terça-feira, 5 de junho de 2012

Prepare-se para viver um dia Santo e não um feriado


Nessa próxima quinta-feira, 07 de junho, a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de “Corpus Christi”, nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”. A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

Essa comemoração acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição do sacramento da Eucaristia. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue. COMO ESSA DATA É IMPORTANTE PARA QUEM REALMENTE VIVE O AMOR DE DEUS EM SUA VIDA!

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6,55-59).

Por isso, meu irmão, minha irmã,  façam desse dia UM DIA ESPECIAL, e não um dia dedicado somente ao lazer, as farras, ou seja, vendo um dia apenas como UM FERIADO QUALQUER. Nesse dia visite JESUS, vá a uma igreja, dobre seus joelhos, converse com ELE, entregue sua vida, seus problemas... ELE É TEU DEUS, TEU REI, TEM PODER PRA LIBERAR TODA UNÇÃO DE CURA EM SUA VIDA.

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

QUE TODOS VIVAM UM SANTO DIA DO CORPO DO SENHOR.

Juçara Medeiros, RCC Carnaúba dos Dantas


(CIC) Toda a vida de Cristo é mistério


Muitas coisas que interessam à curiosidade humana acerca de Jesus não figuram nos Evangelhos. Quase nada é dito sobre sua vida em Nazaré, e mesmo uma grande parte de sua vida pública não é relatada. O que foi escrito nos Evangelhos foi "para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome" (Jo 20, 31).

Os Evangelhos foram escritos por homens que estiveram entre os primeiros a ter a fé e que queriam compartilhá-la com outros. Depois de terem conhecido na fé quem é Jesus, puderam ver e fazer ver os traços de seu mistério em toda a sua vida terrestre. Desde os paninhos de sua natividade até o vinagre de sua Paixão e o sudário de sua Ressurreição, tudo na vida de Jesus é sinal de seu Mistério. Por meio de seus gestos, de seus milagres, de suas palavras, foi revelado que "nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2,9). Sua humanidade aparece, assim, como o "sacramento", isto é, o sinal e o instrumento de sua divindade e da salvação que ele traz: o que havia de visível em sua vida terrestre apontava para o mistério invisível de sua filiação divina e de sua missão redentora.

Toda a vida de Cristo é Revelação do Pai: suas palavras e seus atos, seus silêncios e seus sofrimentos, sua maneira de ser e de falar. Jesus pode dizer: "Quem me vê, vê o Pai" (Jo 14,9); e o Pai pode dizer: "Este é o meu Filho, o Eleito; ouvi-o" (Lc 9,35). Tendo Nosso Senhor se feito homem para cumprir a vontade do Pai, Os mínimos traços de seus mistérios nos manifestam "o amor de Deus por nos".

Toda a vida de Cristo é mistério de Redenção. A Redenção nos vem antes de tudo pelo sangue da Cruz, mas este mistério está  em ação em toda a vida de Cristo: já em sua Encarnação, pela qual, fazendo-se pobre, nos enriqueceu por sua pobreza; em sua vida oculta, que, por sua submissão, serve de reparação para nossa insubmissão; em sua palavra, que purifica seus ouvintes; em suas curas e em seus exorcismos, pelos quais "levou nossas fraquezas e carregou nossas doenças" (Mt 8,17); em sua Ressurreição, pela qual nos justifica.

Toda a vida de Cristo é mistério de Recapitulação. Tudo o que Jesus fez, disse e sofreu tinha por meta restabelecer o homem caído em sua vocação primeira:

Quando ele se encarnou e se fez homem, recapitulou em si mesmo a longa história dos homens e, em resumo, nos proporcionou a salvação, de sorte que aquilo que havíamos perdido em Adão, isto é, sermos à imagem e à semelhança de Deus, o recuperamos em Cristo Jesus. É, aliás, por isso que Cristo passou por todas as idades da vida, restituindo com isto a os homens a comunhão com Deus. (Sto. Irineu)

Catecismo da Igreja Católica, §§ 514-518

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Todo mundo é igual



Diante de Deus, apesar de diferente, todo mundo é igual

Procurando bem... em todo mundo você encontra: sonhos, sentimentos, lembranças, vontades e assim por diante. Mas é importante lembrar que todo mundo tem suas próprias qualidades.

Se você não fala muito é porque deve escutar bastante... Alguns têm muita experiência; outros uma incrível capacidade de se surpreender. Tem gente que chora quando deveria rir, e outros que riem até mesmo quando deveriam chorar.

É interessante como uma pessoa se parece com outra, mas cada uma guarda em si a beleza de ser quem é.

A verdade é que diante de Deus, todo mundo é igual, apesar de diferente.


Márcio Mendes, Missionário da Comunidade Canção Nova

Um homem tinha plantado uma vinha…


“Um homem plantou uma vinha, cercou-a, fez um lagar e construiu uma torre da guarda. Depois arrendou a vinha e alguns agricultores e viajou para longe.” (Mc 12,1)

Jesus experimentou, ao longo de sua vida,  momentos em que se sentiu profundamente rejeitado pelos seus contemporâneos, de modo especial pelos  chefes  do povo.

A vinha  como de costume, simboliza o povo e os cuidadores  representam as autoridades políticas e sobretudo religiosas. Os enviados são os diferentes profetas que Deus  suscitou em seu povo para convidá-los à conversão. Estes profetas foram desprezados. Finalmente vem o Filho… Jesus.  Os trabalhadores da vinha rejeitaram os profetas e mataram o Filho… Jesus, com esta parábola, estava anunciando seu fim trágico. As autoridades presentes, ao ouvirem a parábola, sabiam perfeitamente que a elas Jesus dirigia a parábola. Elas é que estavam planejando a morte de Jesus. Não conseguem, no entanto, realizar seu plano porque o povo andava atrás de Jesus.

Coloca-se, com esta palavra, sempre de novo, a problemática da aceitação ou da rejeição de Jesus. No caso presente verificamos que as pessoas simples não tinham dificuldades em aceitar Jesus. As pessoas graduadas, no entanto, vão aprendendo a ter suas seguranças…  Aferram-se ao poder.  Garantem o futuro. Ao menos querem garanti-lo.  Dificilmente aceitam mudança de seus planos. Organizam-se fechadamente  e se sufocam.  Repetem as coisas de ontem. Não dão entrada  à Palavra do Senhor que quer  descortinar lhes outros horizontes.

Jesus hoje, vivo e ressuscitado, continua  falando em nome do Pai e através das páginas dos Evangelho que se tornam atuais no hoje do mundo e da  Igreja.  Não é tão fácil o trabalho da divulgação da pessoa de Jesus hoje.  Muitos “aderiram” ao Mestre através da família e da catequese. Coloquei aspas em aderiram porque  nem sempre o conhecimento atinge o nó interior da pessoa… e pode ser que,  um pouco mais à frente, sem rejeitá-la explicitamente,  a figura de Jesus vai perdendo suas cores e na prática ele não é levado em consideração.

Pode acontecer também que alguém,  como aquele jovem rico do evangelho, sinta o convite do Ressuscitado para uma intimidade maior… mas devido aos bens ou apegos a pessoas permanece numa religião sem fogo, sem aceitar de fato  Cristo em sua vida. Pode acontecer que, devido às exigências no seu seguimento,  alguns vieram  mesmo a rejeitá-lo.

“Senhor, livra-me das falsas seguranças, não permitas que eu seja envolvido e asfixiado em meus próprios projetos  que me impedem de ver tua luz, que não me deixem escutar tua palavra que convida à entrega, à mudança e a uma vida nova. Não permitas que eu te coloque fora de minha vida para que tu não venhas a perturbar minhas estruturas e meus planos”.

Frei Almir Ribeiro Guimarães

domingo, 3 de junho de 2012

Somos santuário do Espírito

Uma das promessas mais belas de toda a revelação, é quando Jesus nos afirmou: se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada (Jo 14,23).
No Antigo Testamento, Deus acompanhava o povo de Israel nas brigas e caminho pelo deserto; na conquista de Canaã como no desterro de Babilônia. Deus fez construir um templo em Jerusalém, onde Ele sempre estaria presente com seu povo.
De qualquer maneira, no Novo Testamento, Deus não está com seu povo, mas em seu povo; Deus não está conosco, senão dentro de nós mesmos, como a alma de nossa própria alma, e nele vivemos, nos movemos e existimos (At 17,28). Acaso não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (Cor 3,16)

Uma professora de matemática perguntou aos seus alunos: - Por que as pessoas gritam quando estão bravas?
O grupo ficou pensativo por um momento.
O primeiro respondeu: - Eu grito quando os outros me desesperam.
- Sim, respondeu a professora. Mas, por que grita, se a outra pessoa está tão perto de ti? Por que não pode falar em voz baixa?
Continuaram as respostas, mas nenhuma satisfazia a professora.
Enfim, ela explicou: - Quando duas pessoas estão bravas, seus corações se distanciam, criando uma grande distância entre elas. Para cobrir este vazio, precisam de gritos, pois não escutam nem são escutadas.
A professora, com lógica matemática, continuou: - Por outro lado, quando duas pessoas se apaixonam, não levantam a voz. Falam baixinho, porque seus corações estão perto um do outro. A distância tem sido superada. E até se olham em silêncio para ler a alma nos olhos da pessoa amada.

