quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Deus não resiste à oração

Não sei por que ainda tem quem resista:
- Em não perdoar o outro e ser perdoado.
- Em não acreditar no perdão de Deus por maior que seja a culpa.
- Em recomeçar depois de uma besteira cometida.
- Em abraçar depois de uma traição sofrida.
- Em dar um beijo depois de um fracasso afetivo.
- Em se reconhecer pessoa amada e com capacidade de amar.
- Em tomar iniciativa diante da queda alheia.
- Em fazer o bem sem esperar nada em troca.
- Em silenciar diante da dor e do sofrimento.
- Em saber escutar sem ter resposta a tudo.
- Em aceitar servir sem esperar nada em troca.
- Em dizer a verdade mesmo sabendo que ela pode doer.
- Em manifestar os seus sentimentos sem machucar.
- Em crer em Deus apesar de todas as provas.
- Em afirmar que outro mundo é possível, pelo qual vale a pena viver.
- Em acreditar no valor dos pequenos gestos de solidariedade.
- Em reconhecer-se limitado e imperfeito.
- Em aceitar os valores éticos e morais sem prazo de validade.
- Em ser honesto diante dos centavos que não lhe pertence.
- Em crer que o mundo será melhor quando cada ser humano for melhor.
- Em saber que a solução não está em jogar pedras ou buscar o culpado.
- Em deixar de lado a própria autossuficiência e o senhorio da verdade.
Apesar de todas essas resistências, Deus é o único que não resiste em não amar. Amou por primeiro; ama sempre e ama a todos sem distinção. Ele é fiel. Ele sempre nos olha com olhar novo. Nunca se repete. Deus não resiste diante da coragem de dobrar os joelhos e adorar, chorar, abrir o teu coração e orar. Deus não resiste diante da humilde reverência da criatura diante do Criador. Portanto, nunca resista em orar, pois a atitude orante abre as comportas do coração amoroso do Pai Criador.

Dom Anuar Battisti

terça-feira, 23 de outubro de 2012

#FicaAdica 44


Uma das bases da prudência é não fazer por mal o que se pode fazer por bem. A prudência vai nos ensinando a refletir as situações e pesar as decisões. A prudência não consiste em ficar numa atitude cômoda, neutra, indecisa. Consiste muito mais numa autêntica busca humana, em crescer em equilíbrio, em aprofundar no caminho da sabedoria. A prudência se conquista, se adquire, se cultiva. 

Não há nada que se possa fazer com pressa e prudência ao mesmo tempo. A pressa em decidir, em optar, em escolher quase sempre nos levar ao erro ou ao arrependimento. Então, procure cultivar a prudência como uma verdadeira virtude. Comece por escutar sua consciência e o sábio que mora dentro de você. Com um pouquinho de meditação diária você poderá se conectar mais e melhor com sua própria alma.

 Frei Paulo Sérgio, ofm

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Escolher sempre a verdade



“Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade” 
(Jo 17,17).

Recebemos um número tão grande de informações e de maneira tão rápida que, se não estivermos atentos, ficamos impregnados com uma mentalidade totalmente distorcida, a ponto de trocarmos, sem perceber, a verdade de Deus pela mentira do mundo. Para evitar tal atitude, precisamos ser cheios do Espírito Santo. Só Ele nos levará a discernir e a caminhar conforme a verdade de Deus.

Peçamos ao Senhor que derrame sobre nós o seu Espírito Santo, para que não nos desviemos de seus caminhos, e que nos livre do erro, para que não nos desviemos da vontade de Deus.

Ó vinde Espírito Criador! Nosso inimigo repeli e concedei-nos vossa paz se pela graça nos guardais, o mal deixamos para trás.


Jesus, eu confio em Vós!



 Do Livro “Comece Bem o Seu Dia”, Luzia Santiago

Leitura Bíblica: Lucas 12, 13-21


“Alguém do meio da multidão, disse a Jesus: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança” (Lc 12,13)

A pergunta feita por aquela pessoa, cujo episódio está relatado no Evangelho de hoje, leva Jesus a esclarecer que não veio para resolver interesses particulares de cada um, especialmente com relação a bens materiais. Dá pra perceber que Ele mais ensina a dar e partilhar do que a reclamar direitos. Jesus vem nos lembrar por meio dessa passagem o que o Salmo 49 já dissera, que a riqueza não é um seguro de vida.

A nossa preocupação em darmos condições financeiras agradáveis aos nossos entes queridos não pode se tornar dona dos rumos da nossa vida. Dar à família uma vida digna não quer dizer que temos que passar por cima de tudo e de todos para chegar a esse objetivo. Não podemos nos tornar dependentes do dinheiro e dos bens materiais, vivermos como se dependêssemos desses bens, crermos que nossa segurança e futuro estão neles fundamentados, pois isso nos leva a idolatrarmos o dinheiro, colocando-o num pedestal que só caberia Deus. Não podemos servir a dois senhores... E não adianta entrarmos nessa pensando em ir à frente só mais um pouquinho, pois esse pouquinho não bastará.

