quinta-feira, 14 de junho de 2012

O peso da Eucaristia


Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou num armazém, aproximou do proprietário, conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu a fiado alguns mantimentos. Ela explicou que o marido estava doente, que não podia trabalhar e que tinha sete filhos para alimentar. O dono do armazém pediu que se retirasse do estabelecimento. Pensando na necessidade da família, ela implorou:

_ Por favor, senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que poder.

O comerciante respondeu que ela não tinha crédito nem conta em sua loja. Mas, diante da insistência da mulher, o comerciante perguntou o que ela poderia lhe dar em troca.

_ Em troca dos alimentos eu lhe ofereço uma santa missa – disse-lhe a senhora.

O comerciante incrédulo falou meio relutante para a pobre mulher:

_ Escreva num papel a intenção da sua missa e coloque no prato da balança e o peço dela eu lhe darei em mantimentos.

A pobre mulher hesitou uns instantes e, com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu uma coisa e o depositou suavemente na balança. Com o peso do papel o prato da balança desceu e permaneceu embaixo. Completamente pasmado, o comerciante começou a colocar os mantimentos no outro prato. Como a escala da balança não equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos, até não caber mais nada. O comerciante ficou ali por alguns instantes, olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido... Finalmente, ele pegou o pedaço do papel da balança e ficou espantado, pois estava escrito o seguinte: “Jesus Eucarístico, o Senhor conhece as minhas necessidades, e eu estou deixando isto em suas mãos”. 

O homem, no mais completo silêncio deu as mercadorias à pobre mulher, que agradeceu e deixou o armazém. Ele, com o coração apertado, pensou consigo: “Valeu cada centavo”.


Jesus se apresenta como o pão que desceu do céu para dar a vida ao mundo. Deus Pai sabe que temos fome de vida em abundância. Como bom pai, nos alimenta, nos dá aquilo que nos devolve as forças e a capacidade de caminhar, de agir, de estar de pé. O alimento não só repõe nossas energias, ele sacia, satisfaz. Ele nos dá o pão do céu para estarmos felizes, de bem com a vida, de bem com tudo e com todos.

O Pai ama e cuida de nós alimentando-nos. Não é um alimento qualquer, mas um alimento que é fonte de energia, de bem-estar, que garante a vida eterna. Jesus, escondido sob o pão eucarístico, quer ser nosso alimento cotidiano, isto é, quer nos dar força, energia, Ânimo para caminhar, para agir, para viver. Tomando o pão eucarístico, Jesus entra em comunhão conosco para nos transformar naquele que recebemos.

Revista “Rainha dos Apóstolos”

Para que se agitar?


“Só tu, Senhor, me fazes descansar com segurança” (Sl 4,9)

Todos nós passamos por tribulações, porém há pessoas que, nos momento difíceis, agitam-se, buscando refúgio em alguém ou algo que as cercam. Se nos encontrarmos assim, oremos com mais confiança, mesmo com o interior abalado.

Basta recorrermos e invocarmos o nome do Senhor, certos de que Ele virá em nosso auxílio. “O Senhor me escuta quando lhe dirijo o meu apelo.”

Diante de Deus ninguém é melhor ou pior, maior ou menor; todos podem viver e experimentar a sua bondade de uma forma plena. Rezemos para que o nosso coração se torne confiante em todos os momentos da nossa vida.

Jesus, eu confio em vós!


Do Livro “Comece bem o seu dia”, Luzia Santiago

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Caminhos

Imagine um mundo sem fé


Um famoso beatle, John Lennon, na sua canção Imagine, pediu que seus ouvintes tentassem imaginar um mundo como ele imaginava. Sem céu acima e sem inferno abaixo de nós, um mundo que finalmente conseguiu viver a vida de verdade, na fraternidade humana sem religião.

E a canção prosseguia: “você pode dizer que sou um sonhador, mas eu não sou o único, um dia nós vamos ser uma só realidade.”

Muitos cristãos cantaram esta canção do John Lennon que propunha o fim das religiões, o fim do conceito de céu e o fim do conceito de inferno. Que propunha uma visão materialista e rateia da vida. O famoso beatle estava no seu direito de propor um tipo de mundo, como ele imaginava. Como nós estamos, famosos ou não, no nosso direito de propor um mundo como nós imaginamos.

Não sendo tão famosos, não tendo tanta mídia à nossa disposição, mesmo assim, podemos propor ao mundo religiões mais tolerantes e fraternas, ateísmos mais tolerantes e fraternos; um conceito menos mágico de céu e de inferno e uma fraternidade humana com religião, mas com religião inteligente, sem fanatismo. Da mesma forma que desejamos ateus não fanáticos ao nosso redor.

A triste verdade é que religiosos mataram, movidos pelo fanatismo: luz demais. E ateus também mataram, movidos pelo fanatismo, razão demais. Entre a revolução francesa que sacrificou milhares de cidadãos, as revoluções comunistas, que massacraram e puseram no cárcere milhares de compatriotas, as revoluções de cunho religioso no Irã, na Irlanda e entre os católicos e evangélicos de séculos atrás, podemos e devemos escolher um caminho mais sensato.

