quinta-feira, 8 de março de 2012

Oração para quem é mulher

Enquanto mulher, tu fizeste de mim, Senhor, uma criatura especial.
Uma criatura de amor.
Amar, porém, é difícil: é preciso ser forte.
Ora, ser forte não significa ser rígida e dura como o ferro, 
mas tão macia e flexível que possa sustentar o embate de todo peso.
Significa saber dobrar-se, para depois levantar-se, 
como o junco que se curva ao vento. 
Significa discernir quando há de ceder e quando há de resistir.
Nem sempre sei amar, Senhor.
Às vezes não cedo o suficiente, às vezes não sei me levantar. 
Sempre, ao invés, esqueço de me esquecer.
Esquecer-me de mim.
Porque isso é ser mulher: pouco a pouco, dia após dia, esquecer-se por amor.
Senhor, ensina-me a ser mulher.
Ensina-me a “dobrar-me”, para respeitar a liberdade de quem amo.
Ensina-me a “resistir”, para tornar-me o escudo de quem amo.
Ensina-me a ser forte de tua rigidez, a ponto de tornar-me sustento e defesa para quem amo.
Ensina-me, Senhor, a ser realmente uma criatura especial: 
uma criatura de amor.



Oração retirada do livro 100 orações para quem tem pouco tempo e muita alma, de Lore Dardanello Tosi (Editora Ave-Maria).

(CIC) O oitavo dia

O Sábado - fim da obra dos "seis dias". O texto sagrado diz que "Deus concluiu no sétimo dia a obra que tinha feito", e assim "o céu e a terra foram terminados", e no sétimo dia Deus "descansou", e santificou e abençoou este dia (Gn 2,1-3). Essas palavras inspiradas são ricas de ensinamentos salutares:

Na criação, Deus depositou um fundamento e leis que permanecem estáveis, nos quais o crente poder apoiar-se com confiança e que para ele serão o sinal e a garantia da fidelidade inabalável da Aliança de Deus. Por sua parte, o homem deverá ficar fiel a este fundamento e respeitar as leis que o Criador inscreveu nele.

A criação está em função do Sábado e portanto do culto e da adoração de Deus. O culto está inscrito na ordem da criação. "Nada se anteponha à obra de Deus", diz a regra de São Bento, indicando assim a ordem correta das preocupações humanas.

O Sábado constitui o coração da lei de Israel. Observar os mandamentos é corresponder à sabedoria e à vontade de Deus expressa em sua obra de criação.

O oitavo dia. Mas para nós nasceu um dia novo: o dia da Ressurreição de Cristo. O sétimo dia encerra a primeira criação. O oitavo dia dá início à nova criação. Assim, a obra da criação culmina na obra maior da redenção. A primeira criação encontra seu sentido e seu ponto culminante na nova criação em Cristo, cujo esplendor ultrapassa o da primeira.

Catecismo da Igreja Católica, §§ 345-349

A perfeita paz do coração

“Deixo-vos a minha paz, dou-vos a minha paz, não como a dá o mundo” (Jo 14,27). Que amável brandura, que terno amor nestas palavras do Salvador, e, ao mesmo tempo, que profundo documento! Todos os homens desejam a paz, mas há duas pazes: a de Jesus Cristo e a do mundo.

O mundo diz ao ambicioso: Perturba-lhe, agita-lhe o desejo das grandezas? Suba, eleve-se. Ao avarento diz: Devora-lhe a cobiça das riquezas? Ajunte, acumule sem nunca parar. Ao licencioso, atormentado de seus apetites, repete-lhe a cada instante: Embriague-se de delícias, desafogue suas paixões, goze dos prazeres mundanos e terá a paz. Enganadora promessa! Cuidados, inquietações, desgostos, enfados, aborrecimentos, tristezas, cruéis pesares, devoradores remorsos, eis a paz do mundo!

Jesus Cristo diz: Vença a si mesmo, combata os seus desejos, resista às suas inclinações, enfreie a cobiça, quebrante as paixões; e a alma, dócil a seus preceitos, goze de inefável descanso. Os trabalhos da vida, os sofrimentos, as injustiças, as perseguições, nada pode alterar a sua paz, e esta paz celestial, que excede todo sofrimento, a acompanha em seu trânsito e a segue até o céu, onde se consumará sua bem-aventurança.

