domingo, 10 de fevereiro de 2013

Salmo 137




Vou cantar-vos, ante os anjos, ó Senhor, e ante o vosso templo vou prostrar-me.

Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me.

Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma.

Os reis de toda a terra hão de louvar-vos, quando ouvirem, ó Senhor, vossa promessa. Hão de cantar vossos caminhos e dirão: “Como a glória do Senhor é grandiosa!”

Estendereis o vosso braço em meu auxílio e havereis de me salvar com vossa destra. Contemplai em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

“Eu não dou conta”

Vida cristã é muito mais que prazer. Experiência de Deus é você não mais saber quem você é, mas recordar quem é Jesus em você. Há tantos de nós intoxicados pela vida, pela palavra do outro. Quantas vezes você não fez a experiência de chegar a um lugar e adoecer?

A grande artimanha do diabo é minar nossa saúde espiritual, colocar desânimo na nossa vida de oração. Há pessoas que se amarguram por não ter dado conta da vida inteira, mas não fizeram sua parte no milagre.

Se nós tivéssemos a possibilidade de analisar nosso espírito hoje, ainda veríamos que permanecemos tão secos e paralisados nos nossos medos. Quer dar força ao inimigo? Tenha medo. O seu medo o faz entregar-se a ele. Muitas vezes, o mar da vida nos torna vítimas. Quantas pessoas são vítimas daqueles que estão ao lado delas! Coração que não faz a experiência de se mergulhar no Espírito Santo sempre será vítima do inimigo.

"Eu não dou conta". Para essa frase não precisa de esforço; e cada vez que dizemos isso, perdemos o movimento das águas e a chance de atravessar o mar. Tornamo-nos vítimas, porque perdemos a chance de dizer: "eu não aceito". Tenha a coragem de dizer: "Esse mar não mais irá me afogar".

O que faz um homem ser de fé é a resposta que dá diante da insegurança - isso é Cristianismo. Não é uma postura angelical, é uma forma de se tornar guerreiro, soldado. Coragem! Vitória é o que Deus quer celebrar na nossa vida por meio da fé.

Quando você tiver a coragem de colocar o pé na água, você já poderá sorrir, porque seu inimigo tem os "pés de barro" e, nas águas do Espírito Santo, ele irá se afogar. A única forma de você vencer o mal é colocar os pés onde ele não pode estar.

Padre Fábio de Melo

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

#FicaAdica 64



Fique atento: cá e lá, Deus nos dá a terrível experiência de perdermos o controle de algumas situações que para nós, são importantes. Neste momento, o que importa é ceder, deixar que Deus cuide, abandonar-se mesmo com resistências e experimentar que algumas circunstâncias nos são permitidas para que Deus tenha total controle sobre elas. Nossa cooperação é ceder! Muitos não experimentam maravilhas, porque teimam em ter controle sobre tudo.

Ricardo Sá




terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Leitura Bíblica: Marcos 5,21-43

É longo o trecho do evangelho de Marcos hoje proclamado na liturgia.  Jairo  tem a filha do doente e vem pedir sua cura a Jesus.   Uma mulher que tinha fluxo de sangue também se aproxima  confiantemente de Jesus.  Estamos diante do tema da fé-confiança nesse homem que era diferente.

