sábado, 16 de junho de 2012

Em que consiste nossa felicidade?



“Já que sabeis disso, sereis felizes se o puserdes em prática” (Jo 13,17)

Somente quando estamos ancorados na vontade de Deus é que somos verdadeiramente pessoas felizes. Não é o quanto possuímos ou sabemos, ou os amigos que temos ou não temos, que nos tornam mais ou menos felizes; Jesus Cristo é a fonte de felicidade.

É na vontade de Deus que encontramos a felicidade inesgotável, porque esta é uma fonte que jorra até a vida eterna.

Com muita simplicidade de coração, peçamos a Jesus que nos ensine hoje a realizar a vontade do Pai, como Ele a realizou. Sejamos dóceis ao Espírito Santo.

Jesus, eu confio em vós!


Do Livro “Comece bem o seu dia”, Luzia Santiago

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Nunca perca o encanto pela vida


Viver é uma aventura, e, diga-se de passagem, uma aventura muito bela. Descobrem a beleza da vida, as almas que nunca perdem o encanto e a ternura diante de cada novo dia e de cada nova experiência.

Enche-se de leveza e alegria o coração que nunca perde a novidade, e que enfrenta as realidades, a cada dia, como se tudo fosse novo, encantando-se diante da criação e diante da beleza presente nos detalhes do existir. Ao contrário, quem perdeu o encanto com a vida e a enxerga com ares de “hora extra”, acreditando já ter contemplado tudo o que ela tem a oferecer, acaba por conceber a existência como um peso, como realidade opaca e destituída de significado.

Uma das piores coisas do mundo, pior até que “dor de dente”, é conviver com alguém que se cansou de viver, que vê a vida de maneira distorcida e negativa, em virtude das marcas que o passado lhe acrescentou... Quem fica com os olhos fixados no passado se torna incapaz de ver o presente. E quem não o vê está morto. Não existe maior expressão de morte para alguém do que deixar de enxergar o mundo e o presente, como se fosse a primeira vez...

Que as dores – que vivemos – não nos roubem o olhar de esperança diante de cada situação.

Nosso presente é o presente que Deus nos entrega, e cabe a nós, com o auxílio e a graça d’Ele, reconstruir no hoje, as belas e originais ilustrações e formas de nossa história.

Fomos criados para a felicidade, independentemente do nosso passado e das dores que vivenciamos. Ser feliz não é viver sem sofrimentos, mas é saber crescer com estes, não permitindo que eles nos aprisionem.

Não existe realização sem luta e desafio. Quem luta por sua felicidade já a alcançou, é apenas uma questão de tempo. É possível ser feliz no hoje. A felicidade é sempre uma real possibilidade, depende apenas da forma como enxergamos a vida.

Nunca desista de lutar pela vida e por seus sonhos, saiba que você é muito mais do que seu passado e suas escolhas erradas. Creia que hoje, agora, é o momento ideal para ser feliz!

Pe. Adriano Zandoná, Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O peso da Eucaristia


Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou num armazém, aproximou do proprietário, conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu a fiado alguns mantimentos. Ela explicou que o marido estava doente, que não podia trabalhar e que tinha sete filhos para alimentar. O dono do armazém pediu que se retirasse do estabelecimento. Pensando na necessidade da família, ela implorou:

_ Por favor, senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que poder.

O comerciante respondeu que ela não tinha crédito nem conta em sua loja. Mas, diante da insistência da mulher, o comerciante perguntou o que ela poderia lhe dar em troca.

_ Em troca dos alimentos eu lhe ofereço uma santa missa – disse-lhe a senhora.

O comerciante incrédulo falou meio relutante para a pobre mulher:

_ Escreva num papel a intenção da sua missa e coloque no prato da balança e o peço dela eu lhe darei em mantimentos.

A pobre mulher hesitou uns instantes e, com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu uma coisa e o depositou suavemente na balança. Com o peso do papel o prato da balança desceu e permaneceu embaixo. Completamente pasmado, o comerciante começou a colocar os mantimentos no outro prato. Como a escala da balança não equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos, até não caber mais nada. O comerciante ficou ali por alguns instantes, olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido... Finalmente, ele pegou o pedaço do papel da balança e ficou espantado, pois estava escrito o seguinte: “Jesus Eucarístico, o Senhor conhece as minhas necessidades, e eu estou deixando isto em suas mãos”. 

O homem, no mais completo silêncio deu as mercadorias à pobre mulher, que agradeceu e deixou o armazém. Ele, com o coração apertado, pensou consigo: “Valeu cada centavo”.


Jesus se apresenta como o pão que desceu do céu para dar a vida ao mundo. Deus Pai sabe que temos fome de vida em abundância. Como bom pai, nos alimenta, nos dá aquilo que nos devolve as forças e a capacidade de caminhar, de agir, de estar de pé. O alimento não só repõe nossas energias, ele sacia, satisfaz. Ele nos dá o pão do céu para estarmos felizes, de bem com a vida, de bem com tudo e com todos.

O Pai ama e cuida de nós alimentando-nos. Não é um alimento qualquer, mas um alimento que é fonte de energia, de bem-estar, que garante a vida eterna. Jesus, escondido sob o pão eucarístico, quer ser nosso alimento cotidiano, isto é, quer nos dar força, energia, Ânimo para caminhar, para agir, para viver. Tomando o pão eucarístico, Jesus entra em comunhão conosco para nos transformar naquele que recebemos.

