sábado, 8 de junho de 2013

Consagre o seu coração ao Imaculado Coração de Maria



Quero lhe fazer um convite: consagrar o seu coração ao Imaculado Coração de Maria. Diga a Nossa Senhora que o seu coração é dela.

Nós celebramos, hoje, a memória do Imaculado Coração de Maria. O Evangelho de hoje – e outras passagens –, nos dá a graça de compreender que o coração de Maria guarda os segredos de Deus, a vontade d’Ele. O coração de Nossa Senhora é todo centrado na vontade do Senhor.

Um coração imaculado quer dizer puro, preservado do mal. O coração de Maria bateu mais forte ao lado do coração de Jesus. E como nós precisamos cuidar bem do nosso coração! Precisamos fazer com que ele alcance o ritmo de Deus.

Quero lhe fazer um convite: consagrar o seu coração ao Imaculado Coração de Maria. Este foi um dos segredos de Fátima, essas foram algumas das disposições que o nosso querido Beato João Paulo II proferiu durante seu pontificado, quando consagrou a Rússia e o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria.

Hoje, estou colocando a mão também no meu coração e pedindo a você que também o faça em algum momento desse dia. Diga a Nossa Senhora que o seu coração é dela.
“Ó, Imaculado Coração de Maria, volte-se para nós, pobres pecadores, e ajude-nos a rever a vontade de Deus. Não deixe o nosso coração se perder nos pecados e no mal desse mundo. Cuide do nosso coração para a eternidade. Que assim o seja!”

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo – Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Leitura Bíblica: Tobias 6,10-11

Estamos todos convencidos de que, em nossos dias, se faz necessário um delicado e perseverante trabalho na linha da pastoral conjugal e familiar. Vivemos um tempo não somente complicado, mas complexo em todos os campos da vida.  Particularmente delicada é precisamente a questão da família:  multiplicam-se as separações,  casamentos são desfeitos e refeitas nossas uniões, os casados amadurecem com dificuldade e as pessoas  nem sempre se fazem presentes umas na vida das outras. Muito difícil perseverar  nas escolhas e ser fiel até o fim nas decisões.

O Livro de Tobias, que atualmente estamos lendo na Liturgia da Missa, nos descreve o casamento e a oração conjugal de Tobias e Sara.  O estilo do texto é delicado. Sentimos a forte presença de Deus na decisão do casamento dos jovens. Na verdade, os noivos, na época não se escolhiam. Os pais é que tomavam a decisão da escolha do marido para as filhas. Sara é levada pelos pais ao quarto da casa que seria para o novo casal. Esta era a maneira oficial do casamento. E lá os noivos fizeram uma bela oração. Era o momento em que iniciavam sua vida conjugal.

Depois que os pais de Sara se retiraram do quarto, Tobias convidou Sara a que se levantasse do leito. Propôs que os  dois fizessem oração pedindo por sua salvação. Nada mais oportuno do que meditar no teor desta prece:

“Tu és bendito, ó Deus de nossos pais, e bendito é o teu nome  por todos os séculos e gerações. Que os céus e todas as tuas criaturas te bendigam por todos os séculos. Foste tu quem criou Adão e para ele criaste Eva que lhe servisse de ajuda e apoio. De ambos teve início a geração dos  homens. Tu mesmo disseste: Não é bom  que o homem esteja só. Vamos fazer uma auxiliar semelhante a ele.  Tu mesmo disseste: Não é bom que o homem esteja só. Vamos fazer  um auxiliar semelhante a ele.”

Depois de enaltecer e engradecer o Deus criador do homem e da mulher, do casal, o orante apresenta a Deus suas súplicas:

“Não é por desejo impuro que eu recebo como esposa, esta minha irmã, mas faço-o de coração sincero. Sê misericordioso comigo e com ela e concede que cheguemos juntos a uma velhice ditosa”.

Bela oração conjugal! Felizes os casais que se unem no  Senhor e que ao longo da vida estão sempre buscando a presença do  Senhor. Assim, criam um casal e uma família segundo o coração de Deus.

“Disseram depois a uma só voz;  ‘Amém! Amém!’”

Frei Almir Ribeiro Guimarães


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Vamos encher as nossas talhas?



Quando rezamos e pedimos alguma coisa a Deus, e de fato acreditamos que Ele pode nos conceder, precisamos nos preparar para recebê-la.

Por exemplo: pedimos a graça de fazer um curso, mas não nos informamos das coisas práticas que diz respeito a ele como o preço, o tempo de duração e tantos outros detalhes que o envolve. De repente, pode aparecer alguém que quer ajudar-nos, faz-nos perguntas relacionadas ao assunto, mas nós ficamos sem saber responder, porque não fizemos a nossa parte, e a hora da graça passa. Quando isso acontece, ainda damos desculpas: não era o tempo de Deus, não chegou o momento, Deus proverá! E tantas outras expressões que usamos para explicar o nosso despreparo.

Na verdade, Deus, na Sua bondade, mandou a provisão que pedimos, mas não a recebemos, porque não enchemos as talhas de água. Veja como foi realizado o primeiro milagre de Jesus nas bodas de Caná:

“Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: Eles já não têm vinho. Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou. Disse, então, sua mãe aos serventes: Fazei o que Ele vos disser. Jesus ordena-lhes: Enchei as talhas de água. Eles encheram-nas até em cima. Tirai agora, disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram. Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era, chamou o noivo e disse-lhe: É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora” (Jo 2,3-5.7-10).

Vamos, hoje, encher as nossas talhas para recebermos o que estamos pedindo a Deus?

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago, Comunidade Canção Nova

(CIC) Por que a Liturgia?



No Símbolo da Fé, a Igreja confessa o mistério da Santíssima Trindade e seu "desígnio benevolente" (Ef 1,9) sobre toda a criação: o Pai realiza o "mistério de sua vontade" entregando seu Filho bem-amado e seu Espírito para a salvação do mundo e para a glória de seu nome. Este é o mistério de Cristo, revelado e realizado na história segundo um plano, uma "disposição" sabiamente ordenada que São Paulo denomina "a realização do mistério" (Ef 3,9) e que a tradição patrística chamará de "Economia do Verbo Encarnado" ou "a Economia da Salvação".

"Esta obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus, da qual foram prelúdio as maravilhas divinas operadas no povo do Antigo Testamento, completou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal de sua bem-aventurada paixão, ressurreição dos mortos e gloriosa ascensão. Por este mistério, Cristo, 'morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, recuperou nossa vida'. Pois do lado de Cristo adormecido na cruz nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja." Esta é a razão pela qual, na liturgia, a Igreja celebra principalmente o mistério pascal pelo qual Cristo realizou a obra da nossa salvação.

E este mistério de Cristo que a Igreja anuncia e celebra em sua liturgia, a fim de que os fiéis vivam e deem testemunho dele no mundo:
Com efeito, a liturgia, pela qual, principalmente no divino sacrifício da Eucaristia, "se exerce a obra de nossa redenção", contribui do modo mais excelente para que os fiéis, em sua vida, exprimam e manifestem aos outros o mistério de Cristo e a genuína natureza da verdadeira Igreja.


Catecismo da Igreja Católica, § 1066-1068

sábado, 1 de junho de 2013

Leitura Bíblica: Eclesiástico 51,17-27



O livro do Eclesiástico que está sendo proclamado na  liturgia desses dias fala da sabedoria, da busca de Deus à luz da sabedoria.

Poderíamos, assim, parafrasear,  o texto  do Eclesiástico hoje proclamado:

Sou um peregrino e viandante.  Busco o Senhor.  Por vezes o procuro com insistência.  Em outros momentos me abate o desânimo.  Ele parece se ausentar, se esconder.  Mas quando o encontro, quando tomo  consciência de que ele não me deixa experimento uma imperiosa necessidade de render graças, louvar e bendizer  esse que é o Altíssimo e  Bom Senhor.

Na  minha juventude, antes de andar errando e errante pelos caminhos da vida e  pelas  vias de meu interior, procurei abertamente a sabedoria em minhas orações e ações.   No fundo  o Altíssimo é sabedoria, luz,  bom senso, previdência.  Devo confessar que a sabedoria floresceu como  uma uva temporã.  Deixei-me guiar por ela e por suas inspirações.  Meu coração nela colocou  sua alegria e meu pé andou por um caminho reto e desde a minha juventude segui suas pegadas.  Assim continuei minha caminhada na busca do Altíssimo.  A própria “Sabedoria” morava em mim.  Fui tendo a certeza de ser habitado pelo Altíssimo.

Na vida de todos os que buscam o Senhor  há luzes e sombras.  Mas resolvei pôr em prática o dom da sabedoria.  Destarte, procurei o bem e não fui confundido. Minha alma aprendeu com ela a ser valente e na prática da lei fui meticuloso, não agindo com doentios escrúpulos, mas com delicadeza de coração e sensibilidade de consciência.   Houve um momento, depois de saborear  os frutos da Sabedoria, que fiquei repleto de paz e de alegria, que me arrependi de não ter buscado o Senhor mais cedo.  Perdi muito tempo por aí.  Levantei minhas mãos para o alto e realmente lamentei tê-la ignorado.

A partir desse momento começou para mim uma purificação. Entrei no alegre e  laborioso tempo da conversão.  Procurei, com a  sabedoria,  afastar de meu interior toda cobiça que me tirasse a paz, todo desejo de posse de bens  ou de pessoas. Sempre buscando a sabedoria.  Para ela orientei minha alma e na minha purificação a encontrei.

Frei Almir Ribeiro Guimarães