A multidão era numerosa e Jesus permaneceu na praia. Jairo, um dos chefes da sinagoga, vem exprimir a situação que vive e fazer um pedido. Cai aos pés de Jesus, segundo o relato de Marcos.  “Venho te pedir alguma coisas com insistência.  Minha filhinha está nas últimas”.  Jesus atende o pedido e começa a acompanhar Jairo até sua casa. A história de Jairo é cortada.  Uma mulher com fluxo de sangue toca  em Jesus.  Mais adiante  Marcos continuará o relato sobre a filha de Jairo.  Jesus, mais tarde, vai tratar do caso da hemoroíssa.  Pessoas da casa do chefe da sinagoga chegam:  “A menina já morreu. Para que incomodar o  Mestre”. Em seu estilo simples e direto Marcos  coloca os pormenores.  Jesus escuta o que diziam os mensageiros e fala com energia: “Não tenhas medo! Basta ter fé!” Jesus não quer que a multidão o acompanhe.  Somente  Pedro, Tiago e João poderão ir com ele e o pessoal da casa do chefe da sinagoga. Havia agitação. Gente chorando, gritando.  Jesus provavelmente está tocado interiormente.  Emocionado?  Sofrendo com a morte da menina?  Há toda uma confusão  no local.  “Por que isso tudo?  Esta menina está apenas dormindo”.  Novamente Jesus restringe os espectadores já que alguns estavam caçoando  dele.  Poucos assistirão ao desfecho: ficarão junto da menina e de  Jesus o pai e a mãe da criança e os três apóstolos.  Tem-se a impressão que Jesus quer  que esses três possam depois testemunhar o que viram.  E vem o gesto de desfecho, linguagem de vida e sinal da ressurreição.  “Jesus pegou  a mão da menina e disse: Talitá cum – que quer dizer: Menina, levanta-te”.  A menina levantou-se imediatamente e começou a andar.  E Marcos nos oferece o delicado pormenor: ela tinha doze anos.  Na última linha do texto proclamado  outro detalhe:  Jesus manda que deem de comer à menina.  Ressurreição da menina, sinal da ressurreição. Os que  morrem a si  e renascem para vida nova em Cristo são pessoas levantadas da indolência e da inércia.

Temos que voltar ao caso do sinal da cura da mulher que sofria de hemorragia. A menina tinha doze anos e a mulher sofria da doença há doze anos.  A pobre mulher piorava cada vez mais.  Já tinha gasto todo seu dinheiro com médicos, sem resultado algum.  Novamente Marcos se compraz em falar de pormenores.  Há dez anos estava doente e sofrera demais na mão de muitos médicos. Cada vez piorava mais.  Ela chega discretamente. Não brada, não grita. Quer ao menos tocar no Mestre.  Toca a roupa. Fica curada. Experimenta grande exultação.  Jesus pergunta:  “Quem me tocou?”  A mulher toda gratidão e medo  caiu aos pés de Jesus e ouve:  “Filha, tua fé te curou, vai em paz e fica curada desta doença”.

Frei Almir Ribeiro Guimarães

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Descobrindo a beleza da vida

Os conceitos sobre beleza e felicidade variam muito de acordo com a maneira que cada pessoa vê a vida ou do momento que ela está vivendo. Basta observar quem está apaixonado, pois tudo fica lindo e vibrante ao seu redor. As mesmas paisagens adquirem um colorido diferente e o simples cantar de um pássaro tem um novo sentido.

Concordo com quem defende que a beleza da vida está escondida nas coisas simples, descomplicadas. Normalmente, as pessoas mais simples descobrem isso no dia a dia e são felizes com o que tem e onde estão.

Há quem diga ainda que as coisas mais bonitas da vida vêm do interior de cada um. As palavras sinceras e significativas, o sorriso espontâneo, o brilho dos olhos.

E ainda há quem diga que bonito mesmo é um dia de sol depois da noite chuvosa ou as noites enluaradas de verão, quando quase todos passeiam e se divertem. Bonito é procurar estrelas no céu e dá-las de presente a um amigo, namorado, filho, neto. É brincar com um simples raio de sol que fende a janela ou atravessa a fresta no telhado, enchendo de alegria a nossa vida. Aliás, às vezes, deixamos de prestar atenção no próprio sol e admirar sua beleza, mas um raio de sol que insiste em vibrar, não há quem não o veja, não se encante e brinque com ele. Isso é belo.

Bonito é chorar quando sentir vontade e deixar as lágrimas rolarem sem vergonha ou medo de críticas. É gostar da vida e deixar-se embalar por um sonho ainda que este nunca deixe de ser só um sonho. É ver a realidade do hoje sem nunca ser extremista e acreditar na beleza de todos os acontecimentos; vendo neles as marcas do Autor da vida. É continuarmos sendo gente em qualquer situação, também nos momentos difíceis - principalmente nestes -, e ser quem somos, vivendo bem todos os dias desta bonita vida que temos.

