sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

#FicaAdica 58



Maria, nossa Mãe, é a mulher da paciência. Sempre soube esperar o desígnio de Deus se cumprir, sem se afobar, sem gritar, sem reclamar... A paciência é amiga do silêncio e da fé. É a paciência que nos levará para o céu!

É o conselho que podemos tirar da palavra de Deus para nossa vida: "Aceita tudo o que te acontecer; na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação." (Eclo 2, 4-6)

Tenhamos fé e sejamos pacientes!

Felipe Aquino

Quebrei a cara


Decepcionei-me feio. Confiei para valer! Agora sofro por ter me decepcionado!

O que fazer? Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar com elas, mas também decepcionei alguém.

Só tenho a ausência de forças para recomeçar!

Mas como trabalhar com este sentimento que está aqui dentro de mim?

“Quebrei a cara” muitas vezes e em todas elas não tive medo de crescer e aprender!

Hoje tento mudar o foco. Olhar para mim e ver que também decepciono outras pessoas! Quantas vezes fiz propósitos eternos e cai na primeira oportunidade?

Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, é viver o Evangelho do recomeçar!

Valeu a pena ter vivido o Evangelho… Jesus foi decepcionado e mesmo assim recomeçou! Machucado, foi além.

Hoje quero também perdoar, pois perdoado eu fui… Condenar é o que não posso!

Perder com classe e com nobreza e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante.

Preciso somente de tempo para reconstruir! Pegar a planta da casa e ver os cômodos que foram destruídos. Pois não cheguei ainda ao fim… há uma estrada ainda para percorrer.

Vamos à reconstrução?

Eu quero! E você?

Adriano Gonçalves, Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Esperança

Gostamos de ano novo, roupa nova, carro novo, gente nova e bonita, ruas limpas, cidade organizada. Ninguém foi feito para curtir o desgaste e a feiura. Alegra-nos pensar que nascem de novo nossas esperanças quando se abre o mês de janeiro. É muito bom gostar e curtir as esperanças fundadas na certeza de que Deus nos fez para um mundo digno e bem tratado. Fomos feitos para a felicidade!

Contudo, muitas esperanças são frustradas devido ao choque com a dura realidade, de forma a gerar em muitas pessoas um pessimismo crônico diante dos acontecimentos e do mundo. Quando todos os municípios de nosso país acolheram novos representantes para o poder legislativo e novos prefeitos à frente do executivo, sensações contraditórias tomaram conta dos cidadãos. De um lado, é sempre o novo que vem à tona, cheio de promessas. Mas o refrão repetido tantas vezes da desconfiança nos políticos pode esvaziar o entusiasmo. Mais ao nosso alcance cotidiano, emprego novo ou primeiro emprego, aumento de salário, volta de férias, novo chefe na repartição, casa diferente, transferência, o casamento esperado. As surpresas estarão à nossa espera nos próximos doze meses, um dia depois do outro. E a cada dia basta o seu cuidado (Cf. Mt 6,34)! Por que tantas inquietações tomam conta de nosso coração? Erramos o alvo ao apostar no que é novo e promissor? Quais as razões para as muitas frustrações? Como preveni-las?

Nas últimas semanas, muitas pessoas arrumaram a casa e a vida para o fim do mundo, que não veio. Outras correram avidamente às previsões das várias categorias de adivinhos disponíveis no mercado! E muita gente ganhou dinheiro com tais oráculos! Os cristãos que fizeram a opção por seguir Jesus Cristo e querem viver o Evangelho com seriedade se encontram numa situação diferente. O ensinamento da Carta de São Pedro revela-se oportuno: “Ora, quem é que vos fará mal, se vos esforçais por fazer o bem? Mais que isso, se tiverdes que sofrer por causa da justiça, felizes de vós! Não tenhais medo de suas intimidações, nem vos deixeis perturbar. Antes, declarai santo, em vossos corações, o Senhor Jesus Cristo e estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir” (1 Pd 3,13-15). Nosso convite de início do ano é para que todos cheguem justamente a compartilhar as razões da esperança.

De esperanças passamos à Esperança. Esta é a chave! Não apostamos nossa vida no sucesso aparente do lucro ou da vitória garantida e fácil. Não confundimos salvação com prosperidade imediata, não queremos chamar Deus à obra de nossas mãos (Cf. Os 14,4). Se porventura o ano que começa nos encontrar na cruz, que a mesma fé e a mesma confiança em Deus subsistam em nós! Esperança é virtude teologal, dada de presente no Batismo. Trata-se de viver na esperança, não apenas de esperanças. Viver com a mesma firmeza, na luz ou na escuridão, diante da vida ou da morte, fortes ou fracos, segurando nas mãos de Deus.

