quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Anjos de uma só asa

Lá estava eu com minha família, em férias, num acampamento isolado e com carro enguiçado. Isso aconteceu há 5 anos, mas lembro-me como se fosse ontem. Tentei dar a partida no carro. Nada.

Caminhei para fora do acampamento e felizmente meus palavrões foram abafados pelo barulho do riacho. Minha mulher e eu,concluímos que éramos vítimas de uma bateria arriada. Sem alternativa, decidi voltar á pé até a vila mais próxima e procurar ajuda. Depois de uma hora e um tornozelo torcido, cheguei finalmente a um posto de gasolina. Ao me aproximar do posto, lembrei que era domingo e é claro, o lugar estava fechado. Por sorte havia um telefone público e uma lista telefônica já com as folhas em frangalhos. Consegui ligar para a única companhia de auto socorro que encontrei na lista, localizada a cerca de 30km dali.

- Não tem problema, disse a pessoa do outro lado da linha, normalmente estou fechado aos domingos, mas posso chegar aí em mais ou menos meia hora.

Fiquei aliviado, mas ao mesmo tempo consciente das implicações financeiras que essa oferta de ajuda me causaria.

Logo seguíamos eu e o Zé, no seu reluzente caminhão-guincho em direção ao acampamento. Quando saí do caminhão, observei com espanto o Zé descer com aparelhos na perna e a ajuda de muletas para se locomover. Santo Deus! Ele era paraplégico!

Enquanto se movimentava, comecei novamente minha ginástica mental em calcular o preço da sua ajuda.

- É só uma bateria descarregada, uma pequena carga elétrica e vocês poderão seguir viagem, disse-me ele.

O homem era impressionante, enquanto a bateria carregava, distraiu meu filho com truques de mágica, e chegou a tirar uma moeda da orelha, presenteando-a ao garoto.

Enquanto colocava os cabos de volta no caminhão, perguntei quanto lhe devia.

Oh! nada - respondeu, para minha surpresa.

- Tenho que lhe pagar alguma coisa, insisti.

- Não, reiterou ele. Há muitos anos atrás, alguém me ajudou a sair de uma situação muito pior, quando perdi as minhas pernas, e o sujeito que me socorreu, simplesmente me disse. - Quando tiver uma  oportunidade passe isso adiante!

Somos todos anjos de uma asa só.
Precisamos nos abraçar para alçar voo.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O amor dói

Ninguém vive sem amor, e ninguém ama sem sentir dor. O amor é um mistério, um segredo que se vive sem esperar nada em troca. Na dinâmica da vida desejamos ser amados, compreendidos, respeitados, valorizados, considerados.

Tudo começa com sorrisos e termina em lágrimas, e sem elas a vida perde o sentido. Como amar e sentir a dor da traição, da desconfiança, da mentira, da falsidade, do silêncio, da solidão, do abandono, do reconhecimento?

Não existe amor sem dor. Na medida em que a dor é amada, imediatamente é superada. “Só quem passa pelo fogo da dor, chega ao incêndio do amor”. Saber amar é saber superar gratuitamente cada pequeno ou grande desencontro, sem esperar nada em troca, a não ser a força de recomeçar. Diante dos conflitos da vida cotidiana, a tentação é saber quem tem razão, quem errou. A solução nos interessa, e não o culpado.

O Papa Francisco no domingo passado dizia: “Supomos sermos justos, e julgamos os outros. Julgamos até Deus, porque pensamos que deveria punir os pecadores, condenando-os à morte, em vez de perdoar. Agora sim corremos o risco de permanecer fora da casa do Pai! Como aquele irmão mais velho, em vez de se alegrar porque seu irmão retornou, ele fica com raiva de seu pai que o acolhe e faz festa.

Se em nossos corações não há misericórdia, alegria do perdão, não estamos em comunhão com Deus, mesmo observando todos os preceitos, pois é o amor que salva, não apenas a prática dos preceitos. É o amor por Deus e pelo próximo que realiza todos os mandamentos. E este é o amor de Deus, a sua alegria: perdoar. Nos espera sempre! Talvez algum de vocês tenha algo pesado em seu coração: ‘Mas, eu fiz isso, eu fiz aquilo...’. Ele te espera! Ele é pai: sempre espera por nós!

Se vivemos de acordo com a lei ‘olho por olho, dente por dente’, jamais sairemos da espiral do mal. O Maligno é inteligente, e nos ilude que com a nossa justiça humana podemos nos salvar e salvar o mundo. Na realidade, somente a justiça de Deus pode nos salvar! E a justiça de Deus se revelou na Cruz: a Cruz é o julgamento de Deus sobre todos nós e sobre este mundo.

Mas como Deus nos julga? Dando a vida por nós! Eis o ato supremo de justiça que derrotou, uma vez por todas, o Príncipe deste mundo; e esse ato supremo de justiça é também ato supremo de misericórdia. Jesus chama todos a seguirem este caminho: ‘Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso’ (Lc 6:36)”.

O que aconteceu com aquele que amou a todos, que acolheu os pecadores, fez refeição com eles? O que aconteceu com aquele que curou a os doentes, restabeleceu os paralíticos, fez os surdos ouvirem e os cegos verem?

Como terminou a vida daquele que fez milagres multiplicou cinco pães e dois peixes matando a fome de uma multidão? Qual foi o fim daquele que arrastou multidões e foi aclamado como Rei? O fim foi a solidão, o abandono, a condenação e a morte. Não existe amor verdadeiro sem cruz e sofrimento. O amor dói. É doído amar sem esperar nada, a não ser amar. Foi na entrega por amor do homem de Nazaré, o Filho único do Pai, que hoje somos capazes de amar, mesmo quando o amor dói.

Dom Anuar Battisti, Arcebispo de Maringá (PR)


#FicaAdica 99



A Lei da Atração responde a qualquer vibração que você emita, seja ela positiva ou negativa, dando-lhe mais dessa mesma coisa. Ela simplesmente responde às suas vibrações. Daí a importância vital de pensar de maneira positiva, de desejar ardentemente com a força da alma, de querer verdadeiramente receber as bênçãos de Deus!

À medida que sua fé se fortalece você descobre que não é mais necessário ter uma noção de controle. Aprende que as coisas vão fluir como deve ser e que você vai fluir junto com elas para seu maior bem e para o bem das pessoas. Então comece agradecendo por todas as coisas que você já recebeu… Respire com intensidade o ar e encha-se com a vida que lhe é dada pelo Criador!

Frei Paulo Sérgio, ofm

Leitura Bíblica: Lucas 8, 19-21

Jesus estava sempre cercado de muitas pessoas. Lucas, no texto hoje proclamado, observa que a mãe do Senhor e seus parentes queriam falar com ele, mas não podiam chegar até ele devido à multidão. Alguns chegaram a Jesus dizendo que eles estavam querendo ter com ele. Conhecemos essa palavra de Jesus que costuma causar estranheza: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus”. O texto evangélico dá a impressão que Jesus não dá a devida atenção à mãe e aos parentes.

Na medida em que não vivemos para nós mesmo, mas em que nos colocamos como que “suspensos” à voz do Senhor passamos a ser ouvintes de Palavra. E a Palavra é como a semente. Esta e aquela morrem no solo e no coração para produzir fruto. Maria, a mãe de Jesus, antes de gerá-lo na carne, concebeu-o em seu interior com o seu  fiat, o seu faça-se em mim segundo a sua palavra. Da mesma forma, cada discípulo de Jesus que se faz  ouvinte atento da Palavra da Escritura, das falas do Senhor no fundo da consciência,  dos sinais que ele nos da através dos irmãos que nos cercam se torna próximo  de Jesus. A palavra-semente morre em seu interior e dá fruto. Quem ouve a palavra e a põe em prática torna-se mãe e irmão de Jesus. Os que querem segui-lo são convidados a ouvir a Palavra que lhes mostra o caminho. A audição da Palavra e sua acolhida nos torna íntimos do Senhor… Assim os ouvintes adotam a postura de Maria: levam tudo ao fundo do coração.

Transcrevemos algumas linhas de Francisco de Assis em sua Carta aos Fiéis: “Quão bem-aventurados e benditos  são aqueles e aquelas que ao fazerem tais coisas (amor a Deus e ao próximo, recepção do Corpo e Sangue do Senhor), e nelas perseverarem porque pousará sobre eles o espírito do Senhor  (cf. Is 11,2)  e fará neles habitação e um lugar de repouso (cf Jo 14,23; e são filhos do Pai  (cf. Mt 5,45) celestial, cujas obras realizam, e são esposos, irmãos e mãe (cf. Mt 12, 50) de Nosso Senhor Jesus Cristo. Somos esposos, quando a alma fiel se une pelo Espírito Santo a Nosso Senhor Jesus Cristo. Somos seus irmãos quando fazemos a vontade do Pai que está nos céus  (Mt  12,20). Somos suas mães quando o trazemos em nosso coração e em nosso corpo (cf. 1Cor 6,20) através do amor divino e da consciência pura (1Tm  3,9) e sincera e  damo-lo à luz por santa operação que deve brilhar (Mt 5, 16) como exemplo para os outros”.

Frei Almir Ribeiro Guimarães

sábado, 21 de setembro de 2013

#FicaAdica 98




O nosso olhar passeia por muitos lugares à procura de respostas, de confirmações, de apoio, de cumplicidade, justificação e tantas outras coisas, mas a Palavra do Senhor aponta-nos onde, de fato, devemos fixar o nosso olhar:

“Levanto os olhos para vós, que habitais nos altos céus. Como os olhos dos servos estão fixos nas mãos de seus senhores, como os olhos das servas estão fixos nas mãos de suas senhoras, assim nossos olhos estão voltados para o Senhor, nosso Deus, esperando que Ele tenha piedade de nós” (Sl 122, 1-2).

Tiremos, hoje, os olhos das pessoas, dos problemas e das dificuldades; mantenhamos o nosso olhar fixo em Jesus, porque “é d’Ele que vem o que esperamos” (Sl 61,6).

Jesus, eu confio em vós!

Luzia Santiago

Deus o abençoe!

Ao lembrar de meus queridos pais, de nossa casa lá em Sarandira, distrito de Juiz de Fora (MG) - onde eu nasci e fui criado -, a primeira recordação que vem à minha mente é aquele ensinamento basilar de meus queridos pais: "Bênção, papai"; "Bênção, mamãe". Assim, eu fui criado num ambiente abençoado, de verdadeiro respeito e veneração por meus pais, avós, tios e familiares. Abençoado, porque tomava a bênção diária de meus pais para dormir, ao acordar, ao sair para os estudos ou para o trabalho. Em tudo nós éramos muito abençoados pelos nossos pais. Falo não só de mim, mas de todos os meus irmãos, os quais receberam a mesma educação e a mesma bênção que até hoje sentimos nos acompanhar.

Quando nós damos a bênção ou a recebemos, somos portadores da bondade, da clemência e da misericórdia divina. Diz o ditado que "a boca fala do que o coração está cheio". Se o nosso coração está cheio e é portador de bênção, seremos sempre pessoas abençoadas pelo Deus Uno e Trino. Conforme fazemos o sinal da cruz na fronte, somos protegidos dos maus pensamentos. Ao fazer o sinal da cruz sobre o peito, somos protegidos dos maus sentimentos. E ao fazer, por fim, o sinal da cruz nos ombros, somos protegidos em nosso agir cristão.

Falo do costume de pedir a bênção aos pais, aos avós, aos tios, aos padrinhos, ao bispo e ao sacerdote, porque vejo, infelizmente, que no mundo agitado em que vivemos estamos perdendo as bonitas tradições que nos foram legadas pela nossa fé, e estamos perdendo a chance de sermos abençoados pelo Deus Uno e Trino.

Os pais que abençoam os seus filhos são também abençoados. Ela vai e volta. Por isso, quem vive sob a bênção divina é uma pessoa abençoada.

Que bom seria que nossos novos casais também passassem a abençoar os seus filhos como nossos pais nos abençoaram no passado!

Devemos dar a bênção aos nossos amigos. Nas despedidas, devemos dizer: "Que Deus o acompanhe"; "Que Deus o guarde"; "Vá com Deus, que Ele o abençoe"; todas essas manifestações são de nossa religiosidade e da nossa fé, e não devemos ter vergonha de proclamá-las.

O poder da palavra "bênção" é muito rico! Diz que a "bênção é um substantivo feminino que significa: s. f. 1. Expressão ou gesto com que se abençoa; 2. [Religião católica] Sinal da Cruz feito sobre o que se benze. 3. [Figurado] Benefício, graça, favor especial".

Por isso, vamos ensinar aos nossos filhos e amigos o poder da bênção de Deus e a grandeza de nós, como batizados, podermos também fazer chegar essa consoladora bênção ao maior número possível de pessoas.

Deus o abençoe sempre!


Dom Eurico dos Santos Veloso, Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Amor a vida ou à mentira?

No dia 1º de julho, o corpo do menino Brayan Capcha, de 5 anos, foi levado para a Bolívia, onde havia nascido. Ele tinha sido assassinado com um tiro na cabeça alguns dias antes, em São Paulo, depois de entregar ao criminoso os últimos centavos que carregava consigo. Entre lágrimas, pediu-lhe que não matasse a mãe e o deixasse viver. Mas o assaltante não tolerou o seu choro e lhe desferiu um tiro na cabeça.

No mesmo dia, o Parlamento da Bélgica começou a debater a aplicação da eutanásia para os menores de idade. Para os adultos, ela está em vigor desde o ano de 2002, e lhes permite pôr fim à vida com uma injeção letal em casos de doenças terminais. A partir de então, 1.432 pessoas recorreram à medida. A nova proposta de lei autoriza os médicos a atender ao pedido de crianças e adolescentes que solicitam a eutanásia «por se encontrarem em situações médicas sem saída, em estado de sofrimento físico, psíquico constante e insuportável».

Em julho também vieram à tona as declarações do Ministro da Economia do Japão, Taro Asso, sugerindo que, por motivos econômicos e para o bem da nação, «os idosos se apressem a morrer. Se eu estivesse na situação dessas pessoas de idade avançada que recebem acompanhamento médico, sentir-me-ia mal, sabendo que o tratamento é pago pelo Estado».

Estes e mil outros fatos do mesmo teor que sucedem diariamente no mundo refletem a mentalidade pagã que tomou conta de amplos setores da sociedade atual, a começar de algumas lideranças políticas. Concretiza-se, assim, a “profecia” feita pelo escritor russo Fiodor Dostoievski, há 150 anos: «Tirem Deus da sociedade e salve-se quem puder!». Com ele concorda o Papa Francisco, num pronunciamento que fez no Rio de Janeiro, no dia 27 de julho: «Em muitos ambientes, ganhou espaço a cultura da exclusão e do descartável. Não há mais lugar para o idoso e para o filho indesejado. Não há mais tempo para se deter com o pobre caído à margem da estrada. As relações humanas parecem regidas por apenas dois dogmas: a eficiência e o pragmatismo».

Escrevi acima que, em alguns países, essa mentalidade pagã está sendo propugnada por autoridades políticas. Mas, para ser exato, preciso incluir na lista também os meios de comunicação social. Um exemplo concreto foi dado pela Rede Globo no dia 23 de agosto, através da novela “Amor à vida”. Em dado momento, um ator no papel de médico, afirmou que «o aborto ilegal está entre as maiores causas de mortes de mulheres no Brasil, um caso de saúde pública».

Graças a Deus, de uns anos para cá, muitos leigos cristãos passaram a ocupar o seu lugar, não apenas na Igreja, mediante serviços litúrgicos e catequéticos, mas também na sociedade. Foi o que se viu na “nota” que dirigentes do “Movimento Nacional da Cidadania pela Vida (Brasil sem Aborto)” difundiram no dia 23 de agosto, contestando a Globo e pondo os pontos nos is: «Os dados oficiais, disponíveis no Datasus, atestam que, no Brasil, em 2011 (último ano a ter os dados totalmente disponíveis), faleceram 504.415 mulheres. O número máximo de mortes maternas por aborto provocado, incluindo os casos não especificados, corresponde a 69, sendo uma delas o aborto dito legal. Portanto, apenas 0,013% das mortes de mulheres se devem a aborto ilegal. 31,7% das mulheres morreram de doenças do aparelho circulatório e 17,03% de tumores. Estes, sim, constituem problemas de saúde pública.

A Globo fez também clara confusão entre os conceitos de “omissão de socorro” e “objeção de consciência”, com laivos de intolerância à liberdade religiosa. Desconhecemos que alguma religião impeça seus membros de prestar socorro a “pecadores”. Se assim fosse, inúmeros assaltantes e assassinos que chegam baleados aos hospitais, ficariam sem atendimento. Se até um bandido assassino, que foi ferido no embate, tem direito a atendimento médico, como caberia negá-lo em situações de sequelas do aborto? Se a Rede Globo deseja problematizar o debate, que o faça a partir de dados e situações verazes, e não se contente em reproduzir jargões propagandísticos!».

Tudo isso para não voltar aos tempos e aos métodos de Voltaire: «Menti, menti, que alguma coisa ficará!».

Dom Redovino Rizzardo, Bispo de Dourados


Leitura Bíblica: 1Timóteo 3, 14-16


A primeira leitura da liturgia desta quarta-feira é tirada de um trecho da primeira carta de Paulo a Timóteo. Contém um escrito em forma de hino. Fala do mistério da piedade.