Houve comunistas e marxistas que não concordavam com crimes e assassinatos e religiosos que não concordavam com a violência em nome da fé. Foi, é e sempre será triste saber que em nome da razão movimentos políticos e ateus perderam o juízo. E que em nome da fé movimentos religiosos e crentes também o perderam.

Imagine não com John Lennon, mas com milhões de outros, um mundo em que as pessoas, crendo ou não crendo em Deus, no céu e no inferno, conseguem ser fraternas, com religiosos e ateus sentados à mesma mesa. Imagine-os respeitosamente a colocar cada qual diante do outro as suas convicções, sem um oprimir o outro.

Você vai dizer que sou um sonhador, mas se John Lennon tinha esse direito, eu também tenho. Pena que não sou tão famoso como ele, porque, assim, mais gente me ouviria. Mas, agora que ele já está na outra vida e foi vítima do fanatismo de seu assassino é bem possível que ele saiba mais do que eu. Se não existe outra vida, nem céu e nem inferno e nenhum mal abaixo de nós, então ele acabou. Se existe, é bem provável que ele já saiba que o diálogo e a tolerância continuam a ser as melhores coisas que se possa desejar para o ser humano.

Pe. Zezinho - http://www.padrezezinhoscj.com

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sigamos sempre pela trilha da verdade


Somos livres para fazer as nossas escolhas, mas precisamos fazê-las acertadamente.

Muitas vezes, entramos em caminhos que inicialmente parecem bons, mas no fim nos conduzem ao buraco.

A cada ação que formos realizar, em qualquer momento ou circunstância, precisamos pedir a Deus sabedoria e discernimento, para năo entrarmos por caminhos tortuosos e afundarmos. "Escolhi seguir a trilha da verdade, diante de mim eu coloquei vossos preceitos" (Sl 119,30).

Quando temos uma reta intenção diante das situações, o próprio Senhor adianta-se em nos mostrar o caminho certo, e se por acaso errarmos com o desejo de acertar na vontade de Deus, Ele mesmo endireitará os nossos passos.

Existem pessoas que são eternamente infelizes, porque não sabem fazer as escolhas certas para a sua vida. Tudo é muito simples, basta perguntarmos ao Senhor em cada situação: "Senhor, o que queres de mim? O que queres que eu faça? O que queres para a minha família?" Mostra-me os Teus caminhos! Peçamos ao Senhor a graça de sermos dóceis à vontade d'Ele em todos os momentos de nossa vida.

Jesus, eu confio em vós!


Luzia Santiago, Comunidade Canção Nova

Condição humana


A pessoa humana, experimentando seus próprios limites, ora faz opção pelo bem, ora pelo mal. Mas sempre lutando por sobreviver, tendo como pano de fundo a confirmação de sua existência, estabilidade e realização final. O importante é não ser enganado pelo mal que a cerca e se tornar uma pessoa infeliz.

Na descrição bíblica do paraíso, havia ali a árvore do bem e do mal. Diante dela, o homem e a mulher deveriam fazer sua opção e escolha de vida. Era um ato de obediência ou não, uma escolha que teria grandes consequências. Aí estava em jogo o destino de toda a humanidade e, também, até a perda do paraíso.

Nesse cenário bíblico encontramos inspirações profundas para nossas realizações de hoje. Às vezes descartamos a esperança diante de opções que matam a vida. Podemos até perder o sentido do novo paraíso, a vida em Deus. Isto acontece quando desconhecemos o sentido do sagrado e da dignidade da pessoa humana.

A força do mal leva consigo falsas promessas. É como o poder dominador, que faz parceria com quem age da mesma forma e não dá valor às iniciativas dos outros. Cai por terra a prática da fraternidade e a convivência entre os irmãos. As consequências de tudo isso é o endeusamento do individualismo, fato tão proclamado pela nova cultura.

A condição humana está ligada à liberdade e à capacidade de escolha. Tem como segurança a esperança, que deve sempre ser alimentada e concretizada em Jesus Cristo. Supõe firme convicção de fé na ressurreição e na vida eterna. A morada terrestre, que será destruída, transformar-se-á em uma morada eterna em Deus.

A vida é sempre marcada por um paraíso perdido, passageiro, e pelo mal que nos leva a perdê-lo. Isto é fruto da tendência que todos temos para o mal, para atos de injustiça e por atitudes muitas vezes desumanas. Assim ficamos perdidos na busca do bem e de uma condição humana que nos torna realizados. A dignidade é fonte de humanização e divinização.

Dom Paulo Mendes Peixoto

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Amor imperecível por Jesus


“Que a graça esteja 
com todos os que 
amam nosso Senhor Jesus Cristo,
imperecivelmente”

(Ef 6,24)

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Devemos pedir perdão a Jesus pelas vezes que não o amamos imperecivelmente.

O dicionário diz que imperecível significa “eterno”, “imortal”.

O amor imperecível é independente da dor, do sofrimento, das alegrias, paixões ou contrariedades.

Devemos estar atentos ao que vivemos em relação ao nosso amor por Jesus, pois esse amor precisa estar acima das nossas dificuldades e ser maior que os sofrimentos e sacrifícios de nossas vidas.

Jesus é a razão de tudo, por isso devemos entregar nossas vidas a Ele.

Vem, Espírito Santo, capacita-nos para amar Jesus com um amor inalterável.

Amém.


Do Livro “Deus Fala com Você”, de Marina Adamo