sobre energia elétrica, sobre doenças causadas por micróbios, sobre a grande explosão do big bang, e muito menos dão notícias sobre energia atômica, ou a formação do universo. A curiosidade humana é espicaçada pelos segredos da natureza. O cosmos tem as suas leis, que precisam ser postas à luz do dia. “Multiplicai-vos e dominai a terra”  (Gen 1, 28).  O Criador envolveu tudo em véus de mistério. O ser humano sente necessidade de levantar os invólucros dessa realidade escondida, porque são provas da presença de um Ser sumamente inteligente. Esse é um modo de dialogar entre seres racionais. É uma sublime comunicação entre criador e criatura, cujo ápice é o encontro de amor, revestido de liberdade sem limites.

Mas o próprio Ser Amoroso nos advertiu contra escolhos, que podem afundar nossas melhores intenções. “Não te prostrarás diante de deuses falsos” (Ex 34, 14). E um dos mais perigosos deuses, que desviam a inteligência humana para o abismo do nada, é o “ego” que, pelo fato de ter descoberto alguma coisa, se julga o centro do universo. Por isso, a grande busca não será esquadrinhar o átomo, ou elaborar a teoria quântica, ou ainda aprender a domar todas as energias do cosmos. A busca eterna será conhecer a Deus, o mistério por excelência. Essa tentativa de compreensão será matéria eterna para o nosso amor. A busca de compreender a matéria, ou a anti-matéria, um dia poderá se encerrar. Teoricamente podemos chegar a perscrutar todos os enigmas, deslindar todos os problemas, ter conhecimento de todos as forças escondidas na natureza. Mas o Ser por excelência, o único necessário, o nosso Pai amoroso, precisamos de uma eternidade para compreender. “Eu sou o que sou” (Ex 3, 14).


Dom Aloísio Roque Oppermann

A exemplo dos santos


Baseados nos admiráveis exemplos que nos deixaram tantos fervorosos discípulos de Jesus Cristo, envergonhemo-nos de nossa negligência e tomemos ânimo para seguir decididamente suas pisadas. Repitamos com frequência aquelas palavras de Santo Agostinho: “Que! Não poderei eu o que tantos outros puderam?!”. E acrescentemos como o Apóstolo: “Eu por mim nada posso, mas posso tudo naquele que me fortalece” (Fl 4,13).

Toda a nossa força consiste em sentir nossa fraqueza e em conhecer-lhe o remédio, que é a graça do divino Mediador.

Dai-nos, Senhor, a graça especial de amar vossos divinos conselhos, dai-nos fortaleza para guardá-los como mandamentos vossos e fazei não tenhamos maior destino do que sermos sempre fiéis e zelosos em imitar os exemplos dos que, em vosso nome, nos ensinam o caminho da santidade.


Do Livro “Imitação de Cristo”

domingo, 24 de junho de 2012

O homem da lanterna




Aquele homem simples que nem sequer sabia falar
tinha uma luz que, naquela hora e naquele lugar,
você não tinha .
Seu carro enguiçou e, não fosse por ele,
você teria que dormir na estrada perigosa .
Ele veio todo humilde, falando errado ,
mas agindo certo , com a sua luz salvadora .
Levou você a quem podia consertar seu carro
e devolver você ao caminho .
Não fez nenhum discurso : só iluminou sua estrada.
Você era o doutor e ele o iletrado e o inculto.
Mas quem ficou sem luz foi você , não ele .
Quem ficou nas trevas foi você , não ele .
Quem precisou foi você , não ele .
A luz dele salvou você!.
Da próxima vez que achar que só você é um iluminado
lembre-se daquele homem simples.
Ele também , na hora certa e do jeito certo, iluminou você
A nosso modo todos temos as nossas trevas,
e à modo deles , os outros têm as suas luzes .
Por isso, dialogue a aprenda sempre .
Você nunca sabe quando vai precisar da luz dos outros.
Quem acha que já tem todas as luzes de que precisa
não entendeu a vida!
Nunca seremos iluminadores se não nos deixarmos iluminar…


Padre Zezinho - http://www.padrezezinhoscj.com

Aquele que preparou os caminhos do Senhor


Todos aprendemos a ter um carinho especial e delicada devoção por  João, o Batizador, o Batista, o filho da velhice de Isabel e de Zacarias.  Quando chega sua festa tantos fatos e tantos acontecimento de sua vida chegam para povoar de jubilo nosso coração. Ele é aquele que prepara os caminhos do Senhor e, feita sua missão, desaparece. Era tão grande aos olhos dos seus contemporâneos que chegou a ser confundido com o Messias.  Precisou  dizer com força:  “Não sou o Messias.  Depois de mim vem alguém mais importante. Dele nem sou capaz de desatar as sandálias de seus pés”.