Dai-me, oh Deus pacífico, a perfeita paz do coração, o desprezo de mim mesmo, o vosso puro amor e o desejo constante de só a vós contentar, por vós sofrer, e por vós merecer a paz e o descanso eterno.

Do Livro “Imitação de Cristo”

quarta-feira, 7 de março de 2012

Medo de Deus


“Pai, chegou a hora. Glorifica teu filho, para que teu filho te glorifique, assim como deste a ele poder sobre todos, a fim de que dê vida eterna a todos os que lhe deste. Esta é a vida eterna: que conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que enviaste” (Jo 17, 1-3).

“Qual é o teu nome? – Moisés! O que pedes à Igreja de Deus? – A fé! E esta fé, o que te dará? – A vida eterna!” Assim começou a Celebração Eucarística em que um jovem estudante de vinte e um anos recebeu o Batismo, a Crisma e a Primeira Eucaristia. São os Sacramentos da Iniciação Cristã. Na mesma ocasião, seu irmão Henrique foi crismado.

A Assembléia litúrgica era composta de adultos, jovens e uma centena de crianças, que participavam do Festival das Crianças promovido pela Comunidade Sementes do Verbo em Icoaraci, nesta nossa Arquidiocese de Belém. O sorriso e a firmeza com que ouvi estas respostas iniciais do Rito que presidi com alegria me fizeram refletir sobre o nosso contato e o nosso trato com Deus.

O candidato à iniciação cristã ouviu a Palavra de Deus e antes do Batismo renunciou ao pecado, à divisão e ao demônio. Mergulhado na piscina batismal, dali saiu homem novo, foi ungido com o dom do Espírito Santo e admitido pela primeira vez à Ceia Eucarística. O sorriso continuava resplandecente, como, aliás, posso testemunhar nas muitas semelhantes celebrações a que presidi. Não havia tristeza, constrangimento, receio ou medo de Deus.

Quem pede o Batismo não o faz para que alguém controle a sua vida, cerceando seus impulsos em busca de liberdade. Querer ser e viver como cristão eleva a alma humana, faz ser melhor e ser mais livre! Não somos, diante de pessoas que têm outras convicções, homens e mulheres complexados, como se o pensar e o viver mundano fossem melhores. Não há nada mais digno na existência do que fazer a oblação livre da própria liberdade diante de Deus. Vale recordar a palavra de Jesus: “Se permanecerdes em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8, 31-32).

A Sagrada Escritura reflete o aprendizado de muitas gerações no contato com Deus, superando o medo diante da presença sagrada, que atrai e provoca muitas vezes estupor. Moisés, na montanha sagrada, iniciou seu caminho de intimidade com Deus. Mas começou tirando as sandálias numa terra santa, deu desculpas quando chamado à missão, enfrentou e superou as próprias inseguranças. Foi testemunha de grandes sinais e prodígios. No final, ficou o relacionamento pessoal: “O Senhor falava com Moisés face a face, como alguém que fala com seu amigo” (Ex 33,11). À morte, registra o Livro do Deuteronômio: “Nunca mais surgiu em Israel profeta semelhante a Moisés, com quem o Senhor tratasse face a face, nem quanto aos sinais e prodígios que o Senhor lhe mandou fazer no Egito, contra o Faraó, seus servidores e o país inteiro, nem quanto à mão poderosa e a tantos e tão terríveis prodígios que Moisés fez à vista de todo o Israel” (Dt 34, 10-12).

Elias, cujo ministério representa todo o profetismo do Antigo Testamento, também passou pelo aprendizado do contato com Deus. Vento impetuoso, terremoto, fogo, brisa suave. É diante da brisa leve que ele cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta (cf. I Rs 19,9.11-13). Deus não é encontrado na agitação interior ou exterior, mas quer ouvir e ser ouvido!

Os discípulos de Jesus (cf. Mt 14, 22-33) escutaram do Senhor palavras consoladoras: “Coragem! Sou eu! Não tenhais medo!” e Pedro, tão parecido conosco, é chamado fraco na fé para se tornar rocha! Aprendeu a viver e deu sua vida por Jesus.

