segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Leitura Bíblica: De pai para filho


(Provérbios 3,27-34; Salmo 14; Lucas 8,16-18)

As leituras de hoje são admoestações e exortações em vista de uma vida  nobre e digna. O  texto dos Provérbios se assemelha a   palavras de um pai para um filho. De fato, um pai, no canto da sala poderia servir-se das leituras de hoje para deixar, de  alguma forma, um testamento para o filho.


Meu filho,
Não recuses um favor a quem dele necessita, se podes fazê-lo.  Se podes dar logo, não diga à pessoa que volte no dia seguinte.

Habitará no monte santo do Senhor aquele que em nada prejudica o irmão, nem cobre de insultos seu vizinho, que não fica dando valor a corruptos e falsos.

Morará na casa do Senhor aquele que não se deixa subornar contra o inocente, o que empresta dinheiro sem explorar… com compreensão e largueza diante da dívida, sobretudo, da dívida do pobre.  Se possível rasgue a conta do pobre.

Respeita sempre o inocente.  Eu te peço, na verdade, que não instaures  um processo contra uma pessoa inocente.  Triste ver  os grandes da terra extorquindo  o último centavo dos mais  fracos quando eles, os grandes, vivem uma vida nababesca.   Não  empresta o teu dinheiro com usura. Não  te deixes subornar  contra o inocente.

Que nunca venhas a nutris inveja  pelo homem violento e não escolhas nenhum de seus caminhos.  Espero que o Senhor possa olhar com carinho e apreço para ti até o final de teus dias.  Não te associarás ao cortejo dos perversos.  Deus zomba dos zombadores.

Ficaria muito feliz se pudesses ter a lâmpada de tua vida bem acesa!  Espero que, por tua vida, possas iluminar a vida dos que vieres a encontrar pelos caminhos…

Tudo o que se faz no oculto aparece às claras.

Que tu sejas generoso. Nada de mesquinharias no seguimento do Evangelho. Curiosamente  o evangelho nos diz que os que têm mais terão, os generosos mais frutos conseguirão. “A quem tem alguma coisa será dado ainda mais e àquele que não tem será tirado até mesmo o que ele pensa ter”.


Meu filho,

Que possas ser um homem de verdade e um discípulo ardoroso de Cristo.


Frei Almir Ribeiro Guimarães



domingo, 23 de setembro de 2012

Leitura Bíblica: Marcos 9, 30-37


“Quem acolhe um destes pequeninos, é a mim que acolhe!”

No Evangelho de hoje Jesus nos fala dos verdadeiros valores do Reino de Deus. Jesus está a caminho de Jerusalém, não para conquistar um reino deste mundo, mas para dar a sua própria vida.

No entanto, seus discípulos não conseguiam entender essa dura realidade. Não só os apóstolos, mas todo povo tinha uma ideia totalmente errada sobre Jesus. Ninguém conseguia entender porque Jesus tinha que ser entregue aos inimigos e morto por eles.

Os discípulos não entendiam as palavras de Jesus e tinham medo de pedir-lhe explicações. É fácil entender porque não o compreendem; o tipo de Messias anunciado por Jesus está muito longe daquele imaginado pelo povo.

Os doutores da lei ensinavam que o Filho de Deus não morreria jamais, que triunfaria sobre todos inimigos... como então aceitar uma derrota e, o que é pior, aceitar a sua morte?

O evangelista faz questão de observar que os apóstolos não tinham coragem de fazer nenhuma pergunta, nem sugerir mudanças. Certamente não o faziam, pois conheciam muito bem o Mestre, sabiam que Jesus falava sério e não aceitava desviar-se, nem um milímetro, dos planos traçados pelo Pai.

Quantas vezes nos fazemos de desentendidos ou não queremos entender as propostas de Jesus. Lutamos por colocar em evidência as nossas propostas de vida e de interpretação do evangelho, conforme nossos interesses.

Quantas vezes agimos exatamente como os discípulos de Jesus. Com tantas coisas para nos preocuparmos, e ficamos nos questionando quem será o primeiro, quem é o maior no trabalho, no lar, na comunidade, nos movimentos e pastorais?

A tentação do prestígio e do poder é tão forte que se manifesta em todos os lugares, por isso pode se manifestar, até mesmo, na Igreja e nos ambientes mais santos que conhecemos. Esquecemos que a autoridade, a liderança, tem que ser manifestada através do serviço, através de obras.

Jesus nos mostra que no Reino de Deus, os valores são invertidos. O maior é o menor. O primeiro é o último, é aquele que se coloca a serviço dos irmãos. A autoridade só pode ser reconhecida se for útil para a comunidade.

Colocar-se em último lugar, como manda Jesus, não significa esconder-se, fugir dos compromissos sociais e religiosos, muito menos fechar os olhos ou fingir que não vê as falcatruas e injustiças do dia a dia.

A característica do seguidor de Jesus é a humildade. Colocar-se em último lugar é a atitude do cristão que entendeu a mensagem do Mestre e a traduz com transparência em sua própria vida.

Jorge Lorento - www.miliciadaimaculada.org.br


sábado, 22 de setembro de 2012

#FicaAdica 35



Experimente ultrapassar aquilo que lhe é dito a respeito das pessoas. Infelizmente e na maioria das vezes, o que assimilamos sobre os demais não é a verdade; é quase sempre o resultado de experiências que outros viveram em nosso lugar e não é justo nos relacionarmos com as pessoas a partir da experiência de outros.

Quem dera, um dia, olhemos as pessoas como Deus as fez e não como nos dizem que elas são. Lembrei-me agora de Davi! Deus não viu a aparência dele, e porque viu o coração, o escolheu! Façamos o mesmo

Ricardo Sá

Leitura Bíblica: Lucas 8, 4-15


“O semeador saiu a semear. Ao semear, uma parte da semente caiu à beira do caminho e foi pisada; e os pássaros do céu a comeram. Outra parte caiu sobre as pedras; brotou, mas secou, por falta de umidade. Outra parte caiu entre os espinhos e, crescendo ao mesmo tempo, os espinhos a sufocaram. Ainda outra parte caiu em terra boa; brotou e deu frutos, até cem por um”. Depois de dizer isso, ele exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!” (Lc 8,5-8).

Hoje Jesus vem nos falar por meio da conhecida “parábola do semeador”, explicando Ele mesmo o sentido da parábola: “A semente é a Palavra de Deus. Os que caem à beira do caminho são os que escutam, mas logo vem o Diabo e arranca a palavra do seu coração, para que não acreditem e não se salvem. Os que ficam sobre as pedras são os que ouvem e acolhem a palavra com alegria, mas não têm raízes. Por um momento, acreditam, mas quando chega a tentação, desistem.  Aquilo que caiu entre os espinhos são os que escutam, mas vivendo em meio às preocupações, as riquezas e os prazeres da vida, são sufocados e não chegam a amadurecer.  O que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra e dão fruto pela perseverança” (Lc 8,11-15).

Jesus quer saber como está o nosso coração hoje:
Aquele que colhe a Palavra, mas não a retém, recebe com leviandade? Girando em torno desse terreno está o demônio, querendo arrancar-lhe a semente da Palavra. Pode ser que hoje estejamos vivendo assim: vamos à missa, aos encontros de oração, fazemos palestras, mas tudo apenas superficialmente. A Palavra cai em nosso coração, mas não deixa resultados. O demônio faz festa com esse tipo de terreno.

Aquele em que a Palavra caiu, foi acolhida, mas não criou raízes. O solo é pedregoso. Estamos assim, acolhendo a Palavra, sabendo o quanto ela é importante, mas nos deixando abater por qualquer dificuldade, tribulação, perseguição por causa da Palavra? Quando descobrimos que o Pai não está retirando todas as pedras do caminho, desistimos? Nesse coração a Palavra não pode fincar raízes.

Aquele terreno cheio de espinhos, que ouve a Palavra com alegria, recebe, acolhe, mas se deixa seduzir pelos cuidados do mundo? Infelizmente isso tem acontecido com muitos de nós! Recebemos a Palavra, passamos pela conversão, os dons afloram... mas os cuidados do mundo, os trabalhos, as riquezas, o conforto, os compromissos sociais vão sufocando a graça recebida e tudo vai embora...

Aquele terreno especial, em que a semente cai e frutifica. Coração que acolhe a Palavra e produz a partir daí! A esse terreno Jesus pede perseverança!
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Peçamos hoje ao Senhor que nos dê a graça de transformarmos o nosso coração em terreno fértil e bom, capaz de não desperdiçar a graça abundante derramada. 

Senhor, transforma o nosso coração em terreno bom, que produza trinta, setenta, cem por cento se puder, mas que produza, Senhor!



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Vivamos bem o tempo presente


“Tudo posso naquele que me dá força” (Fl 4,13).

A cada novo dia, Deus nos dá a força para recomeçar. Isso nos leva a descoberta da beleza da vida e percebemos o divino amor que se renova a cada manhã para todos.

Deixemos cair por terra os pesos que arrastamos do dia de ontem, as amarguras, os medos, o negativismo, a incredulidade e tantos outros sentimentos ruins. Assumamos uma postura de quem confia em Deus, com o coração cheio de louvor e gratidão.

Quando pedimos ao Senhor a graça de sermos melhores, Ele nos concede. Supliquemos com confiança uma nova disposição. Não vivamos este dia como se fosse uma rotina, mas sim um novo dia que Ele mesmo nos presenteia.

“De pé! Deixa-te iluminar! Chegou a tua luz! A glória do Senhor te ilumina” (Is 60,1)


Jesus, eu confio em Vós!



 Do Livro “Comece Bem o Seu Dia”, Luzia Santiago