A prática do bem e das diversas virtudes humanas, a serem exercitadas no dia a dia do ano novo, tem seu fundamento nas chamadas virtudes teologais (Cf. Catecismo da Igreja Católica, números 1812-1829), as quais fundamentam e orientam as ações dos cristãos. São dadas por Deus para que sejamos capazes de agir como seus filhos e merecer a vida eterna. São elas a Fé, a Esperança e a Caridade.

Com a virtude da Esperança, desejamos como nossa felicidade o Reino dos Céus e a vida eterna, colocando nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos no socorro da graça do Espírito Santo, mais do que em nossas forças. “Continuemos a afirmar a nossa esperança, sem esmorecer, pois aquele que fez a promessa é fiel” (Hb 10,23). “Este Espírito, ele o derramou copiosamente sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador, para que, justificados pela sua graça, nos tornemos, na esperança, herdeiros da vida eterna” (Tt 3,6-7). A aspiração à felicidade, plantada por Deus em nossos corações, é respondida pela virtude da esperança. Com ela, todas as expectativas que inspiram as nossas atividades são assumidas e ganham sentido. A partir dela, são purificadas as intenções, equilibrados os impulsos e eventuais exageros, moderada a concupiscência. Vale, sim, esperar o dia de amanhã, a aprovação num concurso, a casa nova e toda uma lista de coisas boas. Tudo encontra o seu lugar quando não é absolutizado. Só a escolha do seguimento de Jesus Cristo, aquele que é a única esperança, pode dimensionar adequadamente nossos afetos e sonhos.

“Espera, ó minha alma, espera. Ignoras o dia e a hora. Vigia cuidadosamente, tudo passa com rapidez, ainda que tua impaciência torne duvidoso o que é certo e longo um tempo bem curto. Considera que quanto mais pelejares, mais provarás o amor que tens a teu Deus e mais te alegrarás um dia com teu Bem-Amado em gosto e deleite que não podem ter fim” (Santa Teresa de Jesus, excl. 15,3). Para esta serenidade, é necessário confiar além do tempo e das vicissitudes dos dias que correm. O cristão, certo de que a “esperança é como uma âncora segura e firme” (Hb 6,19), tem a garantia de que o ano que começa será o melhor de todos e os que se seguirem, melhores ainda!

Dom Alberto Taveira Corrêa

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

#FicaAdica 57



Quem segue seu caminho sem saber por onde não deve ir corre um enorme risco de se perder!

Um caminho é seguro não somente quando se sabe aonde ir, pois, caminhos errados nos levam longe demais... Pior ainda é quando não se tem consciência do que acontece.

Uma sugestão delicada: procure listar os "nãos" que devem ser ditos, aqueles que já deveriam ter sido falados, aqueles esquecidos e os mais sinceros.

Será uma atitude corajosa e inovadora.

Ricardo Sá

Leitura Bíblica: João 1,19-28



João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. (Jo 1,23)

Durante o tempo do advento tivemos a ocasião de meditar sobre   muitos aspectos da figura do Batista. Às portas do Natal lá estava ele, sua família, as graças que  receberam seus pais. Agora, neste tempo do Natal e antes da festa do Batismo do Senhor, novamente ele ocupa a cena. Faz questão de dizer que não é o Messias. Os judeus haviam enviado emissários ao deserto para colocarem uma pergunta fundamental a João: “Quem és tu?”

“Eu não sou o Messias. Não me tomem como tal. Eu sou o filho da velhice de meus pais. Nasci como uma graça do céu. Desde muito jovem aprendi a escutar a voz do Senhor. Vivi muito tempo no deserto. Longe dos ruídos e longe de mim mesmo. Não me assentei à mesa dos banquetes refinados. Não vesti de roupas sedosas. Procurei a austeridade. Foi assim que desejei viver. Ao longo dos tempos as pessoas haverão de me representar com os ombros caídos, vestido de peles de camelo, completamente despojado. Aliás, eu deveria me chamar  João, o despojado. Não digo isso para me gloriar. Mas porque de fato assim foi a minha vida.  Não andei buscando minha glória.
Sim, as pessoas logo compreenderam alguma coisa fundamental de minha vida e de minha missão:  batizar no batismo de conversão, preparar corações para o Messias. Por favor, tirem de suas cabeças essas ideias: eu não sou o Messias. Minha missão é a de apontar sua chegada e desaparecer.

Pode ser que eu tenha traços de Elias. Arde dentro de mim fogo e não tenho receio de denunciar aquilo que corrompe e destrói o homem… Vocês precisam levar uma resposta a respeito de minha pessoa: Eu sou a voz do que clama no deserto. Vim para aplainar os caminhos do Senhor.  Cumpro uma profecia de Isaias. Para mim, isto consistiu numa subida honra.  Sou apenas uma voz que anuncia a Palavra.