Façamos uma perguntinha básica a nós mesmos: até que ponto somos capazes de dar até o que nos é quase necessário para que outros possam ter uma vida digna? Nada mais triste do que o apego avarento aos bens que a traça come...

Aí, lembro da parábola contada por Jesus nesse mesmo Evangelho, onde o homem rico já não sabia mais o que fazer com os seus bens. Construiu celeiros maiores para que protegessem os bens. Só pensava em guardar, guardar, guardar... Não pensava ele que sua vida terrena poderia acabar a qualquer momento! E para que serviriam tantos bens guardados? Não passara pela cabeça dele que tantos bens poderiam ser partilhados e ainda não lhe faltaria. Aqui recordo dos ensinamentos do Mestre, de que Deus não desampara aos que a Ele se voltam. Da vida nada levamos a não ser o bem, o amor partilhado e o uso generoso daquilo que conseguimos juntar. A riqueza da caridade humana é o que importa para Deus. Jesus nos alerta, por meio dessa passagem bíblica, que um dia seremos julgados não por aquilo que possuímos, mas pelo modo como vivemos, na fidelidade a Deus e aos irmãos, pela prática constante do amor.

Peçamos ao Senhor, neste dia, que envie o Seu Espírito para nos orientar, ensinando-nos a usar os nossos bens materiais cristãmente, usando-os também em favor dos mais necessitados; que não deixemos sair da nossa frente quem nos entende as mãos vazias. Assim, imitaremos o Pai do Céu, que dá tudo o que possui, sem nada cobrar em troca...



domingo, 21 de outubro de 2012

Ato de rejeição

Não temos que aceitar tudo que recebemos, mas nem tudo deve ser deixado de lado, no ostracismo e na rejeição total. Há muitos valores que acrescentam e são fundamentais na nossa existência e realização como pessoas humanas. A Palavra de Deus, por exemplo, é fonte de critérios para uma vida sadia e equilibrada.

Jesus disse que, “um profeta nem sempre é bem recebido em sua própria terra natal” (Lc 4, 24). Os seus conterrâneos desqualificavam suas palavras por ser “filho de carpinteiro”, portanto considerado, naquele tempo, como pessoa de pouco prestígio. Assim não davam credito aos ensinamentos que saíam de sua boca.

Aos sábados Jesus ia à sinagoga dos judeus para anunciar uma palavra de fé e vida. Isto causava admiração em algumas pessoas e atitudes de recusa em outras. O mais impressionante é que a recusa era feita pelos líderes religiosos, por aqueles que deveriam proclamar a Mensagem do Mestre como fonte e motivação para a fé.

Jesus anunciava com muita autoridade, mas isto não dependia de sua profissão, de ser carpinteiro. Era ensino com uma sabedoria dada pelo poder divino. Não poderia haver preconceito, mas reconhecimento do valor da Palavra. O preconceito causa fechamento do coração humano e impede a pessoa de ver a Deus através das obras realizadas em Jesus Cristo.

Todo aquele que sente o sopro de Deus em sua vida faz o bem e age com muito mais responsabilidade. Do contrário, seu coração fica endurecido, insensível e suas atitudes às vezes são nefastas, egoístas e voltadas para o seu bem próprio. Isto pode ser identificado, com muita facilidade, nas lideranças mal preparadas, desonestas e aproveitadoras do poder que têm.

Somos exortados a viver conforme nos ensinam os Evangelhos de Jesus Cristo. Uma das características é a humildade, a superação do orgulho próprio, o entender que, na fraqueza humana está a grandeza do agir de Deus na vida das comunidades. Ele nos fala através de pessoas simples e modestas, com palavras que questionam nosso modo de ser e agir.

Dom Paulo Mendes Peixoto

#FicaAdica 43



Quer um método para ser feliz? Nada mais simples: faça alguém feliz! A verdadeira felicidade está além de nós. Embora o mundo diga exatamente o contrário, pois afirma que feliz é quem é capaz de realizar-se a si mesmo a qualquer custo.

Entretanto, experimenta verdadeira felicidade quem consegue encontrar sentido para a própria vida dando um pouco de si mesmo para realizar alguém.

O segredo é experimentar, dando-se a oportunidade, de, num momento de grande necessidade pessoal, fazer algo por alguma pessoa. Garanto-lhe que a sua felicidade será genuína.

Experimente! Um dia, quem sabe, possa me contar o resultado! E seja feliz!


Ricardo Sá