A Igreja aplica a João Batista  a passagem de Isaías proclamada na liturgia de hoje: “O Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe  ele tinha em mente o meu nome”.  João é chamado por Deus.  A Escritura sempre nos coloca diante do mistério da vocação.  Ele seria o preparador dos caminhos.  Um dia, ainda no seio de sua mãe, o menino saltou de alegria quando  Maria, grávida do Menino Luz, foi visitar a prima Isabel.

“Fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de  sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava…”.  O homem do deserto, o homem do silêncio, o profeta da conversão, o homem da limpidez e do discurso contundente. Toda a figura do Batista exala  transparência, força e apelo à mudança.  Sua missão foi a de preparar os corações das pessoas para acolher a Cristo.

“Antes que ele (o Messias) chegasse  João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel.  Estando para terminar sua missão  João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja. Mas vede, depois de mim vem aquele do qual nem mereço desamarrar as sandálias’” (Atos).

Santo Agostinho escreve belamente a respeito do nascimento do  Precursor: “João apareceu como ponto de encontro  entre os dois  Testamentos, o antigo e o novo. O próprio Senhor o chama de limite quando diz: A lei e os profetas até  João Batista  (Lc 16,16).  Ele representa o antigo e anuncia o novo. Porque representa o Antigo Testamento, nasce de pais idosos; porque anuncia o novo é declarado profeta ainda estando nas entranhas da mãe. Na verdade, antes mesmo de nascer, exultou de alegria no ventre materno, à chegada de Maria. Antes de nascer já é designado, revela-se de quem seria o precursor, antes de ser visto por ele”.

E Lucas, por ocasião do nascimento do Batista, coloca na boca dos circunstantes  uma questão:  “O que será desse Menino?”  Ora, a Igreja, os cristãos, temos a missão de ser como João, ou seja, através de nossa palavra e de nosso testemunho de vida, preparar os caminhos do Senhor.  Para isso existimos. Somos, como João, preparadores dos caminhos do Messias.


Frei Almir Ribeiro Guimarães

sábado, 23 de junho de 2012

Cicatrizes


Há alguns anos, em um dia quente de verão, um pequeno menino decidiu ir nadar no lago que havia atrás de sua casa. Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo e deixando para traz os sapatos, as meias e a camisa. Voou para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água.

Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro.

Com medo absoluto, correu para o lago, gritando para seu filho o mais alto que conseguia. Ouvindo sua voz, o pequeno se alarmou, deu um giro e começou a nadar de volta ao encontro de sua mãe. Mas era tarde. Assim que a alcançou, o jacaré também o alcançou.

A mãe agarrou seu menino pelos braços enquanto o jacaré agarrou seus pés. Começou um cabo de guerra incrível entre os dois. O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixá-lo ir...

Um fazendeiro que passava por perto, ouviu os gritos, pegou uma arma e disparou contra o jacaré. De forma impressionante, após semanas e semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu.

Seus pés extremamente machucados pelo ataque do animal, e, em seus braços, os riscos profundos onde as unhas de sua mãe estiveram cravadas no esforço sobre o filho que ela amava.

Um repórter de jornal que entrevistou o menino após o trauma, perguntou-lhe se podia mostrar sua cicatrizes.

O menino levantou seus pés. E então, óbvio orgulho, disse ao repórter: "Mas olhe em meus braços, eu tenho grandes cicatrizes em meus braços também. Eu as tenho porque minha mãe não deixou eu ir".

Você e eu podemos nos identificar com esse pequeno menino. Nós também temos muitas cicatrizes. Não, não a de um jacaré, qualquer coisa assim tão dramática. Mas as cicatrizes de um passado doloso; algumas daquelas cicatrizes são feias e causam-nos profunda dor.

Algumas feridas, meus amigos, são porque DEUS se recusou a nos deixar ir. E enquanto você se esforçava, Ele estava lhe segurando. Se hoje o momento é difícil, talvez o que esteja lhe causando dor seja DEUS cravando-lhe suas unhas para não te deixar ir. Lembre-se do jacaré, e muito mais dAquele que mesmo em meio a tantas lutas nunca vai te abandonar e certamente vai fazer o que for necessário para não te perder, ainda que para isso seja preciso deixar-lhe cicatrizes.

Fonte: internet