Nossa história é parecida com as aventuras dos heróis da fé. Não nascemos heróis, mas podemos, com a graça de Deus, vencer as sombras interiores que nos apavoram. Não custa acender a luz! E a Palavra de Deus é luz para o nosso caminho! E muitas pessoas, ao nosso redor, estão suplicando que sejamos iluminados por Aquele que é Luz do mundo, quais luzeiros que transformam em dia claro as sendas que percorrem.

Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo de Belém/PA

Dom Orani Tempesta aprova plano de missão da RCC na JMJ 2013

Uma novidade desafiadora, mas que alegra o nosso coração: a Renovação Carismática Católica do Brasil conduzirá, durante os dias de realização da Jornada Mundial da Juventude, uma atividade missionária nas praias e comunidades da cidade do Rio de Janeiro. A ação foi confirmada na manhã desta quarta-feira (7) durante a reunião de lideranças do Movimento com o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, presidente do Comitê Organizador Local da JMJ.

A iniciativa seguirá os moldes da missão Jesus no Litoral, tradicional atividade do Ministério Jovem, que no próximo ano chega à sua 10ª edição. No entanto, como vem acontecendo no próprio projeto já existente, a evangelização não ficará restrita somente às praias e veranistas, mas vai atingir também as comunidades da cidade. A missão fará parte da programação oficial da JMJ e contará com a presença de cerca de cinco mil missionários de diversas partes do país.

Na opinião de Ruy Lima, coordenador da Comissão Nacional de Missão do Ministério Jovem, a atividade será de grande valia para todos: “Ganha a Igreja, ganha a Jornada e ganha a juventude”.


Fonte: www.rccbrasil.org.br

terça-feira, 6 de março de 2012

Assim caminhamos...


A três meses atrás postávamos o primeiro artigo neste blog, intitulado “O amor de Deus por mim” http://umsoprodedeus.blogspot.com/2011/12/o-amor-de-deus-por-mim.html . De lá para cá foram 187 postagens realizadas, todas com o objetivo de levar um pouco do amor de Deus para os internautas visitantes, através de minhas reflexões, de artigos publicados em outros sites, artigos extraídos de livros, de músicas etc. Até hoje, 06 de março de 2012, às 23h20min, 6.062 pessoas visualizaram este blog, o que mais uma vez nos enche de alegria.  

Abaixo, relação das postagens mais acessadas durante esse tempo:


10º) Céu, lindo céu, é o lugar onde eu quero viver  http://umsoprodedeus.blogspot.com/2011/12/ceu-lindo-ceu-e-o-lugar-onde-eu-quero.html

segunda-feira, 5 de março de 2012

“Quem é este a quem até os ventos e o mar obedecem?”

O Evangelho de São Mateus, no seu capítulo 8, versículos 23 a 27, conta que Jesus, depois de um dia pregando o Reino dos Céus para a multidão que o seguia, afastou-se para descansar. Durante o sono, caiu sobre a barca onde Jesus descansava uma grande tempestade. Os discípulos que o acompanhavam se assustaram com a violência do mar. E chamam Jesus, para que Ele faça alguma coisa, para que ele acabe com aquele medo. Jesus, então, repreende os discípulos pela falta de fé. Após, manda que a natureza faça a Sua vontade... e houve uma grande bonança.

Diante desse fato, sinto que também eu, como os discípulos, muitas vezes recorro a Jesus com desespero. Essa passagem vem me mostrar que o Senhor não perde a calma jamais. Ele está no controle de tudo... até mesmo da minha vida, da minha pequena história.    

Preciso parar para ouvir o que o Senhor tem para me falar. Quem sabe numa hora dessas não ouça também Ele me dizer: “Por que tendes medo, mulher fraca na fé?” É isso mesmo, preciso ouvir de vez em quando que sou fraca na fé, pois só assim terei consciência de que devo fazer alguma coisa para crescer um pouco mais. E desse crescimento, que eu possa verdadeiramente dizer que Este a quem até os ventos e o mar obedecem é o Senhor Jesus, o Filho de Deus, o meu Salvador!

Eu creio, Senhor, mas aumenta minha fé!

"... e aí haverá grande bonança!"