Resolvi escrever, pois esta é também uma forma de eternizar a beleza das descobertas. Tomara que a leitura deste texto desperte em você o gosto e o prazer de viver.

O fato é que por trás de cada acontecimento, por mais simples que seja, esconde-se a beleza e a preciosidade da arte de viver.

“Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz...
Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será
Mais isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita.” (Gonzaguinha)

Dijanira Silva,  Missionária da Comunidade Canção  Nova

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

#FicaAdica 63



Vencer não é competir com o outro e muito menos estar sempre fazendo comparações. Vencer é suplantar teus próprios limites, é ir além de tuas próprias capacidades, é derrotar teus inimigos interiores. E para que isso aconteça é necessário coragem. Coragem para planejar, coragem para arriscar, coragem para perder e também para ganhar… Coragem para não se deixar domar por aquilo que te quer fazer pequeno, pois nasceste para ser grande!

A coragem é uma virtude das pessoas fortes, daqueles (as) que se deixam inquietar e não se acomodam diante da própria vida. A força que não nos permite estacionar, a força do mar que quer sempre se expandir, a força da águia que quer voar ao infinito do céu… É esta a coragem que deve agir em nós como uma força motriz a nos impelir, a nos lançar na busca da meta, na realização daquele sonho que acompanha nossa própria trajetória humana…

Frei Paulo Sérgio, ofm

Leitura Bíblica: Marcos 4, 26-34




O reino de Deus é como um grão de mostarda…

O mundo novo de Deus, esse reino, é uma realidade presente, nem sempre visível… Mundo novo que está sendo misteriosamente gerado e que um dia, quando o tempo necessário tiver passado, aparecerá abertamente.  É como a semente que morre, mas  dá  vida, produz vida.

Pregadores, missionários, leigos discípulos   ouvimos  a ordem do Senhor: anunciar sempre o mundo novo, o reino, a vida que borbulha da palavra e da pessoa de Jesus, do Ressuscitado.  O catequista na catequese, os pais de família em casa, os enfermeiros dos hospitais, os  professores nas escolas, os padres no púlpito.  Semear, sem maiores preocupações… A força está na semente e a semente é trabalhada  pelo Senhor.  Semear e depois descansar.  A semente não depende de meus esforços vinte e quatro horas por dia. Faço minha parte e entrego ao Senhor.

A nós de semear, espalhar, incansavelmente,  falar, testemunhar, iluminar… O restante não  nos cabe fazer.  É obra do Senhor.  Ele é que age. Os que fazem o bem são impulsionados  pela força do Senhor. E pode levar tempo  para os resultados aparecerem…. A criança vê os pais serem de Cristo,  lê uma palavra, torna-se jovem.  Aceita ou rejeita as coisas do Senhor. Depois de rejeitar, aceita e volta.  Tempo da semente  frutificar.  Tudo com força do Senhor.  Não depende de quem prega.  Depende do convite do Senhor e da liberdade da resposta.  A mesma criança se torna um jovem  trabalhado pela graça…A semente vai fazendo seu caminho.

O mundo novo, o reino é semelhante a um grão de mostarda.  Tão diminuta semente que nem pode ser vista.   Plantada, quando medra, se torna um vistosa hortaliça. Ninguém podia imaginar a diferença  entre aquele insignificante começo e o final… quase uma árvore… Aquela mulher tão simples, quase uma santa… Assim acontece com o reino… são colocados gestos pequenos coisas de nada, pessoas que fazem o bem discretamente:  visitam os presos, dão banho nos velhos,  fazem papinha para o avô que divaga e delira.  Todos os dias.

O reino de Deus é como uma semente lançada à terra e que, ao longo do tempo da paciência, produz  seu  fruto.  Preciso ter paciência.  O reino de Deus é feito de coisas pequenas que, aos poucos, mudam a face da terra… Como um grão de mostarda.

Frei Almir Ribeiro Guimarães