“Não pode haver dúvida de que é grande o mistério da piedade:  ele foi manifestado na carne, foi justificado no espírito, contemplado pelos anjos, pregado às nações, acreditado no mundo, exaltado na glória!” (1Tm 3,16).

Foi manifestado na carne – Houve e epifania de Deus na carne.  Aquele que os olhos não podiam ver e os ouvidos não alcançavam escutar se tornou carne. Num começo sem começo, num eterno começo, o Pai, fornalha de amor gera o Verbo no dom irrestrito vivendo com ele com o sopro, o espírito, uma comunhão sem fim, nunca interrompida. Quando chegou a plenitude dos tempos, esse Deus comunhão, esse Altíssimo, fornalha de amor, toma a decisão de mostrar-se na carne, de manifestar-se aos homens nascendo como uma criança, caminhando por nossos caminhos e machucando os pés nas pedras do caminho, bebendo a água de nossas  fontes e chorando as lágrimas mornas que costumam cair de nossos olhos.    O mistério foi manifestado na carne.  O Altíssimo se torna carne.

Foi justificado no Espírito - Na sinagoga de Nazaré ele havia dito que sua vida era cumprimento de uma unção do Espírito.  Antes, quando penetrara nas águas do Jordão para  ser  batizado o  Espírito pairara sobre ele, como  planara sobre o caos anterior à formação do mundo e à criação do homem.  Esse Espírito dele e do Pai é que foi derramado em nossos corações, de tal forma que fomos nele “justificados”. O Filho do Pai eterno é ungido para uma missão.

Contemplado pelos anjos - O sonho de Deus foi nascer entre homens, partilhar nossa vida. O Verbo não se fez presente tão proximamente  dos anjos quanto dos homens.  O ministério dos anjos é colocado a serviço dos homens.  Um mensageiro se aproxima de Maria para trazer-lhe o anúncio. Um anjo consola o Cristo no Jardim de Getsêmani. E os anjos contemplam o Senhor no face a face da glória e circundam o altar da celebração da Eucaristia.   Aquele que era a igual a Deus não quis ser outra  coisa senão servo. Os anjos se extasiam com sua majestade e com sua humildade.

Pregado às nações - Desde sua peregrinação pela terra,  depois de ter passado pela porta estreita e pelo túnel escuro da morte e  alcançado as estrelas  passou a ser pregado às nações pelos líderes das comunidades, por todos os que morreram a si e renasceram nele, pela palavra forte e firme e pelo testemunho de vida de tantos… Verdadeiramente pregado a todos os povos… Esse que foi exaltado na glória.

Frei Almir Ribeiro Guimarães

sábado, 7 de setembro de 2013

Presidente da CNBB orienta como viver bem o dia de oração pela Paz

Em resposta ao convite do Papa Francisco, neste sábado, 7, cristãos, católicos ou não, e pessoas de outras religiões se unem em oração pela Paz na Síria e no mundo.

De um modo geral, o Papa Francisco pediu a todos os "homens de boa vontade" que este dia de oração e jejum seja dedicado a pedir a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, Rainha da Paz, a paz para o mundo inteiro, explica o Cardeal Raymundo Damasceno de Assis, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Arcebispo de Aparecida (SP).

O dia foi escolhido pelo Papa por anteceder a festa da natividade de Nossa Senhora, celebrada neste domingo, 8. De modo particular, o Brasil celebra também neste sábado, o Dia da Pátria, ocasião em que muitos assistem os tradicionais desfiles ou aproveitam para viajar, outros ainda cumprem escalas de trabalho.

Mesmo assim, Dom Damasceno afirma que, para estar em sintonia com o Papa Francisco, não é necessário estar num "lugar exclusivo" para a oração. "As pessoas podem rezar em qualquer parte onde se encontram, com uma oração breve, como o terço ou uma pequena jaculatória pedindo pela paz no mundo", explicou.

O cardeal dá ainda outras sugestões, como forma de estar unido ao Papa: "Todos podem fazer um pequeno sacrifício, renunciando alguma coisa, ou dando alguma esmola, fazendo uma visita a um doente, a um hospital ou a uma penitenciária, visitando alguém doente numa casa, em uma família... Tudo isso como forma de sacrifício ou boas obras a serem oferecidas a Deus nesta intenção".

"A paz é sobretudo obra de Deus, da ação do Espírito Santo, mas também fruto do esforço e do trabalho das pessoas", destacou Dom Damasceno.

Fonte: www.cancaonova.com