Aos poucos fui tomando consciência mais clara de minha missão.  Sou o pregador da transformação do coração, da conversão. O Senhor deseja que eu leve as pessoas ao seu interior e que lá elas descubram que precisam de uma purificação. Acolho-as  às margens do Jordão e faço com que mergulhem em suas águas… Sou o batizador… o Batista….o batizador dos pecados…. Prepara os caminhos do Senhor… Ele, o Messias é que importa…. Ele batizará na água e no Espírito.  Eu batizo com água, mas no meio de vós está aquele que vos não conheceis e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias. Eu não sou o  Messias… simples e gloriosamente sou aquele que prepara seus caminhos.  Espero ter respondido aos seus questionamentos”

http://www.franciscanos.org.br

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Desejo demais o dom da sabedoria!

Hoje, amanheci cuidando da limpeza de casa. Vocês devem estar pensando: coisa mais sem graça para se fazer no primeiro dia do novo ano! Pois é, sem graça, mas pra mim necessária. Fiz isso com tão boa vontade! Quando comecei nem tinha ideia do que Deus estava preparando para mim, através desse ato.

Mas o que isso tem a ver com o meu desejo de “saber”? Numa leitura simples, descobri que o dom da sabedoria não se aprende nos livros, mas é comunicado à alma pelo próprio Deus, que ilumina a mente, o coração, a inteligência e a vontade. E essa manhã, limpando a sujeira que o dia de ontem deixou na nossa casa, por um momento me senti “entrando em sintonia” com Deus.

Já estava tudo limpinho, brilhando. Eu estava satisfeita com o resultado do meu esforço. Foi aí que, enquanto passava pela sala de jantar, ouvi o barulho de um aparelhinho que, de tempos em tempos, solta um ar perfumado (tem um desses aqui em casa...). E o que se encontrava limpo foi preenchido pelo perfume.

Nessa hora Deus me falou.

Assim é com a nossa vida. Por causa das nossas atitudes, acabamos sujando tudo. Às vezes não deixamos nenhum espaço limpo! De repente, uma luzinha brilha na nossa mente e sentimos a vontade de fazer uma limpeza, de jogar no lixo toda a sujeira acumulada. Fazemos isso. Nos sentimos aliviados porque conseguimos completar a limpeza. Mas ainda falta algo... Nessa hora, o perfume do Espírito de Deus vai adentrando, tomando o espaço que é Seu! Não falta mais nada! O odor da sujeira já não é sentido; apenas o perfume exalado pelo Sopro de Deus impera! Louvado seja Deus por tudo!

Senhor, dai-me a graça de, não apenas neste ano que se inicia, mas em todos os momentos da minha vida, entender o que queres me falar e a partir daí construir uma vida melhor.

Deus de nossos pais, e Senhor de misericórdia, que todas as coisas criastes pela vossa palavra, e que, por vossa sabedoria, formastes o homem para ser o senhor de todas as vossas criaturas, governar o mundo na santidade e na justiça, e proferir seu julgamento na retidão de sua alma, dai-me a Sabedoria que partilha do vosso trono, e não me rejeiteis como indigno de ser um de vossos filhos. Sou, com efeito, vosso servo e filho de vossa serva, um homem fraco, cuja existência é breve, incapaz de compreender vosso julgamento e vossas leis; porque qualquer homem, mesmo perfeito, entre os homens, não será nada, se lhe falta a Sabedoria que vem de vós.” (Sabedoria 9,1-6)








Santa Maria, mãe de Deus

Que graça para nós começarmos o primeiro dia do ano contemplando este mistério da encarnação que fez da Virgem Maria a Mãe de Deus!

Meu coração se alegra por este dia e com vocês quero partilhar este lindo texto, escrito por São Bernardo, Dr. da Igreja dizia e rezava assim:

“Seguindo-a não te desviarás. Maria é essa Estrela esplêndida que se eleva sobre a imensidão do mar,  brilhando pelos próprios méritos, iluminando por seus exemplos. Ó tu,  que te sentes,  longe da terra firme,  levado pelas ondas deste mundo,  no meio dos temporais e das tempestades,  não desvies o olhar da luz deste Astro,  se não quiserdes perecer. Se o vento das tentações se elevar,  se o recife das provações se erguer na tua estrada,  olha para a Estrela,  chama por Maria. Se fores sacudido pelas vagas do orgulho,  da ambição,  da maledicência,  do ciúme,  olha para a Estrela,  chama por Maria. Nos perigos,  nas angústias,  nas dúvidas,  pensa em Maria,  invoca Maria. Que seu nome nunca se afaste de teus lábios,  que não se afaste de teu coração; e,  para obter o auxílio da sua oração,  não te descuides do seu exemplo de vida. Seguindo-a,  terás a certeza de não te desviares; suplicando-lhe,  de não desesperar; consultando-a,  de não te enganares. Se ela te segurar,  não cairás; se te proteger,  nada terás de temer; se te conduzir,  não sentirás cansaço; se te for favorável,  atingirás o objetivo.”   

Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós