terça-feira, 12 de junho de 2012

Condição humana


A pessoa humana, experimentando seus próprios limites, ora faz opção pelo bem, ora pelo mal. Mas sempre lutando por sobreviver, tendo como pano de fundo a confirmação de sua existência, estabilidade e realização final. O importante é não ser enganado pelo mal que a cerca e se tornar uma pessoa infeliz.

Na descrição bíblica do paraíso, havia ali a árvore do bem e do mal. Diante dela, o homem e a mulher deveriam fazer sua opção e escolha de vida. Era um ato de obediência ou não, uma escolha que teria grandes consequências. Aí estava em jogo o destino de toda a humanidade e, também, até a perda do paraíso.

Nesse cenário bíblico encontramos inspirações profundas para nossas realizações de hoje. Às vezes descartamos a esperança diante de opções que matam a vida. Podemos até perder o sentido do novo paraíso, a vida em Deus. Isto acontece quando desconhecemos o sentido do sagrado e da dignidade da pessoa humana.

A força do mal leva consigo falsas promessas. É como o poder dominador, que faz parceria com quem age da mesma forma e não dá valor às iniciativas dos outros. Cai por terra a prática da fraternidade e a convivência entre os irmãos. As consequências de tudo isso é o endeusamento do individualismo, fato tão proclamado pela nova cultura.

A condição humana está ligada à liberdade e à capacidade de escolha. Tem como segurança a esperança, que deve sempre ser alimentada e concretizada em Jesus Cristo. Supõe firme convicção de fé na ressurreição e na vida eterna. A morada terrestre, que será destruída, transformar-se-á em uma morada eterna em Deus.

A vida é sempre marcada por um paraíso perdido, passageiro, e pelo mal que nos leva a perdê-lo. Isto é fruto da tendência que todos temos para o mal, para atos de injustiça e por atitudes muitas vezes desumanas. Assim ficamos perdidos na busca do bem e de uma condição humana que nos torna realizados. A dignidade é fonte de humanização e divinização.

Dom Paulo Mendes Peixoto

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Amor imperecível por Jesus


“Que a graça esteja 
com todos os que 
amam nosso Senhor Jesus Cristo,
imperecivelmente”

(Ef 6,24)

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Devemos pedir perdão a Jesus pelas vezes que não o amamos imperecivelmente.

O dicionário diz que imperecível significa “eterno”, “imortal”.

O amor imperecível é independente da dor, do sofrimento, das alegrias, paixões ou contrariedades.

Devemos estar atentos ao que vivemos em relação ao nosso amor por Jesus, pois esse amor precisa estar acima das nossas dificuldades e ser maior que os sofrimentos e sacrifícios de nossas vidas.

Jesus é a razão de tudo, por isso devemos entregar nossas vidas a Ele.

Vem, Espírito Santo, capacita-nos para amar Jesus com um amor inalterável.

Amém.


Do Livro “Deus Fala com Você”, de Marina Adamo

Elias e a experiência de Deus


A Bíblia, nos capítulos dezoito e dezenove do Primeiro Livro dos Reis, nos apresenta uma extraordinária experiência de Deus, tendo como protagonista o profeta Elias. O fato ali narrado ocorreu cerca de nove séculos antes da era cristã.

Elias não se conformava com o comportamento do povo escolhido, que havia abandonado o culto ao Deus verdadeiro para seguir as ideias dos profetas dos povos vizinhos, adoradores do deus Baal. Tendo percebido que, sem algum gesto dramático, não conseguiria levar seu próprio povo à conversão, propôs um desafio aos profetas de Baal: eles escolheriam um novilho, o preparariam para o sacrifício e o colocariam sobre a lenha, mas sem pôr fogo. Ele, por sua vez, faria o mesmo. Em seguida, cada um invocaria o nome de sua divindade: ela é que deveria acender o fogo, para que a oferta fosse queimada. Conforme a resposta obtida, saberiam do lado de quem estava o Deus verdadeiro.

Aceito o desafio, os seguidores de Baal dispuseram tudo de acordo com o que fora combinado e iniciaram as súplicas. Multiplicaram as orações e nada conseguiram. Vendo-os e escutando-os, Elias fez um comentário irônico: “Gritai mais alto, pois sendo deus, Baal pode estar ocupado. Quem sabe ausentou-se ou está de viagem; ou talvez esteja dormindo e seja preciso acordá-lo”. Os profetas de Baal passaram das súplicas aos gritos; em seguida, se autoferiram até o sangue escorrer. Nada conseguiram.

Ao chegar sua vez, Elias mandou que derramassem água tanto sobre a lenha como sobre a oferenda que preparara. Pediu, então, que Deus se manifestasse: “Ouve-me, Senhor, ouve-me, para que este povo reconheça que tu, Senhor, és Deus, e que és tu que convertes os seus corações”. A resposta foi imediata: veio fogo sobre o altar, consumindo a oferta, a lenha e as próprias pedras do altar. Tirando proveito de seu sucesso e querendo exterminar o mal pela raiz, Elias mandou que fossem degolados todos os profetas de Baal. Depois disso, foi ameaçado de morte e perseguido. Para piorar a situação, teve o desgosto de ver que, mesmo depois disso tudo, seu povo não se converteu ao Deus verdadeiro. Desanimado e com vontade de morrer, foi socorrido por um anjo e partiu em direção ao Monte Horeb. Ali fez a experiência de Deus a que me referi no início.

Sabendo que o Senhor passaria em seu caminho, o profeta o esperou, de pé. Viu então, sucessivamente, o desenrolar de vários fenômenos grandiosos. Ficou atento, pois Deus poderia se manifestar através deles. Mas Deus não estava nem no furacão violento, nem no terremoto, nem no fogo. Finalmente, ouviu-se o murmúrio de uma brisa suave. O Senhor estava nela.

Também hoje, em nossa vida, Deus se manifesta muitas vezes e de maneiras diferentes. Por vezes serve-se de acontecimentos extraordinários, como são os desequilíbrios da natureza, as grandes decepções, uma doença grave ou a morte de uma pessoa que nos é querida. Normalmente, porém, manifesta-se em nossa vida por meio de brisas suaves – isto é, de acontecimentos tão simples que não valorizamos; tão rotineiros que nem percebemos; tão frequentes que nem lhes damos valor. Contudo, cada passagem sua é especial, irrepetível e única.

O episódio envolvendo Elias nos ensina que é o Senhor que escolhe a maneira de se manifestar a nós. Mesmo assim, muitos preferem ir atrás de experiências exóticas ou envolvidas pelo misticismo superficial, já que elas não exigem qualquer mudança de vida. São preferidas as experiências que mais agradam aos sentidos e as que acalmam a consciência com pensamentos vagos e que, por isso mesmo, não geram nenhum compromisso ou responsabilidade. Sem perceber, imitam-se, hoje, os antigos pagãos, que costumavam criar deuses à sua própria imagem e semelhança – isto é, com as limitações e os defeitos humanos.

Enquanto isso, o Deus vivo e verdadeiro passa em nossos caminhos como uma brisa suave e amena, para possibilitar-nos experiências marcadas pelo amor, pela alegria e pela paz. Só O perceberemos se formos capazes de valorizar o sorriso de uma criança, a beleza de uma flor à beira do caminho ou a onda do mar que se desmancha na areia da praia.

Dom Murilo S.R. Krieger

domingo, 10 de junho de 2012

Adão, onde tu estás?


Temos saudade de  viver num mundo de harmonia.  Por vezes nosso interior experimenta terremotos e turbulências.  Temos vontade de dizer com  Paulo:  “Quem nos livrará deste corpo de morte”  A essa desordem de nosso coração não é de hoje.  A Escritura nos ensina que tudo começou quando nossos primeiros pais foram tentados pelo inimigo.  Adão  foge dos olhos de Deus.  Depois da queda não tem mais coragem de encarar o Senhor. Seu interior se agita e tudo nele se atropela.  Sim, o esposo de Eva, depois de comer do fruto que não podia ser colhido, tendo feito isto por sugestão da mulher,  fica desamparado e some da vista do Senhor.

“Adão, aquele que plasmei do barro da terra, Adão  que recebeste de minhas narinas o sopro da vida, Adão tu que circulavas pelo Paraíso e me encontravas no cair da tarde. De repente, desapareceste.  Onde estás?”