Revista “Rainha dos Apóstolos”

Para que se agitar?


“Só tu, Senhor, me fazes descansar com segurança” (Sl 4,9)

Todos nós passamos por tribulações, porém há pessoas que, nos momento difíceis, agitam-se, buscando refúgio em alguém ou algo que as cercam. Se nos encontrarmos assim, oremos com mais confiança, mesmo com o interior abalado.

Basta recorrermos e invocarmos o nome do Senhor, certos de que Ele virá em nosso auxílio. “O Senhor me escuta quando lhe dirijo o meu apelo.”

Diante de Deus ninguém é melhor ou pior, maior ou menor; todos podem viver e experimentar a sua bondade de uma forma plena. Rezemos para que o nosso coração se torne confiante em todos os momentos da nossa vida.

Jesus, eu confio em vós!


Do Livro “Comece bem o seu dia”, Luzia Santiago

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Caminhos

Imagine um mundo sem fé


Um famoso beatle, John Lennon, na sua canção Imagine, pediu que seus ouvintes tentassem imaginar um mundo como ele imaginava. Sem céu acima e sem inferno abaixo de nós, um mundo que finalmente conseguiu viver a vida de verdade, na fraternidade humana sem religião.

E a canção prosseguia: “você pode dizer que sou um sonhador, mas eu não sou o único, um dia nós vamos ser uma só realidade.”

Muitos cristãos cantaram esta canção do John Lennon que propunha o fim das religiões, o fim do conceito de céu e o fim do conceito de inferno. Que propunha uma visão materialista e rateia da vida. O famoso beatle estava no seu direito de propor um tipo de mundo, como ele imaginava. Como nós estamos, famosos ou não, no nosso direito de propor um mundo como nós imaginamos.

Não sendo tão famosos, não tendo tanta mídia à nossa disposição, mesmo assim, podemos propor ao mundo religiões mais tolerantes e fraternas, ateísmos mais tolerantes e fraternos; um conceito menos mágico de céu e de inferno e uma fraternidade humana com religião, mas com religião inteligente, sem fanatismo. Da mesma forma que desejamos ateus não fanáticos ao nosso redor.

A triste verdade é que religiosos mataram, movidos pelo fanatismo: luz demais. E ateus também mataram, movidos pelo fanatismo, razão demais. Entre a revolução francesa que sacrificou milhares de cidadãos, as revoluções comunistas, que massacraram e puseram no cárcere milhares de compatriotas, as revoluções de cunho religioso no Irã, na Irlanda e entre os católicos e evangélicos de séculos atrás, podemos e devemos escolher um caminho mais sensato.

Houve comunistas e marxistas que não concordavam com crimes e assassinatos e religiosos que não concordavam com a violência em nome da fé. Foi, é e sempre será triste saber que em nome da razão movimentos políticos e ateus perderam o juízo. E que em nome da fé movimentos religiosos e crentes também o perderam.

Imagine não com John Lennon, mas com milhões de outros, um mundo em que as pessoas, crendo ou não crendo em Deus, no céu e no inferno, conseguem ser fraternas, com religiosos e ateus sentados à mesma mesa. Imagine-os respeitosamente a colocar cada qual diante do outro as suas convicções, sem um oprimir o outro.

Você vai dizer que sou um sonhador, mas se John Lennon tinha esse direito, eu também tenho. Pena que não sou tão famoso como ele, porque, assim, mais gente me ouviria. Mas, agora que ele já está na outra vida e foi vítima do fanatismo de seu assassino é bem possível que ele saiba mais do que eu. Se não existe outra vida, nem céu e nem inferno e nenhum mal abaixo de nós, então ele acabou. Se existe, é bem provável que ele já saiba que o diálogo e a tolerância continuam a ser as melhores coisas que se possa desejar para o ser humano.

Pe. Zezinho - http://www.padrezezinhoscj.com

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sigamos sempre pela trilha da verdade


Somos livres para fazer as nossas escolhas, mas precisamos fazê-las acertadamente.

Muitas vezes, entramos em caminhos que inicialmente parecem bons, mas no fim nos conduzem ao buraco.

A cada ação que formos realizar, em qualquer momento ou circunstância, precisamos pedir a Deus sabedoria e discernimento, para năo entrarmos por caminhos tortuosos e afundarmos. "Escolhi seguir a trilha da verdade, diante de mim eu coloquei vossos preceitos" (Sl 119,30).

Quando temos uma reta intenção diante das situações, o próprio Senhor adianta-se em nos mostrar o caminho certo, e se por acaso errarmos com o desejo de acertar na vontade de Deus, Ele mesmo endireitará os nossos passos.

Existem pessoas que são eternamente infelizes, porque não sabem fazer as escolhas certas para a sua vida. Tudo é muito simples, basta perguntarmos ao Senhor em cada situação: "Senhor, o que queres de mim? O que queres que eu faça? O que queres para a minha família?" Mostra-me os Teus caminhos! Peçamos ao Senhor a graça de sermos dóceis à vontade d'Ele em todos os momentos de nossa vida.

Jesus, eu confio em vós!


Luzia Santiago, Comunidade Canção Nova