Deus está dentro de nós. Por isso, quando Jesus nos convida a orar, nos diz para entrarmos na morada profunda de nosso interior, onde encontraremos a presença divina. Muita gente é incapaz de fazer esta viagem, que é a mais importante da geografia da vida; percorrer o interior de nós mesmos, onde Deus tem feito sua morada.
Somos santuários do Espírito, onde Ele mora e atua através de nós (1Cor 6,19). Por isso, não precisamos gritar; basta uma atitude de contemplação. O falar-lhe em voz baixa significa então que sabemos que Ele nos escuta, porque habita em nosso coração.
Senhor, sou consciente que Tu moras no mais íntimo do meu ser, com coração sereno, quero no dia de hoje descobrir e experimentar que estás muito mais perto de mim do que imagino. Que não somente estás comigo, ao meu lado, mas que estás em mim.
Quero Senhor, em silêncio, com uma voz suave, falar contigo, porque sei que me escutas, pois estás dentro de mim.
Fizeste Tua morada em mim e sou o templo onde tu habitas. Por isso, já não preciso gritar, mas, com sons inefáveis (Rm 8,26), quero entrar em comunhão contigo até ao ponto de guardar silêncio e estar em contemplação permanente por Tua presença em mim, porque és a alma de minha alma.
Amém.

Do Livro “Como Evangelizar com Parábolas”, Editora Canção Nova

A vida


Quando me levantei o relógio já marcava 7:42hs. De imediato abri as janelas da casa para a luz do sol entrar dentro de casa. 

Pensei na vida, no sentido da vida e o mais importante: ela não se encontra num mercado onde se usa o dinheiro. A vida é dada por Deus. Ela é gratuita. Não importa se more num casebre. O importante é a presença de Deus em todos os momentos e afastar a entrada do pecado.

Obrigada, Senhor, pela vida que tenho juntamente com minha família!

Josefa Veneranda Dantas, 02/06/2005

sábado, 2 de junho de 2012

O lugar do meu refúgio é o teu colo


O texto abaixo foi publicado originalmente no blog gocarnaubadosdantasrcc.blogspot.com.br. Minha humilde contribuição para as reflexões marianas postadas pelo blog da Renovação Carismática Católica Carnaubense:

“O lugar do meu refúgio é o teu colo, onde eu posso me deitar e ser amada...” Este foi o tema que o Senhor escolheu para mim, para que eu pudesse falar com você sobre Maria. Antes de tudo, gostaria que você compreendesse que este não é somente um artigo, é também um testemunho de vida.

Eu quero começar falando de uma criança que aos seis anos de idade, sem nada compreender, viu sua mãe sendo tirada do seu convívio. Assim inicia a minha história com Maria. Cresci sem a presença da figura materna e com as consequências naturais desse fato. Coisas como passar o dia das mães sem uma mãe para abraçar, para presentear, para quem eu pudesse confeccionar um trabalho na escola, me deixavam muito triste. Durante anos esse foi o sentimento que senti. Até mesmo participar da Santa Missa nesse dia era causa de muita tristeza para mim.

A revolta contra Deus, por causa disso, também fez morada em meu coração, não posso negar. Como o insensato do Salmo 14, muitas vezes eu disse: “Deus não existe!” Porém, o Senhor que conhece tudo, sabia que esse não era o meu caminho. Com o tempo, Ele conseguiu me resgatar desse mar de angústia e colocar no meu coração que não havia esquecido de mim. E aí, fui tomando consciência que não só uma, mas duas mães estavam cuidando de mim o tempo todo.

A certeza desse fato foi acontecendo na minha vida de forma gradativa. Comecei sentindo o desejo de acolher Maria como minha mãe invisível. A partir daí, o amor filial foi renascendo no meu coração, a vontade de ter Maria como minha mãe foi crescendo. Esses primeiros encontros entre Mãe e filha aconteceram em momentos de tristeza, em que me sentia desamparada. E fui descobrindo no olhar sereno de Maria que Ela foi presenteada por Jesus também a mim. E a cada nova experiência ouvia Jesus me dizer: “Eis aí a sua mãe...” À medida que a minha intimidade com a Mãe de Jesus aumentava, eu via que com ela eu podia contar nas horas em que precisava do colo de uma mãe. Passei a fazer isso, passei a procurar consolo em minha mãezinha do céu. Com o tempo, passei também a acreditar que o lugar da minha mãe, Ana Constância, sempre foi ao lado de Jesus. A Virgem Maria, aquela que Jesus me ofereceu como mãe, me ensinou a acreditar em Deus, a acreditar mesmo quando não entendo.

Termino esse texto lembrando a vocês que temos SIM uma mãe que está à nossa disposição a qualquer hora e em qualquer lugar. Eu hoje não tenho receio nem vergonha de pedir auxílio à Maria, minha mãezinha do céu. Com ela eu sei que posso contar. O lugar do meu refúgio é o seu colo, onde eu sei que posso amar e ser amada.

Peço a Deus que estas simples palavras penetrem no coração de você que, por providência divina, está a lê-las. Que, como eu, você possa se sentir amado(a) e acolhido(a) no colo da Mãe de Jesus.