Adão dá explicação sem dar explicação. “Ouvi a tua voz no jardim e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi”.  O homem não dá a verdadeira explicação  que seria o ter desobedecido a Deus. Na verdade, a nudez de Adão que, antes do pecado, não era problema passou a ser motivo de perturbação.  Acontecera o pecado e a desordem estava instaurada. O livro do Gênesis dá a entender que a serpente, o tentador, a partir de então começou a perturbar a vida de nossos primeiros pais.  O Evangelho de  Marcos hoje proclamado vai dizer  que  Jesus nada tem a ver com Belzebu, o príncipe dos demônios.  Os seus adversários diziam que ele estava possuído por um demônio, justamente aquele que viera para estabelecer uma luta terrível contra o inimigo.  Desde o deserto, passando pelas coisas da caminhada, e chegando ao abandono da cruz… Jesus será aquele que não se dobrará ao mal, terá como alimento fazer a vontade do pai e sendo de condição divina não hesitou em tomar a condição de servo, não aceitando o ídolo do prestígio. De aniquilamento em aniquilamento, não tendo uma pedra para reclinar a cabeça, até o  jardim das oliveiras e à colina do Crâneo, Jesus vai vencendo o inimigo  para que com o dom de sua vida o pecado de Adão e o pecado de cada ser humano pudesse ser perdoado.  Para que pudéssemos olhar nos olhos do Senhor e não nos importamos com nossa nudez, nossa pobreza,  na obediência que se transforma em riqueza.

Paulo lembra que aquele que ressuscitou  Jesus dos mortos, também haverá de ressuscitar a nós. E lembra: “Mesmo se o nosso homem exterior se vai arruinando,  nossos homem interior, pelo contrário, vai se renovando a cada dia”.   A vida cristã é luta contra a tentação, contra as solicitações do mal, contra essa proposta que é sempre repetida.  “Se comerdes do fruto da árvore proibida serias como deus”.  Os homens de ontem e de hoje  sempre querem ser “deuses” .  Quando conseguem seus intentos precisam correr e buscar um esconderijo para esconder sua nudez….

“Ó homem, onde estás nesta altura de tua vida? Por que te escondes de mim?  Não te esqueças que no alto da cruz  arrancaram minhas vestes, expuseram minha nudez para que pudesse te vestir da graça. Onde tu estás?”

Frei Almir Ribeiro Guimarães

A tolerância dos defeitos do próximo


O que o homem não pode emendar em si ou nos outros deve padecê-lo com paciência, até que Deus ordene de outro modo.

Pensa que talvez seja melhor ser assim, para colocares à prova a sua paciência, sem a qual não são dignos de muita estimação os nossos merecimentos.

Deves, porém, pedir a Deus que te ajude para que possas vencer estes obstáculos ou sofrê-los com resignação.

Se alguém, censurado uma ou duas vezes, não se emendar, não discuta com ele; mas encomende tudo a Deus, que sabe tirar bem do mal para que se faça sua vontade, e ele seja honrado em todos os seus servos.

Esforce-se por sofrer com paciência quaisquer defeitos e fraquezas alheias, pois há muito em você que os outros têm que suportar.

Se não consegue ser o que deseja, como poderá transformar os outros segundo seus desejos?

Desejamos que os outros sejam perfeitos, e não somos capazes de corrigir nossos próprios defeitos.

Desagrada-nos que aos outros sejam dadas amplas liberdades, mas não suportamos que nos neguem seja o que for.

Do Livro “Imitação de Cristo”

sábado, 9 de junho de 2012

Estatísticas do blog (Junho-2012)


No dia 06 de dezembro de 2011, com o artigo “O amor de Deus por mim” http://umsoprodedeus.blogspot.com.br/2011/12/o-amor-de-deus-por-mim.html, iniciávamos esse simples projeto de evangelização. Hoje, 09 de junho de 2012, às 11h50min, passados seis meses, 364 postagens feitas, 33.941 visualizações de página, a Deus o nosso louvor pelas graças abundantes derramadas no meio de nós. A certeza de que a luta no caminho da evangelização não é pequena, mas é muito gratificante.

Louvado seja Deus por cada um que visita e que curte o blog Ruah, um sopro de Deus.

Abaixo, relação das postagens mais acessadas até esta data. Vale a pena conferir cada uma delas:

Para crescer, precisamos nos lançar em Deus



“Foste tu que criaste minhas entranhas e me teceste no seio da minha mãe” (Sl 139,13)

Precisamos ter coragem de nos reconciliar com a nossa história, com Deus e com as pessoas para começarmos uma vida nova.

Somente através do caminho do encontro franco com nós mesmos é que chegaremos a Deus, que transforma tudo o que lhe apresentamos, até resplandecer em nós a imagem de Jesus Cristo, isto é, a imagem que Deus fez de cada um de nós e que só poderá se irradiar neste mundo em nós e através de nós. A grande artimanha do demônio é querer transformar os filhos de Deus em caricaturas dele. Somos filhos de Deus, criados à imagem e à semelhança dEle.

Assumamos hoje que somos filhos amados e prediletos de Deus!

Jesus, eu confio em vós!



Do Livro “Comece Bem o Seu Dia”, de Luzia Santiago